E o que é que nós temos a ver com isso? Aluguem um quarto porra!
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Girls Night
Cerveja;
Camisa desapertada;
Boxers;
Meias;
Meias;
Sofá;
Transformers 3;
Yeah!
(volta e meia tenho de soltar o estivador pançudo que está dentro de mim, senão começam-me a crescer os pelos nas orelhas e nariz)
(volta e meia tenho de soltar o estivador pançudo que está dentro de mim, senão começam-me a crescer os pelos nas orelhas e nariz)
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Eleições antecipadas
Alguém que avise o governo que isto de governar não é só dar conferências de imprensa. Ou começam a cortar fitinhas, nem que seja de parques infantis de condomínios, ou vou mesmo ficar com a ideia que só lá estão para me lixar.
O último que apague a luz
Agora que a coisa começou a apertar e parece que começamos a fazer contas, lembrei-me que todos os anos são gastos milhões
de euros em campanhas institucionais de sensibilização em assuntos para os quais está tudo a borrifar-se:
condução em excesso de velocidade; condução alcoolizado; sobre-endividamento;
condução em excesso de velocidade e alcoolizado porque está sobre-endividado;
poupança de energia; cancro da pele; etc.
Na maior parte dos casos é
difícil apercebermo-nos quando a malta estica a corda, mas aquela cena do sol
topa-se logo. Um gajo está sair da praia por volta do meio dia e é vê-los
chegar todos satisfeitos, ainda com remelas agarradas aos olhos, de coques Chicco
na mão. Eu até achei perfeitamente lógico que uma empresa que já fazia biberões
e sacos térmicos fizesse geleiras, mas apanhei um susto do caraças quando vi
uma mãozita a sair lá de dentro.
E é isto, se facilitamos com
bebés, é bom de ver que facilitamos com tudo. Depois ficamos muito surpreendidos
quando o Rex come a Maria, o Luís aparece a espumar detergente da roupa, o
Pedro quer brincar aos políticos, o Paulo compra dois submarinos e o José vai
para Paris estudar filosofia e procurar o seu outro eu (que é quem ficou com os
códigos das contas).
É que acaba por ser nestas coisas que se vê as diferenças entre os povos. Os alemães, por exemplo, são do melhor que
há. Um tipo ainda está a pôr o pé em cima do risco e já se lixou. Em Frankfurt
já vi um carro mal estacionado ser removido em 2 minutos. É claro que isto do
rigor e da eficiência, mais do que motivação, é uma questão cultural. Aquilo é
gente que só precisou de 5 anos para rebentar com a Europa e de caminho ainda conseguiu eliminar 6 milhões de pessoas. E agora que vejo por este prisma, este estilo latino se
calhar até nos assenta bem, porque afinal de contas o dinheiro é emprestado e
ninguém está à espera que seja para reembolsar.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Movimentos cívicos
As marchas de protesto são ótimas para aliviar a consciência. A malta combina uma hora e lá aparece com cartazes às costas, dá uma volta pela baixa da cidade, fica com a sensação de dever cumprido, uma história para contar e à ida para casa aproveita para comprar frango assado para o jantar. No fundo, no fundo, é a expressão máxima do portuguesíssimo "agarrem-me senão eu mato-o". Estão todos ali a "agarrar-se" uns aos outros e gritam frases feitas, enquanto olham para o lado ao estilo "Viste o que eu disse? É para aprenderem. Em 74 eu...".
Estas manifestações lembram-me as reportagens sobre acidentes no estrangeiro. Cai um avião no Chade e os jornalistas centram a notícia em "ainda não está confirmado se há alguma vítima portuguesa". Eventualmente lá encontram um tipo que estava a atravessar a fronteira do Níger para o Chade que, quase ameaçado de porrada pelo jornalista, sempre diz "sim, eu tenho um primo que no ano passado viajou num avião parecido com aquele". Este domingo foi mais ou menos isto. Foi a nossa primavera islâmica (já quase no outono, porque cá o que interessa é participar). A malta também veio para a rua. Enganou-se foi no destinatário, porque para ser a sério, tinham de desatar à estalada uns aos outros.
Estas manifestações lembram-me as reportagens sobre acidentes no estrangeiro. Cai um avião no Chade e os jornalistas centram a notícia em "ainda não está confirmado se há alguma vítima portuguesa". Eventualmente lá encontram um tipo que estava a atravessar a fronteira do Níger para o Chade que, quase ameaçado de porrada pelo jornalista, sempre diz "sim, eu tenho um primo que no ano passado viajou num avião parecido com aquele". Este domingo foi mais ou menos isto. Foi a nossa primavera islâmica (já quase no outono, porque cá o que interessa é participar). A malta também veio para a rua. Enganou-se foi no destinatário, porque para ser a sério, tinham de desatar à estalada uns aos outros.
Por mim, isto só é consequente se cada um de nós passar a ser um movimento cívico em marcha permanente. Um movimento cívico unipessoal, que em vez de reclamar contra o governo, mete o bedelho naquilo que lhe está ao alcance. Uma espécie de sistema de qualidade total para os serviços públicos.
Vai daí e a título de exemplo: sempre que houver indícios de corrupção ou favorecimento; sempre que num qualquer serviço público apanharmos funcionários em amena cavaqueira enquanto as filas crescem; sempre que um professor se atrasa ou falta sistematicamente; quando num hospital público um médico, enfermeiro ou seja quem for é pouco atencioso; se motoristas de transportes públicos estão parados a aguardar por nada com o autocarro cheio; se imóveis do estado ou equipamento público são tratados de forma negligente por quem os está a manusear; em suma, sempre que as palavras serviço e público estejam juntas e as coisas correm mal, é pedir que os funcionários se identifiquem e chamar o chefe (sendo serviços públicos, há de certeza um chefe, ou dois, ou três). Se a explicação não for satisfatória, segue exposição à tutela exigindo esclarecimentos com prazo de resposta, para dar seriedade à coisa.
Afinal, trata-se de assumir pessoalmente a responsabilidade pelo controlo da forma como o nosso dinheiro é gasto, porque parece que não temos tanto como pensávamos e é capaz de ser boa ideia não o deixar à solta nas mãos de imbecis que o vão estourar em cretinices.
Afinal, trata-se de assumir pessoalmente a responsabilidade pelo controlo da forma como o nosso dinheiro é gasto, porque parece que não temos tanto como pensávamos e é capaz de ser boa ideia não o deixar à solta nas mãos de imbecis que o vão estourar em cretinices.
Otelo: precisamos de um homem honesto como Salazar
In Diário de Notícias
O homem está bem? Deu a entrevista em pijama num parque da cidade? A família já veio desmentir?
O homem está bem? Deu a entrevista em pijama num parque da cidade? A família já veio desmentir?
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
Direito à greve
Dado que as coisas nos próximos tempos têm propensão para aquecer, esclareço desde já que não vou muito à bola com algumas tangas da esquerda. Não é que seja propriamente de direita. Se o PSD fosse mesmo um partido SD, talvez me sentasse por ali. Acontece que não é. Nem o PS. O CDS é o Paulo Portas e o Bloco Esquerda não é nada. Respeito a sério merece-me o PCP. Gente coerente que não se deixa influenciar por pormenores de somenos importância como a realidade e lá vai mantendo o rumo enquanto meio mundo comunista morre de fome e a outra metade vai vendendo a herança socialista ao maior licitador.
Há várias razões para esta embirração, mas aquela que me tira do sério é a mania que as greves, se gerais ainda melhor, são solução para tudo. Lamentavelmente, aquilo deve ser gente que não se deu ao trabalho de ler a legislação europeia, nomeadamente uma coisa que versa sobre a livre circulação de pessoas, bens e capitais. Vai daí, o resultado da coisa é que os trabalhadores, já que estavam concentrados à porta da fábrica, aproveitam para se despedir em grupo da maquinaria que entretanto o patrão mandou entregar num qualquer país asiático.
Se a minha opinião contar, digo já que as únicas greves que me agradam são as da função pública. Por mim, podia haver uma todas as semanas. É que não só não se nota a diferença, como sempre aliviam a hora de ponta.
Jeito para a coisa
Desde o dia em que a conheci, a sereia surpreende-me constantemente com novas facetas que me fascinam. Tem infinita curiosidade e imaginação, adora experimentar coisas novas e com um natural jeito de mãos, vai mexendo aqui, passando os dedos ali, entendendo-se às mil maravilhas com quase tudo o que é eletrónica. Impressoras, computadores, smartphones, tablet, box da ZON e o diabo a quatro. Não consigo expressar o alívio que sinto por não ter a pressão de assegurar o funcionamento de toda essa parafernália cá em casa.
Estranhamente, vá-se lá saber porquê, bloquear o forno para que não entre constantemente no ciclo de limpeza, parece-lhe uma ciência oculta e volta e meia lá está aquela porcaria a apitar.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Desemprego é um dos aspectos mais graves da crise...
In Público
... dizem os Bispos portugueses, demonstrando mais uma vez a clarividência da Igreja. No entanto e em claro contraciclo, a Ordem dos Médicos informa que a participação em marchas de protesto faz maravilhas pelo coração.
Ensino universitário
Bom, queria aqui agradecer por me terem obrigado a cumprir a escolaridade obrigatória, não obstante os indícios claros que não tinha qualquer vocação para aquilo, empurrado para o ensino secundário, ignorando olimpicamente o retumbante chumbo no 10.º ano e providenciado os meios para fazer a faculdade (no ensino privado, porque nem sequer tive a decência de conseguir as notas para fazer a coisa no público). Pois é, contra todas as (minhas) expectativas sou licenciado.
E isto já foi há alguns anos (poucos, nada de relevante). Dou por mim a imaginar como seria hoje. Se os meus pais também teimavam que tinha de ser Dr. ou espetavam comigo numa escola profissional para aprender um labor e ser alguém na vida?
É que por mim não entrava mais ninguém na faculdade só porque sim. Na maior parte dos cursos a coisa tinha de ser por substituição. A malta só podia ser admitida num curso de 3 anos, quando faltassem 3 anos para o substituído se reformar. Se calhasse de chumbar e a título de motivação, não podendo ser executado, era enviado para uma mina no Congo.
A mim o que me incomoda nem é tanto o desemprego jovem. Não me dou é lá muito bem com taxistas licenciados em filosofia, niilistas e com propensão para relativizarem as coisas, particularmente a minha segurança, empregados (ainda se pode chamar assim?) de restaurante economistas ou advogados com opinião sobre tudo e caixas de supermercado nutricionistas que me deitam um olhar crítico enquanto avaliam as minhas compras (sim, gosto de chocolate e então?), embora aqui possa estar um nicho de mercado - personal shopper alimentar.
Eu, na verdade, o que gostava de saber é o que leva alguém com 17 anos a inscrever-se num curso de história ou geografia (exemplo meramente ilustrativo)? Se com essa idade ainda não tiveram a curiosidade de ler jornais ou ver noticiários e não estão suficientemente informados para saber que é uma decisão imbecil, se calhar também não vai ser a faculdade que lhes vai abrir os horizontes. Depois, aparecem-me em entrevistas de recrutamento em que à pergunta "o que valorizou mais no seu curso?", dizem "foi ensinar-me a pensar", muito satisfeitos com o brilhantismo da resposta. Invariavelmente fecho com "e espera que sejamos agora nós a ensinar-lhe aqui o que devia ter aprendido lá?".
E isto já foi há alguns anos (poucos, nada de relevante). Dou por mim a imaginar como seria hoje. Se os meus pais também teimavam que tinha de ser Dr. ou espetavam comigo numa escola profissional para aprender um labor e ser alguém na vida?
É que por mim não entrava mais ninguém na faculdade só porque sim. Na maior parte dos cursos a coisa tinha de ser por substituição. A malta só podia ser admitida num curso de 3 anos, quando faltassem 3 anos para o substituído se reformar. Se calhasse de chumbar e a título de motivação, não podendo ser executado, era enviado para uma mina no Congo.
A mim o que me incomoda nem é tanto o desemprego jovem. Não me dou é lá muito bem com taxistas licenciados em filosofia, niilistas e com propensão para relativizarem as coisas, particularmente a minha segurança, empregados (ainda se pode chamar assim?) de restaurante economistas ou advogados com opinião sobre tudo e caixas de supermercado nutricionistas que me deitam um olhar crítico enquanto avaliam as minhas compras (sim, gosto de chocolate e então?), embora aqui possa estar um nicho de mercado - personal shopper alimentar.
Eu, na verdade, o que gostava de saber é o que leva alguém com 17 anos a inscrever-se num curso de história ou geografia (exemplo meramente ilustrativo)? Se com essa idade ainda não tiveram a curiosidade de ler jornais ou ver noticiários e não estão suficientemente informados para saber que é uma decisão imbecil, se calhar também não vai ser a faculdade que lhes vai abrir os horizontes. Depois, aparecem-me em entrevistas de recrutamento em que à pergunta "o que valorizou mais no seu curso?", dizem "foi ensinar-me a pensar", muito satisfeitos com o brilhantismo da resposta. Invariavelmente fecho com "e espera que sejamos agora nós a ensinar-lhe aqui o que devia ter aprendido lá?".
Forças democráticas
Eu guardo um certo rancor contra a extrema direita. E nem é nada ideológico. É que se estes tipos não se tivessem lembrado de assassinar um desgraçado na sede do PSR, provavelmente nunca tínhamos gramado com o Francisco Louçã. Bastou uma oportunidade para aparecer na televisão e ficou tudo estragado, nunca mais largou, é uma espécie de "emplastro" da política.
E isto é uma questão pessoal - não suporto o tipo e o grupinho que coordena! Começa logo por este conceito de coordenador. Não, eu não sou o presidente, que isso é coisa do "grande capital", eu apenas coordeno (dedos no ar a simular aspas) estes tipos, porque sem a minha ajuda, eles são bem capazes de sair de casa com calças vermelhas e camisa verde. Mas o que detesto mesmo, é que me digam o que é melhor para mim ou descobrir pela televisão o que eu e o povo (por respeito ao povo segrego-me) quero e penso. Estes gajos são economistas, advogados ou médicos (e até aqui nem vai mal, porque sempre devem ter trabalhado qualquer coisa), sociólogos, professores universitários ou políticos de carreira. A única vez que falam com o povo, é quando a empregada chega de manhã e lhes entrega o jornal durante o pequeno almoço ou em campanha, de passagem por uma feira. Como é que eles sabem o que vai na cabeça do povo?
Quino
É verdade que esta mania também me irrita no PCP. Mas aquilo efetivamente ainda tem povo lá pelo meio. Ter um secretário-geral que foi operário metalúrgico dá outra credibilidade à coisa (e ter aqueles gajos de camurcina preta em pano de fundo durante as conferências de imprensa também ajuda). Eu, no lugar deles, punha o Bernardino Soares a acarretar cimento durante quatro ou cinco anos, só para fazer currículo (se ele gostar daquilo e descobrir uma nova vocação, também não vejo mal se não voltar).
Mas no caso do Francisco Louçã, a política não passa de um exercício intelectual, onde demonstra que é mais esperto que os outros. E o que me tira mesmo do sério é o sorriso de satisfação quando nos debates está a demonstrar ao adversário que o país está a arder. O tipo não consegue parar de sorrir enquanto prova por A+B que há pessoas em dificuldades e desespero.
domingo, 16 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
Eu também não quero pagar o leasing do carro
Ok, eu confesso. Não fui à manif. Mas às 5 horas já estava em casa e tenho estado aqui frente à televisão a acompanhar o evento, no espírito "If you do the time, you've done the crime". Isto é gente pa caraças. Estou mesmo impressionado. Se calha de aparecer a malta que pôs o likezinho mas entretanto mudou de ideias e resolveu ir à praia ou os outros 25%, que nunca pagaram impostos na vida, mas reclamam que isto está mal e não pode continuar assim, aquilo não ia dar. Provavelmente tinha de se alugar Madrid ou Londres.
Entretanto ocorreu-me que o único desporto que sempre pratiquei foi natação. É que nestas coisas das crises, o ideal é um gajo saber disparar com uma calibre 9 ou pelo menos um pouco de artes marciais (daquelas que aleijam, nada daquela merda das massagens para relaxar e coiso). Se aquela malta toda que se juntou no Porto e Lisboa calha de se chatear a coisa é capaz de ficar feia. Sei lá, são até capazes de atravessar a passadeira com o sinal vermelho.
Agora a sério, as manifs portuguesas são assim um bocado a dar para o maricas. Tudo ali, em passo lento e a falar baixinho, como se tivessem vindo passear para a avenida. É que nem um carro incendiado ou pelo menos um vidro partido. Para malta que não quer pagar um empréstimo de 78 000 000 000 euros (setenta e oito mil milhões de euros), estão com demasiada confiança. Deviam começar por baixo, roubar uns televisores ou croissants, quem sabe uma chiclet... Não, é logo 78 mil milhões de euros.
Entretanto ocorreu-me que o único desporto que sempre pratiquei foi natação. É que nestas coisas das crises, o ideal é um gajo saber disparar com uma calibre 9 ou pelo menos um pouco de artes marciais (daquelas que aleijam, nada daquela merda das massagens para relaxar e coiso). Se aquela malta toda que se juntou no Porto e Lisboa calha de se chatear a coisa é capaz de ficar feia. Sei lá, são até capazes de atravessar a passadeira com o sinal vermelho.
Agora a sério, as manifs portuguesas são assim um bocado a dar para o maricas. Tudo ali, em passo lento e a falar baixinho, como se tivessem vindo passear para a avenida. É que nem um carro incendiado ou pelo menos um vidro partido. Para malta que não quer pagar um empréstimo de 78 000 000 000 euros (setenta e oito mil milhões de euros), estão com demasiada confiança. Deviam começar por baixo, roubar uns televisores ou croissants, quem sabe uma chiclet... Não, é logo 78 mil milhões de euros.
Que se lixe a troika
Eu não sei como é o resto da malta, mas quando vou jantar fora, se me esqueço de dinheiro e peço emprestado a um amigo, pago sempre a dívida. E dê por onde der, pago sempre a minha parte da conta (embora ultimamente já as verifique, não vão ter-nos espetado um Barca Velha). Quando vou ao supermercado pago tudo o que trago. Fico mesmo encravado se a rapariga da caixa (nunca vou a caixas de homens, acho que os emascula) repara que me esqueci de tirar alguma coisas do carro de compras. E, obviamente, pago pontualmente o empréstimo da casa.
É daquelas coisas, se calhar tive azar na forma como fui educado e sou assim um bocado para o otário. Nunca me passará pela cabeça desatar a insultar um amigo que me empreste dinheiro e ainda menos aqueles sempre prontos a ajudar. Também não é o meu género fugir a correr do restaurante ou do supermercado. Acho que o fiz quando era puto (mera suposição), mas foi daquelas tretas de adolescente em grupo e já não tenho idade para essas merdas. No caso da casa, estamos conversados. Dá-me jeito viver aqui, já cá tenho as minhas tralhas e aquela coisa da penhora é capaz de ser uma maçada.
Sou é gajo para azucrinar um amigo que me queira levar a um restaurante estupidamente caro. E, seja como for, se o jantar não estiver bom, falo com o responsável (que provavelmente não me volta a ver por lá). Para não perder tempo, vou a um supermercado que conheço bem e onde me conhecem (daqueles mais pequenos, tipo bairro, em que um tipo se está a aproximar da padaria e já estão com os dedos no ar a perguntar se são quatro bijous), que tem as tretas de que gosto e preços aceitáveis. Comprei a casa que queria, negociei com a construtora e escolhi o banco que me apresentou a melhor proposta.
Com isto tudo, acho que me dispersei. As manifestações contra a troika servem para quê? O governo também vai manifestar-se ou só vai a malta?
Os comentadores políticos
O chato das crises, pelo menos as mais extremas, é esta unanimidade que agora se faz sentir, e que põe qualquer palerma que vá à televisão a dizer a mesma coisa.
Uma das pérolas que agora despontou, é a ideia que o querido líder é um gajo honesto e inteligente, mas que está mal aconselhado. Se não for para perder muito tempo com isto e assumir perspetiva altamente duvidosa que o controlo da crise está ao alcance de um governo, qualquer que seja, português, parece que não ocorreu a ninguém que se o tipo fosse realmente inteligente, escolhia outros conselheiros. E o chato é que se calhar os conselheiros até foram bem escolhidos, mas por quem efetivamente decide (huuuu...). Tão bem escolhidos, que até o conseguiram pôr lá, leia-se no poleiro, que por aqui vai-se começar a alinhar com o povo, antecipando a vaga de fundo e a reforma agrária. A verdade é que sempre que ouço o homem falar com aquele seu olhar fixo no infinito, começo a esbracejar exaltado e aos gritos "mas para onde é que este gajo está a olhar, mas para onde é que ele está olhar?" (embora suponha que o mais chato é para os jornalistas, que devem olhar para trás constantemente a ver se vem alguém), acabo a imaginá-lo sentado ao colo do António Borges, que lhe mete a mão por trás (não sei bem por onde) e vai accionando a boca num espetacular número de ventriloquismo (do género do que o Paulo Porta fazia com o Manuel Monteiro, mas em bom).
Uma outra tese, igualmente cretina, é que o primeiro ministro está mal preparado porque não tem experiência da vida real. Não é que estejam enganados, mas só agora é que reparam que o homem foi político a vida toda? Eu sei, eu sei! Esteve alguns anos na folha de pagamentos do Ângelo Correia. Mas é óbvio que isso foi para meter no currículo, enquanto o afinavam (os talheres pegam-se assim, não se usam gravatas e camisas de riscas ao mesmo tempo, esse penteado é ridículo e pimba, um carolo no cachaço). Provavelmente a maior parte do tempo esteve a construir carros e casinhas com legos.
Bom, o chato disto tudo é que, estranhamente, os comentadores são pagos para comentar. O que não me parece mal, nem bem, não fosse o caso do comentário ser opinião e para eles a coisa ser um exercício de estilo, ditado pelas audiências. É por isso que um tipo como o José Gomes Ferreira, a modos que, mete-me nojo! Estamos a falar de um gajo com informação suficiente para poder separar inequivocamente o que se estava a verificar nos governo do Eng. Este tipo sabia o que era resultado da crise internacional e o que era vigarice. E no entanto, fartou-se de gritar em transe de indignação, que já bastava e o camandro. O chato é que a televisão não é a casa de banho lá em casa ou, na pior das hipóteses, um autocarro, onde qualquer um pode dizer o que lhe apetece sem consequências e os outros que aturem. A televisão é a televisão e tem a estranha particularidade de no "outro lado da câmara" estarem milhares de portugueses que não sabem bem a diferença entre um jornalista e um comentador. Vai daí, andava aí muito malta que pensava que bastava encostar o Eng. (que estava mortinho por ser encostado e vestir camisolas de gola alta pretas), para a coisa se resolver. Agora andam desorientados, porque afinal o dinheiro da troika não é para pagar sandes de courato, mines e festas do emigrante. Lamentavelmente, no sentido em que o tipo não tem vergonha na cara, aí está ele outra vez, a defender a verdade, a justiça, a igualdade e, outra vez, o camandro. Mas quem é este gajo? De onde é que ele caiu? Alguém sabe se é formado em economia, gestão, contabilidade, escola comercial, quarta classe, sei lá, se sabe somar?
No espírito dos abaixo assinados e petições, tenho a fantasia que seria possível propor uma para que: em direto, o Rodrigo Guedes de Carvalho para repentinamente de apresentar uma notícia, diz "com licença", levanta-se, o plano abre-se, aproxima-se do gajo, enfia-lhe um murro no focinho, volta para o lugar, senta-se, o plano fecha-se, em fundo ouvem-se gemidos, continua a apresentar a notícia como se nada fosse. Assim escrito quase parece real...
Brevemente e na série, eu posso repetir a mesma frase todas as semanas que a coisa dá-me credibilidade: Mário Crespo
Bom, o chato disto tudo é que, estranhamente, os comentadores são pagos para comentar. O que não me parece mal, nem bem, não fosse o caso do comentário ser opinião e para eles a coisa ser um exercício de estilo, ditado pelas audiências. É por isso que um tipo como o José Gomes Ferreira, a modos que, mete-me nojo! Estamos a falar de um gajo com informação suficiente para poder separar inequivocamente o que se estava a verificar nos governo do Eng. Este tipo sabia o que era resultado da crise internacional e o que era vigarice. E no entanto, fartou-se de gritar em transe de indignação, que já bastava e o camandro. O chato é que a televisão não é a casa de banho lá em casa ou, na pior das hipóteses, um autocarro, onde qualquer um pode dizer o que lhe apetece sem consequências e os outros que aturem. A televisão é a televisão e tem a estranha particularidade de no "outro lado da câmara" estarem milhares de portugueses que não sabem bem a diferença entre um jornalista e um comentador. Vai daí, andava aí muito malta que pensava que bastava encostar o Eng. (que estava mortinho por ser encostado e vestir camisolas de gola alta pretas), para a coisa se resolver. Agora andam desorientados, porque afinal o dinheiro da troika não é para pagar sandes de courato, mines e festas do emigrante. Lamentavelmente, no sentido em que o tipo não tem vergonha na cara, aí está ele outra vez, a defender a verdade, a justiça, a igualdade e, outra vez, o camandro. Mas quem é este gajo? De onde é que ele caiu? Alguém sabe se é formado em economia, gestão, contabilidade, escola comercial, quarta classe, sei lá, se sabe somar?
No espírito dos abaixo assinados e petições, tenho a fantasia que seria possível propor uma para que: em direto, o Rodrigo Guedes de Carvalho para repentinamente de apresentar uma notícia, diz "com licença", levanta-se, o plano abre-se, aproxima-se do gajo, enfia-lhe um murro no focinho, volta para o lugar, senta-se, o plano fecha-se, em fundo ouvem-se gemidos, continua a apresentar a notícia como se nada fosse. Assim escrito quase parece real...
Brevemente e na série, eu posso repetir a mesma frase todas as semanas que a coisa dá-me credibilidade: Mário Crespo
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