terça-feira, 4 de junho de 2013

É uma questão de igualdade: em Nova Iorque as mulheres podem fazer topless em Central Park ou qualquer ponto da cidade

In Público

Enquanto isso, no Parque da Cidade do Porto, nada! Se não é para usar as infraestruturas que temos de nível internacional, como os internacionais usam, então que se lixe. Mais vale usar os terrenos para construir casas de luxo frente ao mar. Sempre se pode dar o caso de uma das proprietárias resolver ir apanhar sol para varanda de forma mais cosmopolita.

Em todo o caso, a notícia gira parcialmente em torno de uma "artista" que pelos vistos se dedica a passear pela cidade ou a participar em manifestações em topless. Ora se o topless é uma forma de intervenção artística contra os costumes, caso contrário seria só mais uma palerma a circular pela cidade meia despida, porque raio há-de ser permitido? Repare-se que isto sou eu a fazer de advogado do diabo, até mais porque a dita artista não deixa de me fazer recordar a Maria Teresa Horta.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A lei da atração...

Não sei o que se passa, mas eu e a Outra Metade devemos ter um íman humano. Mesmo que a praia esteja vazia e até nos tenhamos afastado bastante do passadiço de acesso, em busca de paz e sossego, irá sempre aparecer uma família, o pai, a mãe, a avó, a tia solteira, a filha adolescente e o puto gordo, com barraca, guarda-sóis, fogareiro, tachos, geladeira e a inevitável bola, que se vão instalar a cinco metros de nós, claro está, marcando uma zona de influência que entra pelo nosso tapa-vento adentro.

E é assim que depois de montado o acampamento e enquanto exploram os limites do seu reino, que se decidem aproximar ainda mais de nós, para: hipótese a), a avó, a  mãe e a tia solteira escolherem para falar sobre a infeção de candidíase da filha e de como ela se dá mal com o período, que a tia também era assim até ter experimentado aquela pomada que se põe com o aplicador, mas antes é necessário raspar o...; hipótese b), com direcionalidade totalmente aleatória, o puto gordo começar a dar chutos na bola, que nos vai passando razias à cabeça, enquanto pergunta aos gritos "quando é passa o homem das bolas de berlim" e chama o pai para vir jogar com ele; hipótese c), a filha senta-se ao nosso lado e passa o dia todo na conversa ao telemóvel com o namorado, conversa essa que ao fim dos primeiros dois minutos se resume a "tu é que és", "não tu é que és", "tu é que...", entre risinhos histéricos.

Obviamente não adianta nada mudarmos de lugar, enquanto praguejamos entre dentes, porque a regra mantém-se e mal estejamos deitados, um clone da primeira família vai surgir do nada e instalar-se novamente ao nosso lado, provavelmente primos ou vizinhos dos primeiros e vão passar o resto do dia a falar aos gritos de um grupo para o outro.

Mostra-me os teus pés, dir-te-ei quem és!

Volta e meia surpreendo-me a tentar adivinhar que alinhamento cósmico terá sido necessário para que em dado momento no tempo alguém se tenha lembrado que não, isso de andar com os pés no chão dentro do carro não é bom, bom é meter os pés fora da janela. E desde então é vê-las, porque só quase elas praticam este desporto, na A1 e A2, à ida ou vinda do Algarve, alegremente recostadas, com o vidro todo aberto e um ou dois pezinhos estirados em direção ao infinito, qual bandeira hasteada, anunciando a presença de um carro do corpo diplomático.

Para além de questões estéticas, obviamente discutíveis, de saúde pública, é ver os carros que estão na peugada, a ziguezaguear, tentando evitar o rasto de chulé, ninguém está a dar o devido valor à vertente ambiental. É que os pés assim espetados acabam por ser um obstáculo incontornável e a mosquitada suicida-se em massa contra eles, numa carnificina sem quartel.

Pior mesmo, só a variante pés no tablier, que começa com um contorcionismo digno de um faquir e acaba com os ditos perto da ventilação, que se encarrega de espalhar o aroma pelo habitáculo. Minhas senhoras, se os tabliers tivessem sido pensados para os pés, as marcas de automóveis também lá tinham colocado tapetes!

domingo, 2 de junho de 2013

Olhem uma coisa?

Ao nível das mensagens de amor, o limite das metáforas do tipo, tu és o sol da minha vida, a flor do meu quintal, a gasolina do meu motor, fica antes ou depois de, o cocó da minha retrete?

E agora apaguem essa imagem da vossa memória!

sábado, 1 de junho de 2013

Vá, agora que ninguém nos está ouvir...

Mas alguém efetivamente gosta da nova música dos Daft Punk? Ai e tal, que são muito bons músicos, olha para mim a tocar guitarra ritmo e a bater nos pratos de choque ou a fazer voz de robot.

Sim, sim, muito interessante! Não fosse o raio da música nunca mais acabar. É que lá para o minuto quarenta e três eu já estou farto de perceber porque é que os gajos ficam a pé toda noite e depois aquela porcaria já começa a parecer um martelo pneumático... we're up all night to get lucky... We're up all night to get lucky... Papa papa papapapa... Papa papa papapapa...

E já agora, mas isto sou só eu a dizer, não sei se será muito boa ideia andarem por aí a espalhar que precisam da noite toda para sacar uma gaja.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Então sempre se confirma...

... não há limites para a estupidez de algumas pessoas.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Estive a pensar...

... E é isto!

Competência, uma epifania

Graças ao Mak, finalmente encontrei a explicação para algo que me deixa sempre perplexo. O caso é que sempre me fez confusão ver alguns imbecis desatarem a falar durante uma reunião e ser atormentado pela dúvida se os gajos só têm lata e se estão a borrifar para o que pensamos ou simplesmente não têm a noção das barbaridades que estão a dizer. E não, não estou a falar das reformulações positivas, ao estilo "então o Sr. Eng. acha que devemos ir por aqui. Muito bem, genial, certamente vai ser espetacular!". Não! Estou a falar daquela malta que arranca a falar e passados dez minutos começamos a olhar para a agenda da reunião, na dúvida se entramos no gabinete errado.

É que quase no final do vídeo, o John Cleese diz uma frase absolutamente esclarecedora, que vou traduzir livremente para: 
"A maior parte das pessoas que é totalmente incompetente a fazer algo, não tem os conhecimentos necessários para perceber que está a ser totalmente incompetente no que está a fazer."
E esta inconsciência, meus caros, pela qual afinal de contas não os podemos culpar, finalmente explica porque é que as minhas reuniões de uma hora normalmente duram três...

terça-feira, 28 de maio de 2013

O presidente da república é ou não é um palhaço?

A procuradoria geral da república já se pronunciou?

Agora a sério...

... o que é que o Rui Gomes da Silva tomou ontem antes de ir ao Dia Seguinte?

É que fez um efeito do caraças. Eu quase que gostei do homem (nada daquelas coisas abichanadas, estou a falar de respeito intelectual). Citações pertinentes, piadas e apartes engraçados, argumentação coerente e nenhuma daquelas apoplexias histéricas, em que um gajo fica em pulgas, na beirinha do sofá, à espera do momento em que a baba e espuma lhe começa a sair pela boca.

De qualquer forma, quem fica a perder é o programa, porque mantendo a vertente lúdica e fantasiosa, perde a componente de circo... Refiro-me aos animais...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Domingos (im)Paciência

Isto do jorge jesus ter acabado de ficar, digamos, disponível  e do vítor pereira ser o campeão improvável, a modos que deve parecer a tempestade perfeita ao Domingos, que por esta altura já nem deve acreditar no azar que tem e anda com os nervos em franja. Anda ele e os adeptos do Porto.

É que já começa a ser um azar do caraças. Há dois anos adiou o máximo que pode a assinatura pelo sporting, para descobrir alguns dias depois que o Special Two ia para o Chelsea. Este ano, que as peças se pareciam estar a organizar e o Picó nem quis o leonardo jardim perto da mulher, o jorge jesus resolve perder tudo o que tinha para perder e, de caminho, oferece a vitória do campeonato ao vítor pereira.

Bem, nunca pior, mais dia menos dia lá vou ter de começar a dizer que o jj é dos melhores treinadores do mundo e que o problema está na estrutura do benfica, que queima as pessoas e coiso.

domingo, 26 de maio de 2013

Empregos de sonho

Ah, se ao menos existisse uma profissão em que um tipo, mesmo sendo uma nódoa ou acabado para a coisa, só tivesse de aparecer para mandar uns bitaites depois de já estar tudo feito e de se saber no que deu...

... Comentador de futebol?

sexta-feira, 24 de maio de 2013

É tudo uma questão de perspetiva...

Andava há dias a dizer mal da Vodafone fm. Que aquilo passa sempre as mesmas porcarias, que as bandas estão a exagerar nessa coisa do everything is a remix e que os portugueses são uns deprimidos do caraças.

Dois minutos... Consegui ouvir a rádio comercial durante dois minutos. Quer dizer... Consegui ouvir os anúncios na rádio comercial durante dois minutos, porque música, nada. Isso e um dos palermas que faz a animação. Porra, têm de estar assim tão animados logo pela manhã?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Reclusos em greve de fome não devem ser sujeitos a alimentação forçada

In Público

E por falar em carlos moedas. Tenho a leve suspeita que este é mais um daqueles relatórios que aparece por aí, tipo aquela coisa do FMI, que nos deixa a leve suspeita ter sido escrito pelo governo.

Mas de qualquer forma, nós estávamos a obrigar alguém a comer? Não podemos só obrigá-los a confirmar de manhã se vão ou não comer? É que a comida está cara e é feio estragar-se! Lá aquela coisa dos meninos em África e tal. Que digo eu, África... gaia, setúbal...

Que é feito do Carlos Moedas?

Terá sido dos primeiros a abandonar o barco? É que nunca mais ninguém o viu. Provavelmente já se está a preparar para a segunda vaga.

Sindicatos da função pública cada vez mais próximos de uma greve conjunta

In Público


À razia que o governo já fez e ao ritmo a que estão a levar a coisa, ou marcam a greve para breve ou acabam a ir todos para a manifestação no mesmo carro.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mas de que se riem aqueles três?

Leonardo Jardim e o Sporting


Suponho que algumas pessoas não conseguem resistir ao abismo, deve ser como aquilo das drogas. Um gajo está muito bem na vida e um dia acorda de manhã com uma vontade irresistível de dar cabo de tudo.

Mas porra... O sporting? Mais valia ter-se mesmo metido nas drogas!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Quando os países não percebem o seu poder.

Há muito tempo que acredito que uma grande parte do ascendente, ou até mesmo poder, que os outros têm sobre nós é aquele que lhes queremos conceder. É claro que percebo estruturas sociais, como as hierarquias profissionais mas, mesmo aí, há os que são meramente submissos e os que conseguem conquistar o seu espaço e respeito. Pela minha parte, com um ou outro ajustamento, esta visão das relações aplica-se ao plano pessoal e profissional, mas também nas relações entre empresas, sociedades e países. 

É por isso que me parece um bocado deprimente que Portugal e os restantes países periféricos ainda não tenham percebido qual o seu papel na (des)união europeia, que no fundo é o de desvalorizar o euro. Somos o contrapeso. No dia em que Portugal, Grécia, quem sabe Espanha, saírem do euro, a valorização do euro será tal, que de um dia para o outro a Alemanha acorda sem qualquer competitividade. Toda aquela altivez e ética de trabalho pretensiosa vai para o galheiro e os série três, classe c e A4 ficam nos parques de estacionamento das fábricas.

E se é para isso que lá estamos, para ser o parente pobre, que vive de sobras e esmolas, então é melhor  perder de vez a vergonha na cara e voltar a exigir os nossos apoios e subsídios, os mesmos que nos têm permitido manter alegremente num estado inconsciente de subdesenvolvimento, enquanto fazemos de conta que somos membros do primeiro mundo.

Special One


Talvez também por uma questão de feitio ou se calhar só por isso mesmo, acho piada ao José Mourinho. Gosto de pessoas que são boas no que fazem e numa época em que a mediocridade parece reinar, gosto ainda mais quando o esfregam na cara dos outros. Normalmente não vejo nisso arrogância, mas um orgulho descarado. Orgulho no trabalho árduo e na conquista dos objetivos a que se propõem, os tais 90% de transpiração e 10% de sorte, superando a mediania por onde a maioria das pessoas afina.

Eventualmente até posso estar enganado, mas não deve ser fácil ganhar campeonatos em quatro países diferentes, muito menos duas ligas dos campeões. Aqueles que apontam para os orçamentos que gere e jogadores que tem ao dispor, parecem esquecer-se que há mais treinadores e equipas em condições semelhantes.

Acontece que o sucesso é sempre inebriante e parece que desta vez o tipo se passou de vez e perdeu a noção da realidade e da importância relativa das coisas. A forma como está a gerir a sua saída do Real Madrid, após uma época em que falhou todos os objetivos, mais do que lastimável, é nojenta e medíocre. Se o futebol é realmente um desporto de paixões, é indesculpável o desrespeito que está a revelar pelo clube que representa e, especialmente, os adeptos. De qualquer das formas, suspeito que não vai ser por isso que no próximo campeonato inglês não o teremos a provocar tudo e todos. A ver vamos como se dá com o special two, a quem até acharia ainda mais piada, não fosse ter largado as fraldas cedo de mais.

Coisas que me tiram do sério...

Ouvir um palerma inglês, americano ou quem sabe alemão, a cantar reggae com pronúncia pseudo jamaicana. Isso e o tema das músicas, sempre amor e paz, tanto amor e paz, apre...

domingo, 19 de maio de 2013

Então que ganhe o melhor...

... o que de certa forma é capaz de complicar um tudo nada a vida ao benfica.

sábado, 18 de maio de 2013

Para memória futura

Durante a semana que passou estive a fazer entrevistas de recrutamento. Como sempre, fui confrontado com uma amostra da população portuguesa, aqui abordada em jeito de fábula

A toupeira, que começou o ensino superior, desistiu, mudou várias vezes de emprego e passados dez anos, está outra vez no ensino superior (e pelos vistos não está a correr bem). Não faz a mínima ideia para onde vai, aliás fiquei com a impressão que nem de onde vem, mas está à espera que um empregador acredite nela, sei lá eu porquê.

O grilo, esforçado e que já mudou de cidade várias vezes, sempre na procura de melhores oportunidades, mas que tinha  a insuportável caraterística de ter opinião sobre tudo, que fazia questão de partilhar e que pura e simplesmente não se calou durante toda a entrevista. E quando eu digo não se calou, quero dizer que quase não me lembro de ter feito perguntas.

A formiga, que começou a trabalhar ainda não tinha acabado o secundário e que tem procurado oportunidades profissionais que consolidem o seu percurso e competências. Sabia qual era o papel que se esperava representasse e esforçou-se para o conseguir

A cigarra, uma tipa que até nem era nada burra, não se desse o caso de ter apostado com igual peso e medida na competência e no charme. Estava claramente convencida que para ser contratada bastava menear a cabeça, fazer beicinho e passar as mãos pelo cabelo e, aparentemente, em momento algum lhe ocorreu que ninguém minimamente lúcido está interessado em meter na empresa uma gaja que vai de certeza  confundir os moços e arranjar confusão com o mulherio.

Sendo assim, cientificamente concluo que setenta e cinco porcento da população portuguesa não faz ideia do que quer ou é esperado dela em termos profissionais. E isto até nem me chateava por ai além, não fosse a forte probabilidade de frequentemente ser atendido por um deles.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Portugal torna-se o quinto país a aprovar co-adopção por casais homossexuais

In Público

Portugal, um país à frente do seu tempo, na primeira linha da modernidade... Ou não, porque esta lei não passa de uma hipocrisia, ao estilo, se não podes vencê-los, junta-te a eles. 

Os serviços de adoção nunca impediram que homossexuais adotassem crianças individualmente, que acabavam por ser integradas em famílias, pelo que agora apenas se está a legalizar uma situação de facto. O que leva os deputados a não permitirem a adoção por casais homossexuais é e continuará a ser um mistério.

Funcionários públicos dispensados

Esta coisa de despedir alguém dizendo que se vai dispensá-lo é um eufemismo espetacular. Eventualmente espetacular não será a melhor palavra para o descrever, talvez cobarde fique melhor. A verdade é que, nem que seja para variar, nesta coisa até nem estamos sozinhos e o conceito é utilizado também na língua inglesa, com um ainda mais torpe let you go.

Sobre isto, há uns anos cruzei-me com um sketch delirante entre um diretor de recursos humanos e o funcionário:
- Sr. Santos, vamos ter de o dispensar.
- Mas, mas... Eu não pedi nada.
- Seja como for vamos ter de o deixar ir.
- Ó seutôr, eu estou bem e gosto muito de cá estar.
- Sim, mas vamos ter de o libertar.
- Deixe estar, que eu não quero.
...

Iam assaltar bombas com GNR lá dentro e foram corridos a tiro

In Jornal de Notícias

O problema de Portugal é, obviamente, a falta de formação. É que nem para fazer a porra de um assalto a uma bomba de gasolina temos gente competente ou com um mínimo de profissionalismo e a coisa é sempre ao estilo "para quem é, bacalhau basta". Vai daí, nem sequer repararam que estava um carro da GNR estacionado na bomba e iam acabando envenenados com chumbo.

Portas: “Sou politicamente incompatível com TSU dos pensionistas"

In Público


Nota artística: 10       Nota técnica: 4

Assim começa a ser difícil! Este tipo dá tantas piruetas, que um gajo já nem sabe a quantas anda e corre o risco de estar para aqui a mandar bocas, já ele voltou a mudar de posição.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Mas que merda é esta?

Ontem cruzei-me com dois gajos mais ou menos nestes preparos e não me venham cá com as tangas da segurança na masculinidade e que é preciso ser muito homem para usar calças cor de rosa.


Se um gajo acordar de manhã e por motivos totalmente inexplicáveis e alheios à sua vontade só tiver estas calças no armário, obviamente vai trabalhar em boxers! Isso sim é que é de homem.

Casal do Porto inventa filho para conseguir uma casa maior

In Público

Fico sempre irritado quando calha de ir aos correios em semana de pagamento de subsídios e lá estão as mães perfiladas, rodeadas de uma data de filhos e filhas, as mais velhas já grávidas e também de crianças ao colo, como se isto da segurança social fosse uma atividade profissional.

Não obstante isso, ou melhor, até por isso, como defendo que em qualquer atividade económica se deve premiar a inovação, pelo engenho, arte e, acima de tudo, desplante, estes gajos mereciam que lhes dessem a casa.

Seguro sai da reunião “da mesma forma” que entrou

In Público

Nem sequer um bocadinho despenteado, nó da gravada alargado, óculos tortos, uma fralda de fora e marcas de batom no pescoço.

Mas estavam à espera de quê? O tipo tem a agenda dele, literalmente, com uma data de nomes a quem tem de dar de comer. Não vai ser agora, que até já tem um esquema colado na parede com a distribuição de lugares, que se vai meter na cama com o governo e comprometer-se com a desgraça instalada.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Mais de um quarto dos portugueses sem meios para manter a casa aquecida

In Público

Numa nota positiva, sempre ficamos a saber que pelo menos um quarto dos portugueses ainda tem casa. De qualquer das formas, se calhar está na altura de se deixarem de frescuras (foi sem querer) e vestir um casaquinho de lã ou umas meias mais grossas, porque esta é mais uma daquelas notícias em que se topa que as prioridades da malta continuam desajustadas. Meus amigos, há escolas que abrem ao sábado porque os miúdos não comem em casa...

Papoilas saltitantes?

Como papoilas saltitantes? Bolas!

"Penso que foi uma inspiração da nossa senhora de fátima, é o que a minha mulher diz"

Hmmmmm!

Eheheheheheh!...
Ahahahahahahahahahah!...

Ehhhh!... É um reinadio este nosso presidente. Mas na dúvida, não será má ideia um exame, só para ter a certeza que o homem está mesmo no gozo e  não perdeu as faculdades mentais que ainda lhe restavam.

De qualquer forma, eu sempre achei que o homem governou ao estilo dona de casa (dão-lhe dinheiro para gastar, compra o essencial, um ou outro luxo e põe um bocadinho num mealheiro, para os dias difíceis), mas não estava à espera de descobrir que era a mulher quem puxava os cordelinhos.

Cavaco afirma que a sétima avaliação da troika é “inspiração de Nossa Senhora de Fátima”

In Público

Pfffff!...
Ahahahah!...
Ahahahahahahahahah!...
Snif! Snif!
....
Hmmmm...
...
Ahahahahahahahahah!...

(vou ali respirar para dentro de um saco de papel e já volto)

terça-feira, 14 de maio de 2013

CDS recusa cedência e reclama vitória na contribuição sobre pensões

In Público

Espetacular! Se calhar espetacular não será a palavra, assim de repente, talvez inacreditável, inconcebível, inadmissível ou se talvez, deplorável. Um dos partidos da coligação diz que o outro cedeu, o outro diz que venceu o um. O país está feito num oito e estes gajos andam a reclamar vitórias.

Vocês estejam à vontade a brincar a quem mija mais longe, que nós temos tempo. Afinal de contas uma mulher no Bangladesh aguentou catorze dias debaixo de destroços, por isso os reformados podem bem passar três ou quatro dias sem comer. Sem isso e sem medicamentos, porque também se arranjam estudos a dizer que na maior parte dos casos o placebo faz exatamente o mesmo efeito. Se bem que isso me suscita a dúvida se bolinhas de pão em forma de comprimido conta como comer?

ONU aposta em insectos como alimento do futuro

In Público

E é nisto que dá ter um secretário geral asiático. O tinóni ou Ban Ki-moon ou lá como se chama o homem, dever ter dito qualquer coisa do género "pessoal, temos de pensar out of the box"e deu nesta palermice, porque alguém se saiu com esta ideia peregrina e o tipo nem estranhou.

Isto é gente perigosa e metódica, que até publica gráficos para fundamentar a coisa. Ficamos a saber que pelos vistos é preciso muito menos alimentos para produzir os mesmo quilos de, digamos, carne, e vão ao detalhe de argumentar que os insetos produzem menos gases com efeito de estufa (estou a citar, vão ver se não acreditam em mim), informação que obviamente vou guardar para desbloqueador de conversas futuras. Um gajo explode-se num autocarro ou um imbecil ameaça que vai disparar um míssil contra os estados unidos e é um reboliço na assembleia geral. Alguém publica esta imbecilidade e ninguém mexe uma palha. 

Bem, por mim esclareço que comi todos os insetos que tinha para comer até aos 14 meses, suponho que genericamente formigas, enquanto rebolava ou gatinhava de um lado para o outro e os ditos estavam à distância de um braço. Esse capítulo está encerrado desde que comecei a andar, exceção feita a um ou outro mosquito que se possa cruzar comigo de bicicleta (eu, não o insecto) e uma sacana de uma abelha do tamanho de uma bola de golfe que há uns anos se esborrachou contra o a ventilação do capacete. Se algum dia virem uma fotografia minha  no Vietname com um bicho a espernear entre dois pauzinhos que se aproximam da minha boca, podem apostar a vida em que aquela mer... voou logo de seguida em direção a um prato de sopa na mesa ao lado (onde de qualquer forma não se fez destacar de entre os restantes ingredientes).

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Sobre o jogo de sábado...


... é óbvio que gostei da vitória, mas espetacular mesmo foi ver o focinho deste gajo na televisão. E digo ver, porque ouvi-lo provocou-me a náusea habitual.

Este tipo é asqueroso e dizem-me que os benfiquistas também não o suportam, pelo que nem será esticar muito a imaginação supor que foi um que lhe acertou o passo. A questão que me assalta, que digo eu, espanca o espírito sempre que me aparece pela frente é: porque raio é que o resto da malta tem de o aturar? Porquê?... Bem, suponho que será a vingança benfiquista...

Esperados mais sete mil peregrinos em Fátima do que no ano passado

In Público

A 13 de maio de 2013, século XXI, irão estar no santuário de fátima trinta e sete mil  pessoas para celebrar a aparição da virgem maria a três pastorinhos. Passados quase cem anos e toda a informação e ciência ao nosso dispor hoje em dia, trinta e sete mil pessoas fazem dezenas de quilómetros, alguns a pé, para rezar a não sei quem e pedir não sei o quê, à espera que a divina providência intervenha e lhes resolva a vida, com mais ou menos os mesmos resultados que acreditar no paulo portas.

Uma das coisas que nunca deixa de me fascinar, é o paradoxo entre a santidade da coisa e o número de feridos, nalguns anos mortos, provocados por acidentes nas deslocações de e para o evento. Mas se calhar sou um tudo nada cético.


É que se eu visse estes três gajos num semáforo, nem sequer abria o vidro com medo que fizessem parte de um esquema romeno para me gamar o carro.

CDS aceita "excepcionalmente" a taxa de sustentabilidade sobre pensões

In Público

"O primeiro ministro sabe e creio ter compreendido que esta é a fronteira que não posso deixar passar", Paulo Portas, 5 de maio de 2013

E é isto. Um tipo fica sem saber o que dizer. Eu compreendo lá aquela ideia de que em política "o que é verdade hoje, pode não ser amanhã", mas porra, é para interpretar literalmente? É que este gajo só precisou de uma semana para se borrifar para o discurso que fez ao país.


Se não é para o levar a sério, ao menos podia vestir-se a rigor. Ou dizer-nos a nós para nos vestirmos!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Taxa de desemprego sobe para 17,7%

In Público
INE/Público
O que, mais pessoa menos pessoa, do ponto de vista do vítor gaspar, mais coisa menos coisa, são 952 200 pessoas desempregadas, mais do dobro do que em 2008, quando a taxa era de 7,3%, 409 900 pessoas.

Diz-se por aí que o aumento da taxa de desemprego é o que mais tem surpreendido o governo. Eu, no lugar deles, ficava era surpreendido por ainda ninguém lhes ter feito uma espera e limpo o cebo. De qualquer modo, esta coisa da surpresa preocupa-me sobremaneira. É que se com as medidas tomadas já esperassem este resultado, um tipo ainda podia acreditar que a coisa estava a correr dentro do planeado e que mais dia menos dia o milagre da recuperação daria ares da sua graça. Agora se nem com isto contavam... C'um catano!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Mas o que é que se passa com as bandas portuguesas?

Um tipo liga o rádio, antena3, rádio comercial, vodafone fm ou o que mais houver e nunca se ouviu tanta música portuguesa, concertos por toda a parte e entrevistas em tudo o que é comunicação social. Ainda assim, estes cretinos só fazem músicas deprimentes. E não estou a dizer que são tão más que me deprimem. Não, estes gajos descobriram agora que os Joy Division e os Interpol são espetaculares e fazem variações infinitas dos originais... Bem, o que de certa forma também me deprime, porque já não há pachorra. 

Isaltino transferido para a prisão da Carregueira

In Jornal de Notícias
Não é por nada, mas sou só eu que já nem me lembrava que este gajo existe? Com jeito, e se calhar alguma sorte, se mais ninguém mexer no assunto o tipo ainda fica por lá esquecido...

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Portugal, um país adiado...

... Quero dizer, um país atrasado. É que nem para a queima das fitas a malta consegue chegar a horas.

Há mais de dez anos que todos os dias passo pela rua onde começa o cortejo da queima das fitas do Porto. No que pode ser transposto para uma análise sociológica do país, ano após ano, aqueles imbecis começam a preparar cada vez mais tarde a coisa. Nos primeiros anos, às 8:30 da manhã já lá estavam uma data de carros, gente aterefada na sua decoração e os imbecis do costume a gritar com os caloiros. Este ano, à hora de almoço, ninguém...

Se estes gajos nem para fazer o que lhes dá gozo conseguem levantar-se cedo, como será para picar o ponto todos os dias? Nas próximas entrevistas de recrutamento pergunto a que horas apareciam para o cortejo.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Sem um único tiro



Milhares de empresas destruídas, milhões de pessoas desempregadas, sem ter onde viver e quase nada para comer…

Ainda sobre o jogo de ontem


Sendo certo que o Porto não merece ganhar o campeonato, quem ouvisse as notícias, ficava convencido que a coisa já estava resolvida. Isso, a final da Liga Europa e a Taça de Portugal e o que mais houver. É por isso que acaba por dar um certo gozo a situação em que o benfica se meteu e, obviamente, ganhar no Dragão. Depois, o Porto até pode perder na última jornada e entregar o campeonato porque, afinal de contas, é preciso despachar o Vítor Pereira e se o homem calha de ganhar temos de o aturar a sacramental terceira época.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Por esta é que eu não estava à espera...

... Mas então o benfica ainda não tinha ganho o campeonato?

domingo, 5 de maio de 2013

Esperem lá...

... mas afinal as medidas anunciadas na sexta-feira eram a brincar? O tipo anuncia o que lhe apetece e agora escolhe só algumas?

Passos coelho respira fundo

Eu limito-me a um abanar de cabeça, enquanto suspiro.

Portas fala às 19h sobre novo pacote de austeridade

In Público

Agora só falta saber se é o paulo portas oposição ou ministro. Uma dica: se o tipo aparece com dois botões da camisa desapertados, o passos coelho está lixado.

sábado, 4 de maio de 2013

Economia para totós

Nos últimos meses tenho utilizado o blog para falar da crise, quase sempre no gozo ou pelo menos a tentar a ironia. Dizer mal não custa nada e sempre provoca alguns sorrisos fáceis, mas acontece que o tempo passa e o assunto vai perdendo piada, se é que alguma vez teve, tornando-se cada vez mais trágico. Não tanto pessoalmente, porque felizmente ainda quase não senti a crise, embora esteja certo que chegará a minha hora, mas pela catástrofe que vejo desenrolar-se ao meu redor. Portugal está a desmoronar-se, pedra atrás de pedra, num processo aparentemente inexorável, que ninguém parece conseguir ou querer pôr cobro.

Temos um governo que não tem a mínima, melhor dizendo, nenhuma competência para gerir o destino do país no momento que vivemos, provavelmente qualquer momento que seja, porque simplesmente não compreende o que está a acontecer. Fomos entregues a alguém que não aprendeu que o conceito ceteris paribus é meramente académico e não se aplica à realidade, algo que um estudante de economia aprende logo no primeiro ano do curso. Significa "se tudo o resto se mantiver igual".

Para aqueles que não têm formação económica, explico rapidamente. Por exemplo, se nada mudar, o ministro das finanças acredita que reduzir a duração do subsídio de desemprego aliviará as finanças públicas.  E se nada mudasse, isso era verdade. O problema é que no exato momento em que se concretiza o corte do subsídio, as pessoas deixam de comprar bens e serviços, se deixam de comprar bens e serviços, as empresas deixam de os vender, se os deixam de vender, têm de despedir pessoas, essas pessoas vão ter direito a subsídio de desemprego, logo vão sobrecarregar as finanças públicas. O ministro das finanças é incapaz de compreender esta dinâmica, provavelmente porque estava habituado a escrever equações num quadro, onde só mudavam as variáveis que ele queria. No fundo o homem até pode saber economia a pacotes, leia-se saber no sentido em que é capaz de debitar conceitos para uma sala de aula, mas infelizmente não os compreende.

Temos assim um governo que não consegue apreender o que está a acontecer e justifica os sucessivos falhanços com a nossa falta de compreensão e empenho, porque obstinadamente defende que é a iniciativa privada quem tem de acreditar e investir, não obstante o marasmo económico em que estamos enredados. Um governo que cria estímulos à economia pelo lado da produção, quando claramente o problema está do lado da procura, arrastando-nos para uma catástrofe, talvez sem exemplo na nossa história.

Este governo é um carrasco do futuro do país e da esperança de gerações. E se calhar, para quem ainda quase não sofreu na pele os efeitos da crise, é mesmo isso que dói. Ao longo da minha vida já passei por várias crises, mas nunca como agora houve tanta informação para vermos o que está a acontecer. Ver famílias desfeitas, sonhos despedaçados, gerações desperdiçadas, amputadas do futuro a que têm direito é doloroso, especialmente por saber que será em vão e que não precisava de ser assim.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Se eu não cuidar de mim...

Um gajo come de forma sensata, deita-se relativamente cedo, faz desporto, enfim, abdica de uma data de coisas que o fariam feliz, na procura de mais saúde e melhor qualidade de vida. Uma gaja come o que lhe apetece, deita-se quando calha e não faz quase desporto nenhum, ao abrigo da ideia “um dia de cada vez”. Quem é que tem os melhores valores de colesterol, quem é?

Pelos vistos não é só a vida que nos esfrega injustiças na cara, a natureza também tem uma ironia apurada. Se calhar o colesterol é influenciado pelo sentimento de culpa com que se come as coisas. Se é por aí, vou começar a comer tudo frito em óleo, mesmo a alface.

Ferreira Leite diz que “andamos a fazer sacrifícios em nome de nada”

In Público

Bem, agora falando mais a sério, não estará na altura do prof. cavaco silva destituir o governo e, já que está a assinar diplomas, destituir-se a ele próprio? Se calhar a constituição está mesmo a precisar de uma revisão, qualquer coisa na linha de: se três gajos à conversa no café decidirem que o governo deve ser destituído, basta arranjarem uma testemunha, que pode ser o empregado do café, desde que não seja também o dono ou filho do dono, para homologar a decisão.

Que isto não vai a lado nenhum já todos vimos, mesmo os bonequeiros por trás desta palhaçada. Sendo assim, suponho que a questão é: quem é que está a ganhar com isto? Com este crime de estado está a destruir-se o sistema nacional de saúde e o sistema educativo. Ao abrigo da austeridade, está a cortar-se todo o financiamento, até sufocarem e colapsarem, para serem definitivamente privatizados. Acontece que as PPP dão muito nas vistas, mas a educação e saúde conseguem fazer-se com micropagamentos, sem contratos complexos e grandes transferências do estado. Sendo assim, é só ver quem vai ficar a prestar os serviços.

Redução estrutural da despesa anunciada por Passos Coelho na sexta-feira às 20h

In Público

Mas redução de que despesa? Ainda sobrou alguma coisa para cortar? Se calhar as repartições públicas vão começar a funcionar em regime de self-service  e é o utente que passa a preencher os dados em computador e a carimbar os documentos. No fundo, deve ser mais ou menos o que já andam a tentar fazer na saúde há uma data de tempo. O meu barbeiro está há mais de um ano à espera de autorização para fazer um TAC. O tipo tem uma dor nas costas que volta e meia lhe apanha os músculos dos braços e lhe prende os movimentos. Confesso que a coisa não me preocupava muito, não fosse lá aquilo da navalha passar perto da carótida. No espírito faça você mesmo, já me ofereci para desenhar o TAC para ele apresentar ao médico de família.

Estou mesmo curioso para ver do que é que estes gajos se lembraram agora. A ideia de aumentar a idade da reforma é brilhante e o aumento do horário de trabalho também não está mal. Se calhar estão é a ser pouco ambiciosos. Acabava-se com a escolaridade obrigatória depois dos nove anos e a malta passava uma vida a trabalhar, isso é que era. Suponho que será o mais perto que o PCP vai ver Portugal de um país comunista. A China tem escolaridade obrigatória?

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Elementos da JS e do PSD e JSD envolveram-se em confrontos na Trofa

In Público

Lá, como cá... Suponho que é para nos lembrar que, afinal de contas, ainda somos um país do terceiro mundo. Lavadinho e desinfetado mas, ainda assim, do terceiro mundo.

Confrontos no Parlamento na Venezuela deixam 11 deputados feridos

In Público
"Enquanto não reconhecerem as autoridades, as instituições da república, a soberania do nosso povo, os deputados da oposição não vão falar nesta Assembleia Nacional.", Diosdado Cabello, presidente da assembleia.
E aqui está, mais um exemplo das forças democráticas em plena ação governativa. Suponho que é com isto que a malta do PCP tem sonhos molhados. Quem não tem a maioria, come e cala. Não percebo é porque se queixam tanto dos governos maioritários do PS e PSD que, afinal de contas lhes pagam mais ou menos na mesma moeda e, se têm de os ouvir, borrifam-se para o que dizem.

Por falar em PCP, como é que correu o um de maio? Continuamos a resolver os problemas de crescimento e financiamento da economia com cartazes em punho e gritos de ordem nas ruas? 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Bebidas brancas” proibidas a menores de 18 anos a partir de hoje

In Público

Confesso que, talvez por inocência ou boa vontade, fiquei surpreendido ao saber que as bebidas brancas ainda não eram proibidas a menores de 18 anos. Obviamente fiquei ainda mais surpreendido, mais uma vez o benefício da dúvida, por estes gajos conseguirem complicar a lei e só proibirem a cerveja e o vinho a menores de 16 anos. Deve ter a ver com os estímulos à economia pelo aumento da procura, lá aquilo do vinho dar de comer a um milhão de portugueses.

Com jeito ainda vamos descobrir que a venda de tabaco só está proibida a menores de 14 anos e, mesmo assim, há uma distinção entre o tabaco de enrolar e o vendido em maços.

terça-feira, 30 de abril de 2013

E se de repente...

... ela disser “vou comer um iogurte, queres que te traga qualquer coisa?”, der um salto do sofá e começar a nadar bruços no ar em direção à cozinha.

O melhor do mundo são as crianças...

... mas um gajo fala com os amigos que têm filhos e a coisa é sempre ao estilo:
- Então isso vai?
- É pá, estou um bocado cansado, sabes como é.
- Não, não sei.
- O puto dá uma trabalheira, requer (requer, tipo manual de instruções de um eletrodoméstico) tanta atenção... (voz sumida).
- Mas não estás feliz?
- Estou, é espetacular, dá-nos tantas alegrias, mas... (voz sumida).

E é sempre este mas que lixa tudo! Mas o quê? Gostam ou não? Estão arrependidos? É por isso que resolvi fazer o senso definitivo sobre o assunto. Sendo assim, aqui fica a pergunta para os jovens pais ou em gestação: VALE A PENA? SIM OU NÃO?

(como não sei pôr aquelas porcarias para fazer inquéritos, gritem para o ecrã, ninguém liga aos resultados e vai dar à mesma coisa)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Estava aqui a organizar papéis...

... e só agora me apercebi que não vale a pena estar com grande pressa para apresentar o IRS, porque este ano não há devoluções para ninguém!

Portugal, revisto e aumentado

Rigor orçamental vs austeridade ou competência vs incompetência


Para os que ainda não perceberam, o professor, que é como o presidente da república gosta de ser chamado, porque lá na terra, como em qualquer outra terra quando ele era miúdo, as referências de sucesso eram o professor exigente, o padre moralista e o presidente da junta que acreditava que o dever cumprido era uma fonte maior e uma praça com um coreto, é incompetente na ciência em que se formou, a economia. No entanto, corporizando estas três figuras de autoridade, o homem lá construiu a sua carreira política, à semelhança do presidente do conselho, que definiu esta bitola, não se lhe conhecendo qualquer capacidade de investimento ou multiplicação de riqueza se, obviamente, esquecermos a SLN.

Para os que têm memória mais curta, o presidente foi primeiro ministro de Portugal entre 1985 e 1995. Foi durante os seus mandatos que o país começou a ser inundado por fundos comunitários e se passou da fome para a abundância, literal e repentinamente, benesse que lhe permitiu dar largas ao presidente da junta que guardava dentro dele, com a chamada política do betão, ao abrigo da qual se começou a asfaltar e cimentar o país. Ele foi estradas, rotundas, barragens, o grande coreto dos jerónimos, tudo sustentado em investimento público. Será também nesta altura que se dá a maior vaga de enriquecimento ilícito em Portugal, a coberto de projetos de investimento fraudulentos, financiados por programas comunitários, tutelados, distribuídos e verificados pelo governo português.

Para os revisionistas da história, convém lembrar que foi sob governação deste indivíduo que Portugal, a troco de uma esmola, abdicou da sua autonomia alimentar, desmantelando a frota pesqueira e destruindo a capacidade agrícola. Não foi ele quem, para o bem ou para o mal, criou as condições e nos conduziu à moeda única, pois em 1995 o PSD é substituído na governação pelo PS, comandado pelo inenarrável António Guterres, num momento em que não obstante todos os apoios da comunidade europeia, o país atravessava uma crise de crescimento e desemprego, acompanhada de convulsões sociais, que culminou no buzinão da ponte salazar. Ato contínuo, perdeu as primeiras eleições a que se apresentou como candidato à presidência da república para Jorge Sampaio, em si mesmo um feito digno de nota. 

Para os mais céticos quanto à fé cega do povo neste homem, a coisa tem uma explicação bem simples. É igual ao amor que um cão tem pelo dono. Assim como os cães seguem quem quer que lhes dê de comer, foi ele quem assinou os primeiros cheques vindos de Bruxelas. Os mesmo cheques que permitiram a uma larga maioria sair da miséria, particularmente aqueles ligados às artes da construção, dando-lhes de comer, onde dormir e a possibilidade de porem os filhos a estudar, na esperança de uma vida melhor.  Ao estar no sítio certo à hora certa, recolheu os proveitos políticos da negociação feita por Mário Soares com os amigos franceses. Infelizmente limitou-se a dar o peixe, deitando todas as canas fora.

E é este homem que segura um governo medíocre e incapaz de ultrapassar o desafio que enfrentamos. Um homem que bem vistas as coisas não tem mais competência do que um contabilista ou se calhar um marçano, que também é capaz de gerir uma conta de deve e haver. Se lhe derem euros para gastar, ele gasta-os, se não derem, para tudo. Infelizmente, sobretudo para nós, a economia não funciona assim. O dinheiro que eu gasto é o rendimento de outros e vice-versa, sendo a partir desta troca que se produz riqueza. É este princípio básico de macroeconomia que está a ser violado sem pudor, condenando-nos a uma espiral recessiva que nos vai levar ao segundo resgate. E se o ministro das finanças não é mais do que um moço de recados que faz o que lhe  mandam, a este homem exigia-se bem mais.

sábado, 27 de abril de 2013

Ainda sobre a crise

Aqui há uns meses, o Mak fechava um post, de forma brilhante, dizendo que anda por aí muita malta a queixar-se da subida do preço do cloro para a piscina, um pouco na linha da história da família muito pobre: o pai era pobre, a mãe era pobre, o motorista, a cozinheira, o jardineiro e a lavadeira também eram pobres.

O post nunca me saiu da cabeça, não tanto pela questão do cloro, porque qualquer um sabe que isso causa alergias e as piscinas devem ser desinfetadas com oxigénio, mais porque claramente andam a poupar no aquecimento do balneário.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Afinal de contas...

... qual é a pena por insultar o presidente da república?


E, por exemplo, se alguém disser que parece atrasado mental, é um insulto? Afinal de contas há pessoas com dificuldades mentais que parecem normais. Por outro lado, há outros que parecem normais e são claramente retardados. Normalmente os indícios são a forma como falam e a expressão facial desajustada ao momento e emoções que estão a sentir... Não sei, ouvi dizer.

Estas penas são como as das cartas de condução, com infrações graves e muito graves? Pode só ficar pela multa? Hmmm...  De quanto é a multa?

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Para quando a reintrodução da pena de morte?

Quando eu pensava que já tinha visto tudo na estrada, hoje de tarde fui surpreendido com algo totalmente novo, em plena Avenida Brasil, na Foz do Porto. O trânsito estava todo encravado e, à medida que avançava, lá percebi por quê. Uma atrasada mental circulava a 10 Km/h, com os quatro piscas ligados, enquanto se deliciava com a paisagem da praia, completamente abstraída do caos que provocava atrás dela.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Das relações

O problema das relações relações entre homens e mulheres, para além do óbvio, uns são homens, outras são mulheres, está claramente nas expetativas.

No caso das mulheres, o mal é não perceberem que os homens são, basicamente, pavões. E não quero com isto dizer que somos todos uma cambada de bichas histéricas, sempre a dizer alto, enrolando a língua, “ó melher”, enquanto dobramos o braço e estendemos a mão virada para cima, com uma pochete a tiracolo. Dizia eu, somos pavões, porque, quando queremos conquistar uma mulher, não olhamos a meios para chamar a atenção e captar o interesse. Vai daí, abrimos em leque todas as penas, numa tentativa de ofuscar a concorrência e o que quer que esteja à volta. Ele é interesse por tudo o que ela diga, faça ou suspire, perguntas sobre o dia, o trabalho, a família, os vizinhos, o cão, gato, periquito e o que mais houver. São convites em série para jantar nos restaurantes da moda, engalanados com as melhores roupinhas e com pontualidade irrepreensível. A cereja no topo do bolo são, obviamente, as respostas a todas as mensagens e os telefonemas atendidos ao primeiro toque. Tudo isto iluminado por uma constante alegria de viver, que enjoa quem quer que passe por perto.

Mas quem é que no perfeito juízo acredita que um gajo, qualquer gajo que seja, mesmo que aposte a vida nisso, consegue manter o ritmo dias e dias a fio, sem quebrar ou falhar? Nem que seja por motivos práticos, porque, salvo a estatisticamente improvável hipótese de se tratar do herdeiro de uma grande fortuna, é previsível que o tipo tenha de trabalhar e certamente terá um orçamento finito.

Elas pagam na mesma moeda. Superproduções, nem que seja só para tomar um café na esquina, interesse por carros, motas, futebol, bilhar, sameirinha, berlinde, corridas de pigmeus montados em tartarugas, o que quer que seja para deixar a mensagem “sim, eu partilho os teus interesses". Pontualidade também irrepreensível, entenda-se cinco minutos de espera, que é para o gajo não pensar que estava colada à porta e um sorriso de orelha a orelha, ao vivo, ao telefone ou por mensagem. Sim, está tudo perfeito, o mundo é cor de rosa.

Qualquer imbecil que saiba somar um mais um, consegue perceber que o guarda roupa dela é finito e que lá para o, digamos, sexagésimo encontro, é previsível que a roupa se comece a repetir. Mas não, lá começa a malta a embirrar que antigamente é que era e que agora ela já não se preocupa puto com o que veste. E é só a ponta do icebergue, porque depois começam as tangas com a alimentação, estás mais gorda, mais magra e isto e aquilo.

Convém lembrar que esta treta toda começou com os gajos a ir à caça e elas a tomar conta do estaminé. Ele provia, ela organizava. Só no século XX é que se verificaram alterações significativas dos papéis do homem e da mulher na sociedade, com repercussões na forma como racionalizamos as relações, mas não necessariamente as sentimos, muito menos as intuímos. Quem acreditar que basta um século para mudar mecanismos emocionais e comportamentais desenvolvidos ao longo de milhões de anos está a preparar-se para uma desilusão. O que procuramos não é necessariamente o que precisamos e o que estamos disponíveis para dar não é necessariamente o que devíamos. E é assim que se instala a confusão, porque ninguém sabe o seu papel e anda tudo à procura de príncipes e princesas que, obviamente, se não quisermos ver, não existem. É lá aquela coisa da "bondade nos olhos de quem vê".

terça-feira, 23 de abril de 2013

Caixa Geral de Depósitos vai apoiar PME em mil milhões de euros

In Público

Pelos vistos parece que a brincadeira já passou dos limites e antes que a coisa não tenha volta, quem manda resolveu pôr-lhe um fim. Dia 17 de abril o Ricardo Salgado disse que "a austeridade é violenta e está a chegar ao limite". Seis dias depois, o governo começou a resolver o problema. 
E assim, num passe de mágica - quando um tipo associa magia à resolução de problemas económicos, só pode ser mau augúrio - resolve-se a violência de ninguém estar a pedir crédito aos bancos e atinge-se o limite de hipotecas que estes estavam disponíveis para executar.

Barroso: política de austeridade atingiu o limite

In Público

Espetacular. Depois de se demonstrar matematicamente que o modelo económico que fundamentava a política de austeridade estava errado, algo que a realidade já se tinha encarregue de fazer até à saciedade, com jeito a culpa por isto ter corrido mal ainda vai ser dos austerizados, porque não souberam aguentar calados. Passo a citar:

"... Durão Barroso considerou, em Bruxelas, que as políticas de austeridade não tiveram aceitação social, conduzindo a tensões na Europa. E "uma política que é apenas vista como austeridade é claro que não é sustentável", alertou...".

Percebo, estivemos mal! Obrigado pelo "alerta". É este nosso mau feitio, sabe! Suponho que se a malta tivesse aceite alegremente o desemprego, a perda de benefícios sociais, a destruição dos sistemas de saúde e escolares, a fome e a emigração, tudo tinha corrido melhor.

Em todo o caso, não estava à espera que os gregos e espanhóis fossem tão mansos. Os países estão arruinados financeira e economicamente, está demonstrado que as políticas estão erradas e, no entanto, não se passa nada. Qualquer coisa para os tipos perceberam que a malta não é descartável. E nem estou a pedir um golpe de estado ou uma revolução, seguida de guerra civil. Uma intentona que seja... Não? Uns tiros para o ar... Alguém?

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Merkel diz que países do euro devem estar preparados para ceder soberania

In Público

Eh pá!... Não estava nada à espera, fiquei mesmo surpreendido! Sempre demoraram sessenta anos a tentar outra vez. O que diz muito sobre a persistência desta gente, mas afinal de contas é má propaganda para a sua eficiência. O Hitler quase que conseguia fazer o mesmo em quatro anos e pelo meio ainda se meteu com a Rússia e o Norte de África.

O que eu não percebo é esta obsessão em mandar, que me parece um tudo nada primitiva. Como aqueles miúdos que são os donos da bola e querem decidir sempre quem é que joga. No fundo, revela é pouco bom senso. Ninguém no seu perfeito juízo quer mandar na Grécia, Itália, Espanha, Portugal ou Irlanda. E, no entanto, aqui estão estes palermas.

Bebé chinesa vai chamar-se "Nascida no dia do terramoto"

In Jornal de Notícias

Sempre é verdade, uma desgraça nunca vem só. Numa primeira análise e sem dedicar muita atenção a esta imbecilidade, sou levado a acreditar que é a primeira criança do casal, entre família e amigos também não haverá pequenada e não havia maneira de saberem que esta ideia peregrina lhes vai sair cara quando quiserem ralhar com a criatura ou simplesmente pedir-lhe para lhes chegar o comando de televisão.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

FBI divulga fotos e vídeo de dois suspeitos do atentado de Boston

In Público

E a pergunta que fica é: e agora? O que é que se faz com dois gajos que matam três pessoas e ferem dezenas de outras, com métodos terroristas. Para aqueles que já se habituaram, ou foram insensibilizados pela utilização da palavra, métodos para instigar terror sobre as populações civis. Entenda-se: medo de assistir a um evento público, medo de andar em transportes públicos, medo de tomar uma refeição num espaço público. Sim, o operador aqui é a palavra "público", que obviamente se aplica aos contextos onde ocorrem os atentados, mas também a quem assiste e vê a sua vida alterada para sempre, porque, de facto, nunca mais esquece. E é assim que passamos do estado de choque, que na maior parte dos casos é imediato ou tem uma duração definida, para o síndrome pós-traumático, vidas e sonhos desfeitos.

Em mim fica sempre a questão, não tanto a dúvida, sobre o que fazer em resposta. Sejam estes gajos ocidentais ou de qualquer outra cultura, se atacam e desprezam o nosso modo de vida e cultura (felizmente em Portugal esta infâmia nunca cresceu), porque é que a resposta há-de ser de acordo com as nossas regras? Porque é que os filhos, mulheres e maridos, pais, irmãos e amigos destes animais estão a salvo de uma resposta na mesma medida, se é essa certeza que lhes dá força e motiva? Bem hajam os israelitas, que bem sabem para que é que compraram os F-16 e Apaches.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Três homens forçados a abandonar a Arábia Saudita por serem demasiado bonitos

In Público

Suponho que a notícia fala por si mesma, mas sobre os polícias que os identificaram, parece que ninguém diz nada. Uns gajos que andam por aí a dizer que outros são demasiado bonitos... Boiolas!

Reunião não apagou divergências entre PS e Governo

In Público

A Casa da Música organiza uma atividade na linha da "Música para bebés", que provavelmente também existe no resto do país. Aquilo no fundo é uma iniciação e partilha de momentos e experiências entre pais e filhos. Suponho que o Prof. Marcelo anda a dedicar-se a algo semelhante para políticos. No fim de semana lá foi dizendo que se o primeiro ministro continuar com esta estratégia escusa de ficar muito surpreendido com o resultado das eleições. Este, deve então ter pensado que seria genial convidar, agora, o PS a fazer parte da trapalhada. 

Bem, aparentemente o seguro não é brilhante, quer dizer, mediano, ou nem mesmo o mínimo exigível, mas também não se meteu na política ontem. Se o convidam a dialogar, faz o papel dele, que é o de aumentar ainda mais a clivagem. 

E sendo assim, suponho que ao PS só falta mesmo que, depois de se confirmar na economia real que a política de austeridade cega é a maior estupidez que alguma vez se implementou, também no plano científico a coisa seja totalmente describilizada. Governar vai ser um passeio, que até o seguro consegue dar, porque de repente vão aparecer outra vez mundos e fundos. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Desculpem qualquer coisinha

E agora que as coisas começam a apertar a sério, eis que o principal estudo de suporte à austeridade é descredibilizado em praça pública. Aparentemente, Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart, os engraçadinhos que escreveram uma coisa que se chama Growth in time of debt, resolveram, vá-se lá saber porquê, excluir dos dados estatísticos que suportam o seu trabalho a Austrália, Bélgica, Áustria, Canadá e Dinamarca. Não contentes com isso, ainda atribuíram ponderações diferentes aos anos de crescimento com dívida sobre o PIB inferior a 90%, relativamente aos anos de depressão com dívida nas mesmas condições.

E é assim que a bíblia que tem dado suporte às políticas implementadas em Portugal, Grécia, Irlanda e até Espanha, cai por terra. Cai a bíblia, mas não o sofrimento dos austerizados. Note-se que um outro trabalho que também dava cobertura a estas políticas já tinha sido chutado para canto, desaparecendo assim o suporte científico para a alucinação, para alguns pesadelo, em que andamos metidos.

O engraçado, ou não, é que até aos olhos de qualquer desgraçado com a quarta classe era evidente que com a redução do investimento e emprego público, o rendimento disponível para o consumo iria diminuir, contraindo-se assim o consumo, consequentemente o emprego. Desta forma, se por um lado temos que a economia produz menos, diminuindo assim o PIB, também gera menos impostos para fazer face à despesa. Por outro, essa mesma contração gera desemprego, que tem de ser subsidiado por finanças públicas, aumentando o seu peso no orçamento do estado. Perante isto, só um imbecil é que acredita que uma fórmula matemática pode ter um segredo oculto, que por artes mágicas se vai revelar, resolvendo todos os problemas da economia por via de um reset.

Não quero com isto dizer que não seja necessário, digamos, esterilizar a função pública. É evidente que a sua estrutura e peso na economia do país é desproporcionada, mas há seguramente outras medidas a implementar no imediato, nomeadamente no que respeita a igualdade de direitos entre todos os portugueses, cuja implementação seria facilitada pelo momento político e económico. Sendo assim, venha o TGV e o novo aeroporto de lisboa. Lamentavelmente e no caminho, começo a achar que o Sócrates ainda vai parecer um visionário.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Das sociedades e das nações

À medida que o fim se aproxima, do dinheiro, entenda-se, vou-me dando a reflexões sobre a razão porque alguns povos prevalecem ou até prosperam e outros, particularmente o nosso, saltam de crise em crise, perdendo pelo caminho a autoestima, o orgulho nacional e o respeito das outras nações.

Existem povos a quem se dá uma instrução e os tipos executam-na infalivelmente, seja limpar o chão de uma sala, construir um automóvel de fiabilidade a toda a prova ou exterminar seis milhões de pessoas. Basta alguém que mande lá no sítio dar a ordem, que os tipos começam por definir a melhor forma de fazer e depois implementam aquilo religiosamente, sem as mínimas reservas. Faz-se porque alguém mandou e já que é para fazer, então que se faça bem, porque não estão para perder tempo com palermices. Aliás, é notória a sua falta de humor.

Temos os outros que o fazem quase por vocação ou missão. Aqueles que se encontram um problema num processo, param tudo até que a coisa fica esclarecida e consideram uma vergonha pessoal e do grupo produzir um resultado pior que óptimo. Talvez não por coincidência, são também aqueles a quem alguém diz “meta-se neste avião e atire-se contra aquele navio de guerra” e os tipos lá vão. Se falham, tratam de se suicidar imediatamente, que é para ninguém dizer que foi por falta de empenho.

Estranhamente, andam por aí outros que também se explodem por dá cá aquela palha, mas não têm o mesmo empenho para fazer seja o que for e vivem à conta da caridade dos povos irmãos. Eventualmente, são também os povos irmãos que os mantêm dependentes, mas isso são contas de outro rosário, ou lá o que é que os tipos seguram enquanto rezam.

Por fim, temo-nos a nós, o que começa a ser uma chatice, porque já nem nós temos paciência para nos aturar. Por aqui a coisa é diferente e obedece à resposta a três perguntas: o que é que eu tenho a ganhar com isso? Quem é que posso lixar no percurso? E, há maneira de o fazer sem me chatear? Vai daí ninguém, nos quer emprestar um tusto. É que é muito bonito dizer que a Alemanha é o que é porque o mundo lhe perdoou as dívidas de guerra, mas alguém acredita que eramos capazes de fazer o mesmo em iguais circunstâncias? Quanto tempo é que demoraríamos a meter-nos na mesma alhada se nos perdoassem a nossa dívida?

sábado, 13 de abril de 2013

Design industrial

O Porsche 911 fez cinquenta anos. O que está em primeiro plano, porque o outro, obviamente, é a última versão. A verdade é que os Porsches nem preenchem os meus sonhos, na rubrica "ai se eu tivesse dinheiro". Se por vezes considerei a hipótese de um dia ter uma coisa destas, foi sob a lógica de ser um carro com a qualidade alemã e sempre dar para usar todos os dias. De facto nem sequer é preciso gastar rios de dinheiro para comprar um. Uma entrevista do António Feio relembrou-me algo que já tinha ouvido há alguns anos no Top Gear, onde diziam que estes carros devem é comprar-se usados, porque com sorte encontram-se exemplares com cinco ou seis anos, pouquíssimos quilómetros e quase como novos. Na verdade nem tinha a intenção de discorrer sobre o carro propriamente dito, mas sim sobre a qualidade do bom design industrial. O sacana do carro tem cinquenta anos, conceptualmente está completamente atual e o modelo mais recente não consegue enganar ninguém, porque vê-se logo de onde veio. Nos bons produtos alemães isto acaba por acontecer frequentemente e é à custa disso que a Apple vem fazendo a sacanice, há quase dez anos, de explorar o design dos produtos que o Dieter Rams desenvolveu para a Braun nos anos 60 e 70.

Passos diz à troika que vai aproximar salários e leis laborais do público e privado

In Público

Mas isto ainda não está resolvido? A função pública passa a vida a queixar-se das injustiças e que estão a pagar a crise mas, vai-se a ver, a tabela salarial, o sistema de saúde e as pensões continuam superiores ao privado. É favor acabar com a palhaçada e começar o desmame, que isto agora já enjoa.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Quando é que o Seguro fala?

Se este gajo continua com esta estratégia de não dizer puto, mesmo quando abre a boca, vai conseguir o feito duvidoso de ganhar as próximas eleições sem maioria absoluta .

E já agora, sobre ganhar as eleições, não era mau alguém explicar-lhe que isto não é a mesma coisa que brincar às jotas e andar por aí a mandar bocas e a colar cartazes. Vai-se a ver e o tipo nem sabe que quem ganha as eleições tem de governar

domingo, 7 de abril de 2013

Notas breves sobre a comunicação do primeiro ministro

1. Teve principio, meio e fim. Foi conciso, pragmático e deixou claro para onde vai.

2. Que é basicamente para onde já queria ir quanto apareceu aquele relatório infeliz, supostamente, elaborado pelo FMI.

3. Sendo assim, a função pública está lixada. De caminho, lixa-se o resto do país, porque só não desmantelam qualquer empresa pública que dê dinheiro se não puderem.

4. É que volta e meia fico com a ligeira suspeita que o orçamento de estado foi desenhado para ver estas cláusulas chumbadas e aparecerem as alternativas que agora vão ser implementadas. É como dizer que a eletricidade vai subir doze porcento, para a malta ficar satisfeita se "só" subir seis.

5. Vamos lá a ver o que é que a oposição, obviamente estou a falar do sócrates, tem a dizer sobre o assunto.

6. Enquanto o partido com mais intenções de voto nas sondagens precisa de mais um dia para reagir. O acordão do tribunal constitucional foi divulgado na sexta-feira, o primeiro ministro já se reuniu com o presidente da república, fez um conselho de ministros extraordinário e dirigiu-se ao pais. O ps só na segunda feira fala. E são estes gajos que querem governar Portugal?

7. Por falar em governar Portugal. Volta e meia surge-me uma dúvida. Será que o PCP e o BE sabem como se faz um orçamento de estado? Não me estou a referir a questões ideológicas. A pergunta é, literalmente, como se faz?

sábado, 6 de abril de 2013

Seguro: "Estou disponível para substituir o Governo"

In Público

E nós agradecemos. Mas, já que está aí a falar, para fazer o quê? É que, e não me leve a mal por dizer isto, ainda ninguém o ouviu a apresentar nenhuma, uma que seja, solução para a trapalhada em que estamos metidos. 

Certamente compreenderá que isso, aliado ao facto de não lhe ser reconhecida qualquer competência ou capacidade para fazer seja o que for, nos deixa de pé atrás. De facto, e isto sou só eu a falar, se calhar preferia pagar-lhe para estar quieto. Sim, percebeu bem. Devia fazer-se uma sondagem para saber quantos portugueses estão disponíveis a pagar-lhe para não fazer nada. Quietinho num gabinete, a jogar Sudoku ou a fazer paciências, sem pôr as mãos nisto. Por isto entenda o país, que a situação é séria e tem de ser entregue a homenzinhos.

Bom, agora vá para ali brincar com os amiguinhos e deixe-nos em paz, que temos de trabalhar.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Escolhe-me a mim! Escolhe-me a mim! Diz o burro...

É lamentável que o poder jurídico se deixe enfeitiçar pelos quinze minutos de fama e também queira aparecer na televisão. Isso e que tenham precisado de três meses para analisar um orçamento de estado em vigor e determinante para o país.

Engraçado mesmo é os juízes terem demorado tanto para começar a fazer a apresentação do seu acordão, que os jornalistas se entretiveram a passar o tempo com comentários sobre as suas regalias. E é assim que descobrimos que estes gajos se podem reformar com quarenta anos, ao fim de dez anos de serviço. Enfim...

O Endireita #2

Afinal parece que não é magia ou qualquer espécie de clarividência. Pelos vistos, qualquer um pode afastar dois ossos que se estão inflamar mutuamente e ficar logo a sentir-se melhor. Foi o que o meu médico me disse enquanto passava a receita de Voltarem 75. Disse-me isso e para deixar de ser parvo.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Miguel Relvas sai do Governo e Crato vai anular-lhe a licenciatura

In Público

Deve ser chato ficar desempregado e sem habilitações literárias. Coitado, uma tragédia, cair assim desamparado sem ter onde se agarrar. Esperemos que não caia na droga ou, sei lá, na prostituição.

Propriedade intelectual


Eu utilizo as notícias do público como motivo para a maioria dos meus posts. Como já disse, não é que as leia, mas servem de pretexto para dizer o que me apetece, que na maior parte das vezes está claramente, digamos, desfazado da realidade. Há no entanto duas razões para não as ler. Uma é a preguiça, aliás o mesmo motivo porque não consulto mais jornais, a outra o facto do Público bloquear o acesso à maior parte delas, bem como às colunas de opinião.

E eu não tenho nada contra isso. Acho muito bem que defendam a sua propriedade intelectual conforme poderem e o  mercado aceitar. Não deixo é de estranhar o chico-espertismo português de por um lado bloquear o acesso aos seus conteúdos e por outro utilizar vídeos alheios, retirados do youtube ou de serviços noticiosos, para ilustrar as suas notícias. Tenho no entanto a leve suspeita que não iam achar grande piada se os canais de televisão começassem, literalmente, a copiar as suas notícias e as apresentassem nos seus sites. Enfim, nunca mais temos eleições...

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Seguro quer que BCE devolva lucros da compra de dívida soberana portuguesa

In Público

Não é que eu tivesse dúvidas ou qualquer esperança que este tipo conseguisse enganar-nos, nem que fosse só durante algum tempo, mas também não precisava de ser tão evidente na mediocridade e demagogia. Suponho que na próxima intervenção vai pedir que as empresas das parcerias público privadas devolvam o dinheiro que ganharam com os contratos.

Está bom de ver que é por esta e por outras que o Coelho e o Sócrates resolveram voltar a abrir a boca, não vá este gajo estragar o que lhes deu tanto trabalho a construir.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Coisas simples...


Afinal de contas onde começa e acaba o tempo e o espaço do universo? E antes e depois, o que é que há?

domingo, 31 de março de 2013

Serviço Público


A bíblia

Quem é que escreveu o raio do argumento? É totalmente inverosímil, cheio de buracos e incoerências históricas e as personagens são totalmente inconsistentes.

Portanto, se percebi bem, aquilo é tudo gente descendente de adão e eva. Duas pessoas geraram toda a humanidade. E até aqui menos mal, porque sempre se começa por dois estranhos, embora um tenha uma costela do outro. Mas não contente com isto, qual criança mimada, é tudo destruído com uma inundação e só se safa um casal de cada espécie. No caso dos humanos, safa-se o casal e os filhos. A partir desta gente, volta-se a gerar a humanidade toda. E sendo assim, bem vistas as coisas, a pedofília se calhar é o menor dos problemas.

sábado, 30 de março de 2013

Coreia do Norte em “estado de guerra” com Coreia do Sul

In Público

Primeiro, o mais importante. Que raio são aquelas coisas cheias de cores que aqueles paquetes à volta do pequeno líder têm penduradas no peito?

Agora as questões mais mundanas. Esta é uma daquelas histórias que me transporta para a invasão do Iraque de 93, quando o ministro da informação dizia para as câmaras de televisão que estava tudo controlado, enquanto no plano de fundo se viam a passar dois tanques americanos. Suponho que estes gajos também acreditam na própria propaganda e estarão tão atrasados, medievalmente atrasados, que nem conseguem compreender a capacidade militar americana. Provavelmente documentaram-se com os filmes do Chuck Norris, que veem numa televisão a preto e branco.

Por outro lado, isto pode não ser mais do que um grito de ajuda. O país está de tal forma em pantanas, que esta malta não vê outra saída senão entregar as chaves e pôr-se a andar. Mas como tudo na vida tem um preço, estão a criar as condições para negociar a rescisão de contrato. Direitos, prémios, seguro de saúde, o normal...

sexta-feira, 29 de março de 2013

O endireita

Há quase duas semanas que ando com dores nos dois polegares. Suponho que será uma tendinite e a coisa não há maneira de passar. Hoje, ao tentar comprar na farmácia uma mão elástica, o farmacêutico perguntou-me porque é que não ia ao endireita. A pergunta apanhou-me desprevenido, porque nunca me passou pela cabeça que da medicina tradicional viesse essa sugestão, nem eu sou dado a grandes devaneios. O que é certo é que depois de darem alguns exemplos de tendinites resolvidas pelo homem, a filhos, amigos e aos próprios, lá fui eu dar o corpo ao manifesto, no caso, as mãos. 

E a verdade é que nem que seja pela experiência , a coisa valeu a a pena. O Homem só atende com marcação prévia e nem vale a pena tentar de outra forma. Um tipo dirige-se a uma ilha de pescadores em plena Foz do Porto e aguarda a sua vez num coberto, rodeado de roupa estendida, armadilhas para polvos e outros artefatos de pesca. Enquanto esperamos, ouvimos os queixumes dos restantes "pacientes", tal qual as salas de espera de qualquer médico. De dentro do "consultório" vêm gemidos, lamentos, gritos e vozes de comando, seguidos de silêncios suspeitos, que nos despertam a dúvida se alguma manobra não terá corrido pior e agora têm nas mãos um tetraplégico, sem saber o que fazer com o corpo. Depois, lá se abre a porta, donde emerge mais um paciente satisfeito, espelhando na cara a liberdade do sofrimento e a gratidão pelo espinho retirado da pata. 

Ainda antes da minha vez assisti à "reparação" das costas de um amigo. Apenas com a passagem dos dedos o Homem soube em que posição é que ele vê televisão e para que lado inclina a cabeça quando adormece no sofá. A mim, mandou-me sentar e pediu-me a mão esquerda, que estendi a medo. Foi manipulando dos diferentes dedos, até que se imobilizou no polegar. Pressionou em vários pontos, torceu para um lado, para o outro, enquanto falava de caçadas. Dobrou  o dedo e esticou-o repentinamente. Clac! Ouviu-se o sacramental estalido e a minha cara iluminou-se imediatamente com um sorriso provocado pelo alívio instantâneo.

Como raio é que um pescador sabe qual a posição natural dos ossos, músculos, tendões e como voltar a pô-los no sítio, a partir de um anexo da sua casa, sem cobrar nada, aceitando o que de bom grado lhe seja dado. Tudo isto é extraordinário, quase mágico, e deixa-nos efetivamente a pensar numa outra via, que não passa por raios-x, ressonâncias magnéticas ou TACs, muito menos cirurgias. Provavelmente, em vez de saber, é muito mais importante sentir e compreender.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Sobre a crise

Se alguém quer saber como vai a crise em Portugal é ir ao Booking e tentar marcar um hotel de quatro estrelas para este fim de semana.

Sócrates acusa Cavaco de ter sido "um opositor" e um Presidente "nada imparcial"


Finalmente o governo vai ter oposição... A oposição também. Lembra-me a frase "isto não é o mesmo campeonato, nem sequer o mesmo desporto". Suponho que a coisa podia ser avaliada por nota técnica e nota artística.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Consumir metade do sal evitaria 6000 mortes por ano em Portugal

In Público

Ora aí está uma notícia totalmente inútil. Um claro reflexo da falta de profissionalismo que graça por aí. Onde é que está o quem, quando, onde, como? É que eu com isto não faço nada. Eu sei lá se sou eu ou quando é que vai ser. Para isto mais valia estarem quietos pá!

terça-feira, 26 de março de 2013

Papa fica a viver em Santa Marta, “de modo normal”

In Público

Este gajo já me está a começar a irritar. Isto é mais ou menos o mesmo que um tipo passar a vida a trabalhar para ser presidente de uma empresa e quando lá chega abdicar do salário.

Já todos percebemos a ideia e é muito bonita, mas ou começam a aparecer atos em grande - venda de património da igreja, grandes dádivas, assistência médica e educação para as crianças totalmente gratuita nas misericórdias - ou isto não passa de uma bela declaração de intenções. E já agora, põe-te a pau, porque se começas com muitas fantasias, um dia destes és capaz de não acordar.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Arguidos da Casa Pia absolvidos dos crimes na casa de Elvas

In Público

Para bem, agora só falta pedirem uma indemnização.

Multidão protesta contra o casamento homossexual em Paris

In Público

Pessoalmente e no que respeita ao casamento homossexual, estou-me a borrifar. Já na questão da adoção, não alinho tão facilmente. Suponho que se há países com leis que o permitem, é porque existem estudos sobre o impacto destas estruturas familiares no crescimento das crianças. E não, não estou a insinuar que as possam comer ao pequeno almoço (ou a qualquer hora), mas gostava que houvesse mais informação sobre o assunto. De qualquer modo é uma lei mais ou menos fútil, porque apenas vem regular o poder paternal, dado que se não houver casamento, não impede que uma das pessoas adote como solteiro.

Mas com uma destas é que eu já não contava. Então não é que a malta que não tem nada a ganhar diretamente com a coisa, também se consegue mobilizar para manifestar o seu ponto de vista. Se trezentos mil se dão ao trabalho de vir à rua, é de acreditar que em casa estarão muitos mais. E então, se a lei serve para regular as práticas aceites pela sociedade, em que ficamos?