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domingo, 4 de novembro de 2012

Domingo

Estou a assar um robalo bem gordinho, daqueles de mar a sério, que a sogra arranja disto de fonte segura, acompanhado com batatinhas (no fim ligo sempre o ventilador, que é para tostarem um bocadinho).

Para a sobremesa, também está no forno um Crumble de Maçã, à minha maneira, que é um bocado aldrabada. Maçã laminada num Pirex, regada com Vinho do Porto (ou Martini ou qualquer merda com álcool, mas doce) e sumo de laranja (sim, eu sei, se ponho sumo de laranja, o álcool até podia ser puro ou Vodka). Cobre-se a coisa com Bolacha Maria esmagada e misturada com manteiga amolecida. No fim, volta-se a regar com sumo de laranja e forno. Obviamente, servir acompanhado de gelado de nata ou baunilha.

E era só, obrigado...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Testes de compatibilidade de casais

Nunca consigo ler mais do que algumas linhas daqueles testes de compatibilidade entre casais, que aparecem nas revistas de gajas (eu sei, eu sei, se são revistas de gajas eu nem devia chegar perto, mas isso tem a ver com  a propensão para o risco, um gajo senta-se no sofá, elas estão ali à mão e quando dá por ela, já o mal está feito). Ao fim da terceira linha começo a emitir atestados de imbecilidade para todas as mulheres com mais de 15 anos que os leem. E, mesmo as menores de 15, só compreendo porque é gente em formação e aquilo aparece-lhes no meio da Ragazza, enquanto estão a aprender a "fazer" sobrancelhas... Agora uma mulher adulta? Está-se mesmo a ver que uma relação se pode resumir a meia dúzia de itens, não está? Começam a analisar comportamentos de forma descontextualizada e é óbvio que dá merda!

E o mais importante nunca virá numa revista, porque obviamente varia de pessoa para pessoa. Eu, por exemplo, quando comecei a sair com a Outra Metade, um domingo de manhã enviei-lhe um SMS que dizia "se um tipo está a tirar macacos do nariz e não lhe apetece levantar da cama para os deitar fora, o que é que faz?". Como na volta só veio um smile, tive imediatamente a certeza que era Game On.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Vitor Gaspar agredido à porta de casa

Bom, eu confesso, é mentira, inventei. E nem é propriamente um desejo (e assim se escapa a uma acusação de instigação à violência), porque eu não quero que aconteça qualquer coisa de mal ao homem (hmm, qualquer coisa de muito grave). A verdade é que estou sem assunto e isto já se anda a arrastar há dois dias. 

Aparentemente, há por aí gente que consegue descrever de forma épica como se levantaram durante a noite para ir mijar à casa de banho. Felizmente a próstata ainda não me lixa as noites e, de qualquer forma, a minha descrição não seria mais emocionante do que a frase anterior. Jantei uma omolete de frango no pão, com umas folhitas de alface. Estava catita. Podia ter levado mais uma pitada de sal e um pé de sals...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Obesidade infantil


Aquela coisa minúscula que estão a ver ali do lado direito da imagem é um carrinho da HotWheels, que é uma marca de miniaturas de automóveis com mais de 40 anos. No entanto, o espécime na fotografia tem uma particularidade... É telecomandado. 

Mas que merda é esta? Passam a vida a dizer que os putos estão a ficar gord obesos e ainda lhes põem isto nas mãos? Como é, agora já nem se podem dar ao trabalho de mexer a mãozita para a frente e para trás, para empurrar o carrinho?

Mas, mais importante que isso, onde é que estas merdas estavam quando eu tinha 6 anos? É isto e os mini helicópteros telecomandados. Um helicóptero a voar no meio o escritório, isto sim, é progresso. Não me venham cá com ressonâncias magnéticas de campo alargado ou robôs a explorar Marte. 

Afinal, ser popular na escola compensa no mundo do trabalho

In Público

Esta é daquelas cenas que me faz chorar a rir. Ai e tal, não, tu não precisas de ir a festas, nem namorar. Vais ver que se estudares muito e usares esse açaime, quero dizer, aparelho dos dentes durante o liceu, vai valer a pena. E assim evita-se que os marrões desatem a suicidar-se em massa, tipo lemmings a saltar da janela da biblioteca lá da escola. 

A criatividade dos que querem enganar os desgraçados é extraordinária e esta ideia é quase tão boa como a do "dinheiro não dá felicidade", frase que o Herman José sempre completou com "pode não dar, mas manda comprar". Ou a suprema, tens de ser bonzinho na terra para ires para o paraíso e nada de tentar apressar a coisa, que o suicídio é pecado (e é preciso mão de obra barata).

E é desta maneira que a malta passa a vida à espera da recompensa. O mais engraçado é que normalmente os mais populares são também os filhos dos mais ricos. Estranhamente, os mais ricos são frequentemente religiosos fervorosos. Mais estranho ainda, são também aqueles que parecem ter uma interpretação livre do conceito de pecado. Suponho que será coincidência ou uma questão de perspetiva.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Adrenalina também se devia vender em comprimidos

Para quem como eu gosta de andar de mota, é relativamente fácil perceber o vício que a descarga de adrenalina provocada por um salto de paraquedas pode provocar. A sensação de atingir uma velocidade, digamos, interessante e ao aproximarmo-nos de uma curva decidir quando desacelerar e começar a travar, é realmente arrebatadora. Suponho que as sensações provocadas pelo salto de um avião, sem qualquer motivo para além da excitação de voar em queda livre e depois flutuar pendurado num paraquedas, devem ser exponencialmente mais poderosas. Mas, se uma falha de travões ou um furo a meio de uma curva é coisa para assustar, realmente intenso deve ser constatar que o paraquedas não vai mesmo abrir. 

É por essas e por outras que me virei para o surf. Todo o ritual é mais sereno e pacificador, com o bónus de uma descarga de adrenalina no momento em que um tipo efetivamente consegue apanhar a onda. Pena aquela coisa de ter de carregar a prancha e o trabalhão que de vestir e despir o fato de neoprene. Isso e "apanhar uma onda" ser mais fácil de escrever do que fazer.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Rolling Stones voltam aos palcos para quatro concertos


Esta é daquelas notícias que arrasa qualquer campanha institucional contra as drogas!


Se este gajos, com mais do que 65 anos, depois de todas as merdas que fumaram, inalaram e injetaram, ainda conseguem ir para cima de um palco e dar um concerto de duas horas, as drogas fazem mal exatamente a quê?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Plano Poupança H...

Volta e meia rodopia à minha volta um gnomo, de cabelito loiro e olhos azuis, com mais ou menos um metro  de altura e dois anos de idade, que chama papá ao meu irmão. Eu, que sou um gajo previdente, resolvi fazer um PPH mal soube que o tipo estava encomendado. Um PPH, é como um plano poupança reforma, mas em versão infantil e faz-se junto às caixas dos supermercados, metendo de vez em quando um HotWheels no meio das compras. A coisa vai acumulando, até o beneficiário ter idade para resgatar os carrinhos.

Agora que o sacanita já sabe o quer e pode ser comprado com prendas, comecei a dar-lhe os carrinhos em unidoses, que é para esticar a coisa durante dois anos e ir criando dependência. Mas a questão é que sempre que lhe quero oferecer um, fico olhar para a coleção com a sensação que me estão a arrancar um braço. Suponho que é aquela coisa da criança que há dentro de cada homem (não confundir com o homem dentro de cada criança, que essa merda dá cadeia) e que nos leva a olhar para uma caixa de Legos com tanta excitação como as mulheres olham para uma carteira Louis Vuitton ou até um anel de noivado.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Eu e o Facebook

Quando aderi ao Facebook em 2009, já era utilizador do LinkedIn. Como o último tem uma vocação profissional, foi com estranheza que comecei a receber convites para ser amigo de colegas de empresa, dos dois extremos do espectro de géneros (e provavelmente alguns lá do meio), com quem quase nunca tinha falado ou se falei, foi de assuntos estritamente profissionais.

Como ainda era inexperiente, não dei grande importância e ignorei olimpicamente os ditos convites. Está bom de ver que a coisa não tendo dado barraca, porque isto de estar perto do topo da cadeia alimentar é um tudo nada, digamos, dissuasor de imbecilidades, não foi lá muito bem vista e uma vez por outra lá detetei uma frieza nos contactos que ultrapassava o profissionalismo asséptico. Por mim tudo bem e até era para o lado que dormia melhor. É que, de facto, se há coisa que detesto, é que me façam perder tempo e se isso passar por menos mesuras, entroitos e divagações, contem comigo, que eu alinho.

No entanto, mais recentemente vacilei, descerrei fileiras e caí na estupidez de aceitar um ou outro colega (dos dois extremos...). Maldita a hora em que o fiz! É que com a brincadeira, abri a porta para todo um mundo que, graças a Deus (volto a lembrar que sou abstémico*), até então desconhecia existir e a credibilidade daquela gente ficou pelas ruas da amargura, principalmente da minha, porque há imagens que nunca mais vou conseguir apagar do meu cérebro (mas porque é que ninguém lhe disse que aquele bikini era dois números abaixo do dela?).

É que isto da realidade tem sempre dois lados. Quando um tipo está com cinco amigos, com quem despachou ao jantar  idêntico número de garrafas de vinho, precedidas de um qualquer aperitivo e seguidas de não sei quantos Whiskys num bar, aquela ideia de nos abraçarmos todos e tirar fotografias a partir de baixo é mesmo catita. Já ver fotos parecidas, mas com aquele cabrão da Direção de Marketing que nos está sempre a fod** os projetos, deixa-me a certeza que há associações de apoio a deficientes mentais que desenvolvem um belíssimo trabalho de inclusão social.

* não percam tempo.

sábado, 13 de outubro de 2012

Ainda sobre o aumento do IRS

Ontem, à hora de almoço, eu ao telefone com A Outra Metade.
- Olha, estou a ficar preocupado com esta merda. Isto para o ano vai apertar e temos de começar a poupar. Sei lá, ter mais atenção aos jantares fora.
- Pois é, tens razão.
- Onde é que estás?
- Estou a ver a montra daquela sapataria perto da empresa, a ver se tem alguns Lotusse para ti.

Suponho que é uma questão de prioridades e toda a gente sabe que a saúde começa no conforto dos pés!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Eu também sei quem vocês são...

Para aqueles que pensam que me conhecem pelo que leem no blog, não, eu não sou um gajo amargo. Sou uma gaja de 27 anos, desempregada, que me entretenho com o blog enquanto espero que o correio me entregue o diploma do curso de acupuntura que tirei por correspondência.

Realmente não percebo com o que querem que me ria. Deve ser aquela coisa do copo meio vazio, copo partido, ou lá o que é. Com o país virado do avesso e tudo o resto que ainda está para rebentar (aumento do IRS, IMI quem sabe uma revoluçãozita socialista, com o António José Seguro atrelado), fica um tudo nada difícil ver o arco-íris (até porque com a sorte que temos tido, o filho da mãe do duende gamou o ouro e usou o pote como penico).

É que assim de repente, a única coisa que anda por aí que ainda me dá vontade de rir é a espetacular classe política que temos. Aquilo é que são uns galhofeiros!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Abstratamente, podemos supor, que não será impossível...

A frase do título passou-me pelos olhos há muitos anos. Estava incluída num parecer jurídico, onde o advogado "responsável" claramente se preocupava muito mais em proteger-se da responsabilização inerente ao seu parecer, do que com o parecer em si mesmo. Quando a li, ainda estava em início de carreira e à data pouco me parecia impossível. É bom de ver que com a porrada que os anos me foram dando, a frase acabou por se tornar um cautionary tale pessoal, que vai servindo para me orientar nas decisões, sejam elas de foro mais íntimo ou no plano material (compra de casas, carros,...).

A verdade é que sendo eu um gajo cauteloso, que raramente age por impulso (exceto no que respeita a responder a certa e determinada mensagem sobre concertos do outro lado do atlântico), nunca imaginei que o meu país um dia se iria encontrar na situação atual. E se não imaginei, não foi porque não seria capaz de o fazer se me dessem a informação suficiente. Fui completamente ludribiado (que é uma forma bonita de dizer que estes cabrões nos andaram a mentir desde 1986). Nem sequer posso dizer que fui vigarizado, porque  o conto do vigário pressupõe que o vigarizado está a achar que vai ficar com a melhor parte do negócio. Não! Eu sempre tive a noção que estes gajos se "orientavam" em grande, até porque 26 anos é muito tempo e alguns deles não disfarçaram lá muito bem. Acreditava é que, não obstante o que tiravam e por muito mal que gerissem a "coisa pública", isto sempre ia dando para levar a tal coisa, que é Portugal, o meu país, para a frente. O mais estranho é que, já nem falando da tal "orientação", aparentemente, sonegar, esconder, distorcer ou pura e simplesmente omitir informação sobre o estado em que Portugal estava não parece ser crime. Ou se calhar é, mas há aquilo dos lugares lá nos conselhos de administração e coiso...

Suponho que se trata da natureza humana. Ir sempre mais além. Ultrapassar os nossos limites. Subir a montanha porque ela lá está. Fazer "desaparacer" milhões de euros, porque eles lá estão. Esta ideia de que nunca é suficiente e mesmo já tendo muito, porque não tirar o restante, sem o mínimo escrúpulo que nos leve a parar e não destruir a vida e os sonhos de 9 milhões de pessoas (dando de barato que 1 milhão, mais coisa, menos coisa, consegue resolver a vida sem grandes dramas) e daqueles que ainda hão-de vir.

Em todo o caso, também não me esqueço dos outros imbecis, que nunca foram poder e talvez por isso não deixaram de prometer, a quem os quis ouvir, a ilusão de uma sociedade igualítária. Essa ideia cretina que todos vamos ter carro (de preferência novo), roupas de marca, um curso superior, casa própria, que todos os trabalhos merecem rendimento igual e que quem tem dinheiro, seja ele poupado, herdado ou fruto do risco, deve ser penalizado por esse crime. A esses atrasados mentais, que não obstante as evidências por esse mundo fora que também a sua proposta de sociedade se corrói e corrompe por dentro, gostaria de lembrar que não podem fazer de conta e apontar para o lado, porque ao desfocar as atenções do que realmente faz a diferença, também eles são responsáveis pelo estado deste país.

Tanto dinheiro, mas tanto dinheiro entrou neste país nos últimos 26 anos. Dinheiro dado, oferecido, caído do céu. Em 26 anos tinha sido possível mudar tudo. Era possível definir um rumo, uma estratégia nacional, nichos de mercado onde Portugal poderia ombrear com os melhores, no turismo, na pesca ou qualquer outra atividade sustentada na geografia e recursos deste país. Era possível propiciar a todos, ou a uma maioria, as ferramentas e o conhecimento para desempenharem o seu papel na sociedade de forma produtiva, com segurança e conforto, contribuindo para o progresso do país e para o seu crescimento pessoal.

Provavelmente fica para a próxima, porque por agora é difícil acreditar que tal será possível.

sábado, 6 de outubro de 2012

O Douro

Antes que haja bronca e me atirem pedras, tenho a informar que não, a crise ainda não chegou cá em casa. As coisas estão a apertar, vai ser necessário fazer algumas opções, mas com alguma sorte, se Portugal não sair do Euro, isto não vai passar de uma recordação desagradável. 

Vai daí e como esta semana eu e a outra metade fizemos um ano que "1+1 = Isto vai ser espetacular", resolvemos revisitar o Douro, onde a levei a almoçar pela primeira vez (comigo, entenda-se), diz a sogra para a impressionar (à filha) com o almoço mais caro da minha vida. Mais caro e o melhor, mas isso são contas de outro rosário.

A escolha não foi casual. Se há um ano escolhi o Douro, foi porque o rio, o vale, toda aquele ambiente, também são espetaculares e portanto a coisa fazia sentido. A paisagem é esmagadora! Tanto a natural, como a transformada pelo homem. E até era aqui que eu queria chegar.

Se tiverem a oportunidade de se meterem num barco e subirem o Douro Vinhateiro, não é preciso grande humildade para sentirem respeito pelo que ali foi feito (e se não ficarem impressionados, posso desde já adiantar em primeira mão que, ou sofrem de um atraso mental, ou simplesmente são uma besta quadrada). São quilómetros e quilómetros de socalcos, a esmagadora maioria feitos à mão e com ferramentas rudimentares. Um dia, uma alma alucinada olhou para aquela encosta e pensou, vá-se lá saber porquê, que aquilo era um sítio porreiro para plantar umas vinhas. É que "aquilo" é assim para o inclinado, íngreme para caraças. Estranhamente, não só pensou, como fez. E se consta que no crescimento da coisa pode haver mão inglesa, sou gajo para garantir que essa mão se limitou a, digamos, lançar a primeira pedra, e que quem se lixou ali de espinha dobrada ao sol foram almas portuguesas.

Tirando os descobrimentos, que me parecem mais fruto da inconsciência, "a malta mete-se nos barcos e vai para ali",  diz o Vasco da Gama, enquanto aponta vagamente com o dedo e a malta fica a olhar na dúvida se o gajo está no gozo, não me ocorre outra "empresa" desta magnitude levada a cabo por portugueses. E esta pelo menos continua por aqui, para quem a quiser ver e lembrar-se que, quando calha, até fazemos coisas porreiras.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Cafuné... Como não fazer!

Fugindo da habitual linha editorial, que basicamente se resume a dizer mal do governo (aproveitando desde já para agradecer a existência desses f*** da p***, porque caso contrário não tinha nada para escrever), vou desviar-me para um assunto pessoal.

Alguém me explica, de forma credível, porque é que sou perfeitamente capaz de estar entretido durante 15 minutos a fazer cafuné e mimos à outra metade e, no final, quando ela está completamente relaxada, não resisto a cravar-lhe os dedos das duas mãos nas ancas, despoletando um espetacular salto encarpado, que acaba com ela a tremer pendurada pelas pontas dos dedos no candeeiro por cima da cama? É que com esta brincadeira, nas últimas massagens tem estado em permanente vigilância e rígida como uma tábua, pelo que o "momento" acaba por ser assim um tudo nada para o fútil!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Crise faz consumo de papas aumentar 7%

In Público

Primeira pergunta: quanto é esta notícia terá custado? É que tem fotografia e tudo.


Agora a sério, o consumo do Nestum aumentou 140 toneladas no primeiro semestre e quem tiver uma caixa desta coisa em casa que vá à cozinha, pegue num bocadinho e fica com uma ideia da porrada de caixas a que corresponde! E estes cereais até são mais ou menos saudáveis. O que eu gostava de saber é como é que estará o consumo dos Chocapics e Estrelitas?

Já sem surpresas, os chocolates quase não têm variação no consumo. É que os gordos, há que lhes reconhecer o mérito, não se deixam abalar por merdas como a crise, porque são pessoas doentes, com muitos problemas . Aí e tal "que eu tenho obesidade mórbida" ou "eu tenho um problema na tiróide". Porra?! Nem com a crise aproveitam para parar de comer merdas e passar, sei lá, para as sopas e saladas? Eu sei que vocês - sim vocês aí, que estão com um olho aqui e outro nessa gelado de quatro sabores, coberto de caramelo e natas de lata - nunca experimentaram, mas a fruta também é doce. E não, a frutose não engorda como o açucar. Já viram algum chimpazé obeso?

Recuso-me a comentar o aumento no consumo de comida para animais (muito mais discreto que o  Paulo Portas).

terça-feira, 2 de outubro de 2012

À procura da Diana

Está tudo muito indignado por esta ser uma história de treta, orquestrada por uma marca de perfumes e que não se brinca com o amor e que estão a comercializar o romantismo das pessoas e estuprar a inocência dos adolescente e a pureza dos seus sentimentos.

Isso é tudo muito bonito. Mas aparentemente ninguém se preocupa com aqueles gajos que apenas queriam dar uma queca e que este fim de semana não só foram para casa a seco, como tiveram de aturar todas as parvas que sairam à rua e resolveram fazer de conta que eram a Diana.

domingo, 30 de setembro de 2012

Restart TV e Time Warp

Não, isto não é product placement. Mas só não é porque infelizmente este pasquim não tem tiragem suficiente. Quem me dera a mim ser uma pipoca qualquer e saltar de evento em evento, hotel em hotel (não estou a insinuar nada...), a fazer o plug de tudo o que é coisa. Mas agora a sério, eu até percebo que lhe deem de comer, roupas, sapatos, sei lá, carros até, mas o dinheiro vem de onde? Quem é que lhe dá o dinheiro? As moedas e notas? Se ela quiser comprar o raio de uma revista como é que faz? Escreve um post sobre o quiosque mais lindo de Lisboa? E os parquímetros? É a única pessoa que diz bem da EMEL? Bem, andando...

A verdade é que estou fascinado. Ontem sentei-me no sofá, como o filme já ia a meio, selecionei "começar do princípio" e todo um mundo novo se abriu. Assim tipo magia, não é que o filme começou efetivamente do princípio? Melhor só mesmo juntar a possibilidade de ver toda a programação dos últimos sete dias. Eu, que nem sou grande telespetador (eu sei, soa melhor com o "c", porque assim parece qualquer coisa assim mais a dar para o kinky e eu juro que não li o Grey), ok, telespectador, definitivamente deixei de me preocupar com as horas das coisas. Finalmente consigo alinhar uma sequência de merdas coisas com interesse, sem ter de fugir das tangas que nos vão tentando espetar pelo meio num zaping constante.

Um gajo tem é de estar atento, não vá andar a ver noticiários antigos ou verificar o boletim do euromilhões com o sorteio errado.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Afinal de contas quantas peças tem um avião?

Dentro de dias viajo em trabalho. É coisa simples, os voos não vão ser longos e eu a modos que gosto da adrenalina das descolagens. Em todo o caso, por questões filosóficas, sempre que se aproximam estas datas  lembro-me daquele barulhinho estranho que o meu carro faz ao virar e travar, daquela vez em que a suspensão do carro do meu irmão partiu ou que volta e meia o meu primeiro carro se desligava repentinamente e, de um outro, em que os vidros deixaram de subir...

Bill Watterson

Girls Night

Omeleta de fiambre;
Cerveja;
Camisa desapertada;
Boxers;
Meias;
Sofá;
Transformers 3;
Yeah!

(volta e meia tenho de soltar o estivador pançudo que está dentro de mim, senão começam-me a crescer os pelos nas orelhas e nariz)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Jeito para a coisa

Desde o dia em que a conheci, a sereia surpreende-me constantemente com novas facetas que me fascinam. Tem infinita curiosidade e imaginação, adora experimentar coisas novas e com um natural jeito de mãos, vai mexendo aqui, passando os dedos ali, entendendo-se às mil maravilhas com quase tudo o que é eletrónica. Impressoras, computadores, smartphones, tablet, box da ZON e o diabo a quatro. Não consigo expressar o alívio que sinto por não ter a pressão de assegurar o funcionamento de toda essa parafernália cá em  casa.

Estranhamente, vá-se lá saber porquê, bloquear o forno para que não entre constantemente no ciclo de limpeza, parece-lhe uma ciência oculta e volta e meia lá está aquela porcaria a apitar.