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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Ucrânia

Depois do que aconteceu na Líbia e no Egíto, a Síria parece que não está a ser tão fácil, tenho a certeza que o Ianukovich rapidamente percebeu o que lhe ia acontecer e, não fossem as coisas derrapar para uma coisa estilo Roménia, que envolveu cordas e ar entre os pés e o chão, desde cedo tinha a fuga preparada.

Ao contrário das duas revoluções Africanas, em que as redes sociais e a sociedade da informação tiveram claramente um forte impacto, pela desmistificação, como é que hei-de dizer, dos mitos, na Ucrânia, o sucesso da coisa parece-me que se deve a motivos ligeiramente diferentes...

... como por exemplo, ensinar as raposas, javalis, perdizes a utilizar espingardas contra os caçadores. 

É que uma coisa é dar porrada em meia dúzia de estudantes, habituados a falar muito e a fazer pouco ou nada, outra é enfrentar ex-militares, mineiros, trolhas técnicos de construção civil (já fui insultado por isto uma vez), ou "simplesmente" milícias da extrema direita, com capacetes, escudos, bastões e o que mais houver.

E sendo assim, o castro (raúl) é melhor que se apresse com aquilo do "um país dois sistemas" e o maduro também não fará mal em ter um plano b. Já o kim jong-un vai tendo a sorte, e o povo o azar, do país não ter nada que interesse a quem quer que seja, porque até para se ser um povo oprimido é preciso ter sorte.

domingo, 10 de novembro de 2013

Maduro manda Exército ocupar cadeia de electrodomésticos

In Público

A verdade é que eu já espero tudo do nosso governo e por isso, durante breves instantes, ainda me questionei sobre o que é que o poiares maduro tem a ver com as lojas de eletrodomésticos.

Quanto à Venezuela, enfim, quando escolheram o chavez tiveram o que mereciam, mas como não é certo que tenham escolhido este gajo... Dentro de dez anos vamos começar a ver reportagens ao estilo de Cuba e estes lcd's, que agora estão a roubar nas lojas, vão ser televisores a preto e branco.

Em todo o caso, aguardo os comentários do PCP e em especial do bernardino soares.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

França e Alemanha vão liderar negociações anti-espionagem com os Estados Unidos

In Público

Portanto, agora, em vez de serem só uns cabrões a meterem-se nas nossas vidas (quer dizer, não será propriamente nas nossas, porque, basicamente, ninguém quer saber o que por cá se passa), vão ser três, e dois deles até costumam comer à mesa connosco (quer dizer, não será propriamente comer, costumamos servi-los).

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Golpe militar no Egipto: Morsi deposto e Constituição suspensa

In Público

Mas afinal de contas para que é que serve o nosso exército? Suponho que mais uma vez a culpa será do paulo portas. Quem é que faz um golpe de estado com submarinos?

sexta-feira, 14 de junho de 2013

terça-feira, 4 de junho de 2013

É uma questão de igualdade: em Nova Iorque as mulheres podem fazer topless em Central Park ou qualquer ponto da cidade

In Público

Enquanto isso, no Parque da Cidade do Porto, nada! Se não é para usar as infraestruturas que temos de nível internacional, como os internacionais usam, então que se lixe. Mais vale usar os terrenos para construir casas de luxo frente ao mar. Sempre se pode dar o caso de uma das proprietárias resolver ir apanhar sol para varanda de forma mais cosmopolita.

Em todo o caso, a notícia gira parcialmente em torno de uma "artista" que pelos vistos se dedica a passear pela cidade ou a participar em manifestações em topless. Ora se o topless é uma forma de intervenção artística contra os costumes, caso contrário seria só mais uma palerma a circular pela cidade meia despida, porque raio há-de ser permitido? Repare-se que isto sou eu a fazer de advogado do diabo, até mais porque a dita artista não deixa de me fazer recordar a Maria Teresa Horta.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Quando os países não percebem o seu poder.

Há muito tempo que acredito que uma grande parte do ascendente, ou até mesmo poder, que os outros têm sobre nós é aquele que lhes queremos conceder. É claro que percebo estruturas sociais, como as hierarquias profissionais mas, mesmo aí, há os que são meramente submissos e os que conseguem conquistar o seu espaço e respeito. Pela minha parte, com um ou outro ajustamento, esta visão das relações aplica-se ao plano pessoal e profissional, mas também nas relações entre empresas, sociedades e países. 

É por isso que me parece um bocado deprimente que Portugal e os restantes países periféricos ainda não tenham percebido qual o seu papel na (des)união europeia, que no fundo é o de desvalorizar o euro. Somos o contrapeso. No dia em que Portugal, Grécia, quem sabe Espanha, saírem do euro, a valorização do euro será tal, que de um dia para o outro a Alemanha acorda sem qualquer competitividade. Toda aquela altivez e ética de trabalho pretensiosa vai para o galheiro e os série três, classe c e A4 ficam nos parques de estacionamento das fábricas.

E se é para isso que lá estamos, para ser o parente pobre, que vive de sobras e esmolas, então é melhor  perder de vez a vergonha na cara e voltar a exigir os nossos apoios e subsídios, os mesmos que nos têm permitido manter alegremente num estado inconsciente de subdesenvolvimento, enquanto fazemos de conta que somos membros do primeiro mundo.

terça-feira, 14 de maio de 2013

ONU aposta em insectos como alimento do futuro

In Público

E é nisto que dá ter um secretário geral asiático. O tinóni ou Ban Ki-moon ou lá como se chama o homem, dever ter dito qualquer coisa do género "pessoal, temos de pensar out of the box"e deu nesta palermice, porque alguém se saiu com esta ideia peregrina e o tipo nem estranhou.

Isto é gente perigosa e metódica, que até publica gráficos para fundamentar a coisa. Ficamos a saber que pelos vistos é preciso muito menos alimentos para produzir os mesmo quilos de, digamos, carne, e vão ao detalhe de argumentar que os insetos produzem menos gases com efeito de estufa (estou a citar, vão ver se não acreditam em mim), informação que obviamente vou guardar para desbloqueador de conversas futuras. Um gajo explode-se num autocarro ou um imbecil ameaça que vai disparar um míssil contra os estados unidos e é um reboliço na assembleia geral. Alguém publica esta imbecilidade e ninguém mexe uma palha. 

Bem, por mim esclareço que comi todos os insetos que tinha para comer até aos 14 meses, suponho que genericamente formigas, enquanto rebolava ou gatinhava de um lado para o outro e os ditos estavam à distância de um braço. Esse capítulo está encerrado desde que comecei a andar, exceção feita a um ou outro mosquito que se possa cruzar comigo de bicicleta (eu, não o insecto) e uma sacana de uma abelha do tamanho de uma bola de golfe que há uns anos se esborrachou contra o a ventilação do capacete. Se algum dia virem uma fotografia minha  no Vietname com um bicho a espernear entre dois pauzinhos que se aproximam da minha boca, podem apostar a vida em que aquela mer... voou logo de seguida em direção a um prato de sopa na mesa ao lado (onde de qualquer forma não se fez destacar de entre os restantes ingredientes).

terça-feira, 7 de maio de 2013

Sem um único tiro



Milhares de empresas destruídas, milhões de pessoas desempregadas, sem ter onde viver e quase nada para comer…

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Confrontos no Parlamento na Venezuela deixam 11 deputados feridos

In Público
"Enquanto não reconhecerem as autoridades, as instituições da república, a soberania do nosso povo, os deputados da oposição não vão falar nesta Assembleia Nacional.", Diosdado Cabello, presidente da assembleia.
E aqui está, mais um exemplo das forças democráticas em plena ação governativa. Suponho que é com isto que a malta do PCP tem sonhos molhados. Quem não tem a maioria, come e cala. Não percebo é porque se queixam tanto dos governos maioritários do PS e PSD que, afinal de contas lhes pagam mais ou menos na mesma moeda e, se têm de os ouvir, borrifam-se para o que dizem.

Por falar em PCP, como é que correu o um de maio? Continuamos a resolver os problemas de crescimento e financiamento da economia com cartazes em punho e gritos de ordem nas ruas? 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Barroso: política de austeridade atingiu o limite

In Público

Espetacular. Depois de se demonstrar matematicamente que o modelo económico que fundamentava a política de austeridade estava errado, algo que a realidade já se tinha encarregue de fazer até à saciedade, com jeito a culpa por isto ter corrido mal ainda vai ser dos austerizados, porque não souberam aguentar calados. Passo a citar:

"... Durão Barroso considerou, em Bruxelas, que as políticas de austeridade não tiveram aceitação social, conduzindo a tensões na Europa. E "uma política que é apenas vista como austeridade é claro que não é sustentável", alertou...".

Percebo, estivemos mal! Obrigado pelo "alerta". É este nosso mau feitio, sabe! Suponho que se a malta tivesse aceite alegremente o desemprego, a perda de benefícios sociais, a destruição dos sistemas de saúde e escolares, a fome e a emigração, tudo tinha corrido melhor.

Em todo o caso, não estava à espera que os gregos e espanhóis fossem tão mansos. Os países estão arruinados financeira e economicamente, está demonstrado que as políticas estão erradas e, no entanto, não se passa nada. Qualquer coisa para os tipos perceberam que a malta não é descartável. E nem estou a pedir um golpe de estado ou uma revolução, seguida de guerra civil. Uma intentona que seja... Não? Uns tiros para o ar... Alguém?

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Merkel diz que países do euro devem estar preparados para ceder soberania

In Público

Eh pá!... Não estava nada à espera, fiquei mesmo surpreendido! Sempre demoraram sessenta anos a tentar outra vez. O que diz muito sobre a persistência desta gente, mas afinal de contas é má propaganda para a sua eficiência. O Hitler quase que conseguia fazer o mesmo em quatro anos e pelo meio ainda se meteu com a Rússia e o Norte de África.

O que eu não percebo é esta obsessão em mandar, que me parece um tudo nada primitiva. Como aqueles miúdos que são os donos da bola e querem decidir sempre quem é que joga. No fundo, revela é pouco bom senso. Ninguém no seu perfeito juízo quer mandar na Grécia, Itália, Espanha, Portugal ou Irlanda. E, no entanto, aqui estão estes palermas.

Bebé chinesa vai chamar-se "Nascida no dia do terramoto"

In Jornal de Notícias

Sempre é verdade, uma desgraça nunca vem só. Numa primeira análise e sem dedicar muita atenção a esta imbecilidade, sou levado a acreditar que é a primeira criança do casal, entre família e amigos também não haverá pequenada e não havia maneira de saberem que esta ideia peregrina lhes vai sair cara quando quiserem ralhar com a criatura ou simplesmente pedir-lhe para lhes chegar o comando de televisão.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

FBI divulga fotos e vídeo de dois suspeitos do atentado de Boston

In Público

E a pergunta que fica é: e agora? O que é que se faz com dois gajos que matam três pessoas e ferem dezenas de outras, com métodos terroristas. Para aqueles que já se habituaram, ou foram insensibilizados pela utilização da palavra, métodos para instigar terror sobre as populações civis. Entenda-se: medo de assistir a um evento público, medo de andar em transportes públicos, medo de tomar uma refeição num espaço público. Sim, o operador aqui é a palavra "público", que obviamente se aplica aos contextos onde ocorrem os atentados, mas também a quem assiste e vê a sua vida alterada para sempre, porque, de facto, nunca mais esquece. E é assim que passamos do estado de choque, que na maior parte dos casos é imediato ou tem uma duração definida, para o síndrome pós-traumático, vidas e sonhos desfeitos.

Em mim fica sempre a questão, não tanto a dúvida, sobre o que fazer em resposta. Sejam estes gajos ocidentais ou de qualquer outra cultura, se atacam e desprezam o nosso modo de vida e cultura (felizmente em Portugal esta infâmia nunca cresceu), porque é que a resposta há-de ser de acordo com as nossas regras? Porque é que os filhos, mulheres e maridos, pais, irmãos e amigos destes animais estão a salvo de uma resposta na mesma medida, se é essa certeza que lhes dá força e motiva? Bem hajam os israelitas, que bem sabem para que é que compraram os F-16 e Apaches.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Desculpem qualquer coisinha

E agora que as coisas começam a apertar a sério, eis que o principal estudo de suporte à austeridade é descredibilizado em praça pública. Aparentemente, Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart, os engraçadinhos que escreveram uma coisa que se chama Growth in time of debt, resolveram, vá-se lá saber porquê, excluir dos dados estatísticos que suportam o seu trabalho a Austrália, Bélgica, Áustria, Canadá e Dinamarca. Não contentes com isso, ainda atribuíram ponderações diferentes aos anos de crescimento com dívida sobre o PIB inferior a 90%, relativamente aos anos de depressão com dívida nas mesmas condições.

E é assim que a bíblia que tem dado suporte às políticas implementadas em Portugal, Grécia, Irlanda e até Espanha, cai por terra. Cai a bíblia, mas não o sofrimento dos austerizados. Note-se que um outro trabalho que também dava cobertura a estas políticas já tinha sido chutado para canto, desaparecendo assim o suporte científico para a alucinação, para alguns pesadelo, em que andamos metidos.

O engraçado, ou não, é que até aos olhos de qualquer desgraçado com a quarta classe era evidente que com a redução do investimento e emprego público, o rendimento disponível para o consumo iria diminuir, contraindo-se assim o consumo, consequentemente o emprego. Desta forma, se por um lado temos que a economia produz menos, diminuindo assim o PIB, também gera menos impostos para fazer face à despesa. Por outro, essa mesma contração gera desemprego, que tem de ser subsidiado por finanças públicas, aumentando o seu peso no orçamento do estado. Perante isto, só um imbecil é que acredita que uma fórmula matemática pode ter um segredo oculto, que por artes mágicas se vai revelar, resolvendo todos os problemas da economia por via de um reset.

Não quero com isto dizer que não seja necessário, digamos, esterilizar a função pública. É evidente que a sua estrutura e peso na economia do país é desproporcionada, mas há seguramente outras medidas a implementar no imediato, nomeadamente no que respeita a igualdade de direitos entre todos os portugueses, cuja implementação seria facilitada pelo momento político e económico. Sendo assim, venha o TGV e o novo aeroporto de lisboa. Lamentavelmente e no caminho, começo a achar que o Sócrates ainda vai parecer um visionário.

sábado, 30 de março de 2013

Coreia do Norte em “estado de guerra” com Coreia do Sul

In Público

Primeiro, o mais importante. Que raio são aquelas coisas cheias de cores que aqueles paquetes à volta do pequeno líder têm penduradas no peito?

Agora as questões mais mundanas. Esta é uma daquelas histórias que me transporta para a invasão do Iraque de 93, quando o ministro da informação dizia para as câmaras de televisão que estava tudo controlado, enquanto no plano de fundo se viam a passar dois tanques americanos. Suponho que estes gajos também acreditam na própria propaganda e estarão tão atrasados, medievalmente atrasados, que nem conseguem compreender a capacidade militar americana. Provavelmente documentaram-se com os filmes do Chuck Norris, que veem numa televisão a preto e branco.

Por outro lado, isto pode não ser mais do que um grito de ajuda. O país está de tal forma em pantanas, que esta malta não vê outra saída senão entregar as chaves e pôr-se a andar. Mas como tudo na vida tem um preço, estão a criar as condições para negociar a rescisão de contrato. Direitos, prémios, seguro de saúde, o normal...

terça-feira, 26 de março de 2013

Papa fica a viver em Santa Marta, “de modo normal”

In Público

Este gajo já me está a começar a irritar. Isto é mais ou menos o mesmo que um tipo passar a vida a trabalhar para ser presidente de uma empresa e quando lá chega abdicar do salário.

Já todos percebemos a ideia e é muito bonita, mas ou começam a aparecer atos em grande - venda de património da igreja, grandes dádivas, assistência médica e educação para as crianças totalmente gratuita nas misericórdias - ou isto não passa de uma bela declaração de intenções. E já agora, põe-te a pau, porque se começas com muitas fantasias, um dia destes és capaz de não acordar.

domingo, 24 de março de 2013

FMI diz que evolução do desemprego em Portugal é “infeliz”

In Público

E é da maneira que ficamos a saber que, lá como cá, o segredo está no domínio da língua. Lição do dia: o que é um eufemismo?

sábado, 16 de março de 2013

Programa nuclear da Coreia do Norte deixa mundo em sobressalto

In Expresso

A Coreia do Norte parece um puto que está sempre a mexer em tudo e nos obriga a estar constantemente a dar-lhe palmadas nas mãos, enquanto dizemos "tá queto, não mexas aí". A verdade é que toda a gente sabe que isso não resolve nada e o miúdo não vai parar quieto enquanto não lhe enfiarem um bufardo nas trombas. E então, é para quando?

quinta-feira, 14 de março de 2013

Primeira homilia do Papa: "Sem Jesus Cristo, podemos ser uma ONG piedosa, mas não a Igreja"

In Público

Sendo certo que não acredito em deus e muito menos na igreja católica, não deixo de compreender a sua origem e percurso, que no fundo é uma variante de todas as religiões inventadas pelo Homem. Na origem, naturalmente, estará a necessidade de explicar o que nos era inexplicável, na essência, a própria origem do Homem, do espaço e do tempo. Suponho, até, que a maior preocupação residia no tempo, dada esta nossa vontade inexorável de viver, que nos leva a ter de acreditar no paradoxo da vida depois da morte, seja no céu, inferno, limbo, encarnando numa mosca ou cão. Pura e simplesmente não queremos morrer, desaparecer, deixar de existir. Quanto ao percurso, todas as religiões procuraram estabelecer códigos de comportamento, modos de vida, preceitos morais, enfim, regras, mais ou menos ajustadas ao seu tempo.

Acontece que, com o passar dos tempos, as religiões viram a sua função ultrapassada pelos acontecimentos, particularmente a católica, que surgiu numa época em que as sociedades já se alicerçavam em organizações complexas, tornando-se num entrave à sua evolução, em vez de um dos seus motores. Uma religião que centra a sua doutrina no combate a práticas da sociedade aceites, reguladas e legisladas, como o combate ao casamento homossexual, ao aborto ou a anticoncepção, é inútil. Para defender a vida, a oração e os preceitos morais há muito que foram substituídos pela educação, ciência e leis. Em suma, o acesso à informação tornou a religião obsoleta.

Em todo o caso, ao ver este novo papa, Francisco I, apresentar-se perante o mundo tão candidamente, alimentei uma ideia que gostava de não largar. E se de repente fosse possível passar para segundo plano a transmissão da doutrina, dogmas e preceitos da religião católica? Se de repente, a maior empresa do mundo, a única verdadeiramente global, que se estende da cidade mais cosmopolita, à populaça mais recôndita, se despisse de toda a sua altivez e se ajustasse aos nossos dias? Se de repente se transformasse na maior ONG e assumisse como principal vocação trazer conforto a quem precisa? Porque não "ser uma ONG piedosa, mas não a igreja"?