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segunda-feira, 13 de maio de 2013

CDS aceita "excepcionalmente" a taxa de sustentabilidade sobre pensões

In Público

"O primeiro ministro sabe e creio ter compreendido que esta é a fronteira que não posso deixar passar", Paulo Portas, 5 de maio de 2013

E é isto. Um tipo fica sem saber o que dizer. Eu compreendo lá aquela ideia de que em política "o que é verdade hoje, pode não ser amanhã", mas porra, é para interpretar literalmente? É que este gajo só precisou de uma semana para se borrifar para o discurso que fez ao país.


Se não é para o levar a sério, ao menos podia vestir-se a rigor. Ou dizer-nos a nós para nos vestirmos!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Taxa de desemprego sobe para 17,7%

In Público
INE/Público
O que, mais pessoa menos pessoa, do ponto de vista do vítor gaspar, mais coisa menos coisa, são 952 200 pessoas desempregadas, mais do dobro do que em 2008, quando a taxa era de 7,3%, 409 900 pessoas.

Diz-se por aí que o aumento da taxa de desemprego é o que mais tem surpreendido o governo. Eu, no lugar deles, ficava era surpreendido por ainda ninguém lhes ter feito uma espera e limpo o cebo. De qualquer modo, esta coisa da surpresa preocupa-me sobremaneira. É que se com as medidas tomadas já esperassem este resultado, um tipo ainda podia acreditar que a coisa estava a correr dentro do planeado e que mais dia menos dia o milagre da recuperação daria ares da sua graça. Agora se nem com isto contavam... C'um catano!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Isaltino transferido para a prisão da Carregueira

In Jornal de Notícias
Não é por nada, mas sou só eu que já nem me lembrava que este gajo existe? Com jeito, e se calhar alguma sorte, se mais ninguém mexer no assunto o tipo ainda fica por lá esquecido...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Sem um único tiro



Milhares de empresas destruídas, milhões de pessoas desempregadas, sem ter onde viver e quase nada para comer…

domingo, 5 de maio de 2013

Esperem lá...

... mas afinal as medidas anunciadas na sexta-feira eram a brincar? O tipo anuncia o que lhe apetece e agora escolhe só algumas?

Passos coelho respira fundo

Eu limito-me a um abanar de cabeça, enquanto suspiro.

Portas fala às 19h sobre novo pacote de austeridade

In Público

Agora só falta saber se é o paulo portas oposição ou ministro. Uma dica: se o tipo aparece com dois botões da camisa desapertados, o passos coelho está lixado.

sábado, 4 de maio de 2013

Economia para totós

Nos últimos meses tenho utilizado o blog para falar da crise, quase sempre no gozo ou pelo menos a tentar a ironia. Dizer mal não custa nada e sempre provoca alguns sorrisos fáceis, mas acontece que o tempo passa e o assunto vai perdendo piada, se é que alguma vez teve, tornando-se cada vez mais trágico. Não tanto pessoalmente, porque felizmente ainda quase não senti a crise, embora esteja certo que chegará a minha hora, mas pela catástrofe que vejo desenrolar-se ao meu redor. Portugal está a desmoronar-se, pedra atrás de pedra, num processo aparentemente inexorável, que ninguém parece conseguir ou querer pôr cobro.

Temos um governo que não tem a mínima, melhor dizendo, nenhuma competência para gerir o destino do país no momento que vivemos, provavelmente qualquer momento que seja, porque simplesmente não compreende o que está a acontecer. Fomos entregues a alguém que não aprendeu que o conceito ceteris paribus é meramente académico e não se aplica à realidade, algo que um estudante de economia aprende logo no primeiro ano do curso. Significa "se tudo o resto se mantiver igual".

Para aqueles que não têm formação económica, explico rapidamente. Por exemplo, se nada mudar, o ministro das finanças acredita que reduzir a duração do subsídio de desemprego aliviará as finanças públicas.  E se nada mudasse, isso era verdade. O problema é que no exato momento em que se concretiza o corte do subsídio, as pessoas deixam de comprar bens e serviços, se deixam de comprar bens e serviços, as empresas deixam de os vender, se os deixam de vender, têm de despedir pessoas, essas pessoas vão ter direito a subsídio de desemprego, logo vão sobrecarregar as finanças públicas. O ministro das finanças é incapaz de compreender esta dinâmica, provavelmente porque estava habituado a escrever equações num quadro, onde só mudavam as variáveis que ele queria. No fundo o homem até pode saber economia a pacotes, leia-se saber no sentido em que é capaz de debitar conceitos para uma sala de aula, mas infelizmente não os compreende.

Temos assim um governo que não consegue apreender o que está a acontecer e justifica os sucessivos falhanços com a nossa falta de compreensão e empenho, porque obstinadamente defende que é a iniciativa privada quem tem de acreditar e investir, não obstante o marasmo económico em que estamos enredados. Um governo que cria estímulos à economia pelo lado da produção, quando claramente o problema está do lado da procura, arrastando-nos para uma catástrofe, talvez sem exemplo na nossa história.

Este governo é um carrasco do futuro do país e da esperança de gerações. E se calhar, para quem ainda quase não sofreu na pele os efeitos da crise, é mesmo isso que dói. Ao longo da minha vida já passei por várias crises, mas nunca como agora houve tanta informação para vermos o que está a acontecer. Ver famílias desfeitas, sonhos despedaçados, gerações desperdiçadas, amputadas do futuro a que têm direito é doloroso, especialmente por saber que será em vão e que não precisava de ser assim.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ferreira Leite diz que “andamos a fazer sacrifícios em nome de nada”

In Público

Bem, agora falando mais a sério, não estará na altura do prof. cavaco silva destituir o governo e, já que está a assinar diplomas, destituir-se a ele próprio? Se calhar a constituição está mesmo a precisar de uma revisão, qualquer coisa na linha de: se três gajos à conversa no café decidirem que o governo deve ser destituído, basta arranjarem uma testemunha, que pode ser o empregado do café, desde que não seja também o dono ou filho do dono, para homologar a decisão.

Que isto não vai a lado nenhum já todos vimos, mesmo os bonequeiros por trás desta palhaçada. Sendo assim, suponho que a questão é: quem é que está a ganhar com isto? Com este crime de estado está a destruir-se o sistema nacional de saúde e o sistema educativo. Ao abrigo da austeridade, está a cortar-se todo o financiamento, até sufocarem e colapsarem, para serem definitivamente privatizados. Acontece que as PPP dão muito nas vistas, mas a educação e saúde conseguem fazer-se com micropagamentos, sem contratos complexos e grandes transferências do estado. Sendo assim, é só ver quem vai ficar a prestar os serviços.

Redução estrutural da despesa anunciada por Passos Coelho na sexta-feira às 20h

In Público

Mas redução de que despesa? Ainda sobrou alguma coisa para cortar? Se calhar as repartições públicas vão começar a funcionar em regime de self-service  e é o utente que passa a preencher os dados em computador e a carimbar os documentos. No fundo, deve ser mais ou menos o que já andam a tentar fazer na saúde há uma data de tempo. O meu barbeiro está há mais de um ano à espera de autorização para fazer um TAC. O tipo tem uma dor nas costas que volta e meia lhe apanha os músculos dos braços e lhe prende os movimentos. Confesso que a coisa não me preocupava muito, não fosse lá aquilo da navalha passar perto da carótida. No espírito faça você mesmo, já me ofereci para desenhar o TAC para ele apresentar ao médico de família.

Estou mesmo curioso para ver do que é que estes gajos se lembraram agora. A ideia de aumentar a idade da reforma é brilhante e o aumento do horário de trabalho também não está mal. Se calhar estão é a ser pouco ambiciosos. Acabava-se com a escolaridade obrigatória depois dos nove anos e a malta passava uma vida a trabalhar, isso é que era. Suponho que será o mais perto que o PCP vai ver Portugal de um país comunista. A China tem escolaridade obrigatória?

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Elementos da JS e do PSD e JSD envolveram-se em confrontos na Trofa

In Público

Lá, como cá... Suponho que é para nos lembrar que, afinal de contas, ainda somos um país do terceiro mundo. Lavadinho e desinfetado mas, ainda assim, do terceiro mundo.

Confrontos no Parlamento na Venezuela deixam 11 deputados feridos

In Público
"Enquanto não reconhecerem as autoridades, as instituições da república, a soberania do nosso povo, os deputados da oposição não vão falar nesta Assembleia Nacional.", Diosdado Cabello, presidente da assembleia.
E aqui está, mais um exemplo das forças democráticas em plena ação governativa. Suponho que é com isto que a malta do PCP tem sonhos molhados. Quem não tem a maioria, come e cala. Não percebo é porque se queixam tanto dos governos maioritários do PS e PSD que, afinal de contas lhes pagam mais ou menos na mesma moeda e, se têm de os ouvir, borrifam-se para o que dizem.

Por falar em PCP, como é que correu o um de maio? Continuamos a resolver os problemas de crescimento e financiamento da economia com cartazes em punho e gritos de ordem nas ruas? 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Portugal, revisto e aumentado

Rigor orçamental vs austeridade ou competência vs incompetência


Para os que ainda não perceberam, o professor, que é como o presidente da república gosta de ser chamado, porque lá na terra, como em qualquer outra terra quando ele era miúdo, as referências de sucesso eram o professor exigente, o padre moralista e o presidente da junta que acreditava que o dever cumprido era uma fonte maior e uma praça com um coreto, é incompetente na ciência em que se formou, a economia. No entanto, corporizando estas três figuras de autoridade, o homem lá construiu a sua carreira política, à semelhança do presidente do conselho, que definiu esta bitola, não se lhe conhecendo qualquer capacidade de investimento ou multiplicação de riqueza se, obviamente, esquecermos a SLN.

Para os que têm memória mais curta, o presidente foi primeiro ministro de Portugal entre 1985 e 1995. Foi durante os seus mandatos que o país começou a ser inundado por fundos comunitários e se passou da fome para a abundância, literal e repentinamente, benesse que lhe permitiu dar largas ao presidente da junta que guardava dentro dele, com a chamada política do betão, ao abrigo da qual se começou a asfaltar e cimentar o país. Ele foi estradas, rotundas, barragens, o grande coreto dos jerónimos, tudo sustentado em investimento público. Será também nesta altura que se dá a maior vaga de enriquecimento ilícito em Portugal, a coberto de projetos de investimento fraudulentos, financiados por programas comunitários, tutelados, distribuídos e verificados pelo governo português.

Para os revisionistas da história, convém lembrar que foi sob governação deste indivíduo que Portugal, a troco de uma esmola, abdicou da sua autonomia alimentar, desmantelando a frota pesqueira e destruindo a capacidade agrícola. Não foi ele quem, para o bem ou para o mal, criou as condições e nos conduziu à moeda única, pois em 1995 o PSD é substituído na governação pelo PS, comandado pelo inenarrável António Guterres, num momento em que não obstante todos os apoios da comunidade europeia, o país atravessava uma crise de crescimento e desemprego, acompanhada de convulsões sociais, que culminou no buzinão da ponte salazar. Ato contínuo, perdeu as primeiras eleições a que se apresentou como candidato à presidência da república para Jorge Sampaio, em si mesmo um feito digno de nota. 

Para os mais céticos quanto à fé cega do povo neste homem, a coisa tem uma explicação bem simples. É igual ao amor que um cão tem pelo dono. Assim como os cães seguem quem quer que lhes dê de comer, foi ele quem assinou os primeiros cheques vindos de Bruxelas. Os mesmo cheques que permitiram a uma larga maioria sair da miséria, particularmente aqueles ligados às artes da construção, dando-lhes de comer, onde dormir e a possibilidade de porem os filhos a estudar, na esperança de uma vida melhor.  Ao estar no sítio certo à hora certa, recolheu os proveitos políticos da negociação feita por Mário Soares com os amigos franceses. Infelizmente limitou-se a dar o peixe, deitando todas as canas fora.

E é este homem que segura um governo medíocre e incapaz de ultrapassar o desafio que enfrentamos. Um homem que bem vistas as coisas não tem mais competência do que um contabilista ou se calhar um marçano, que também é capaz de gerir uma conta de deve e haver. Se lhe derem euros para gastar, ele gasta-os, se não derem, para tudo. Infelizmente, sobretudo para nós, a economia não funciona assim. O dinheiro que eu gasto é o rendimento de outros e vice-versa, sendo a partir desta troca que se produz riqueza. É este princípio básico de macroeconomia que está a ser violado sem pudor, condenando-nos a uma espiral recessiva que nos vai levar ao segundo resgate. E se o ministro das finanças não é mais do que um moço de recados que faz o que lhe  mandam, a este homem exigia-se bem mais.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Afinal de contas...

... qual é a pena por insultar o presidente da república?


E, por exemplo, se alguém disser que parece atrasado mental, é um insulto? Afinal de contas há pessoas com dificuldades mentais que parecem normais. Por outro lado, há outros que parecem normais e são claramente retardados. Normalmente os indícios são a forma como falam e a expressão facial desajustada ao momento e emoções que estão a sentir... Não sei, ouvi dizer.

Estas penas são como as das cartas de condução, com infrações graves e muito graves? Pode só ficar pela multa? Hmmm...  De quanto é a multa?

terça-feira, 23 de abril de 2013

Caixa Geral de Depósitos vai apoiar PME em mil milhões de euros

In Público

Pelos vistos parece que a brincadeira já passou dos limites e antes que a coisa não tenha volta, quem manda resolveu pôr-lhe um fim. Dia 17 de abril o Ricardo Salgado disse que "a austeridade é violenta e está a chegar ao limite". Seis dias depois, o governo começou a resolver o problema. 
E assim, num passe de mágica - quando um tipo associa magia à resolução de problemas económicos, só pode ser mau augúrio - resolve-se a violência de ninguém estar a pedir crédito aos bancos e atinge-se o limite de hipotecas que estes estavam disponíveis para executar.

Barroso: política de austeridade atingiu o limite

In Público

Espetacular. Depois de se demonstrar matematicamente que o modelo económico que fundamentava a política de austeridade estava errado, algo que a realidade já se tinha encarregue de fazer até à saciedade, com jeito a culpa por isto ter corrido mal ainda vai ser dos austerizados, porque não souberam aguentar calados. Passo a citar:

"... Durão Barroso considerou, em Bruxelas, que as políticas de austeridade não tiveram aceitação social, conduzindo a tensões na Europa. E "uma política que é apenas vista como austeridade é claro que não é sustentável", alertou...".

Percebo, estivemos mal! Obrigado pelo "alerta". É este nosso mau feitio, sabe! Suponho que se a malta tivesse aceite alegremente o desemprego, a perda de benefícios sociais, a destruição dos sistemas de saúde e escolares, a fome e a emigração, tudo tinha corrido melhor.

Em todo o caso, não estava à espera que os gregos e espanhóis fossem tão mansos. Os países estão arruinados financeira e economicamente, está demonstrado que as políticas estão erradas e, no entanto, não se passa nada. Qualquer coisa para os tipos perceberam que a malta não é descartável. E nem estou a pedir um golpe de estado ou uma revolução, seguida de guerra civil. Uma intentona que seja... Não? Uns tiros para o ar... Alguém?

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Merkel diz que países do euro devem estar preparados para ceder soberania

In Público

Eh pá!... Não estava nada à espera, fiquei mesmo surpreendido! Sempre demoraram sessenta anos a tentar outra vez. O que diz muito sobre a persistência desta gente, mas afinal de contas é má propaganda para a sua eficiência. O Hitler quase que conseguia fazer o mesmo em quatro anos e pelo meio ainda se meteu com a Rússia e o Norte de África.

O que eu não percebo é esta obsessão em mandar, que me parece um tudo nada primitiva. Como aqueles miúdos que são os donos da bola e querem decidir sempre quem é que joga. No fundo, revela é pouco bom senso. Ninguém no seu perfeito juízo quer mandar na Grécia, Itália, Espanha, Portugal ou Irlanda. E, no entanto, aqui estão estes palermas.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Reunião não apagou divergências entre PS e Governo

In Público

A Casa da Música organiza uma atividade na linha da "Música para bebés", que provavelmente também existe no resto do país. Aquilo no fundo é uma iniciação e partilha de momentos e experiências entre pais e filhos. Suponho que o Prof. Marcelo anda a dedicar-se a algo semelhante para políticos. No fim de semana lá foi dizendo que se o primeiro ministro continuar com esta estratégia escusa de ficar muito surpreendido com o resultado das eleições. Este, deve então ter pensado que seria genial convidar, agora, o PS a fazer parte da trapalhada. 

Bem, aparentemente o seguro não é brilhante, quer dizer, mediano, ou nem mesmo o mínimo exigível, mas também não se meteu na política ontem. Se o convidam a dialogar, faz o papel dele, que é o de aumentar ainda mais a clivagem. 

E sendo assim, suponho que ao PS só falta mesmo que, depois de se confirmar na economia real que a política de austeridade cega é a maior estupidez que alguma vez se implementou, também no plano científico a coisa seja totalmente describilizada. Governar vai ser um passeio, que até o seguro consegue dar, porque de repente vão aparecer outra vez mundos e fundos. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Desculpem qualquer coisinha

E agora que as coisas começam a apertar a sério, eis que o principal estudo de suporte à austeridade é descredibilizado em praça pública. Aparentemente, Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart, os engraçadinhos que escreveram uma coisa que se chama Growth in time of debt, resolveram, vá-se lá saber porquê, excluir dos dados estatísticos que suportam o seu trabalho a Austrália, Bélgica, Áustria, Canadá e Dinamarca. Não contentes com isso, ainda atribuíram ponderações diferentes aos anos de crescimento com dívida sobre o PIB inferior a 90%, relativamente aos anos de depressão com dívida nas mesmas condições.

E é assim que a bíblia que tem dado suporte às políticas implementadas em Portugal, Grécia, Irlanda e até Espanha, cai por terra. Cai a bíblia, mas não o sofrimento dos austerizados. Note-se que um outro trabalho que também dava cobertura a estas políticas já tinha sido chutado para canto, desaparecendo assim o suporte científico para a alucinação, para alguns pesadelo, em que andamos metidos.

O engraçado, ou não, é que até aos olhos de qualquer desgraçado com a quarta classe era evidente que com a redução do investimento e emprego público, o rendimento disponível para o consumo iria diminuir, contraindo-se assim o consumo, consequentemente o emprego. Desta forma, se por um lado temos que a economia produz menos, diminuindo assim o PIB, também gera menos impostos para fazer face à despesa. Por outro, essa mesma contração gera desemprego, que tem de ser subsidiado por finanças públicas, aumentando o seu peso no orçamento do estado. Perante isto, só um imbecil é que acredita que uma fórmula matemática pode ter um segredo oculto, que por artes mágicas se vai revelar, resolvendo todos os problemas da economia por via de um reset.

Não quero com isto dizer que não seja necessário, digamos, esterilizar a função pública. É evidente que a sua estrutura e peso na economia do país é desproporcionada, mas há seguramente outras medidas a implementar no imediato, nomeadamente no que respeita a igualdade de direitos entre todos os portugueses, cuja implementação seria facilitada pelo momento político e económico. Sendo assim, venha o TGV e o novo aeroporto de lisboa. Lamentavelmente e no caminho, começo a achar que o Sócrates ainda vai parecer um visionário.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Das sociedades e das nações

À medida que o fim se aproxima, do dinheiro, entenda-se, vou-me dando a reflexões sobre a razão porque alguns povos prevalecem ou até prosperam e outros, particularmente o nosso, saltam de crise em crise, perdendo pelo caminho a autoestima, o orgulho nacional e o respeito das outras nações.

Existem povos a quem se dá uma instrução e os tipos executam-na infalivelmente, seja limpar o chão de uma sala, construir um automóvel de fiabilidade a toda a prova ou exterminar seis milhões de pessoas. Basta alguém que mande lá no sítio dar a ordem, que os tipos começam por definir a melhor forma de fazer e depois implementam aquilo religiosamente, sem as mínimas reservas. Faz-se porque alguém mandou e já que é para fazer, então que se faça bem, porque não estão para perder tempo com palermices. Aliás, é notória a sua falta de humor.

Temos os outros que o fazem quase por vocação ou missão. Aqueles que se encontram um problema num processo, param tudo até que a coisa fica esclarecida e consideram uma vergonha pessoal e do grupo produzir um resultado pior que óptimo. Talvez não por coincidência, são também aqueles a quem alguém diz “meta-se neste avião e atire-se contra aquele navio de guerra” e os tipos lá vão. Se falham, tratam de se suicidar imediatamente, que é para ninguém dizer que foi por falta de empenho.

Estranhamente, andam por aí outros que também se explodem por dá cá aquela palha, mas não têm o mesmo empenho para fazer seja o que for e vivem à conta da caridade dos povos irmãos. Eventualmente, são também os povos irmãos que os mantêm dependentes, mas isso são contas de outro rosário, ou lá o que é que os tipos seguram enquanto rezam.

Por fim, temo-nos a nós, o que começa a ser uma chatice, porque já nem nós temos paciência para nos aturar. Por aqui a coisa é diferente e obedece à resposta a três perguntas: o que é que eu tenho a ganhar com isso? Quem é que posso lixar no percurso? E, há maneira de o fazer sem me chatear? Vai daí ninguém, nos quer emprestar um tusto. É que é muito bonito dizer que a Alemanha é o que é porque o mundo lhe perdoou as dívidas de guerra, mas alguém acredita que eramos capazes de fazer o mesmo em iguais circunstâncias? Quanto tempo é que demoraríamos a meter-nos na mesma alhada se nos perdoassem a nossa dívida?