terça-feira, 6 de novembro de 2012

Obama ou Romney

Estamos a horas de saber quem é que vai ser o novo líder do mundo livre. E por livre entenda-se sujeito aos caprichos e desvarios do tal líder, normalmente um tudo nada dados a invasões de países produtores de petróleo. 

Estranhamente, são sempre países que ficam a 10000 kms de distância, mais coisa menos coisa. A maçada é que a malta do médio oriente tende a levar isto a mal e como não tem bombardeiros ou mísseis de longo curso, depois entretém-se a explodir-se por tudo o que é capital europeia. Pode ser coincidência, mas a Venezuela está mesmo ali ao lado e o Hugo Chávez, esse grande democrata (deve pensar o  Bernardino Soares) que passa a vida aos gritos a insultá-los, para além de também ter sido apanhado pela epidemia de cancro que aflige os presidentes de esquerda sul americanos, continua a fazer o que lhe dá na real gana e não se passa nada, zero, nicles.

Por mim tudo bem, que eu também não gosto de me chatear com os vizinhos e prefiro chibá-los à administração do condomínio, mas sempre podiam ter um bocadinho mais de tomates. É que durante anos toda a América do Sul parecia uma grande ditadura militar (para fins de argumentação, vamos fazer de conta que agora são democracias) e os gajos não mexeram uma palha. Basta um líder do médio oriente chatear-se de manhã com a mulher (porque ela descarregou o autoclismo enquanto ele estava no duche) e sair de casa aos gritos todo molhado, ainda embrulhado no lençol de banho e com uma toalha enrolada na cabeça, que passados dez minutos tem a capital em escombros e o exército transformado em sucata.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Refundação do Estado - Educação

Com a Constituição da República Portuguesa pós PREC ficaram instituídas algumas ideias engraçadas, na verdade obrigações que o Estado devia garantir, como por exemplo a educação

A coisa não foi por acaso, porque antes do 25 do 4 quem era de famílias desfavorecidas e queria estudar só tinha um caminho, o seminário. Não tinha necessariamente de ser ordenado padre (aí e tal, afinal não sei se me quero casar com Deus, ou isso são as freiras?), o que já não é mau de todo, mas sempre passava por alguns incómodos durante as noites de inverno, outono, primavera... Adiante. De resto, a malta podia ser polícia (tens dezoito anos e a quarta classe), militar, trabalhar no campo ou na fábrica. Os que conseguiam estudar um pouco mais (quem diz um pouco mais, diz mais 2 ou 3 anos), lá dava em empregado no escritório de qualquer coisa. E assim se mantinha um modelo em que tantos fizeram ganhar tanto a tão poucos.

Quando disse ideias engraçadas, não é porque duvide que todos devemos ter oportunidades iguais, mas sim que uma sociedade não aguenta que todos sejam iguais, o que parecendo o mesmo, não é. É que, já se sabe, não basta obrigar os putos a fazer nove anos de escolaridade para que desatem a aprender. Melhor, que todos consigam e, mais importante ainda, queiram. E é assim que nos dias de hoje a malta que quer e pode estudar, não tendo de aturar os padres do seminário, tem de conviver no 5.º ano com gajos de 16 anos mais ou menos entediados, o que me parece condição suficiente para dar asneira. Depois há aquele pequeno detalhe de termos imensos doutores e engenheiros de tudo e mais alguma coisa, mas não temos o que lhes dar para fazer e, quando temos, pelos vistos o que se paga não é, digamos, digno.

Como agora era um bocado chato dizer à malta que afinal era a brincar e que não, isto não é para todos,  porque alguns têm mesmo de ganhar uma miséria para que as empresas sejam competitivas, parece que se vão alterar as regras a meio do jogo e introduzir-se novos pagamentos na educação. E pronto, está feito. Não há nada como uma crise para, passados mais ou menos quarenta anos, voltar a pôr o povo onde pelos vistos alguns acham nunca devia ter saído, que aparentemente é no limiar da pobreza e ignorante.

Número de divórcios caiu pela primeira vez desde 2005

In Público

Graças a Deus! Ora aí está finalmente uma boa notícia. Pelos vistos nem tudo é mau com a crise. O amor prevaleceu e as uniões tornaram-se mais fortes. Aguardo no entanto com expetativa as estatísticas de violência doméstica. É interessante que palavras como "estatística" esterilizam os assuntos e nos fazem sentir melhor. Do género, o que nós estamos aqui a analisar são dados científicos. Infelizmente, cada vez que os dados sobem uma unidade há alguém que não percebe porque tem de estar a viver aquela vida.

Em todo o caso, suponho que na perspetiva da igreja, a austeridade esteja para aqueles que se querem divorciar, como o HIV está para o sexo antes do casamento. Ou será para o sexo sem ser parar procriar? Com as tangas que eles inventam, já me perdi. Sei que se for depois do casamento, para procriar, mas com a mulher do vizinho é pecado, porque os tipos não eram burros nenhuns e para não se andarem a lixar uns aos outros previram lá aquela coisa do "não cobiçarás a mulher do próximo". Agora a sério! E se o sexo é dentro do casamento e até é para procriar, mas a coisa não há meio de se concretizar? É pecado na mesma, ou o que conta é a intenção? Assim tipo, é pecado utilizar o preservativo porque impede a vontade de Deus (pois, Deus é o todo criador e vai ser um preservativo que lhe vai lixar os planos), o que foi um azar do caraças para os milhões que de mortos por SIDA em África (fornicadores, tudo para o inferno já). Ele há coisas...

domingo, 4 de novembro de 2012

Têxteis portugueses querem vestir a China, ou pelo menos parte dela

In Público

Nem sei por onde começar. Suponho que por um agradecimento ao Público, que claramente tem um Editor de títulos que se diverte à grande. Já sobre a notícia em si mesma, em 1986 Portugal entrou na CEE e a malta dos têxteis e calçado entrou em delírio. Parece que se convenceram que a Europa nem sabia o que a esperava e que a coisa ia ser tipo a Blitzkrieg do Hitler, porque de um momento para o outro iam forrar o continente com roupa e sapatos portugueses. De volta a 2012, anda por aí um gajo que se chama Amancio Ortega que deve chorar a rir sempre que se lembra disto.
Gajo espanhol muito rico
Eu sei, olhando para a cara dele ninguém diria que o tipo é capaz de rir. Mas é. Só que é daqueles gajos que se ri às gargalhadas e rola pelo chão dentro da cabeça, sem mexer um músculo da cara.

Bom, voltando ao que interessa, aparentemente a malta cá do Condado (estou a habituar-me à ideia) esqueceu-se de três pequenos pormenores: design; preço; qualidade adequada aos dois anteriores. Em todo o caso, para muitos nem correu mal, porque havia lá aquela coisa de subsídios para equipamento e formação e ninguém pode negar que um Ferrari, um Porsche ou um iate são equipamento ou que a melhor forma de aprender é viajar.

Como agora os subsídios já eram e a economia está toda lixada, parece que estão convencidos que por falarem chinês a coisa vai correr melhor. Em todo o caso, não me sai da cabeça que por estes dias o Ortega deve andar ainda mais bem disposto.

Domingo

Estou a assar um robalo bem gordinho, daqueles de mar a sério, que a sogra arranja disto de fonte segura, acompanhado com batatinhas (no fim ligo sempre o ventilador, que é para tostarem um bocadinho).

Para a sobremesa, também está no forno um Crumble de Maçã, à minha maneira, que é um bocado aldrabada. Maçã laminada num Pirex, regada com Vinho do Porto (ou Martini ou qualquer merda com álcool, mas doce) e sumo de laranja (sim, eu sei, se ponho sumo de laranja, o álcool até podia ser puro ou Vodka). Cobre-se a coisa com Bolacha Maria esmagada e misturada com manteiga amolecida. No fim, volta-se a regar com sumo de laranja e forno. Obviamente, servir acompanhado de gelado de nata ou baunilha.

E era só, obrigado...

Vergonha foi a palavra mais escrita no Facebook de Passos Coelho

In Público

Engraçado, se me tivessem perguntado jurava a pés juntos que tinham sido três palavras, mas isto é mesmo malta de brandos costumes.

sábado, 3 de novembro de 2012

Um conto de Natal

Este Natal, em vez de trocarmos prendas com a família e os amigos, pegamos no dinheiro e oferecemos ao país. Está aí alguém? Psst? Sim, vocês aí, parem de rir. Então, vamos lá, só um bocadinho de atenção.

Em 2011 o país tinha 10 531 614 habitantes. Destes, 1 572 546 tinham menos de 16 anos, por isso será de esperar que não tenham um tusto. Se tiverem, ou precisam de comprar bens de primeira necessidade (sapatilhas Nike, Adidas, telemóveis, consolas de jogos, copos, charros...), ou foram os pais que os puseram a trabalhar e provavelmente já está tudo derretido em líquido avermelhado e com 13% de álcool. Chegamos assim aos que interessam, são 6 966 564 pessoas com mais de 15 anos, que já têm corpinho para alombar. Lamentavelmente, continua-se a teimar em pôr a malta a estudar (graças a Deus pela taxa de desistência) e há também aquele pequeno detalhe da taxa de desemprego, que parece anda pelos 17%. Como mesmo entre os empregados, a maioria ganha uns luxuosos 485 euros e são uma cambada de ranhosos que não vai querer colaborar, devem sobrar para aí uns 1 500 000 de portugueses, que sempre conseguem dar qualquer coisinha. Mais coisa menos coisa, a brincadeira deve dar para aí 500 milhões de euros.

Para administrar este dinheiro é necessário criar uma comissão instaladora, que certamente terá um presidente, duas secretárias, uma viatura de serviço e dois motoristas. Dois vice presidentes, cada um deles com a sua secretária, viatura e motorista. Obviamente serão necessários assessores e pessoal administrativo. Esta gente toda tem de ser metida num edifício, com construção a contratar à empresa "certa". Como isto é uma ideia inovadora, nunca o povo se uniu para este efeito, o edifício deverá ser representativo do projeto e emblemático, pelo que há que fazer viagens aos principais ateliers internacionais de arquitetura para apresentar o conceito, ainda antes de abrir um concurso internacional. Já que estamos numa de concursos, em vez de se aplicar o dinheiro para amortizar a dívida, porque não aceitar sugestões. Faz-se uma coisa ao jeito das sete maravilhas, um programa de televisão com apresentadores a 25 mil euros por cabeça, que anda pelo país inteiro a entrevistar o cidadão comum. No final, tem de haver uma gala de entrega do dinheiro à ideia vencedora, com vários artistas convidados e a Lady Gaga para encerrar.  O cheque vai ser de 25 mil euros e ainda vai ficar uma dívida à empresa de catering que forneceu o evento.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

FMI já está em Portugal a preparar reforma do Estado, revela Marques Mendes

In Público

Em Portugal costumava existir uma "instituição" que era o Sócio Capitalista e o Sócio Trabalhador. Suponho que a coisa deve ter tido origem em genros que eram umas nódoas e passavam a vida a ser despedidos de todos os empregos e de sogros que até tinham uns tostões amealhados. Vai daí, os segundos financiavam aos primeiros a "montagem" de um café. Os sogros pagavam a coisa e o genros dobravam a espinha. Isto até deve ter tido variações mais complexas (quem sabe restaurantes, em vez de cafés) e neste modelo provavelmente até se fizeram algumas empresas engraçadas.

No fundo, era a versão lusitana dos Business Angels  e Venture Capitalists que proliferam pelos Estados Unidos e que levaram um dia um gajo dar por ele a olhar para dois tipos com um aspeto mal amanhado, enquanto perguntava sucessivas vezes "goolale? Guglo? Goal? Hein?  Ou um outro, que deve ter passado horas a tentar explicar que não, aquilo não era só para sacar gajas e que no máximo as fotos eram em topless.

Parece agora que os nossos sogros, o FMI, UE e BCE se fartaram da balda e já não acham piada nenhuma à ideia de oferecermos uma cerveja sempre que entra um bacano qualquer pela porta. Sei lá, a um amigo de infância, um primo afastado, um tipo lá do partido. Pelos vistos vão-nos dizer como é que a coisa, leia-se o país, passa a ser gerida, se é que não vão mesmo geri-la (e aqueles altinhos que se veem nos ombros e cotovelos dos fatos do primeiro ministro são para as argolinhas onde depois se prendem os fios).
Por mim está tudo bem, já estou habituado a ver o país ser humilhado na comunidade internacional e se estes gajos estão para se prestar a este papel, isso é lá com eles e até pode ser que daí venha alguma coisa de bom. Em todo o caso, se calhar não era mal alguém avisar os sogros que o problema não são só as cervejas à borla, mas aquele costume de alguns cafés terem uma sala nos fundos, onde só entram alguns, para jogar poker a dinheiro.

O Sam Mendes é uma besta e o Javier Barden um canastrão do car...

Até porque não tenho muito mais para dizer, o título do post é a minha crítica ao 007 Skyfall. Enfim, se calhar não devemos mesmo voltar onde já fomos felizes e se eu gostei do Casino Royale, ia ser difícil igualar.

Só para nos entendermos, eu não sou um cinéfilo. Gosto de alguns filmes pelos mais variados critérios. "A vida de Brian" pela premissa alucinada e perfeitamente concretizada. O Jantar dos Palermas também pela premissa. O Silêncio dos Inocentes pela violência implícita e realização exemplar. O Blade Runner porque sim. O "Ruptura Explosiva" porque tenho pila. O Big Fish pela beleza da história. A triologia "O Padrinho" pela crueza. Os últimos 007 pelo enredo de espionagem fantasista e a porrada desproporcionada.

Chegados a este Skyfall, depois de uma sequência inicial impressionante, impossível de ter sido realizada pelo Sam Mendes, que só faz filmes em slow motion ("Beleza Americana", "A caminho para a Perdição,...), foi sempre a descer. Transições desgarradas, planos medíocres, personagens amorfas e diálogos cheios de clichés. Suponho que o realizador queria mostrar a sua cultura enchendo a coisa de referências cinematográficos, para as quais me estou a borrifar, porque o que eu queria era ver o bom (perspetiva metafísica, que eu sou um gajo direito) a partir o focinho aos maus. Vai daí, só não me pisguei a meio do filme porque a Outra Metade gosta mesmo de cinema e era capaz de não me perdoar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

007 SKYFALL

Não há hipótese! Não me venham com as tangas que o Sean Connery é que era e que os gostos não e discutem. O Daniel Craig é o 007 e não acredito que o Ian Fleming o imaginasse de outra maneira. Em vez do Sean Connery, com aquele sotaque irritante, deviam ter logo começado com o Steve McQueen e a partir daí só utilizar gajos com a mesma pinta. Não! Tivemos de gramar com o Roger Moore, o inenarrável Timothy Dalton e Pierce Brosnan, que ainda assim é o melhorzinho do lote, embora  seja no Alfaiate do Panamá que consegue uma aproximação a este 007 (menos violento, mas igualmente cínico e prático).

Em preparação para o Skyfall eu e a Outra Metade fizemos a revisão da matéria dada e lá nos alapamos no sofá a rever o Casino Royale e o Quantum of Solace. Espetaculares, especialmente em pormenores maravilhosos que cortam com as tretas que aturamos nas versões anteriores, como o tipo a borrifar-se se o Martini é shaken, not stirred ou arrasa com o Aston Martin em dois minutos de filme. 

E vai daí lá fomos ver o Skyfall... Fomos, é como quem diz, porque uma hora antes do início do filme, já só havia os lugares da frente. Aqueles em que um gajo vê filme deitado e não sentado. É favor carregar nos impostos, acabar com o RSI e baixar o mínimo do subsídio de desemprego, que eu quero ver o filme já em novembro. Obrigado!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Preço do Gasóleo

Domingo à noite, por razões agora difíceis de explicar, resolvi encher o depósito. Encher é como quem diz, que a coisa consegue meter 70 litros e a valores aproximados de 1,5 euros por litro, a brincadeira ficava-me por 105 euros. Vai daí, já há alguns meses que de 15 em 15 dias meto 50 euros e não penso mais no assunto.

Acontece que desta vez, ao ouvir as notícias de segunda-feira, descobri que o preço do gasóleo desceu alguns cêntimos. Mas eu já não me deixo afetar com estas tangas, porque comigo as leis de Murphy funcionam mesmo e já estive cheio de sorte por durante a noite um gajo qualquer não descobrir o processo para fazer petróleo a partir do ar e água. Porque se eu tivesse adiado, aposto que durante a noite os EUA invadiam o Irão e segunda feira o gasóleo ia estar ao dobro do preço (para ser justo, isso ia ser um tudo nada mais chato para os iranianos do que propriamente para mim), por isso é melhor não piar muito e não pisar tanto no acelerador.

Ronaldo e a bota de ouro

Olha uma coisa Ronaldo, tu até tens dinheiro como lixo, guias Ferraris e Lamborghinis, mas isso de andares por aí a dizer que tens caspa, comichão e oleosidade é capaz de meter um bocado de nojo ao gajedo e tirar-lhes o tesão. Não sei, estou só a dizer, que é para não te admirares se ninguém te fizer cafoné, nem a D. Dolores.

É que já te vejo a fazer publicidade ao Linic para aí há três anos e se essa porcaria ainda não fez efeito, se calhar está na altura de mudares. Eu uso Ducray pá, porque não vou em merdas e prefiro comprar os champôs na farmácia.

E não ligues àquilo do Messi, que o tipo ainda tem um penteado mais ridículo que o teu.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Na empresa

A realidade:
Patrão furibundo, ao sentir-se contestado - mas é você que me vai ensinar a gerir a minha empresa?
Gestor - por quem é V.Exca.? Obviamente que não! Faz perfeito sentido produzir estas caixas de plástico em Guimarães. Ninguém vai querer comprar aquelas ali, idênticas, que os chineses vendem a um décimo do preço. O que é nacional é bom e os portugueses sabem-no bem.

Na minha cabeça:
Patrão furibundo, ao sentir-se contestado - mas é você que me vai ensinar a gerir a minha empresa?
Gestor - por quem é V.Exca.? Obviamente que não! Nem eu, nem ninguém. É que o seu pai, ao ver a besta que é, bem que podia ter vendido a empresa e assim  V.Exca. só precisava de estourar o dinheiro que herdasse sem me fod** a paciência. Por mim, escusa de se preocupar. Estou muito grato por me pagar o que paga para passar o dia a dizer que sim e a louvar ideias de merda.

Enfim... Não me perguntem porque é que o país esta este estado, que eu também não respondo.

Primeiro-ministro vai convidar PS para reavaliar funções do Estado

In Público

Eu sei, isto lido assim de repente até dá a ideia que estão a falar das funções que o estado deve assumir perante a população. E mesmo que quase de certeza se reportasse a cortes, sempre significava que estavam a governar e a dar alguma atenção ao assunto. 

Mas é melhor acordarem e não se iludirem. Sob esta capa de responsabilidade, quase de certeza que se formos ler bem os memorandos, eles estão é a discutir as funções que  vão distribuir depois disto arder tudo. Deve ser uma coisa ao estilo de Nero e Roma. Para já assistem à catástrofe, depois dividem o que sobrar... Lá aquela coisa de administradores e presidentes de, sei lá, coisas...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Nordeste dos EUA semiparalisado à espera do furacão Sandy

A mim ninguém me tira da cabeça que estamos a ser invadidos por aliens e que amanhã vamos ter saudades da austeridade, porque vai tudo dar com os costados numa mina, a esgaravatar minério para um E.T. qualquer. 

E não é minério para fazer naves, armas ou merdas desse género. Não senhor! O gajo fez um curso da Planeta Agostini, tem como hobby fazer olaria e pelos vistos o barro de Nova York é do melhor que há para fazer louça das caldas.

Melhor que assaltar um banco, é fundar um!

Esta semana li um artigo sobre o BPN que me deixou atordoado. É que eu sempre pensei que os ilusionistas quando fazem desaparecer o dinheiro de um espetador no final devolvem, porque afinal de contas aquilo não passa de um truque.

No entanto, no caso do BPN o dinheiro desapareceu e nunca mais ninguém lhe pôs a vista em cima. E quando digo dinheiro, parece que estamos a falar de 5,8 mil milhões de euros. Estranhamente, ninguém obriga os ilusionistas a devolver o guito e, pior que isso, a malta que nem sequer viu o espetáculo foi obrigada a pagar bilhete.

Eventualmente ninguém reparou que aquilo era uma empresa privada e que portanto nós não tínhamos nada a ver com o assunto. Vai daí, gostava de deixar à consideração a possibilidade de eu não pagar o meu empréstimo à habitação, nacionalizavam-me o apartamento, pagavam-me as prestações e eu ia ficando por aqui, como se nada fosse. Então se juntassem o IMI é que era mesmo bacano.

Testes de compatibilidade de casais

Nunca consigo ler mais do que algumas linhas daqueles testes de compatibilidade entre casais, que aparecem nas revistas de gajas (eu sei, eu sei, se são revistas de gajas eu nem devia chegar perto, mas isso tem a ver com  a propensão para o risco, um gajo senta-se no sofá, elas estão ali à mão e quando dá por ela, já o mal está feito). Ao fim da terceira linha começo a emitir atestados de imbecilidade para todas as mulheres com mais de 15 anos que os leem. E, mesmo as menores de 15, só compreendo porque é gente em formação e aquilo aparece-lhes no meio da Ragazza, enquanto estão a aprender a "fazer" sobrancelhas... Agora uma mulher adulta? Está-se mesmo a ver que uma relação se pode resumir a meia dúzia de itens, não está? Começam a analisar comportamentos de forma descontextualizada e é óbvio que dá merda!

E o mais importante nunca virá numa revista, porque obviamente varia de pessoa para pessoa. Eu, por exemplo, quando comecei a sair com a Outra Metade, um domingo de manhã enviei-lhe um SMS que dizia "se um tipo está a tirar macacos do nariz e não lhe apetece levantar da cama para os deitar fora, o que é que faz?". Como na volta só veio um smile, tive imediatamente a certeza que era Game On.

domingo, 28 de outubro de 2012

Benfica à frente do campeonato

Os tipos ainda nem chegaram à flash interview e já estão a dizer que o benfica está à frente do campeonato. Bom, suponho que contra factos não há argumentos e regras são regras. Sendo assim, parabéns pela vitória no campeonato.

Governo suspende novos cheques-dentista a crianças e jovens

In Público

Percebo a coerência da medida e aplaudio. Se já garantiram que os putos vão deixar de comer, para quê gastar dinheiro com os dentes.

Aliás, na linha desta medida, também não vejo qualquer necessidade em dar acesso a cuidados de saúde básicos a quem não trabalha e não contribui puto para a coleta fiscal. É manter saudáveis só aqueles que podem descontar para o IRS. Sugiro começar desde já pelos reformados e idosos e mesmo os outros, se por hipótese for um gajo que trabalhe à secretária, obviamente não precisa das pernas para nada. Afinal de contas já temos aquelas juntas médicas que decidem se um tipo tem direito ao tratamento oncológico ou não?

Enfim, parece que esta merda não para...

sábado, 27 de outubro de 2012

Vieira: "Não ganhou a lista A, ganhou o Benfica"

In Jornal Notícias

Ó pá! Nem sei que diga. Estou comovido.

Um grande bem haja a todos os que votaram, à massa associativa em geral e, acima de tudo, a todos aqueles que tendo algumas ideias e podendo candidatar-se, optaram por não se chatear.

Ao novo/velho presidente, que continue com o excelente trabalho que vem desenvolvendo em prol do futebol nacional e do Futebol Clube do Porto benfica.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Vitor Gaspar agredido à porta de casa

Bom, eu confesso, é mentira, inventei. E nem é propriamente um desejo (e assim se escapa a uma acusação de instigação à violência), porque eu não quero que aconteça qualquer coisa de mal ao homem (hmm, qualquer coisa de muito grave). A verdade é que estou sem assunto e isto já se anda a arrastar há dois dias. 

Aparentemente, há por aí gente que consegue descrever de forma épica como se levantaram durante a noite para ir mijar à casa de banho. Felizmente a próstata ainda não me lixa as noites e, de qualquer forma, a minha descrição não seria mais emocionante do que a frase anterior. Jantei uma omolete de frango no pão, com umas folhitas de alface. Estava catita. Podia ter levado mais uma pitada de sal e um pé de sals...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Francisco Louçã abandona o Parlamento

In Público

E o país, não? Ok, um gajo também não pode querer tudo.

O Porto jogou ontem!

Tenho um primo que é um tipo inteligentíssimo, daqueles que absorve e compreende quase tudo o que lhe passa pela frente. Em todo o caso, por volta dos 12 anos apareceu em casa com uma negativa. Para além da minha mãe ter delirado com isso, porque por uma vez não teve de aturar a minha tia com o brilhantismo do filho, mais ninguém achou muita piada, principalmente o meu tipo, que teve de se aplicar como pai e tentar perceber o que tinha acontecido. A resposta ainda o deixou mais desconcertado que a própria nota, porque o sacana respondeu que queria saber como era tirar uma negativa.

A minha relação com o Porto é algo parecida. Um tipo já está tão habituado a ganhar, que nem liga puto aos jogos. Fico sempre surpreendido quando vejo no noticiário que perdemos. Quase que dá vontade de ver outros canais, só para ter a certeza que não se enganaram.

Isto tudo para dizer que nunca consigo entender os clubes de lisboa. Claramente aquela gente não percebe puto de futebol, nem do trabalho que dá construir uma equipa (e não percam tempo com os histerismos sobre roubos e favorecimentos, que eu também não perco tempo a responder). Não me estou a referir a uma época do campeonato, mas a uma época mesmo. É que eu posso garantir desde já que o presidente do Braga é o próximo presidente do Porto. Esta merda é assim tão complicada de compreender?

E depois há isto:
Para aqueles que não sabem, este logótipo está mesmo na parede do estádio do dragão. Posso não perceber puto de futebol, mas de gestão, projetos e motivação percebo alguma coisa. É que a coisa não vai lá a falar dos cinco violinos, do Eusébio. Alvalades 21 e taças da década de 60. Estas merdas conquistam-se com quem está cá hoje, trabalho e estádios com o nome de "Dragão".

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ainda a crise

Com o agravar da crise começaram a surgir aqui e ali estudos que dizem que o país vai regredir vinte ou trinta anos. Ok! Isso é mau. Mas vai ser muito pior se regredir exatamente para aquele período nos anos 80 em que um gajo pedia uma Coca-Cola num café e levava sempre com "pode ser Pepsi?".

A mim ninguém me tira da cabeça que tinham as duas (o mesmo vale para 7-Up/Sprite, Sumol/Frisumo e Vidago/Águas das Pedras), mas estavam sob influência revolucionária e contrariavam os Clientes na lógica somos todos iguais e ninguém me dá ordens.

O benfica jogou ontem? #2

Sou gajo para transformar isto numa rubrica, com etiqueta e tudo.

Esta coisa de um gajo levar com uma quantidade descomunal de notícias, com duração que parece infindável, quando o benfica ganha um jogo (nem que seja de treino) e o silêncio ensurdecedor quando perde, deixa-me meio à toa. É que um tipo fica mesmo na dúvida se jogaram e nem sabe o que dizer. 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Gestão de reuniões para totós...

Gosto dos livros de espionagem do Daniel Silva. E gosto particularmente da personagem principal, o  Gabriel Allon, um espião da Mossad, crente fervoroso naquela coisa do "olho por olho, dente por dente",  que passa a vida a envenenar mortalmente os inimigos com chumbo. Onde leem envenar, devem ler cravejar de balas.


É que a vida na empresa seria tão mais simples assim e, lamentavelmente, esta semana tem propensão para se complicar exponencialmente. Todas as técnicas para gestão de reuniões e mediação de conflitos começam a parecer-me curtas e estou mais ou menos convencido que era capaz de ajudar se me pudesse sentar no topo da mesa de reuniões e pousasse um revólver do lado esquerdo (é, para os mais atentos sou canhoto). Enfim, nunca mais é sexta...

Obesidade infantil


Aquela coisa minúscula que estão a ver ali do lado direito da imagem é um carrinho da HotWheels, que é uma marca de miniaturas de automóveis com mais de 40 anos. No entanto, o espécime na fotografia tem uma particularidade... É telecomandado. 

Mas que merda é esta? Passam a vida a dizer que os putos estão a ficar gord obesos e ainda lhes põem isto nas mãos? Como é, agora já nem se podem dar ao trabalho de mexer a mãozita para a frente e para trás, para empurrar o carrinho?

Mas, mais importante que isso, onde é que estas merdas estavam quando eu tinha 6 anos? É isto e os mini helicópteros telecomandados. Um helicóptero a voar no meio o escritório, isto sim, é progresso. Não me venham cá com ressonâncias magnéticas de campo alargado ou robôs a explorar Marte. 

Afinal, ser popular na escola compensa no mundo do trabalho

In Público

Esta é daquelas cenas que me faz chorar a rir. Ai e tal, não, tu não precisas de ir a festas, nem namorar. Vais ver que se estudares muito e usares esse açaime, quero dizer, aparelho dos dentes durante o liceu, vai valer a pena. E assim evita-se que os marrões desatem a suicidar-se em massa, tipo lemmings a saltar da janela da biblioteca lá da escola. 

A criatividade dos que querem enganar os desgraçados é extraordinária e esta ideia é quase tão boa como a do "dinheiro não dá felicidade", frase que o Herman José sempre completou com "pode não dar, mas manda comprar". Ou a suprema, tens de ser bonzinho na terra para ires para o paraíso e nada de tentar apressar a coisa, que o suicídio é pecado (e é preciso mão de obra barata).

E é desta maneira que a malta passa a vida à espera da recompensa. O mais engraçado é que normalmente os mais populares são também os filhos dos mais ricos. Estranhamente, os mais ricos são frequentemente religiosos fervorosos. Mais estranho ainda, são também aqueles que parecem ter uma interpretação livre do conceito de pecado. Suponho que será coincidência ou uma questão de perspetiva.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Professora acusada de ter sexo com quatro alunos

In Jornal de Notícias

Aposto que foi num colégio privado, porque no ensino público não têm direito sequer a estudo acompanhado.

Adrenalina também se devia vender em comprimidos

Para quem como eu gosta de andar de mota, é relativamente fácil perceber o vício que a descarga de adrenalina provocada por um salto de paraquedas pode provocar. A sensação de atingir uma velocidade, digamos, interessante e ao aproximarmo-nos de uma curva decidir quando desacelerar e começar a travar, é realmente arrebatadora. Suponho que as sensações provocadas pelo salto de um avião, sem qualquer motivo para além da excitação de voar em queda livre e depois flutuar pendurado num paraquedas, devem ser exponencialmente mais poderosas. Mas, se uma falha de travões ou um furo a meio de uma curva é coisa para assustar, realmente intenso deve ser constatar que o paraquedas não vai mesmo abrir. 

É por essas e por outras que me virei para o surf. Todo o ritual é mais sereno e pacificador, com o bónus de uma descarga de adrenalina no momento em que um tipo efetivamente consegue apanhar a onda. Pena aquela coisa de ter de carregar a prancha e o trabalhão que de vestir e despir o fato de neoprene. Isso e "apanhar uma onda" ser mais fácil de escrever do que fazer.

Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica

Não ia ficar de bem com a minha consciência se não expressasse o meu apoio incondicional à candidatura do atual presidente do SLB a mais um mandato.
Para além de ser sempre um prazer, de que não queria prescindir, ouvi-lo a distribuir acusações de corrupção, com a gravação do seu telefonema para o Valentim Loureiro como banda sonora, é um absurdo considerarem sequer a possibilidade de levarem às urnas outra candidatura, quando o atual presidente deu um campeonato ao SLB em quatro anos. Sem confirmar os dados, é certamente muito mais do que a média conseguida pelos anteriores presidentes. Para quê trocar o certo pelo incerto? É que a outra candidatura tem como frase de campanha "O benfica aos benfiquistas", o que indicia uma agenda oculta, porque ninguém se lembrava de garantir isto se não estivesse a pensar exatamente o contrário. Sei lá, entregar o benfica aos sportinguistas  (aos Portistas não, porque aquilo fica fora de mão e nós também temos centro de treino).

Já que estamos a falar, está na hora de renovar o contrato do Jorge Jesus por mais 5 épocas, mas nada daquelas tangas do Pinto da Costa. Essa aldrabice de renovar um treinador moribundo, arranjar-lhe um tacho qualquer e despachá-lo logo que possível, para começar a preparar a próxima época. Nada disso! Renovar à séria, com cláusulas de rescisão milionárias como a do Mantorras.

domingo, 21 de outubro de 2012

Cardeal Patriarca apela à valorização dos afetos

In Diário de Notícias
Eu se fosse este gajo não me punha a incentivar estas merdas em público, porque vai andar anos a tentar tapar as bestialidades que alguns dos animais que por lá pululam fazem e gastar balúrdios em indemnizações.

E já agora, estando o mal feito, donde vem o dinheiro das indemnizações? É que nestas coisas, a igreja é mais ou menos como o Estado. Um lixa-nos a todos com os impostos, o outro desgraça os desgraçados com o dízimo. E se no caso dos impostos já tenho uma dificuldade do caraças em topar onde o dinheiro é estourado, com o dízimo é que me vejo à nora. Aquilo é o quê? Uma quota para ser membro do clube? O pagamento de serviços prestados? Prémio de jogo? Um gajo vai à igreja assistir a uma missa, batizado, comunhão, casamento ou funeral e acaba sempre por levar com aquele cestinho nas trombas. Tirando a missa que até compreendo, porque sem dinheiro não há palhaços, as restantes cerimónias já não estão pagas? É que se eu fosse católico e contribuísse para a causa, ficava lixado sempre que ouvisse falar em indemnizações a crianças.

E já agora, alguém nota alguma coisa estranha nesta imagem?

sábado, 20 de outubro de 2012

E se de repente...

...um gajo acorda de manhã, começa a acariciar o braço e não sente nada, antes de desatar a gritar que está paraplégico, convém lembrar-se que:
- a paraplegia é nas pernas;
- se estivesse tetraplégico, não acariciava braços nenhuns;
- é bem provável que esteja a acariciar o braço de outra pessoa.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Made in Portugal (by small children, just like in China)

E agora para o meu próximo número, serviço público à séria.

Ontem ao almoço, no meio de uma conversa que não prometia nada para além do habitual "isto está difícil" e "assim não vamos lá", de repente vindo do nada, alguém se descai e fala numa coisa com o nome  movimento560 que, para aqueles que não sabem (quem já sabia e não disse nada é um nojento do caraças), pretende dinamizar o consumo do que é nacional (e que com sorte até pode calhar de ser bom).  É daí que vem o nome, não tanto o "movimento", que isto deve ser coisa da esquerda e até lhes ficava mal se a iniciativa não tivesse lá a palavra, mas o "560", para tornar a identificação das coisas à prova de estúpido, porque são os três primeiros dígitos nos códigos de barras dos produtos portugueses.

E é isto, a malta começa a comprar produtos portugueses, roupas no talho, mercearias na peixaria, frescos na boutique (ou lá como é), dinamiza a economia nacional e o problema  fica resolvido. Entenda-se  resolvido para os que produzem ou comercializam produtos e serviços portugueses, porque os outros são capazes de se lixar. Mas pronto, isso são detalhes e vamos resolvendo uma coisa de cada vez, que nestas coisas da esquerda, o que interessa é a intenção. Já agora, para quem está a pensar trocar de carro, agradece-se que espere 5 a 10 anos até termos uma marca nacional. Mais 5 ou 10 anos se fizerem muita questão que o carro ande.

E agora é divulgar, que isto é coisa séria e eu já estou farto de comer maçãs chilenas.

Morreu a actriz Sylvia Kristel, a eterna Emmanuelle

E então? Nada de condecorações póstumas? Bandeiras a meia haste? Sei lá, pelo menos um minuto de silêncio na Assembleia da República?

É que esta senhora fez mais pela educação sexual nos anos 70 e 80 do que qualquer iniciativa governamental e muitos deputados passaram horas infindáveis à frente à televisão, com uma mão... Bom, andando. Ela e o tipo que escreveu o "Fanny Hill", um tal de John Cleland, que já em 1748 e sem se pôr com fantasias imbecis, escreveu uma coisa com muito mais interesse do que as cretinices da E.L. James (e digo isto com confiança de quem leu o primeiro e não faz ideia do que a segunda escreveu).

Aliás, para essas mamãs que agora leem pornografia como se não houvesse amanhã, que tal olharem para a coleção de livros dos maridos? Não são esses aí à frente, palermas! Os de trás. É que esse Henry Miller, com a capa preta e o título "Trópico de Cancer", não é um curso de astrologia para amadores.

Vá, toca a encadernar isso com papel pardo e disfarcem o sorriso estúpido quando vão a ler no autocarro.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Vodafone FM vs Rádio Comercial


Parte da minha formação cultural, a parte ligada à música, ficou entregue ao António Sérgio e ao seu Som da Frente, na Rádio Comercial, entre a 1 as 3 da manhã. Aquilo era como uma religião, que eu levava ao estilo: ouvir o Som da Frente uma vez por dia, não sabe o bem que lhe fazia. Depois veio a XFM, que no fundo era o Som da Frente 24 sobre 24 horas, mas a coisa só se aguentou alguns anos porque, vai-se a ver, em Portugal não havia assim tanta gente com bom gosto musical.

Mais recentemente, para minha surpresa e alegria, surgiu a Vodafone FM e durante uns meses voltou a ser um regabofe de boa música. O chato é que, com o passar do tempo, comecei a identificar duas tendências irritantes. Aparentemente, a maioria das bandas alternativas (dedos no ar a simular aspas) atuais limitam-se a tocar o que parecem versões de músicas que ouviam nos carros com os papás quando iam para a escola (aquilo deve ter ficado gravado no subconsciente e desperta-lhes memórias de ternura e conforto ou então não, são só baldas). E se isso já não fosse suficientemente mau, fraquinhas mesmo são as bandas alternativas portuguesas (...), que se limitam a imitar as bandas alternativas atuais, que por sua vez, limitam-se a tocar o que parecem vers…

Vai daí, eu que só ouço rádio de manhã enquanto estou a preparar-me para sair, passo metade do tempo a dizer “isto não é dos?”, “onde é que já ouvi isto?”, “esta versão é muito pior”, “não sabia que o Bowie tinha um albúm novo", entre gritos de frustração, insultos ou lamentos do tipo "mas isto não acaba" (The XX estão aí?). Numa tentativa de pacificação, a Outra Metade sugeriu ouvirmos a Rádio Comercial, porque os tipos até são engraçados e coiso. Quanto ao engraçado, fica para outra altura. O pior é que eles até nem escondem o jogo, lá com aquela coisa da "a melhor música dos últimos dez anos!" e, foi ela que o disse, um gajo fica com a sensação que a melhor é literalmente só uma que repetem num loop infernal.

Onde é que vão morrer os treinadores do Sporting?

Não faço ideia! E desde que não seja na seleção nacional, é-me igual. Mas se me aparece por lá o Sá Pinto, sou gajo para desconfiar.

É que uma vez é um acaso e o Queirós até que se conseguia aturar. Duas pode ser uma coincidência, embora o Paulo Bento seja um enigma, não tanto por aquele ar de retardado, mas porque não percebe um charuto de futebol. Agora três vezes é um padrão e eu não tenho pachorra para aturar putos mimados com a mania que são maus (embora aquele soco no Artur Jorge seja épico e não tenho a certeza que foi "aparado" pelo bigode).

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

António Borges: “Temos a enorme sorte de contar com Vítor Gaspar"


Fico na dúvida se o "temos" é para o país ou se está a falar dele e mais alguns conhecidos. É porque isso sempre explicava algumas coisas e um tipo não ficava com a ideia que o homem é uma completa nulidade.

Rolling Stones voltam aos palcos para quatro concertos


Esta é daquelas notícias que arrasa qualquer campanha institucional contra as drogas!


Se este gajos, com mais do que 65 anos, depois de todas as merdas que fumaram, inalaram e injetaram, ainda conseguem ir para cima de um palco e dar um concerto de duas horas, as drogas fazem mal exatamente a quê?

Gaspar desafia deputados a proporem cortes na despesa do Estado

In Público

Se é para os outros fazerem o trabalho dele, estamos a pagar-lhe para quê?

E já agora que fique caladinho sobre o investimento do país na sua educação, porque das duas uma:
- ou é um calão do caraças e não aprendeu puto;
- ou a educação em Portugal ainda é pior que o se pensava.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A que horas joga Portugal?

Onze feridos e um detido frente à Assembleia da República


Suponho que hoje à noite vamos ter os comentadores todos em pulgas, contentíssimos consigo próprios, a repetirem-se com o pequenas variações.
- Eu bem dizia que a paz social ia acabar.
- Não, não! Eu é que dizia bem que ia acabar a paz social.
- Perdão, eu é que dizia que a paz social bem que acabava assim.
E lá pelo meio, o José Gomes Ferreira, que agora até já sonha com um tacho como assessor de imprensa de um qualquer Presidente da República (António Perez Metelo, estás aí?), ainda mais histérico que o costume, a mostrar um gráfico que não tem nada a ver com o assunto (alguém já sabe se  é licenciado em algo parecido com economia, contabilidade, relações internacionais?)...

Bom , agora sem tangas, os carros do PS ficaram riscados?

Plano Poupança H...

Volta e meia rodopia à minha volta um gnomo, de cabelito loiro e olhos azuis, com mais ou menos um metro  de altura e dois anos de idade, que chama papá ao meu irmão. Eu, que sou um gajo previdente, resolvi fazer um PPH mal soube que o tipo estava encomendado. Um PPH, é como um plano poupança reforma, mas em versão infantil e faz-se junto às caixas dos supermercados, metendo de vez em quando um HotWheels no meio das compras. A coisa vai acumulando, até o beneficiário ter idade para resgatar os carrinhos.

Agora que o sacanita já sabe o quer e pode ser comprado com prendas, comecei a dar-lhe os carrinhos em unidoses, que é para esticar a coisa durante dois anos e ir criando dependência. Mas a questão é que sempre que lhe quero oferecer um, fico olhar para a coleção com a sensação que me estão a arrancar um braço. Suponho que é aquela coisa da criança que há dentro de cada homem (não confundir com o homem dentro de cada criança, que essa merda dá cadeia) e que nos leva a olhar para uma caixa de Legos com tanta excitação como as mulheres olham para uma carteira Louis Vuitton ou até um anel de noivado.


A minha Mãe vai ao estádio!

Alguém sabe se o Ronaldo ainda está triste?

É que a minha Mãe está entusiasmadíssima porque vai ver o jogo ao estádio e eu não quero é que fique ela triste.

Agora a sério, marquem mais golos que a Irlanda e depois na conferência de imprensa podem dizer as imbecilidades que quiserem! Vale?

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Cerco ao Parlamento

Espero que sejam os Ingleses, porque com os espanhóis também não vamos lá!

Oh! Afinal são os palermas do costume... Não estraguem o Audi,  que somos nós que o estamos a pagar!

Eu e o Facebook

Quando aderi ao Facebook em 2009, já era utilizador do LinkedIn. Como o último tem uma vocação profissional, foi com estranheza que comecei a receber convites para ser amigo de colegas de empresa, dos dois extremos do espectro de géneros (e provavelmente alguns lá do meio), com quem quase nunca tinha falado ou se falei, foi de assuntos estritamente profissionais.

Como ainda era inexperiente, não dei grande importância e ignorei olimpicamente os ditos convites. Está bom de ver que a coisa não tendo dado barraca, porque isto de estar perto do topo da cadeia alimentar é um tudo nada, digamos, dissuasor de imbecilidades, não foi lá muito bem vista e uma vez por outra lá detetei uma frieza nos contactos que ultrapassava o profissionalismo asséptico. Por mim tudo bem e até era para o lado que dormia melhor. É que, de facto, se há coisa que detesto, é que me façam perder tempo e se isso passar por menos mesuras, entroitos e divagações, contem comigo, que eu alinho.

No entanto, mais recentemente vacilei, descerrei fileiras e caí na estupidez de aceitar um ou outro colega (dos dois extremos...). Maldita a hora em que o fiz! É que com a brincadeira, abri a porta para todo um mundo que, graças a Deus (volto a lembrar que sou abstémico*), até então desconhecia existir e a credibilidade daquela gente ficou pelas ruas da amargura, principalmente da minha, porque há imagens que nunca mais vou conseguir apagar do meu cérebro (mas porque é que ninguém lhe disse que aquele bikini era dois números abaixo do dela?).

É que isto da realidade tem sempre dois lados. Quando um tipo está com cinco amigos, com quem despachou ao jantar  idêntico número de garrafas de vinho, precedidas de um qualquer aperitivo e seguidas de não sei quantos Whiskys num bar, aquela ideia de nos abraçarmos todos e tirar fotografias a partir de baixo é mesmo catita. Já ver fotos parecidas, mas com aquele cabrão da Direção de Marketing que nos está sempre a fod** os projetos, deixa-me a certeza que há associações de apoio a deficientes mentais que desenvolvem um belíssimo trabalho de inclusão social.

* não percam tempo.

Milhares em protesto: "Matar a Cultura é matar a alma de um povo"

In Público

Eu até ia tentar ignorar isto, mas é mais forte que eu. Quando vejo estes gajos a dizer que o Povo precisa de ter dinheiro para comprar um bilhete para um concerto ou espetáculo de teatro, fico petrificado. Aparentemente anda por aí gente que ainda não percebeu que neste momento o povo se está a borrifar para a cultura e quer é saber como vai pagar o passe para os filhos irem para a escola, se aquelas calças ainda aguentam mais seis meses ou o que vão jantar, senão nesta noite, daqui a alguns dias, porque o mês ainda vai a meio e a conta está quase a zeros.

Aliás, o povo sempre se borrifou para essa Kultura sistematicamente apresentada em salas vazias. É que um espetáculo do Miguel Guilherme com o Bruno Nogueira ou o reencontro dos Ornatos Violeta, não é bem a mesma coisa que duas horas com dois gajos vestidos de preto e uma lanterna a iluminar-lhes a cara, a declamar uma porcaria qualquer em tom monocórdico (até porque para isso já pagamos ao ministro das finanças, que sempre se dá ao trabalho de fazer uns powerpoints). Está quase a fazer 20 anos que fui ver o António Feio, o Zé Pedro Gomes e o Miguel Guilherme representar o "Arte",  numa sala cheia, espetáculo montado à volta de uma tela em branco, ridicularizando esta mesma Kultura.

É que o problema não é de hoje, porque esta coisa messiânica, como se nos estivessem a fazer um favor, já vem de longe. Salvaguardando as vigarices que por aí acontecem, se um empresário quiser um subsídio, vai ter de justificar a viabilidade económica do seu projeto, leia-se, demonstrar a adesão do "público" a que se destina. Ninguém lhe vai dar dinheiro (salvaguardando as vig...) debaixo do pretexto que não, aquilo não é para dar lucro, mas para manter viva a tradição, sei lá, dos produtores de casacos de couro com pele de piça de Andorinha. Vai daí, se querem fazer cultura, façam-na para o povo que a paga, porque se é só para os amigos, não se incomodem connosco e façam-na em casa na sala. Apre!

Nem se eu quisesse inventar: "Vouchers" de A Vida é Bela recusados

In Diário de Notícias

Que bela metáfora!

domingo, 14 de outubro de 2012

Marcha contra o desemprego

Se eu já tenho alguma dificuldade em engolir os partidos de esquerda e as centrais sindicais que por lá gravitam, o que me tira mesmo do sério são os dirigentes que  as controlam. Aquilo é uma (se calhar a palavra é demasiado forte) corja (afinal está bem) metida no "sistema" há dezenas de anos e que se distanciou completamente da realidade das pessoas que supostamente representa e defende. Pior que isso, continuam a utilizar os mesmo métodos de "luta" (e só o facto de utilizarem a palavra luta em vez de, por exemplo, cooperação, já diz muito sobre a mediocridade que por ali reina) contra o capital (como se... esqueçam).

No meio da tempestade (que provavelmente ainda está a começar), estes gajos promoveram marchas contra instituições que tiveram um papel reduzido no rumo que tomámos e, para manter a metáfora marítima que tanto nos é querida, nos atiraram uma bóia (em troca pediram a nossa alma, mas nestas coisas manda quem pode). Não contentes com isso, organizaram agora uma marcha contra o desemprego. Mas o que é esta merda? Uma marcha contra o desemprego? O desemprego é uma entidade contra a qual podemos manifestar-nos?

É lastimável e tenho pena de todos aqueles que ainda acreditam nestes filhos da p***, se deixam levar por estas fantasias e alinham nas greves, sem perceber que estão a aumentar o rombo (ainda os barcos) nas "suas" empresas e em si mesmos. Tenho pena que invistam tempo, recursos e, acima de tudo, esperança, em manifestações que no mundo atual já pouco efeito têm, menos ainda na nossa situação em concreto.

Muito apreciava ver chegar o dia em que um protesto organizado por esta gente, em vez de ser uma greve,  fosse uma jornada de trabalho extraordinária a um sábado ou domingo. Em que em vez de gritarem palavras de ordem na rua, organizassem recolhas alimentos, vestuário e outros bens para os mais carenciados ou brigadas de trabalho e fossem recuperar casas, escolas, hospitais e outros edifícios públicos, para que quem lá viva ou trabalhe tivesse melhores condições e dignidade. No limite (e esta delirava) estou para ver o dia em que um sindicato angaria o financiamento para adquirir uma empresa em falência e a recupera (o lucro dessas empresas poderia contribuir para um fundo de recuperações...), ou seja, ponha o dinheiro e a responsabilidade onde só está a boca.

A verdade é que já tenho idade suficiente para saber que, para além das empresas, também a esmagadora maioria das pessoas é movida pelo lucro (em abstrato) e, regra geral, os gritos indignados sobre o bem comum acabam por ser abafados por interesses próprios e egoístas. É assim que os líderes dos partidos e organizações de esquerda, mesmo sendo incapazes de as tornar pertinentes, se perpetuam e as condenam à mediocridade e irrelevância no contexto atual.

Eu não gosto dos Muse...

... Mas não sei porquê isto entranhou-se-me!


Muse perform Madness - Later... with Jools Holland - BBC Two

sábado, 13 de outubro de 2012

Ainda sobre o aumento do IRS

Ontem, à hora de almoço, eu ao telefone com A Outra Metade.
- Olha, estou a ficar preocupado com esta merda. Isto para o ano vai apertar e temos de começar a poupar. Sei lá, ter mais atenção aos jantares fora.
- Pois é, tens razão.
- Onde é que estás?
- Estou a ver a montra daquela sapataria perto da empresa, a ver se tem alguns Lotusse para ti.

Suponho que é uma questão de prioridades e toda a gente sabe que a saúde começa no conforto dos pés!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Paulo Bento e jogadores concordam que Rússia foi inferior a Portugal

In Jornal de Notícias

Estranhamente, os jogadores russos acham que isto não vai lá só com palavras e preferiram marcar golos.

O Portugal profundo


Se quiserem viajar no tempo, sem ter de gramar com a estopada da série "Conta-me como foi" (eu sei que o Miguel Guilherme tem de comer, mas fod*-**), dirijam-se a Santarém no princípio de junho e passem perto da Feira Nacional de Agricultura.

Para quem for pela A1, ainda antes de Santarém é bem provável que já estranhem ver a circular tantos Datsuns 1200, Renaults 5, Peugeots 504 e Citroëns CX, do final da década de 70 e em estado imaculado. Depois há as imediações do Centro de Exposições, onde para além dos carros, encontramos os proprietários, vestidos com os melhores fatos (adquiridos no ano em que compraram os carros), complementados com penteados de época. Com sorte, a encenação é completa e encontram casais, acompanhados dos respetivos petizes, sentados debaixo de uma árvore com o tacho do cozido no fogareiro  Campingaz e um garrafão de tinto (daqueles com plástico branco a imitar palhinha) já meio"entornado". 

No fundo, a coisa é uma das peregrinações anuais do "Portugal Profundo" (sobre a senhora que pairava sobre as árvores e o efeito do álcool em menores de dez anos falamos depois) e acaba numa espécie de reconstituição histórica do pós 25 de abril, assim ao jeito das feiras medievais.

Nobel da Literatura 2012 para chinês Mo Yan


Como se ainda houvesse dúvidas sobre quem manda nisto, aí está o Nobel da literatura para um chinoca que ninguém (ou pelo menos eu) lê. Os indianos já tinham feito a mesma brincadeira, na altura em que estavam na moda com aquela coisa dos call centers (ariú tolquingue tumi?) e impingiram o VS Naipaul em 2001, que também ninguém...

E nesta onda de países novos ricos quererem o Nobel cultural para se legitimarem (que está para os países, como os casamentos de burgueses ricos com fidalgas pobres), o Brasil já deve estar preparar a festa para o Nobel do Jorge Amado em 2013. Se bem que, tratando-se do Brasil (que está para os países, como os universitários estão para uma noite de sexta feira), provavelmente não desperdiçou a oportunidade e também está a festejar o Nobel do Mo Yan. Aquela coisa do sol, temperaturas amenas, roupas minúsculas e praia todo o ano deve fazer um bem do caraças.

Zorrinho e os novos carros do PS: é dinheiro dos contribuintes, mas a democracia tem custos


Isto é assim, eu realmente não tenho grande imaginação e esta coisa da crise até veio a calhar, porque as coisas cá por casa ainda não estão propriamente mal e eu acabo por me divertir a escrever algumas imbecilidades. Está bom de ver que é uma perspetiva um tudo nada egocêntrica,  dado que o país inteiro é sacrificado só para eu me entreter no blog, mas cada nasce para o que é...

Mas a verdade é que eu pouco contribui para o marasmo em que nos meteram e às vezes nem sei que o que pensar. Fico na dúvida se estes tipos estão no gozo e a ver até onde podem esticar a corda ou se são mesmo inconscientes. Que a malta não teve grande sorte com o PSD/CDS já está mais que visto, mas era mesmo necessário estes imbecis lembrarem-nos porque é que foram corridos? O Zorrinho disse mesmo que a democracia tem custos? Essa merda está gravada em vídeo? O gajo não terá mesmo noção do estado do país e das dificuldades que muitas famílias estão a passar? O Francisco Assiz perguntou se queríamos que o líder parlamentar do PS andasse de Clio? Eu quero lá saber. Por mim anda de autocarro ou a pé, que não enjoa.

Se não são, ao menos tentem parecer sérios, pessoas de bem, responsáveis, confiáveis, sei lá, uma alternativa credível. É que assim fica difícil e um gajo nem sabe para que lado se há-de virar.

Eu até sei que os carros são para mostrar lá em casa, aos país e cunhados, ou para levar até à aldeia. Mas compravam Seats Ibiza Tdi, espetavam-lhe um aileron (daqueles em grande, com muitas azinhas), colavam turbo na mala e punham películas amarelo metalizado nos vidros, que a malta lá da terra ficava muito mais impressionada. É que os gajos olham para A5 e Passats e vêm logo que aquilo não tem potencial de tuning.

O PCP que carros tem? Aposto que são Renaults! Aquilo é que é um partido!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Eu também sei quem vocês são...

Para aqueles que pensam que me conhecem pelo que leem no blog, não, eu não sou um gajo amargo. Sou uma gaja de 27 anos, desempregada, que me entretenho com o blog enquanto espero que o correio me entregue o diploma do curso de acupuntura que tirei por correspondência.

Realmente não percebo com o que querem que me ria. Deve ser aquela coisa do copo meio vazio, copo partido, ou lá o que é. Com o país virado do avesso e tudo o resto que ainda está para rebentar (aumento do IRS, IMI quem sabe uma revoluçãozita socialista, com o António José Seguro atrelado), fica um tudo nada difícil ver o arco-íris (até porque com a sorte que temos tido, o filho da mãe do duende gamou o ouro e usou o pote como penico).

É que assim de repente, a única coisa que anda por aí que ainda me dá vontade de rir é a espetacular classe política que temos. Aquilo é que são uns galhofeiros!

PSP vai revelar onde coloca alguns radares de controlo de velocidade

In Público

Ora aí está serviço público - a malta anda dentro dos limites legais e evita a multa.

Já os carros descaracterizados é coisa que me custa a engolir, porque pouco faemz para evitar acidentes (se não os potenciarem, porque um gajo vai disparado, com os olhos no retrovisor), que podem ser catastróficos, em especial se envolver inocentes.

Aqui há uns anos, numa daquelas operações Páscoa ou Natal, a polícia, bombeiros e todo o tipo de ambulâncias foram para a estrada e volta e meia lá estavam a acenar nos viadutos, um tipo não conseguia evitar pensar para que servem as ambulâncias e punha-se com dono. A ideia de deixar carros acidentados na berma da estrada também não vai mal. Melhor só se acrescentassem umas cabeças, braços e sangue espalhados à volta dos carros (não têm necessariamente de ser verdadeiros, mas sempre marcavam pontos por realismo).

De qualquer modo, a minha melhor experiência de prevenção rodoviária foi com um GNR da BT, que uma vez disse numa bomba de gasolina, a mim e ao grupo de amigos com quem ia dar uma volta de mota, para só acelerarmos a sério a partir de Vila da Feira.
- Mas porquê?
- É que a partir de lá  já não é connosco. Sempre que vocês se espetam ficam todos colados aos railes e dá uma trabalheira do caraças raspar-vos de lá!
Hmmmm!...

Foi ver-nos ali alinhadinhos, agarrados com toda a força e a velocidades estupidamente civilizadas, tipo casal de velhinhos a passear ao Domingo pela marginal no seu Toyota Corola de 1966 (como novo).

Relvas ajudou empresa ligada a Passos a ter monopólio de formação em aeródromos do Centro

In Público

Eu já começava a sentir que a malta era assim a modos que injusta, mas finalmente aparecem evidências da competência do homem antes de ser primeiro ministro. É que mesmo um negócio que foi, digamos, facilitado e que era para render 1,2 milhões de euros, acabou por dar apenas 311 mil euros.

Não admira que o tenham despachado para primeiro ministro. Chama-se a isto promover ao limite da incompetência, que é para não fazer estragos, porque que dar cabo das contas públicas ainda vá, agora andar a lixar negócios privado é que não.

Bom, sempre  fica uma referência e para qualquer coisa que o homem diga aplicamos o fator quatro (para os mais distraídos, multiplicar nos impostos e dividir na redução da despesa).

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Amor é...

"Ficas tão bonito com o céu da boca cheio de pasta de dentes!"

A Outra Metade, 10 de outubro de 2012

Nota de imprensa

Tum! Tum! Um, dois! Um, dois! Ouve-se bem? O cabelo está bem assim? Ok!

Exmas. Senhoras e Senhores

Fui aqui ontem torpemente acusado de ter ódios particulares ou antipatias por certos grupos de pessoas.

Quero aqui deixar claro que não! Nada me move contra ninguém. Sou um homem que aceita e abraça todas as diferenças e nuances da raça humana.

A verdade é que, como toda a gente sabe, os gays e os alcoólicos não têm culpa de ter essas doenças (os meus pais sempre me disseram para não me sentar em casas de banho públicas ou pelo menos pôr muito papel no tampo da sanita, nem aceitar coisas de estranhos), que a sociedade não funcionava se as mulheres não trabalhassem (e é óbvio que se têm carreiras a culpa não é delas, mas dos maridos que não se impõem em casa, porque provavelmente se sentam em casas de banho públicas) e é excelente que existam instituições como o BE para lhes dar guarida e apoio.

De qualquer modo, a prova evidente que essa insinuação é maldosa e tem como propósito destruir a minha carreira como blogger é que eu nunca fui visto em particular (muito menos em grupo) com essa gente. Apenas locais públicos, com boa visibilidade, que é para mais tarde não aparecer aí alguém e insinuar, sei lá, que estive presente numa reunião de alcoólicos anónimos, organizada pelo sindicato das mulheres gays, trabalhadoras da função pública.

Este é um blog sem agenda política ou qualquer intento de intervenção social e espero ter clarificado sem margem para dúvida estas acusações! Cambada de filhos da p*** sem vergonha. Se eu pudesse encostava-vos a uma parede e Ah? O quê? O Microfone ainda está ligado?

Morreu após vencer concurso a comer baratas e vermes

In Jornal de Notícias

Imagino a cara de parvo do tipo, enquanto conversa com os outros recém falecidos no elevador para o céu.
- Eu morri atropelado ao tentar salvar uma menina que correu para o meio da rua.
- É pá, isso foi azar. Eu pus-me a jeito. Foi num atentado à bomba, à porta da sede da ONU em Bagdad, quando saia para ir procurar minas.
- Eu intoxiquei-me a comer baratas e vermes...

Em todo o caso é daquelas coisas que são abrangidas por um duplo padrão. Como isto aconteceu nos EUA, este gajo é uma besta do cara***. Se tivesse acontecido em férias no Vietname ou Tailândia, aí já era "ai e tal que é um cidadão do mundo e está a experimentar outras culturas"... ou então não, continuava a ser uma besta do cara***!


O verdadeiro anormal!

Durante muito tempo vivi a uns intermináveis 30 a 40 minutos da empresa e pareceu-me sensato optar por não me passar dos carretos no trânsito. De modo que não apertava ninguém, não forçava a passagem e deixava a coisa fluir, assim como quem está a viver uma experiência fora de corpo, fosse qual fosse o animal que me passasse pela frente. Era uma boa política, até porque a alternativa seria reservar diariamente meia hora para preenchimento de declarações amigáveis.

Felizmente, quando me mudei para perto da empresa, a deslocação diária passou para uns agradáveis 5 a 10 minutos, que no fundo se resumem a 3 retas e 2 curvas (antes que a pandilha ambientalista desate aos gritos, as retas são longas e uma delas é a subir desalmadamente). Estranhamente, agora que a viagem é insignificante, todos os contratempos me deixam, como é que hei de dizer... Tresloucado. É isso, tresloucado, completamente possesso! E não importa se são as coisas mais banais, como esperar dois sinais verdes para passar um semáforo ou se não me facilitam a entrada no primeiro cruzamento, qualquer treta é suficiente para me passar dos carretos, desatar a expelir impropérios como se não houvesse amanhã e cobrir o vidro de perdigotos e o volante de baba.

Claro que nestas coisas ainda impera algum bom senso e pudor. Por exemplo, se for um velhinho de bengalinha a atravessar a rua, eu paro e espero pacientemente. Depois, lá arranco calmamente e só passados uns bons 5 metros, quando nem o aparelho auditivo lhe vale, é que grito "cabrão de me***, vai gozar com o car***** e mete a bengala no c* seu filho da p***". É, eu sou um gajo civilizado!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A realidade é uma questão de perspetiva...

Descobri hoje que o sketch dos Monty Python sobre o papagaio morto não era para ter sido bem assim.

Pelos vistos, a ideia inicial era fazer um sketch sobre a qualidade do serviço de apoio ao cliente, utilizando como pretexto a devolução de uma torradeira avariada. Vai daí, o Graham Chapman, que para além de ser o mais alcoólico dos Python, aparentemente também era um dos mais alucinados (consta que também o mais Gay, mas não deve haver relação com as duas caraterísticas anteriores), resolve sugerir que em vez de uma torradeira usem um papagaio morto e assim surge um dos sketch's mais alucinados de sempre.


E sim, é verdade, aquilo dos gatos venderem fruta podre se calhar não foi assim tão original como isso, mas fica a intenção.

Governo antecipa aumento da idade da reforma para 65 anos na função pública


Vocês não estão a ver, mas eu estou com um sorriso de orelha a orelha. Sempre que aparece uma merda destas deliro. A função pública reformava-se mais cedo que o resto do maralhal porquê? Profissão de desgaste rápido?

Scolari disponível até vem a Lisboa

Este gajo é tão bom que ainda vamos acabar todos com bandeiras do Sporting penduradas nas janelas...

Primeira mulher Procuradora-Geral da República

Tudo bem, eu concordo com essa coisa da igualdade de oportunidades e que não deve haver diferenças entre homens e mulheres nas oportunidades profissionais. Assim como vemos mulheres a guiar táxis, autocarros e camiões, também as devemos ver nas minas, em barcos de pesca ou na construção civil (estou a falar em acarretar cimento, nada dessas tangas de gestão). Em contrapartida, os homens já são educadores de infância e podem muito bem ser empregados domésticos, 

Eu sou um gajo moderno e estou alinhado com o programa. Mas isto de ser Juíza, Procuradora ou Procuradora Geral não pode dar para o torto periodicamente? Assim de repente e só para efeitos de hipótese, digamos de 30 em 30 dias?

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Abstratamente, podemos supor, que não será impossível...

A frase do título passou-me pelos olhos há muitos anos. Estava incluída num parecer jurídico, onde o advogado "responsável" claramente se preocupava muito mais em proteger-se da responsabilização inerente ao seu parecer, do que com o parecer em si mesmo. Quando a li, ainda estava em início de carreira e à data pouco me parecia impossível. É bom de ver que com a porrada que os anos me foram dando, a frase acabou por se tornar um cautionary tale pessoal, que vai servindo para me orientar nas decisões, sejam elas de foro mais íntimo ou no plano material (compra de casas, carros,...).

A verdade é que sendo eu um gajo cauteloso, que raramente age por impulso (exceto no que respeita a responder a certa e determinada mensagem sobre concertos do outro lado do atlântico), nunca imaginei que o meu país um dia se iria encontrar na situação atual. E se não imaginei, não foi porque não seria capaz de o fazer se me dessem a informação suficiente. Fui completamente ludribiado (que é uma forma bonita de dizer que estes cabrões nos andaram a mentir desde 1986). Nem sequer posso dizer que fui vigarizado, porque  o conto do vigário pressupõe que o vigarizado está a achar que vai ficar com a melhor parte do negócio. Não! Eu sempre tive a noção que estes gajos se "orientavam" em grande, até porque 26 anos é muito tempo e alguns deles não disfarçaram lá muito bem. Acreditava é que, não obstante o que tiravam e por muito mal que gerissem a "coisa pública", isto sempre ia dando para levar a tal coisa, que é Portugal, o meu país, para a frente. O mais estranho é que, já nem falando da tal "orientação", aparentemente, sonegar, esconder, distorcer ou pura e simplesmente omitir informação sobre o estado em que Portugal estava não parece ser crime. Ou se calhar é, mas há aquilo dos lugares lá nos conselhos de administração e coiso...

Suponho que se trata da natureza humana. Ir sempre mais além. Ultrapassar os nossos limites. Subir a montanha porque ela lá está. Fazer "desaparacer" milhões de euros, porque eles lá estão. Esta ideia de que nunca é suficiente e mesmo já tendo muito, porque não tirar o restante, sem o mínimo escrúpulo que nos leve a parar e não destruir a vida e os sonhos de 9 milhões de pessoas (dando de barato que 1 milhão, mais coisa, menos coisa, consegue resolver a vida sem grandes dramas) e daqueles que ainda hão-de vir.

Em todo o caso, também não me esqueço dos outros imbecis, que nunca foram poder e talvez por isso não deixaram de prometer, a quem os quis ouvir, a ilusão de uma sociedade igualítária. Essa ideia cretina que todos vamos ter carro (de preferência novo), roupas de marca, um curso superior, casa própria, que todos os trabalhos merecem rendimento igual e que quem tem dinheiro, seja ele poupado, herdado ou fruto do risco, deve ser penalizado por esse crime. A esses atrasados mentais, que não obstante as evidências por esse mundo fora que também a sua proposta de sociedade se corrói e corrompe por dentro, gostaria de lembrar que não podem fazer de conta e apontar para o lado, porque ao desfocar as atenções do que realmente faz a diferença, também eles são responsáveis pelo estado deste país.

Tanto dinheiro, mas tanto dinheiro entrou neste país nos últimos 26 anos. Dinheiro dado, oferecido, caído do céu. Em 26 anos tinha sido possível mudar tudo. Era possível definir um rumo, uma estratégia nacional, nichos de mercado onde Portugal poderia ombrear com os melhores, no turismo, na pesca ou qualquer outra atividade sustentada na geografia e recursos deste país. Era possível propiciar a todos, ou a uma maioria, as ferramentas e o conhecimento para desempenharem o seu papel na sociedade de forma produtiva, com segurança e conforto, contribuindo para o progresso do país e para o seu crescimento pessoal.

Provavelmente fica para a próxima, porque por agora é difícil acreditar que tal será possível.

A bandeira e o país ao contrário

Quando vi o episódio da bandeira fiquei tão perplexo, que não me ocorreu dizer nada. É tão absurdo ver o presidente, com aquele esgar que ele pensa é um sorriso, hasteando a bandeira todo contente.

O primeiro comentário inteligente que li foi do Nilton (desconheço se saiu da sua cabeça) e ia mais ou menos por aqui - não é a bandeira que está ao contrário, é o país. Infelizmente o controleiro do PSR apropriou-se do conceito, pelo que não se volta a falar disto por aqui.

Só hoje, ao ler o post clarividente do Pipoco, é que percebi a metáfora. Aquele tipo está para ali, com o tal esgar, a esticar a corda e foi esticando porque ninguém o parou. O homem não tem o mínimo discernimento. Como diz o Pipoco, nem que seja para parar e recomeçar de novo. E se a metáfora estiver muito rebuscada, eu esclareço. O homem tem de demitir o governo e nomear um governo de iniciativa presidencial, mas parece-me que sozinho não o vai fazer.

E isto suscita uma questão um pouco assustadora. É que a coisa agora está mais ou menos pacificada, mas lá para final de janeiro, quando aparecer o primeiro ordenado amputado pelos impostos extraordinários, quem é que o vai parar e tirar-lhe aquele esgar da cara? O povo? O exército?

Futebol #2

Há uns posts atrás informei que não ligava puto a futebol. E confirmo, não ligo mesmo nada. Dou tanta importância à coisa que, sendo Portista, achava um piadão que o Braga ganhasse um campeonato. O mesmo já não digo relativamente ao Benfica, que quero mesmo é que se f*** todo, seja qual for a competição.

A questão nem é clubística, no sentido tribal da coisa, mas mais cultural. Tira-me do sério as constantes acusações de que o jogo está viciado e que são uns desgraçados e assim não brincam mais. São uns desgraçados porque são piores do que o FCP a "dobrar" as regras. No fundo são incompetentes, o que é uma maçada, mas pelo menos podiam poupar-se à vergonha pública de o dizer em voz alta. Ou alguém acredita que o SLB e o SCP (ou para esse efeito, qualquer clube, em qualquer desporto e divisão) não "dobram" as regras?

Também sei que o "povo" não tem a culpa toda. Isto dos "problemas" do futebol é alimentado por uma imprensa (3 jornais desportivos?) que não sobreviveria se só dissesse "o jogo foi porreiro". No final de um Porto vs Benfica, em que o primeiro ganhou e como habitualmente houve controvérsia sobre foras de jogo, penaltis, golos anulados, altura da relva, espessura das linhas..., lá tentaram instigar a confusão e perguntaram ao Mozer se o Benfica tinha sido prejudicado. A resposta foi lacónica e qualquer coisa do género, que era irrelevante e que o Benfica tinha era de ter marcado mais golos que o Porto. A verdade é que com as tangas sobre a arbitragem e sei lá mais o quê, a malta do Sul "desnorteou-se" e, adaptando uma expressão americana, tirou os olhos da bola. É que isto é tudo muito bonito, mas se os onze que estão lá dentro não marcarem golos, nem que sejam penaltis roubados, a coisa não funciona e ainda não dá para mudar o marcador de outra forma.

O chato é que para isso, para além de todo o restante folclore, é preciso bons jogadores, treinadores, infraestruturas, equipa dirigente, financiamento, criar uma cultura e, acima de tudo (literalmente), um presidente que perceba de futebol. E isso meus amigos, é coisa que não tem aparecido por Lisboa. Eu sei que o FCP parece uma "família" ao estilo d'O Padrinho, mas a verdade é que a coisa resulta, porque  é mesmo preciso criar laços de respeito, amizade, dever e fidelidade. Isto de estourar dinheiro em jogadores  e treinadores (o Sá Pinto é treinador? Quantas épocas é que um treinador pode estar sem ganhar até ser dispensado?) não chega se não acreditarem que o clube está primeiro, o que no Porto se ensina mal saem do avião, porque levam logo dois carolos se começam a falar na primeira pessoa e não na equipa (o Jardel era meio analfabeto e falava na terceira pessoa porque era o máximo que conseguia conjugar). A história diz que se honrarem o clube, o clube vai corresponder na justa medida. Nem mais, nem menos.

E é assim que até o Vítor Pereira pode dizer que é campeão nacional (p*** que pariu isto da mística)!

domingo, 7 de outubro de 2012

Porto e Benfica empatados na frente do campeonato

Que este blog não vai em tretas ou vitórias morais e só se fala na diferença de golos na última jornada do campeonato (não deixo no entanto de aguardar ansiosamente pelos noticiários de amanhã da SIC).

Benfica isolado na frente do campeonato

Notícia da SIC, por volta das 20:15. O jogo do Porto com o Sporting só se inicia às 20:45, mas isso  parece ser um pormenor irrelevante.

Deve ser uma daquelas coisas em que querer é poder, pelo que não vale a pena preocuparem-se com coisas banais, como a realidade. Logo se verá.

Algarve é o melhor destino de praia da Europa e Portugal o melhor destino de golfe

In Público

Não é que desta vez a notícia não é sobre a maior taxa de desemprego, a maior taxa de défice, a maior percentagem de imbecis fechados no mesmo espaço (com a forma de um hemiciclo)? Não, desta vez é porque somos mesmo os melhores, mas em bom! E isto até é porreiro e a modos que sabe bem.

O chato é que como as coisas andam, está-se mesmo a ver que o governo se vai agarrar à notícia e atirar poeira para o ar. Nos próximos dias vai ser um chorrilho de projetos mirabolantes, com promessas de investimento no turismo (que é o desígnio nacional), como campos de golfe na costa algarvia (e quando digo costa, quero dizer no meio do oceano), pistas de neve na Serra de Monchique, aeroportos no Gerês e o diabo a quatro.

E se a coisa fosse a para levar a sério, por mim estava tudo bem, mas está-se mesmo a ver que vai ser conversa e primeiro que saia legislação (obviamente sem o regulamento necessário para ser implementada) vai ser uma eternidade. Depois, está bom de ver que a coisa ou vai ser virada para os super empreendimentos (construídos pelos suspeitos do costume) ou para o microinvestimento. E se já não nos chegava a Nazaré, o país agora vai mesmo ficar alcatifado com anúncios de "rooms", "chambres" e "zimmers".

Ou então não. Para além de meia dúzia de notícias ninguém vai falar sobre isto e a coisa morre por aqui. O normal!

“Nós sabemos para onde vamos”, diz Passos Coelho

In Público

Administração da EDP? GALP? Caixa Geral de Depósitos?...

Mas não se preocupe, que nós cá nos arranjamos! A porta é por ali...

sábado, 6 de outubro de 2012

O Douro

Antes que haja bronca e me atirem pedras, tenho a informar que não, a crise ainda não chegou cá em casa. As coisas estão a apertar, vai ser necessário fazer algumas opções, mas com alguma sorte, se Portugal não sair do Euro, isto não vai passar de uma recordação desagradável. 

Vai daí e como esta semana eu e a outra metade fizemos um ano que "1+1 = Isto vai ser espetacular", resolvemos revisitar o Douro, onde a levei a almoçar pela primeira vez (comigo, entenda-se), diz a sogra para a impressionar (à filha) com o almoço mais caro da minha vida. Mais caro e o melhor, mas isso são contas de outro rosário.

A escolha não foi casual. Se há um ano escolhi o Douro, foi porque o rio, o vale, toda aquele ambiente, também são espetaculares e portanto a coisa fazia sentido. A paisagem é esmagadora! Tanto a natural, como a transformada pelo homem. E até era aqui que eu queria chegar.

Se tiverem a oportunidade de se meterem num barco e subirem o Douro Vinhateiro, não é preciso grande humildade para sentirem respeito pelo que ali foi feito (e se não ficarem impressionados, posso desde já adiantar em primeira mão que, ou sofrem de um atraso mental, ou simplesmente são uma besta quadrada). São quilómetros e quilómetros de socalcos, a esmagadora maioria feitos à mão e com ferramentas rudimentares. Um dia, uma alma alucinada olhou para aquela encosta e pensou, vá-se lá saber porquê, que aquilo era um sítio porreiro para plantar umas vinhas. É que "aquilo" é assim para o inclinado, íngreme para caraças. Estranhamente, não só pensou, como fez. E se consta que no crescimento da coisa pode haver mão inglesa, sou gajo para garantir que essa mão se limitou a, digamos, lançar a primeira pedra, e que quem se lixou ali de espinha dobrada ao sol foram almas portuguesas.

Tirando os descobrimentos, que me parecem mais fruto da inconsciência, "a malta mete-se nos barcos e vai para ali",  diz o Vasco da Gama, enquanto aponta vagamente com o dedo e a malta fica a olhar na dúvida se o gajo está no gozo, não me ocorre outra "empresa" desta magnitude levada a cabo por portugueses. E esta pelo menos continua por aqui, para quem a quiser ver e lembrar-se que, quando calha, até fazemos coisas porreiras.

Carta de papparazis denuncia condução perigosa de Shakira e Piqué

In Jornal de Notícias

Com jeito e como as coisas andam, brevemente teremos cartas dos ciganos das feiras a reclamar contra a dificuldade na cópia dos logótipos de algumas marcas ou dos assaltantes de bancos contra a abertura retardada dos cofres e os sistemas de alarme.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Cafuné... Como não fazer!

Fugindo da habitual linha editorial, que basicamente se resume a dizer mal do governo (aproveitando desde já para agradecer a existência desses f*** da p***, porque caso contrário não tinha nada para escrever), vou desviar-me para um assunto pessoal.

Alguém me explica, de forma credível, porque é que sou perfeitamente capaz de estar entretido durante 15 minutos a fazer cafuné e mimos à outra metade e, no final, quando ela está completamente relaxada, não resisto a cravar-lhe os dedos das duas mãos nas ancas, despoletando um espetacular salto encarpado, que acaba com ela a tremer pendurada pelas pontas dos dedos no candeeiro por cima da cama? É que com esta brincadeira, nas últimas massagens tem estado em permanente vigilância e rígida como uma tábua, pelo que o "momento" acaba por ser assim um tudo nada para o fútil!