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domingo, 8 de setembro de 2013

Toscânia

É verdade que Portugal tem cidades monumento ou com zonas históricas pitorescas e interessantes, que nos transportam imediatamente para outros tempos e outras vidas. Tem regiões vinícolas como o Douro e o Alentejo, com paisagens arrebatadoras transformadas pelo homem, onde se produzem alguns dos melhores vinhos do mundo. Tem gentes simpáticas e acolhedoras, sempre prontas a partilhar uma história e um pedaço da sua cultura. Tem tudo isso e uma gastronomia espetacular.

Lamentavelmente, em Portugal não se fala italiano! E isso, meus amigos, faz toda a diferença.

domingo, 10 de março de 2013

Quem avisa, amigo é!

Agora que a blogosfera está prestes a explodir, qual mina anti-pessoal,  espalhando crianças por tudo o que é canto, fica aqui um conselho amigo. Aquilo que os putos ouvem hoje pode voltar para vos assombrar daqui a quinze anos, ao estilo fantasma dos natais passados, na forma de um quarto fechado, donde sai aos gritos Gangnam Style ou outra porcaria de igual calibre.

Nada temam, eu trago as más notícias, mas também a solução, anúncio o apocalipse e sou um anjo de esperança. Se começarem hoje por aqui:


Com jeito e alguma sorte, pode ser que acabem aqui:


Obviamente, como desconheço a qualidade do material genético que está na origem dos espécimes, declino qualquer responsabilidade pelo resultado final.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Cacilheiro de Joana Vasconcelos abriu hoje as portas

In Expresso

Um tipo lê esta notícia e por segundos fica num limbo, sem saber se o jornalista se atreveu a fazer uma metáfora ou efetivamente é uma referência à agenda cultural.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Maestro Graça Moura condenado a cinco anos de pena suspensa


Para aqueles que não têm pachorra para ler jornais, eu vou resumir. O coletivo de juízes deu como provado os crimes de peculato e falsificação de documentos. Entre os gastos, temos: camisas de seda (hmmm), charutos, jóias (hmmm #2), passeios de balão, vestidos (hmmm #3), cuecas de fio dental (hmmm #4), um frigorífico (comprado na Tailândia?), 214 377 euros em viagens pelos Estados Unidos, Argentina, México, Tailândia e Singapura em primeira classe e hotéis de cinco estrelas, 80 000 euros em restaurantes e 52 542 euros em livros. O valor total das despesas é de 720 000 euros!

Antes de mais e ao estilo de teste psicotécnico de recrutamento, dos artigos listados, quais é que parecem não fazer parte do grupo? Se responderam os livros, acertaram. Com o frigorífico deve ter sido um percursor dos gajos da "Ressaca" e é melhor nem querermos saber o que meteu lá dentro. No fundo, só faltaram aparecer faturas de massagistas tailandesas ou tailandeses, porque agora que penso nisso, o resto dos artigos também abre espaço para algumas dúvidas. Os vestidos e as cuecas fio dental são para quem? 

Brincadeirinha, este gajo só não é o meu novo herói porque teve a infeliz ideia de fazer a seguinte declaração "Saí da instituição pior do que entrei. Com a minha carreira destruída, sem a mínima fortuna, a viver numa casa emprestada e a deslocar-me num carro emprestado. Se fiz peculato, sou o mais estúpido dos burlões". É que a confirmar-se o que diz, se estourou dinheiros públicos desta forma e não conseguiu poupar, pelo menos o salário, é mesmo uma besta quadrada. De qualquer forma, as recordações já ninguém lhas tira e se conseguir andar caladinho, com jeito não tarda nada está a receber a reforma.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Morreu Oscar Niemeyer, o último grande arquitecto do século XX

In Público

O que é chato, principalmente para ele, que até era um gajo porreiro e tinha um frango a assar no forno. Pena lá aquela coisa de ser arquiteto do regime militar (Duarte Pacheco, Albert Speer, estão aí?).

Em todo o caso, quando olho para a obra do homem, fico sempre com a ideia que se inspirou um tudo nada demais nos Jetson's.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

RTP deixa de transmitir "Top +" e "Câmara Clara"

In Expresso

Eu que até sou um gajo informado, compro livros e ouço música, posso adiantar em primeira mão que me estou a borrifar.

Em todo o caso, é importante fazer notar que, na ordem geral das coisas, o "Top +" a modos que trouxe ao mundo a Catarina Furtado e sempre dá emprego à Isabel Figueiras. Já o "Câmara Clara" não só tem um nome cretino, como era um tacho para a Paula Moura Pinheiro. E eu não tenho nada de especial contra a criatura, que até nem foi desengraçada, mas irritam-me aquelas pessoas que vivem de falar sobre Kultura. Por aquelas pessoas, entenda-se a Bárbara Guimarães e Catarina Portas. Não meto neste pacote (e por pacote entenda-se a Bárbara Guimarães, que a Catarina Portas às vezes lembra-me um rapazinho) a Maria João Seixas, que lá pelo meio das hesitações até fazia umas entrevistas castiças.

Para mim as manifestações culturais são para desfrutar, não são uma obrigação militante ou um selo de superioridade. Acontece que quando começo a ouvir alguém dizer que nesta semana já leu três ou quatro livros, foi ver a última peça do não sei quantinhos, viu os filmes de fulano e sicrano, tudo enquanto ouvia as remasterizações da Nona Sinfonia de Beethoven conduzida pelo próprio (sim, eu sei...), sinto uma vontade incontrolável de vomitar, se possível para cima do dito alguém.

domingo, 18 de novembro de 2012

Topless em Paris contra igreja francesa

In Jornal de Notícias

Isto sim, é intervenção cívica e um protesto digno. Vê-se mesmo que é um país civilizado. Pedrinhas contra polícias... Pfff!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Morreu a actriz Sylvia Kristel, a eterna Emmanuelle

E então? Nada de condecorações póstumas? Bandeiras a meia haste? Sei lá, pelo menos um minuto de silêncio na Assembleia da República?

É que esta senhora fez mais pela educação sexual nos anos 70 e 80 do que qualquer iniciativa governamental e muitos deputados passaram horas infindáveis à frente à televisão, com uma mão... Bom, andando. Ela e o tipo que escreveu o "Fanny Hill", um tal de John Cleland, que já em 1748 e sem se pôr com fantasias imbecis, escreveu uma coisa com muito mais interesse do que as cretinices da E.L. James (e digo isto com confiança de quem leu o primeiro e não faz ideia do que a segunda escreveu).

Aliás, para essas mamãs que agora leem pornografia como se não houvesse amanhã, que tal olharem para a coleção de livros dos maridos? Não são esses aí à frente, palermas! Os de trás. É que esse Henry Miller, com a capa preta e o título "Trópico de Cancer", não é um curso de astrologia para amadores.

Vá, toca a encadernar isso com papel pardo e disfarcem o sorriso estúpido quando vão a ler no autocarro.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Milhares em protesto: "Matar a Cultura é matar a alma de um povo"

In Público

Eu até ia tentar ignorar isto, mas é mais forte que eu. Quando vejo estes gajos a dizer que o Povo precisa de ter dinheiro para comprar um bilhete para um concerto ou espetáculo de teatro, fico petrificado. Aparentemente anda por aí gente que ainda não percebeu que neste momento o povo se está a borrifar para a cultura e quer é saber como vai pagar o passe para os filhos irem para a escola, se aquelas calças ainda aguentam mais seis meses ou o que vão jantar, senão nesta noite, daqui a alguns dias, porque o mês ainda vai a meio e a conta está quase a zeros.

Aliás, o povo sempre se borrifou para essa Kultura sistematicamente apresentada em salas vazias. É que um espetáculo do Miguel Guilherme com o Bruno Nogueira ou o reencontro dos Ornatos Violeta, não é bem a mesma coisa que duas horas com dois gajos vestidos de preto e uma lanterna a iluminar-lhes a cara, a declamar uma porcaria qualquer em tom monocórdico (até porque para isso já pagamos ao ministro das finanças, que sempre se dá ao trabalho de fazer uns powerpoints). Está quase a fazer 20 anos que fui ver o António Feio, o Zé Pedro Gomes e o Miguel Guilherme representar o "Arte",  numa sala cheia, espetáculo montado à volta de uma tela em branco, ridicularizando esta mesma Kultura.

É que o problema não é de hoje, porque esta coisa messiânica, como se nos estivessem a fazer um favor, já vem de longe. Salvaguardando as vigarices que por aí acontecem, se um empresário quiser um subsídio, vai ter de justificar a viabilidade económica do seu projeto, leia-se, demonstrar a adesão do "público" a que se destina. Ninguém lhe vai dar dinheiro (salvaguardando as vig...) debaixo do pretexto que não, aquilo não é para dar lucro, mas para manter viva a tradição, sei lá, dos produtores de casacos de couro com pele de piça de Andorinha. Vai daí, se querem fazer cultura, façam-na para o povo que a paga, porque se é só para os amigos, não se incomodem connosco e façam-na em casa na sala. Apre!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Nobel da Literatura 2012 para chinês Mo Yan


Como se ainda houvesse dúvidas sobre quem manda nisto, aí está o Nobel da literatura para um chinoca que ninguém (ou pelo menos eu) lê. Os indianos já tinham feito a mesma brincadeira, na altura em que estavam na moda com aquela coisa dos call centers (ariú tolquingue tumi?) e impingiram o VS Naipaul em 2001, que também ninguém...

E nesta onda de países novos ricos quererem o Nobel cultural para se legitimarem (que está para os países, como os casamentos de burgueses ricos com fidalgas pobres), o Brasil já deve estar preparar a festa para o Nobel do Jorge Amado em 2013. Se bem que, tratando-se do Brasil (que está para os países, como os universitários estão para uma noite de sexta feira), provavelmente não desperdiçou a oportunidade e também está a festejar o Nobel do Mo Yan. Aquela coisa do sol, temperaturas amenas, roupas minúsculas e praia todo o ano deve fazer um bem do caraças.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Futebol #2

Há uns posts atrás informei que não ligava puto a futebol. E confirmo, não ligo mesmo nada. Dou tanta importância à coisa que, sendo Portista, achava um piadão que o Braga ganhasse um campeonato. O mesmo já não digo relativamente ao Benfica, que quero mesmo é que se f*** todo, seja qual for a competição.

A questão nem é clubística, no sentido tribal da coisa, mas mais cultural. Tira-me do sério as constantes acusações de que o jogo está viciado e que são uns desgraçados e assim não brincam mais. São uns desgraçados porque são piores do que o FCP a "dobrar" as regras. No fundo são incompetentes, o que é uma maçada, mas pelo menos podiam poupar-se à vergonha pública de o dizer em voz alta. Ou alguém acredita que o SLB e o SCP (ou para esse efeito, qualquer clube, em qualquer desporto e divisão) não "dobram" as regras?

Também sei que o "povo" não tem a culpa toda. Isto dos "problemas" do futebol é alimentado por uma imprensa (3 jornais desportivos?) que não sobreviveria se só dissesse "o jogo foi porreiro". No final de um Porto vs Benfica, em que o primeiro ganhou e como habitualmente houve controvérsia sobre foras de jogo, penaltis, golos anulados, altura da relva, espessura das linhas..., lá tentaram instigar a confusão e perguntaram ao Mozer se o Benfica tinha sido prejudicado. A resposta foi lacónica e qualquer coisa do género, que era irrelevante e que o Benfica tinha era de ter marcado mais golos que o Porto. A verdade é que com as tangas sobre a arbitragem e sei lá mais o quê, a malta do Sul "desnorteou-se" e, adaptando uma expressão americana, tirou os olhos da bola. É que isto é tudo muito bonito, mas se os onze que estão lá dentro não marcarem golos, nem que sejam penaltis roubados, a coisa não funciona e ainda não dá para mudar o marcador de outra forma.

O chato é que para isso, para além de todo o restante folclore, é preciso bons jogadores, treinadores, infraestruturas, equipa dirigente, financiamento, criar uma cultura e, acima de tudo (literalmente), um presidente que perceba de futebol. E isso meus amigos, é coisa que não tem aparecido por Lisboa. Eu sei que o FCP parece uma "família" ao estilo d'O Padrinho, mas a verdade é que a coisa resulta, porque  é mesmo preciso criar laços de respeito, amizade, dever e fidelidade. Isto de estourar dinheiro em jogadores  e treinadores (o Sá Pinto é treinador? Quantas épocas é que um treinador pode estar sem ganhar até ser dispensado?) não chega se não acreditarem que o clube está primeiro, o que no Porto se ensina mal saem do avião, porque levam logo dois carolos se começam a falar na primeira pessoa e não na equipa (o Jardel era meio analfabeto e falava na terceira pessoa porque era o máximo que conseguia conjugar). A história diz que se honrarem o clube, o clube vai corresponder na justa medida. Nem mais, nem menos.

E é assim que até o Vítor Pereira pode dizer que é campeão nacional (p*** que pariu isto da mística)!

domingo, 30 de setembro de 2012

Mais de oito mil crianças alemãs com gastroenterite após comerem em cantinas

In Jornal de Notícias

Vou contar um segredo. Por razões profissionais, pelo menos uma vez por ano vou à Alemanha. Pronto, agora já sabem. Agora a sério, vou mesmo, e sempre que vou, fico fascinado com o rigor germânico no que respeita à alimentação. Aqueles gajos são uns animais no que respeita à higiene alimentar. Bem, nem era preciso ir lá, basta ver os espécimes que se passeiam pelo Alentejo e Algarve no verão, assim com aquele ar de quem não vê um chuveiro há dois ou três dias. Sempre que entram no mar devia-se interditar a praia. Depois ficamos surpreendidos quando volta e meia um golfinho dá à costa.

É que não há diretiva comunitária que lhes pegue. A malta deixou de poder fazer os enchidos e queijos como sempre fizemos e nunca matou ninguém (ou matou alguns, mas é estatisticamente irrelevante), os copos nos restaurante têm de estar virados ao contrário, os talheres embrulhados e sei lá mais o quê. Já aqueles cabrões, estão a cagar-se (e estou farto de os ver a sair da casa de banho sem lavar as mãos) para qualquer regra, nem digo comunitária, mas de bom senso. É vê-los a preparar um cachorro quente sem luvas, enquanto vão recebendo dinheiro, tossem para onde quer que seja, o pousam em qualquer lado e no final entregam-nos com um sorriso do tipo - vais mesmo comer isto? 

Eventualmente pode ser uma piada nacional e alemão que se preze não é apanhado a comer onde os turistas vão. Nos restaurantes para alemães os funcionários vestem um preservativo gigante e é tudo esterilizado como um laboratório. Mas nesse caso esta história não faz sentido. Alguém viu se as crianças eram loiras?

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

50 sombras de Grey

Provavelmente em vez de críticas literárias, vou começar a ler entrevistas dos autores.

A autora do "50 sombras de Grey", E. L. James, veio dizer em entrevista que se inspirou nos livros da saga "Twilight" (suponho que usem a palavra saga para lhe dar credibilidade), mas que achava que aquilo era pouco picante e que os vampiros eram assim um bocado para o totó.

Felizmente não me posso pronunciar. Não consegui ler mais de 4 páginas do primeiro livro da dita saga, porque tive a sensação que estava a ler uma composição da segunda classe, ao estilo "eu gosto de leite, o leite vem das vacas, eu gosto das vacas, as vacas são boas porque dão o leite". E a verdade é como o azeite e vem sempre acima. Tive exatamente a mesma sensação quando li as primeiras 4 páginas do "50 sombras de Grey" e agora já percebo porquê.

Em todo o caso está aqui um nicho de mercado para explorar. Por exemplo os livros da Enid Blyton. O Nody sempre me pareceu um palerma e aquele Mafarrico deve ser levado da breca. Ou então os cinco - duas raparigas, dois rapazes e um... Esqueçam...

Tenho é de começar a ensaiar a reação, para o caso de chegar a casa da minha mãe e encontrar por lá o Grey pousado na sala.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Onde é que vão morrer as hospedeiras de bordo?

Às portas de embarque!

É vê-las ali, infelizes, com as asinhas cortadas, já sem o fulgor de outros tempos.

(e assim surge a rubrica "Onde é que vão morrer...", porque pelos vistos, nisto dos blogs, é preciso ter rubricas)

O sangue latino é outra coisa

Mais ou menos um ano depois, regresso a Bruxelas. No ano passado apanharam-me desprevenido. Cidade limpa e organizada, embora nem tanto como as alemãs e um povo chato e antipático (também nem tanto como os alemães), particularmente as mulheres.

Normalmente estas viagens são tipo estrela rock e não vejo nada para além dos eventos (não, lamentavelmente não durmo em hotéis de 5 estrelas), mas desta vez resolvi preparar-me, reservei umas horas para dar uma volta pela cidade e acho que a má disposição do mulherio está explicada.

Eis o Manneken Pis, um monumento cá do sítio que, se for representativo do "dote" dos Belgas, explica porque é que não se consegue ver os dentes a estas tipas. E não me venham dizer que isto é um miúdo, que eu bem vi e isto é gente a dar para o baixo.

Não consigo é perceber porque não dão mais atenção ao material importado?

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ai Portugal, Portugal, de que é que estás à espera...

Este fim de semana precisei de trocar a pilha de um relógio. Um relógio decentinho, que não desmerece ninguém, comprado numa relojoaria tradicional, daquelas de rua. Bom, a verdade é como só pude tratar do assunto no sábado à tarde, lá fui eu a uma relojoaria de shopping, daquelas de shopping.
- Boa tarde. É para trocar a pilha deste relógio.
- Boa tarde. Com certeza. Pode deixar ficar, que nós depois telefonamos quando estiver pronto. É que estamos a trocar de relojoeiro, que o nosso vai para a Suíça - disseram-me com orgulho.
- Deixe estar. Eu resolvo noutro sítio. Obrigado.
Eu até compreendo o orgulho da senhora. Um relojoeiro que vai à Suíça é bonito e coerente. Estranhava, por exemplo, se dissesse Albânia. Já não compreendo é que num sábado à tarde de princípio de outono, com o shopping cheio, não tenham ninguém capaz trocar uma pilha e esperassem que lá voltasse para o levantar?

Também nesta semana, já duas semanas depois de ter encomendado um óculo (os profissionais do ramo dizem óculo), telefonei à ótica para saber se já tinham chegado. Não tinham e só depois de eu telefonar é que resolveram contactar o importador. Ficamos então todos a saber, eu e eles (embora me pareça que para eles era irrelevante), que demoraria pelo menos mais duas semanas e que "aguardasse que quando chegasse me telefonavam".

Isto tudo para dizer o seguinte. No meio desta crise toda, em que anda tudo em alvoroço e a correr para manifestações, não há ninguém interessado em correr atrás do negócio? Nem vou dizer que já desistiram, porque a qualidade de atendimento e serviço em Portugal é, regra geral, miserável. Mas porra, agora que as coisas apertam, não estará na altura de demonstrar que ainda são necessários? Que podem prestar um serviço útil? Estes gajos ainda não perceberam que é possível encomendar quase tudo pela internet e que não tarda nada só vão servir de montra? É que eu já nem estou a falar do comércio tradicional.  Desse que, mesmo em zonas nobres das cidades, continua a recusar-se a estar aberto à hora de almoço, a abrir ao sábado à tarde ou aos domingos, porque tinha de pagar horas extraordinárias e sei lá o quê, mas prefere continuar a abrir todos os dias às 9:30, quando está tudo no trânsito ou a trabalhar. Mas esta gente está à espera de quê para acordar?

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O último que apague a luz

Agora que a coisa começou a apertar e parece que começamos a fazer contas, lembrei-me que todos os anos são gastos milhões de euros em campanhas institucionais de sensibilização em assuntos para os quais está tudo a borrifar-se: condução em excesso de velocidade; condução alcoolizado; sobre-endividamento; condução em excesso de velocidade e alcoolizado porque está sobre-endividado; poupança de energia; cancro da pele; etc.

Na maior parte dos casos é difícil apercebermo-nos quando a malta estica a corda, mas aquela cena do sol topa-se logo. Um gajo está sair da praia por volta do meio dia e é vê-los chegar todos satisfeitos, ainda com remelas agarradas aos olhos, de coques Chicco na mão. Eu até achei perfeitamente lógico que uma empresa que já fazia biberões e sacos térmicos fizesse geleiras, mas apanhei um susto do caraças quando vi uma mãozita a sair lá de dentro.

E é isto, se facilitamos com bebés, é bom de ver que facilitamos com tudo. Depois ficamos muito surpreendidos quando o Rex come a Maria, o Luís aparece a espumar detergente da roupa, o Pedro quer brincar aos políticos, o Paulo compra dois submarinos e o José vai para Paris estudar filosofia e procurar o seu outro eu (que é quem ficou com os códigos das contas).

É que acaba por ser nestas coisas que se vê as diferenças entre os povos. Os alemães, por exemplo, são do melhor que há. Um tipo ainda está a pôr o pé em cima do risco e já se lixou. Em Frankfurt já vi um carro mal estacionado ser removido em 2 minutos. É claro que isto do rigor e da eficiência, mais do que motivação, é uma questão cultural. Aquilo é gente que só precisou de 5 anos para rebentar com a Europa e de caminho ainda conseguiu eliminar 6 milhões de pessoas. E agora que vejo por este prisma, este estilo latino se calhar até nos assenta bem, porque afinal de contas o dinheiro é emprestado e ninguém está à espera que seja para reembolsar.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Céu

Para memória futura, estou de férias, em Arrifana, concelho de Aljezur, distrito Faro, Algarve.

Isto até pode parecer banal, mas acontece que para mim esta é a praia mais bonita de Portugal (fotos em devido tempo) e no ano passado encontrei uma herdade, que complementa a coisa na perfeição (nem fotos, nem nome, porque senão para o ano todos os 3 leitores do blog aparecem-me por lá).

Vai daí, a linha editorial aqui do blog vai aliviar um pouco e a partir de agora só falo de sol, ondas, passarinhos, flores, pão alentejano, azeitonas, açorda de camarão, ovos mexidos com farinheira, robalo e dourada grelhados (um de cada vez), Super Bock fresquinha e Magnun Classic.

Ah! E da mais bonita, uma sereia que hoje faz anos e está mimadita. Vou ali dar-lhe um beijo e volto qualquer dia.