domingo, 7 de outubro de 2012

“Nós sabemos para onde vamos”, diz Passos Coelho

In Público

Administração da EDP? GALP? Caixa Geral de Depósitos?...

Mas não se preocupe, que nós cá nos arranjamos! A porta é por ali...

sábado, 6 de outubro de 2012

O Douro

Antes que haja bronca e me atirem pedras, tenho a informar que não, a crise ainda não chegou cá em casa. As coisas estão a apertar, vai ser necessário fazer algumas opções, mas com alguma sorte, se Portugal não sair do Euro, isto não vai passar de uma recordação desagradável. 

Vai daí e como esta semana eu e a outra metade fizemos um ano que "1+1 = Isto vai ser espetacular", resolvemos revisitar o Douro, onde a levei a almoçar pela primeira vez (comigo, entenda-se), diz a sogra para a impressionar (à filha) com o almoço mais caro da minha vida. Mais caro e o melhor, mas isso são contas de outro rosário.

A escolha não foi casual. Se há um ano escolhi o Douro, foi porque o rio, o vale, toda aquele ambiente, também são espetaculares e portanto a coisa fazia sentido. A paisagem é esmagadora! Tanto a natural, como a transformada pelo homem. E até era aqui que eu queria chegar.

Se tiverem a oportunidade de se meterem num barco e subirem o Douro Vinhateiro, não é preciso grande humildade para sentirem respeito pelo que ali foi feito (e se não ficarem impressionados, posso desde já adiantar em primeira mão que, ou sofrem de um atraso mental, ou simplesmente são uma besta quadrada). São quilómetros e quilómetros de socalcos, a esmagadora maioria feitos à mão e com ferramentas rudimentares. Um dia, uma alma alucinada olhou para aquela encosta e pensou, vá-se lá saber porquê, que aquilo era um sítio porreiro para plantar umas vinhas. É que "aquilo" é assim para o inclinado, íngreme para caraças. Estranhamente, não só pensou, como fez. E se consta que no crescimento da coisa pode haver mão inglesa, sou gajo para garantir que essa mão se limitou a, digamos, lançar a primeira pedra, e que quem se lixou ali de espinha dobrada ao sol foram almas portuguesas.

Tirando os descobrimentos, que me parecem mais fruto da inconsciência, "a malta mete-se nos barcos e vai para ali",  diz o Vasco da Gama, enquanto aponta vagamente com o dedo e a malta fica a olhar na dúvida se o gajo está no gozo, não me ocorre outra "empresa" desta magnitude levada a cabo por portugueses. E esta pelo menos continua por aqui, para quem a quiser ver e lembrar-se que, quando calha, até fazemos coisas porreiras.

Carta de papparazis denuncia condução perigosa de Shakira e Piqué

In Jornal de Notícias

Com jeito e como as coisas andam, brevemente teremos cartas dos ciganos das feiras a reclamar contra a dificuldade na cópia dos logótipos de algumas marcas ou dos assaltantes de bancos contra a abertura retardada dos cofres e os sistemas de alarme.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Cafuné... Como não fazer!

Fugindo da habitual linha editorial, que basicamente se resume a dizer mal do governo (aproveitando desde já para agradecer a existência desses f*** da p***, porque caso contrário não tinha nada para escrever), vou desviar-me para um assunto pessoal.

Alguém me explica, de forma credível, porque é que sou perfeitamente capaz de estar entretido durante 15 minutos a fazer cafuné e mimos à outra metade e, no final, quando ela está completamente relaxada, não resisto a cravar-lhe os dedos das duas mãos nas ancas, despoletando um espetacular salto encarpado, que acaba com ela a tremer pendurada pelas pontas dos dedos no candeeiro por cima da cama? É que com esta brincadeira, nas últimas massagens tem estado em permanente vigilância e rígida como uma tábua, pelo que o "momento" acaba por ser assim um tudo nada para o fútil!

Soluções para a crise (ou não...)

Assim de repente e como  parece que tudo o resto está a falhar, ocorreu-me que em vez de toda a gente desatar a emigrar, o que acaba por ser uma maçada, porque são muitas malas para fazer, podia emigrar só o governo!

Já cá por casa e dando o nosso pequeno contributo para estimular o consumo interno e a economia nacional, decidimos passar fim de semana no Douro, que é para o Vítor Gaspar aprender que não manda em nós e que estouramos o dinheiro no que bem nos apetecer.

Logo, vai ser assim!

Vítor Gaspar diz que o português é o "melhor povo do mundo"

In Jornal de Notícias

Bem, começando pelo mais banal, que é para ficar já despachado, a mim só me ofende quem eu quero e só valorizo os elogios de quem respeito. Por isso, deixe-se tretas que nós não lhe estamos a pagar para estar aí na palheta. E já que abriu a boca, fica com o recado: o ministro das finanças português é o melhor do mundo a lixar-me a vida.

De qualquer modo, ainda que inadvertidamente, levantou um ponto interessante. Eu não diria que o povo português é o melhor do mundo.  Se fosse o melhor, não se tinha metido nesta merda e, seguramente, não tinha lá posto este governo. 

Para decidir estas coisas, sugiro a mesma regra que uso para decidir se um colaborador é bom ou não, que no fundo é a resposta à pergunta: se eu fundasse uma empresa levava este gajo comigo? Portanto e para o caso concreto, se eu fundasse um país, levava este povo comigo?

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Sá Pinto estará de saída do Sporting

Eu por mim só tenho coisas boas para dizer do rapaz (até porque parece que se dá muito bem lá com a claque e não quero chatices), por isso, um grande bem haja!

Tenho no entanto uma pergunta. É por hábito que se continua a dizer "os três grandes"?

Austeridade #4

Quando o primeiro ministro forma governo, os membros convidados fazem testes psicotécnicos, como se estivessem a concorrer a um emprego? Sei lá, para avaliar inteligência abstrata, capacidade de compreensão escrita e verbal, competências sociais, despistar qualquer deficiência cognitiva. Por exemplo, eu diria que seria contraproducente, ou pelo menos de evitar, ter no governo autistas ou psicopatas...

Governo aprova aumento de verbas para deficientes

In Público

Austeridade, austeridade e estes sacanas vão aumentar-se outra vez!

Hummm... Afinal é um aumento de verbas para deficiências físicas. Os deficientes mentais ficam de fora!

Que saudades da TSU

Ó sua cambada de filhos da P***! Tinham mesmo de ir para a rua armar em parvos? O tempo não estava bom para ir para a praia?  E correr? Andam sempre por aí a correr atrás de não sei o quê e naquele dia nada? Não, vai tudo para a praça em passo lento. O que foi? Os shoppings estavam fechados, é?

Tantos membros do governo para reclamar e foram arrebitar cabelo com o Vítor Gaspar. Deixaram-se enganar por aquele ar de songa monga não foi? É para aprenderem. Aquilo ali acumula 50 anos de ressabiamentos: último a ser escolhido para as equipas em ginástica, almoços sozinho na cantina, nenhuma rapariga para ir às festas, rejeitado para ser a voz de um GPS... Vai daí, acharam que era o mais fraco da pandilha e organizaram uma manif sem o convidar, só para chatear, não foi? Agora, que o tipo tem uma folha de Excel e lhe basta mexer num número para nos f*** a todos? Sim, sim, muito boa ideia!

Acreditaram na conversa do Francisco Louçã? Eles são primos, burros (...) e estão fartos de se meter um com o outro (cá para mim o Louçã não o deixou entrar lá para o PSR e aquela coisa do amor livre e tal). São dois galhofeiros, que vivem num mundo de fantasia. Um acha que o dinheiro cresce nas árvores e dá para tudo. O outro acha que o dinheiro não cresce em lado nenhum e é melhor tirá-lo da nossa mão, antes que a malta gaste em merdas estúpidas, tipo comida ou roupa.

Se estivessem quietos e caladinhos, assim tipo a fingir de morto, eram aqueles 7% e pronto. Cancelar a SportTV, um belíssimo pretexto para acabar com o passeio de carro com a sogra ao domingo à tarde, comer pão e sopa ao jantar e a coisa nem se notava. Bom, toca a organizar outra manifestação sem o senhor contar, assim tipo a flash mob da Oprah, e peçam todos desculpa, que pode ser que ele volte atrás. E não digo que não ajude se meterem à mistura umas gajas de extrema esquerda disponíveis para alinhar em... Esqueçam, deve ser mais fácil arranjar gajas que alinhem com cães ou cavalos, do que com aquele anim anor senhor.

O Politburo português...


É de mim, ou com tanto vermelho, esta tribuna é ou não é digna do comité central de um qualquer partido comunista?

E aquele gajo, o segundo a contar da direita, está a esconder a cara porquê? Tem vergonha de ser visto com esta pandilha?

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Vende-se:

Apartamento agradável, em condomínio agradável;
Viatura agradável.

Na compra dos dois itens, leve também sonho de uma vida agradável.

P*** que pariu estes gajos!

Mordomo do Papa diz ter sido maltratado na prisão do Vaticano...

E está cheio de sorte por ter mais de 16 anos, senão...

Vítor Gaspar #2

Ontem à noite, quando escrevi isto, era um gajo feliz. Tinha acabado de jantar com a outra metade, no condomínio agradável em que vivemos, a dois minutos de carro do emprego, por sinal também agradável (o carro e o emprego, entenda-se) e tínhamos algum dinheiro no banco para extravagâncias ou dias piores.

À hora a que isto está a ser publicado, faltam 30 minutos para o ministro das finanças falar - embora eu não perceba porque se dão ao trabalho de disfarçar, falava o Borges e pronto, mas deve ser por causa daquela propensão para desatar a insultar a população portuguesa (tourett estás aí?), é que aquilo é chato e a população não o escolheu para esta ali a falar, mas adiante - e dar as novidades.

Suponho que por volta das 15:05 já não vou ter casa, que há-de estar a ser penhorada pelas finanças por conta de um imposto com efeitos retroativos sobre o ar que respirei toda a vida. De qualquer das formas não interessa, de certeza que a malta do bairro de má fama aqui ao lado vai passar-se de vez, incendiar o quarteirão e o condomínio agradável não vai ser mais do que ruínas fumegantes. O chato é que as minhas poupanças vão estar bloqueadas no banco, porque saímos do euro e ainda não há escudos (vão estar a circular notas de monopólio) e estou sem dinheiro, nem para um quarto de hotel, nem para meter gasóleo, que por sinal subiu de preço (por via da pressão da procura, adoro esta explicação quando a economia está em recessão). De qualquer modo o carro não vai poder circular, porque o imposto de circulação vai passar a ser cobrado à hora e as ruas vão estar cheias de barricadas, organizadas por milícias populares armadas com fisgas.

Eu até ia escrever que o gajo agora pode dizer o que quiser, que não vai conseguir superar isto, mas estou a ficar ansioso e até tenho uma sensação estranha no dedo mindinho direito, assim tipo formigueiro...

O Benfica jogou ontem?

É que quase não encontro notícias nos jornais e as televisões abriram os noticiários com notícias a sério, tipo crise e coisas do género. Alguém sabe?

Crise faz consumo de papas aumentar 7%

In Público

Primeira pergunta: quanto é esta notícia terá custado? É que tem fotografia e tudo.


Agora a sério, o consumo do Nestum aumentou 140 toneladas no primeiro semestre e quem tiver uma caixa desta coisa em casa que vá à cozinha, pegue num bocadinho e fica com uma ideia da porrada de caixas a que corresponde! E estes cereais até são mais ou menos saudáveis. O que eu gostava de saber é como é que estará o consumo dos Chocapics e Estrelitas?

Já sem surpresas, os chocolates quase não têm variação no consumo. É que os gordos, há que lhes reconhecer o mérito, não se deixam abalar por merdas como a crise, porque são pessoas doentes, com muitos problemas . Aí e tal "que eu tenho obesidade mórbida" ou "eu tenho um problema na tiróide". Porra?! Nem com a crise aproveitam para parar de comer merdas e passar, sei lá, para as sopas e saladas? Eu sei que vocês - sim vocês aí, que estão com um olho aqui e outro nessa gelado de quatro sabores, coberto de caramelo e natas de lata - nunca experimentaram, mas a fruta também é doce. E não, a frutose não engorda como o açucar. Já viram algum chimpazé obeso?

Recuso-me a comentar o aumento no consumo de comida para animais (muito mais discreto que o  Paulo Portas).

terça-feira, 2 de outubro de 2012

À procura da Diana

Está tudo muito indignado por esta ser uma história de treta, orquestrada por uma marca de perfumes e que não se brinca com o amor e que estão a comercializar o romantismo das pessoas e estuprar a inocência dos adolescente e a pureza dos seus sentimentos.

Isso é tudo muito bonito. Mas aparentemente ninguém se preocupa com aqueles gajos que apenas queriam dar uma queca e que este fim de semana não só foram para casa a seco, como tiveram de aturar todas as parvas que sairam à rua e resolveram fazer de conta que eram a Diana.

Segurança Social

Ok, é melhor prepararem-se, porque este post facilmente pode ser percebido como uma coisa assim um bocadito a dar para o fascista. Coisa pouca, nada que dê para iniciar um movimento neonazi, nem sequer uma daquelas marchasitas, com os tipos fantasiados, a fazer de conta que o terceiro reich e a nova ordem ainda andam por aí.

Acontece que durante a segunda guerra mundial, por via do racionamento, muitos países adotaram as senhas alimentares. Suponho que à data as dificuldades eram tantas, que não passou pela cabeça de ninguém preocupar-se como a dignidade humana, que à luz da grandeza das coisas, acabava por ser uma questão comezinha. Depois, vieram os tempos de fartura e o entendimento geral foi que há um conjunto de necessidades que todos temos o direito de ver satisfeitas (saúde, educação, alimentação, abrigo...) e que se formos incapazes de as suprir pelos próprios meios, o Estado deverá intervir e providenciar nesse sentido. Até aqui estou alinhado com o programa, quanto mais não seja por egoísmo, porque ninguém sabe o dia de amanhã.

Infelizmente as coisas deram para o torto e, como sempre acontece quando envolve pessoas, a malta começou a abusar do sistema. A segurança social, passou a ser a idiota social ou a violada social, e temos subculturas inteiras que se dedicam a tirar o máximo partido do sistema criado para proteger os mais desfavorecidos. Desde aqueles que não trabalham, nem nunca quiseram trabalhar, até aqueles que  não só trabalham e têm rendimentos próprios, mas não olham a meios para ir recebendo qualquer espécie de subsídio.

Por mim está tudo bem, porque não antecipo que nos próximos anos seja possível determinar facilmente quem realmente necessita ou não de ajuda, pelo que é importante que o Estado continue a desempenhar este papel. Em todo o caso, não vejo porque é que a coisa há-de ser paga em dinheiro, que em muitos casos é gasto em cerveja, tabaco, pequeno almoço no café (normalmente ainda em pijama, robe e chinelos), assinaturas da SportTV, televisores LCD novos, consolas de jogos ou, como descobri ontem, em férias.

Por mim, o caminho é simples. O Estado supre as necessidades básicas, mas fá-lo diretamente, ou pagando ao fornecedor. Porque não a distribuição de um cabaz alimentar (no limite diariamente, para que não haja tráfico para lojas) ou a entrega de senhas para a aquisição de géneros? Porque não o acerto direto com as empresas fornecedoras de energia? A atribuição do passe? O pagamento da renda ao senhorio ou ao banco, com o valor da prestação limitado, para que o custo não seja desmesurado face à ausência de rendimentos próprios? Tudo isto são ideias soltas, que obviamente precisam de ser trabalhadas, mas que devem conduzir a um único objetivo - ao apoio justo e equitativo daqueles que foram desfavorecidos pela sorte, porque esses certamente estarão agradecidos por qualquer forma de auxílio (e basta estar atento ao afluxo aos bancos alimentares, para o perceber).

Aparentemente, este estado social está a acarinhar uma classe de atrasados mentais, que se contentam em viver na mediocridade, não deixando contudo de drenar a segurança social deliberada e impunemente, convictos que são mais espertos que aqueles que efetivamente têm a sorte de trabalhar e contribuem para o sistema, na expetativa que este os apoie se um dia o infortúnio bater à porta.

Por fim, não consigo compreender o porquê da celeuma sobre o trabalho como serviço cívico quando se está a receber apoios da segurança social? Não estou a falar de casos limite, como engenheiros a carregar cimento, mas de trabalho adequado às competências de cada um. Porque não colocar esta mão de obra ao serviço do estado ou ao serviço de empresas, quando estas demonstrem inequivocamente que precisam de mão de obra e a impossibilidade de a pagar?

E é isto, após o intervalo voltamos a linha editorial neoliberal.

Desemprego

Estou a ver uma reportagem sobre desemprego e está aqui um gajo, com o ar mais infeliz do mundo, a dizer que isto é duro e que a família é um apoio e que é muito novo para reformado e muito velho para não sei o quê e que o que mais o preocupa é o fim do subsídio de desemprego. E eu, que até sou um tipo sensível a estas coisas, já estava a embarcar na história. Pequeno detalhe, a dada altura diz "eu, quando estava no ativo nunca tirava fotografias nas férias. Este ano, tirei mais de 300 fotografias...".

No meio desta merda toda, com o país todo lixado, aumentos de impostos, cortes nas pensões, cortes na saúde e na educação, há gajos no desemprego que usam o subsídio para ir de férias? Mas nem assim a malta percebe que isto agora é a doer?

Ok, eu percebo, a reportagem era para mostrar as dificuldades que as pessoas estão a atravessar e com isso não se brinca. Mas porque não adotar uma abordagem pedagógica? O que é que impedia o jornalista de começar a insultar este tipo, sei lá "mas você é atrasado mental, deficiente, inimputável?"?

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

PCP e Bloco de Esquerda unem-se contra a austeridade

In Público

E é isto! O centro direita começa a abandalhar, como se isto desse mesmo para tudo, que ninguém quer saber e aí está: PCP e BE na mesma cama.

Eu o BE nem estranho, que aquilo é gente que tem a mania que é tolerante e que cada um sabe de si e que somos todos iguais e com os mesmos direitos. Enfim, como não riscam puto, ninguém quer saber e sempre estão entretidos. A coisa só começa a ficar mais séria se calha de fazerem uma juventude partidária - uma jotinha. Aí já não sei se a malta vai achar tanta piada aquele liberalismo todo e deixar os putos andar por lá à solta.

Agora o PCP? Fo**-**! Já não se pode confiar em ninguém? Ainda há uma semana eram todos metalúrgicos (ai que saudades dos estaleiros da Lisnave e da Setenave, as nossas pequenas Gdansk) e a terra a quem a trabalha e o povo é quem não sei quê e agora esta merda? Um tipo acredita numa esquerda  pura e dura, de trabalho nas fábricas, nos campos, nas obras, qualquer coisa que faça suar, começam a ir tomar chá com os outros e quando dermos por ela andam para aí a pichar paredes com o direito de adoção para os casais homossexuais e outros temas "fraturantes". Acordem pá! Os outros gajos andam nisto para terem conversas muito profundas uns com os outros, mandarem umas bocas e sentirem que participam e fazem a diferença. Aquilo é gente que pensa que ainda está na faculdade e antes da manifestação só está preocupada com o que vai vestir -  levo as levis ou as lois?

A culpa é da direita, só pode ser. Não sei quantos anos de clandestinidade, 38 de democracia e agora isto? É no que dá esticar a corda, porra!