terça-feira, 4 de junho de 2013

É uma questão de igualdade: em Nova Iorque as mulheres podem fazer topless em Central Park ou qualquer ponto da cidade

In Público

Enquanto isso, no Parque da Cidade do Porto, nada! Se não é para usar as infraestruturas que temos de nível internacional, como os internacionais usam, então que se lixe. Mais vale usar os terrenos para construir casas de luxo frente ao mar. Sempre se pode dar o caso de uma das proprietárias resolver ir apanhar sol para varanda de forma mais cosmopolita.

Em todo o caso, a notícia gira parcialmente em torno de uma "artista" que pelos vistos se dedica a passear pela cidade ou a participar em manifestações em topless. Ora se o topless é uma forma de intervenção artística contra os costumes, caso contrário seria só mais uma palerma a circular pela cidade meia despida, porque raio há-de ser permitido? Repare-se que isto sou eu a fazer de advogado do diabo, até mais porque a dita artista não deixa de me fazer recordar a Maria Teresa Horta.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A lei da atração...

Não sei o que se passa, mas eu e a Outra Metade devemos ter um íman humano. Mesmo que a praia esteja vazia e até nos tenhamos afastado bastante do passadiço de acesso, em busca de paz e sossego, irá sempre aparecer uma família, o pai, a mãe, a avó, a tia solteira, a filha adolescente e o puto gordo, com barraca, guarda-sóis, fogareiro, tachos, geladeira e a inevitável bola, que se vão instalar a cinco metros de nós, claro está, marcando uma zona de influência que entra pelo nosso tapa-vento adentro.

E é assim que depois de montado o acampamento e enquanto exploram os limites do seu reino, que se decidem aproximar ainda mais de nós, para: hipótese a), a avó, a  mãe e a tia solteira escolherem para falar sobre a infeção de candidíase da filha e de como ela se dá mal com o período, que a tia também era assim até ter experimentado aquela pomada que se põe com o aplicador, mas antes é necessário raspar o...; hipótese b), com direcionalidade totalmente aleatória, o puto gordo começar a dar chutos na bola, que nos vai passando razias à cabeça, enquanto pergunta aos gritos "quando é passa o homem das bolas de berlim" e chama o pai para vir jogar com ele; hipótese c), a filha senta-se ao nosso lado e passa o dia todo na conversa ao telemóvel com o namorado, conversa essa que ao fim dos primeiros dois minutos se resume a "tu é que és", "não tu é que és", "tu é que...", entre risinhos histéricos.

Obviamente não adianta nada mudarmos de lugar, enquanto praguejamos entre dentes, porque a regra mantém-se e mal estejamos deitados, um clone da primeira família vai surgir do nada e instalar-se novamente ao nosso lado, provavelmente primos ou vizinhos dos primeiros e vão passar o resto do dia a falar aos gritos de um grupo para o outro.

Mostra-me os teus pés, dir-te-ei quem és!

Volta e meia surpreendo-me a tentar adivinhar que alinhamento cósmico terá sido necessário para que em dado momento no tempo alguém se tenha lembrado que não, isso de andar com os pés no chão dentro do carro não é bom, bom é meter os pés fora da janela. E desde então é vê-las, porque só quase elas praticam este desporto, na A1 e A2, à ida ou vinda do Algarve, alegremente recostadas, com o vidro todo aberto e um ou dois pezinhos estirados em direção ao infinito, qual bandeira hasteada, anunciando a presença de um carro do corpo diplomático.

Para além de questões estéticas, obviamente discutíveis, de saúde pública, é ver os carros que estão na peugada, a ziguezaguear, tentando evitar o rasto de chulé, ninguém está a dar o devido valor à vertente ambiental. É que os pés assim espetados acabam por ser um obstáculo incontornável e a mosquitada suicida-se em massa contra eles, numa carnificina sem quartel.

Pior mesmo, só a variante pés no tablier, que começa com um contorcionismo digno de um faquir e acaba com os ditos perto da ventilação, que se encarrega de espalhar o aroma pelo habitáculo. Minhas senhoras, se os tabliers tivessem sido pensados para os pés, as marcas de automóveis também lá tinham colocado tapetes!

domingo, 2 de junho de 2013

Olhem uma coisa?

Ao nível das mensagens de amor, o limite das metáforas do tipo, tu és o sol da minha vida, a flor do meu quintal, a gasolina do meu motor, fica antes ou depois de, o cocó da minha retrete?

E agora apaguem essa imagem da vossa memória!

sábado, 1 de junho de 2013

Vá, agora que ninguém nos está ouvir...

Mas alguém efetivamente gosta da nova música dos Daft Punk? Ai e tal, que são muito bons músicos, olha para mim a tocar guitarra ritmo e a bater nos pratos de choque ou a fazer voz de robot.

Sim, sim, muito interessante! Não fosse o raio da música nunca mais acabar. É que lá para o minuto quarenta e três eu já estou farto de perceber porque é que os gajos ficam a pé toda noite e depois aquela porcaria já começa a parecer um martelo pneumático... we're up all night to get lucky... We're up all night to get lucky... Papa papa papapapa... Papa papa papapapa...

E já agora, mas isto sou só eu a dizer, não sei se será muito boa ideia andarem por aí a espalhar que precisam da noite toda para sacar uma gaja.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Então sempre se confirma...

... não há limites para a estupidez de algumas pessoas.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Estive a pensar...

... E é isto!

Competência, uma epifania

Graças ao Mak, finalmente encontrei a explicação para algo que me deixa sempre perplexo. O caso é que sempre me fez confusão ver alguns imbecis desatarem a falar durante uma reunião e ser atormentado pela dúvida se os gajos só têm lata e se estão a borrifar para o que pensamos ou simplesmente não têm a noção das barbaridades que estão a dizer. E não, não estou a falar das reformulações positivas, ao estilo "então o Sr. Eng. acha que devemos ir por aqui. Muito bem, genial, certamente vai ser espetacular!". Não! Estou a falar daquela malta que arranca a falar e passados dez minutos começamos a olhar para a agenda da reunião, na dúvida se entramos no gabinete errado.

É que quase no final do vídeo, o John Cleese diz uma frase absolutamente esclarecedora, que vou traduzir livremente para: 
"A maior parte das pessoas que é totalmente incompetente a fazer algo, não tem os conhecimentos necessários para perceber que está a ser totalmente incompetente no que está a fazer."
E esta inconsciência, meus caros, pela qual afinal de contas não os podemos culpar, finalmente explica porque é que as minhas reuniões de uma hora normalmente duram três...

terça-feira, 28 de maio de 2013

O presidente da república é ou não é um palhaço?

A procuradoria geral da república já se pronunciou?

Agora a sério...

... o que é que o Rui Gomes da Silva tomou ontem antes de ir ao Dia Seguinte?

É que fez um efeito do caraças. Eu quase que gostei do homem (nada daquelas coisas abichanadas, estou a falar de respeito intelectual). Citações pertinentes, piadas e apartes engraçados, argumentação coerente e nenhuma daquelas apoplexias histéricas, em que um gajo fica em pulgas, na beirinha do sofá, à espera do momento em que a baba e espuma lhe começa a sair pela boca.

De qualquer forma, quem fica a perder é o programa, porque mantendo a vertente lúdica e fantasiosa, perde a componente de circo... Refiro-me aos animais...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Domingos (im)Paciência

Isto do jorge jesus ter acabado de ficar, digamos, disponível  e do vítor pereira ser o campeão improvável, a modos que deve parecer a tempestade perfeita ao Domingos, que por esta altura já nem deve acreditar no azar que tem e anda com os nervos em franja. Anda ele e os adeptos do Porto.

É que já começa a ser um azar do caraças. Há dois anos adiou o máximo que pode a assinatura pelo sporting, para descobrir alguns dias depois que o Special Two ia para o Chelsea. Este ano, que as peças se pareciam estar a organizar e o Picó nem quis o leonardo jardim perto da mulher, o jorge jesus resolve perder tudo o que tinha para perder e, de caminho, oferece a vitória do campeonato ao vítor pereira.

Bem, nunca pior, mais dia menos dia lá vou ter de começar a dizer que o jj é dos melhores treinadores do mundo e que o problema está na estrutura do benfica, que queima as pessoas e coiso.

domingo, 26 de maio de 2013

Empregos de sonho

Ah, se ao menos existisse uma profissão em que um tipo, mesmo sendo uma nódoa ou acabado para a coisa, só tivesse de aparecer para mandar uns bitaites depois de já estar tudo feito e de se saber no que deu...

... Comentador de futebol?

sexta-feira, 24 de maio de 2013

É tudo uma questão de perspetiva...

Andava há dias a dizer mal da Vodafone fm. Que aquilo passa sempre as mesmas porcarias, que as bandas estão a exagerar nessa coisa do everything is a remix e que os portugueses são uns deprimidos do caraças.

Dois minutos... Consegui ouvir a rádio comercial durante dois minutos. Quer dizer... Consegui ouvir os anúncios na rádio comercial durante dois minutos, porque música, nada. Isso e um dos palermas que faz a animação. Porra, têm de estar assim tão animados logo pela manhã?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Reclusos em greve de fome não devem ser sujeitos a alimentação forçada

In Público

E por falar em carlos moedas. Tenho a leve suspeita que este é mais um daqueles relatórios que aparece por aí, tipo aquela coisa do FMI, que nos deixa a leve suspeita ter sido escrito pelo governo.

Mas de qualquer forma, nós estávamos a obrigar alguém a comer? Não podemos só obrigá-los a confirmar de manhã se vão ou não comer? É que a comida está cara e é feio estragar-se! Lá aquela coisa dos meninos em África e tal. Que digo eu, África... gaia, setúbal...

Que é feito do Carlos Moedas?

Terá sido dos primeiros a abandonar o barco? É que nunca mais ninguém o viu. Provavelmente já se está a preparar para a segunda vaga.

Sindicatos da função pública cada vez mais próximos de uma greve conjunta

In Público


À razia que o governo já fez e ao ritmo a que estão a levar a coisa, ou marcam a greve para breve ou acabam a ir todos para a manifestação no mesmo carro.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mas de que se riem aqueles três?

Leonardo Jardim e o Sporting


Suponho que algumas pessoas não conseguem resistir ao abismo, deve ser como aquilo das drogas. Um gajo está muito bem na vida e um dia acorda de manhã com uma vontade irresistível de dar cabo de tudo.

Mas porra... O sporting? Mais valia ter-se mesmo metido nas drogas!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Quando os países não percebem o seu poder.

Há muito tempo que acredito que uma grande parte do ascendente, ou até mesmo poder, que os outros têm sobre nós é aquele que lhes queremos conceder. É claro que percebo estruturas sociais, como as hierarquias profissionais mas, mesmo aí, há os que são meramente submissos e os que conseguem conquistar o seu espaço e respeito. Pela minha parte, com um ou outro ajustamento, esta visão das relações aplica-se ao plano pessoal e profissional, mas também nas relações entre empresas, sociedades e países. 

É por isso que me parece um bocado deprimente que Portugal e os restantes países periféricos ainda não tenham percebido qual o seu papel na (des)união europeia, que no fundo é o de desvalorizar o euro. Somos o contrapeso. No dia em que Portugal, Grécia, quem sabe Espanha, saírem do euro, a valorização do euro será tal, que de um dia para o outro a Alemanha acorda sem qualquer competitividade. Toda aquela altivez e ética de trabalho pretensiosa vai para o galheiro e os série três, classe c e A4 ficam nos parques de estacionamento das fábricas.

E se é para isso que lá estamos, para ser o parente pobre, que vive de sobras e esmolas, então é melhor  perder de vez a vergonha na cara e voltar a exigir os nossos apoios e subsídios, os mesmos que nos têm permitido manter alegremente num estado inconsciente de subdesenvolvimento, enquanto fazemos de conta que somos membros do primeiro mundo.

Special One


Talvez também por uma questão de feitio ou se calhar só por isso mesmo, acho piada ao José Mourinho. Gosto de pessoas que são boas no que fazem e numa época em que a mediocridade parece reinar, gosto ainda mais quando o esfregam na cara dos outros. Normalmente não vejo nisso arrogância, mas um orgulho descarado. Orgulho no trabalho árduo e na conquista dos objetivos a que se propõem, os tais 90% de transpiração e 10% de sorte, superando a mediania por onde a maioria das pessoas afina.

Eventualmente até posso estar enganado, mas não deve ser fácil ganhar campeonatos em quatro países diferentes, muito menos duas ligas dos campeões. Aqueles que apontam para os orçamentos que gere e jogadores que tem ao dispor, parecem esquecer-se que há mais treinadores e equipas em condições semelhantes.

Acontece que o sucesso é sempre inebriante e parece que desta vez o tipo se passou de vez e perdeu a noção da realidade e da importância relativa das coisas. A forma como está a gerir a sua saída do Real Madrid, após uma época em que falhou todos os objetivos, mais do que lastimável, é nojenta e medíocre. Se o futebol é realmente um desporto de paixões, é indesculpável o desrespeito que está a revelar pelo clube que representa e, especialmente, os adeptos. De qualquer das formas, suspeito que não vai ser por isso que no próximo campeonato inglês não o teremos a provocar tudo e todos. A ver vamos como se dá com o special two, a quem até acharia ainda mais piada, não fosse ter largado as fraldas cedo de mais.