Sabem aquelas pessoas que conduzem extremamente devagar? Aqueles que começam a travar cem metros antes de uma curva e que já dentro da curva, inesperadamente, travam ainda mais? Os que travam quando os outros aceleram e aceleram quando os outros travam? Os mesmos que vêm ao fundo o sinal verde e mantêm a mesma velocidade, acabam por passar no amarelo, enquanto ficamos presos no vermelho? E que entram nos entroncamentos sem olhar e cruzam todas as faixas calmamente? É só para avisar que hoje esses cabrões saíram todos à rua!
sábado, 28 de setembro de 2013
O sentido da vida
Volta e meia dá-me para entrar num estado contemplativo e
refletir sobre vida, de onde vimos e para onde vamos, o que
normalmente resvala para coisas mais grandiosas, como a teoria
do big bang e a singularidade, uma cabeça de alfinete onde a dado momento
se concentrou toda a matéria e energia que compõe o universo, o que, está
bom de ver, me provoca uma certa angustia adicional, porque se todo o nosso universo estava nessa
cabeça de alfinete, afinal de contas onde raio estava a dita e quando foi isso, coisa suficiente para me deixar com reservas sobre os conceitos de espaço e tempo, que se calhar não passam de convenções e se assim é, a partir da próxima segunda-feira só apareço na empresa depois de almoço.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Serviço público
É isso, à laia de serviço público, vou informando que logo os noticiários começam com inundações nas ruas deste país, obviamente inesperadas, no sentido em que não nos enviaram nenhum sinal... Sei lá, as andorinhas foram embora, o outono chegou, hmmm...
Bem, parece que chegou...
... a desculpa para metade dos portugueses recenseados não ir votar.
É que isto das condições meteorológicas ideais para a prática da modalidade ainda são mais difíceis que para saltos de ski, que até se fazem na primavera, sem neve, na relva. Não, em Portugal, para votar não podem estar mais de 23 graus (quase que dava na segunda feira), ou menos, mas com chuva, ventos fortes ou saldos. As condições ideais são: 19 graus, uma ou outra nuvem no céu, vento de 2 kms/h e nenhum jogo de futebol à tarde.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Tribunal decide que chamar "incompetentes" e "ladrões" aos serviços fiscais não é crime
In Público
Dando assim cobertura legal aos usos e costumes do povo. Aguarda-se agora que a Academia de Ciências introduza os termos no dicionário, como sinónimos. Para breve, despacho sobre "políticos"...
Uma imagem vale por mil palavras...
... lamentavelmente, quase todas são insultos e se calhar é melhor ficar calado, para não me meter em chatices.
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Hop-on, hop-off
Uma das melhores coisas que se pode fazer quando se visita
uma cidade estrangeira é comprar um passe para os autocarros de "ver as vistas" (eu sei, eu sei), dar uma volta pela cidade,
sair e entrar onde nos apetecer e ver os principais pontos de interesse ao ritmo que muito bem entendermos, normalmente sem quaisquer pressas.
O que me lembra que já era altura dos STCP acabarem com essa merda no Porto,
porque estou farto de ficar encravado atrás de um desses filhos da p… Se querem
ver as vistas, andem a pé que não enjoam! Afinal de contas, foi para isso que trouxeram as sandálias que calçam com meias, não foi?
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Grândola vila morena
Uma das conquistas de abril (imaginar dedos no ar em forma
de aspas) é a obrigação do estado assegurar o ensino básico universal,
obrigatório e gratuito (imaginar gargalhada). Lamentavelmente, talvez por falta
de visão, os pais da nossa constituição não previram nada quanto à obrigação do
estado assegurar o acesso universal, obrigatório e gratuito a consolas de
jogos, uma para casa e outra portátil, sapatilhas de marca, telemóveis de
última geração, óculos de sol iguais aos do CR7, últimos modelitos da moda e
canais de televisão de desporto pagos. Vai daí, os pais das nossas crianças ficam justamente indignados por, em
cima disto tudo, ainda terem de pagar os manuais escolares dos filhos, uma
porcaria que se gasta num ano e, vejam lá, não serve para mostrar a ninguém.
domingo, 22 de setembro de 2013
Um tipo não pode deixar de ficar surpreendido...
... quando vê um casal a ler na esplanada. Ela um livro, ele os folhetos de promoções dos hipermercados...
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Florença
Em setembro tive umas férias do caraças, ou pelo menos,
mesmo com um ou outro incidente, é assim que as recordo, o que vai dar ao
mesmo, porque o que se leva desta vida, dizem, são as recordações, se bem que
ninguém possa ter a certeza, porque ninguém viveu para contar, tirando o
Gabriel Garcia Marquez, que mesmo assim só escreveu o primeiro volume, de que
gostei muito, sim senhor, e me lembra que tenho de comprar um tablet, porque já
não há pachorra para segurar calhamaços de 600 páginas, a não ser que seja “A
verdade sobre o caso Harry Quebert”, que é um livro do caraças, o primeiro que
li em que de volta e meia baixava o livro e dizia “ isto é do caraças”, o que
me faz lembrar as férias, que estava eu a dizer, foram inesquecíveis, não que a
coisa tivesse sido planeado, porque à partida até estávamos para ir para Istambul,
mas lá para junho começamos a achar que a animação noturna estava ao nível das
manifestações à frente da assembleia da república e que se era para isso, então
íamos para fora cá dentro, mas pelos vistos há mais de um ano que não fazíamos
viagens a cidades, vai daí fomos parar a Florença, que sim é uma cidade muito
bonita, com os melhores gelados do mundo e os melhores paquetes de hotel a
arrombar malas de quem se esqueceu da chave no chão do hall, em casa, no
Porto, onde não fazem tanta falta, porque temos armários cheios de roupa, que diga-se
até é fácil de comprar em Florença, porque tem lojas de todas as marcas de
alta-costura, o que me deixou a pensar se haverá assim tantos turistas a
comprar roupa no estrangeiro, mas, em retrospetiva, se calhar devia era ter
pensado se haverá assim tanta gente a esquecer-se da chave da mala em casa,
porque o paquete nem pestanejou ao abri-la, enquanto nós respirávamos fundo e
chorávamos de alegria e emoção, quase tanta como a que se tem a olhar para a
cidade do alto do Duomo ou a partir do outro lado do rio, vistas só comparáveis
à paisagem provincial, com os montes e vales cobertos por campos, aqui e ali
polvilhados por ciprestes e uma ou outra villa, cortados por estradas sinuosas que
nos levam a sítios inesquecíveis, como estas férias que, já nem sei se vos
disse, foram do caraças.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Prova Superada
Quando calha de ir a Espanha, fico sempre impressionado com a total indiferença que os espanhóis têm pelos carros. Ele é estacionamentos de ouvido, raspanços a mudar de fila e os carros amassados em todos os cantos e esquinas. Eu com isso até podia bem, não fosse terem importado a atitude para Portugal ao construírem o El Corte Ingles de Gaia, que tem as rampas e curvas mais estreitas que alguma vez vi. Vai daí, andar por ali é tal prova de pericia, que sempre que saio do parque quase que dou por mim a gritar, entre sorrisos e acenos para o público - PROVA SUPERADA!
domingo, 8 de setembro de 2013
Toscânia
É verdade que Portugal tem cidades monumento ou com zonas históricas pitorescas e interessantes, que nos transportam imediatamente para outros tempos e outras vidas. Tem regiões vinícolas como o Douro e o Alentejo, com paisagens arrebatadoras transformadas pelo homem, onde se produzem alguns dos melhores vinhos do mundo. Tem gentes simpáticas e acolhedoras, sempre prontas a partilhar uma história e um pedaço da sua cultura. Tem tudo isso e uma gastronomia espetacular.
Lamentavelmente, em Portugal não se fala italiano! E isso, meus amigos, faz toda a diferença.
sábado, 31 de agosto de 2013
Voar
Sou só eu que ao ouvir as hospedeiras de bordo dizerem "os coletes de salvação podem ser encontrados debaixo dos assentos", considero a probabilidade de ser uma piada das companhias de aviação e não estarlá nada?
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Sabão macaco
Então é assim, um gajo vai ao dermatologista porque tem um
bocadinho de dermatite, a ver se o tipo, supostamente uma barra, resolve a
coisa definitivamente e, na volta do correio, ouve: lave sem sabão! Pior: lave
menos ou nem lave!
Assim, sem espinhas
nem pré-aviso. Pelos vistos, nós, a malta ocidental, esquece-se que a água da
torneira já vem cheia de desinfectantes e, não contentes com isso, ainda espeta com geles de banho, tónicos, bálsamos e o que mais houver, basicamente rebentando
com a barreira hidrolipídica da pele, foi o gajo que disse, não eu, e é um ver
se te avias de vermelhidões, borbulhas e comichão. Parece que a natureza também
pensou nisto e quanto mais porcarias pusermos, mais difícil é restaurar o
equilíbrio. Se a pele precisar de produzir gordura, vai produzi-la, se não
precisar, vai entreter-se com outra coisa qualquer.
Como a coisa me pareceu sensata e o tipo não deve estar numa cruzada contra a indústria cosmética, sou capaz de experimentar o
conceito. Até encontrar a medida certa, não se surpreendam se ao chegarem ao blog encontrarem um bocadinho de sarro no ecrã...
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Fazer a mala
Para as férias de oito dias na praia estive para fazer a
mala de forma absolutamente organizada. O plano era colocar a roupa pela ordem
em que ia ser utilizada: primeiro dia, manhã - calções de praia e t-shirt;
primeiro dia, final de tarde - boxers, polo, bermudas; segundo dia, manhã - calções de praia e t-shirt, e assim por diante. O plano acabou abortado porque
só tenho quatro calções de praia e não me consegui convencer a quebrar a regra,
nem a comprar mais calções.
Agora, para as férias culturais, ou de viagens a cidades ou
lá o que é que ela lhes chama, voltou-se a colocar o desafio. Cinco dias,
quatro noites. Será possível fazer tudo com uma mala de cabine? A pergunta é
meramente retórica, porque no ano passado vimos um casalinho de putos a viajar
oito dias para a República Dominicana com duas malinhas de cabine, daquelas que
cabem as duas ao mesmo tempo no medidor da Ryanair e o tipo ainda levava
sapatilhas para correr. Portanto, sim, cabe tudo, desde que um gajo seja grande
mestre em origami e consiga dobrar a roupa toda em quadradinhos minúsculos.
A coisa comigo não resulta, porque sou, digamos, um tudo nada obsessivo no que respeita
à antecipação de imprevistos. Vai daí, quatro polos para andar durante o dia, duas ou três camisas para jantares especiais, cinco ou seis pares de boxers, uma t-shirt
para dormir, outra t-shirt para o que for, umas calças de ganga para o caso das
primeiras se sujarem, umas bermudas, havaianas para a piscina, outras
sapatilhas. E ainda não entrei na higiene pessoal e medicamentos, carregadores,
patinho de duche e ursinho de peluche...
sábado, 10 de agosto de 2013
Trip Advise(r)
Ok, depois de dezanove horas de voos e aeroportos, e dois dias de jet lag, aqui fica o que de mais importante retive destas férias: quando lerem no trip advisor: há muitos italianos, que circulam em grupos e que, não sendo agressivos ou desordeiros, falam um bocadinho alto; leiam isto: os filhos da p*** dos italianos parece que se reconhecem à distância e mesmo antes de ouvirem falar já se estão a sorrir e a saudar. Organizam-se expontaneamente na praia em grupos com nunca menos de dez indivíduos e falam todos ao mesmo tempo horas seguidas, alto para cara***. E, se a Itália realmente dita as tendências de moda, é melhor começarem a escolher a vossa tatuagem.
domingo, 21 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Passos censura a incerteza introduzida por eleições antecipadas em 2014
In Público
Algo me diz que este gajo ainda não percebeu que já nem o presidente da república o pode ver à frente e só não o despachou por medo das consequências.
O chato é que com a cadência alucinante de imbecilidades inacreditáveis que vão surgindo diariamente, um tipo não consegue acompanhar o ritmo e ir escrevendo uma outra linha minimamente interessante. Neste momento, a ficção já não consegue imitar a realidade, muito menos antecipá-la.
Aliás, como as coisas andam, eu já nem ficava surpreendido se nos próximos dias se soubesse que, afinal de contas, nas reuniões de negociação de acordo os gajos passam mas é o tempo em banquetes, acompanhados de putas, enquanto nos televisores passam gravações de jogos de futebol da década de oitenta. Vá, agora suplantem isto.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
Cavaco dorme quinta-feira nas Selvagens a 1000 quilómetros do epicentro da crise
In Público
Passados que estão alguns dias, ainda não houve maneira de conseguir compreender a solução proposta pelo presidente da república. E quando digo solução, é porque não me ocorre outra palava para descrever a coisa, ou as que me ocorrem pelos vistos são ilegais e podem dar origem a julgamentos sumários, parece que também eles de alguma forma ilegais e improcedentes, de que nunca mais se ouve falar.
Dizia eu, passados alguns dias, os suficientes para o antónio josé seguro demonstrar que, para além da evidente incompetência para lidar seja com o que for, também é uma autêntica nulidade em estratégia política, já que contra todas as expetativas conseguiu arranjar maneira de ficar ligado a esta hecatombe nacional, o presidente continua a fazer o que pode para se distanciar desta palhaçada.
E desta feita conseguiu levar a coisa a extremos imprevistos, ao resolver ir acampar para as Selvagens. Está bom de ver que se Goa ou Macau ainda fossem administrados por Portugal, era lá que o íamos encontrar nos próximos dias. O país está a implodir e o homem resolve que importante mesmo é visitar um arquipélago de ilhas desertas.
Podemos destituí-lo alegando abandono do posto de trabalho?
Podemos destituí-lo alegando abandono do posto de trabalho?
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