segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Testes de ADN confirmaram as aparências, a criança não é filha do casalAFP/POLÍCIA GREGA

Claramente era preciso um teste de ADN para confirmar que estes dois monos não eram os pais da miudita. Enfim...

Tenho fome!

Era isso que estava escrito no cartaz que um tipo carregava para a frente e para trás num semáforo sábado de manhã.

Ao longo dos últimos anos tenho desenvolvido uma perspetiva da raça humana em que basicamente nos vejo como macacos mais desenvolvidos. Simplesmente somos capazes de juntar mais paus e mais pedras. Recentemente voltei a lembrar-me disso porque, num evento cultural internacional, ao passar num corredor ouvi um autor a dizer "um livro é como uma casa onde somos convidados a entrar!", uma banalidade como outra qualquer, que já ouvi vários escritores debitarem com o ar mais profundo que conseguiram arranjar, enquanto a entrevistadora fica deslumbrada com a profundidade do interlocutor.

É por estas e por outras que, sobre as capacidades do homem, me gosto de lembrar das estratégias que algumas orcas utilizam para caçar focas. Na verdade, o mais importante até nem é como caçam, mas o facto de devolverem à praia todas as focas que capturaram e não querem comer.

domingo, 20 de outubro de 2013

Teste de carga na ponte 25 de abril

A questão que se me coloca é, para que serviu a manifestação de ontem? Tanto quanto eu sei, Portugal é um país democrático e estes tipos foram eleitos, por isso...

sábado, 19 de outubro de 2013

Só para eu saber...

... afinal de contas, quanto é que custa alugar 400 autocarros?

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Ainda sobre o orçamento de estado


É de mim, ou a ministra das finanças está mais sexy? Também pode ser lá por aquilo da dominação e infligir sofrimento...

Igualdade, fraternidade, liberdade

Isto da crise começa a ser claramente só para alguns e até eu, que sempre nutri algumas, enormes, desmesuradas reservas quanto ao empenho da maioria dos funcionários públicos, começo a sentir-me embaraçado. Suponho que será uma questão de pudor. Não fosse por mais nada, afinal de contas a constituição ainda tem por lá escrito, pelos vistos já ninguém sabe muito bem onde, aquilo da igualdade, mas pelo andar da carruagem,  só mesmo agarrando-se à fraternidade é que alguma desta malta vai conseguir dar de comer aos filhos. Convém é não fazer muito barulho, nem ondas, porque desde o Euro 2004 que a PSP tem imenso equipamento anti-motim, que acabou por nunca ser usado, e aquilo é gente que também anda um tudo nada nervosa.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Orçamento do Estado 2014

Sobre o orçamento do estado 2014, a única coisa que consegui registar foi que se trabalhasse na função pública era gajo para estar um bocadinho irritado e que não será de surpreender se começarem a acontecer aquelas episódios tipicamente americanos, em que um tipo que trabalha nos correios, de quem todos dizem ser just a regular guy, com cinquenta anos, ainda virgem e a viver com a mãe, que não fala com nenhum colega a não ser com uma espécie de grunhidos e sem nunca olhar para os olhos de ninguém, há trinta anos que durante a hora de almoço só lê livros sobre o juízo final e sempre que alguém se aproxima da sua secretária está a ver sites sobre guerrilha urbana, que fecha rapidamente, passando para uma proteção de ecrã com uma imagem da estação de correios a explodir e os dizeres you all must die. Dizia eu, aqueles episódios em que um dia, numa manhã como outra qualquer, um tipo entra na estação dos correios e começa a matar todos os colegas indiscriminadamente, seguindo-se o habitual suicide by cops. Obviamente, tratando-se de Portugal e não obstante os trinta corpos ensanguentados cravejados de balas e espalhados pelo caminho que o alegado homicida fez de casa até ao local do alegado crime, a polícia só chegará meia hora depois de tudo terminado, não indo a tempo de o prender, até porque o alegado homicida entretanto se fartou de esperar e dirigiu-se à esquadra mais próxima para se entregar, o que já é tipicamente português, e  está calmamente a conversar com dois transeuntes à porta, enquanto aguarda que os polícias regressem.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Quase 9000 novos toxicodependentes nos centros de tratamento em 2012

In Público


Ora aí está um enigma. Tudo bem, eu percebo lá isso da crise económica, do desemprego, do desespero e da fuga à realidade. Mas, e não levem a mal a pergunta, porque estou mesmo curioso, se não arranjam dinheiro para ultrapassar os problemas, onde o arranjam para ultrapassar a realidade? 

É que eu até gostava de não ter percebido a notícia e que afinal de contas a crise até veio por bem, porque isto é gente que agora que já não consegue financiar a coisa resolveu dar a volta por cima e lá se apresentou nos centros de tratamento. Mas não, já li duas vezes e parece que estamos mesmo a falar de gente que no meio da merda em que já estava metida, achou que bom mesmo era começar agora a drogar-se, o que ao nível da estupidez, ainda consegue estar bastantes degraus acima daquela malta que começa a fumar aos trinta anos.

Suponho que humanamente não será de grande compaixão, mas não deixa de me chatear que se esteja a cortar em apoios sociais a quem muito precisa, a mim incomoda-me sempre as crianças e velhinhos desamparados, e se gaste dinheiro com isto. Lá para os treze anos tive uma professora de ciências que tinha uma filosofia interessante. Sempre que sabia que um amigo das filhas se drogava oferecia-lhe a janela de um sétimo andar.

E o prémio para líder africano não foi entregue pela quarta vez

"Há duas condições para se ser premiado: ter sido eleito democraticamente e sair do cargo no fim do mandato."

In Público

Uma completa surpresa, vinda de um continente que tem apresentado ao mundo tantos humanistas. Enfim...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Governo proíbe manifestação na Ponte 25 de Abril, CGTP não desiste

In Público


Se há coisa que eu aprecio na esquerda portuguesa, ou de qualquer país, é o apego à tradição e aos temas inspiradores. Lá por fora temos o Che, o Fidel, o Mao, o hino da internacional, lá com aquilo da fome, aquelas belas estátuas de dedo em riste ameaçando as massas para não saírem da linha e os tanques a marcharem sobre manifestantes pacifistas, de belo efeito televisivo.

Lamentavelmente, por cá a coisa ao nível dos líderes não lhes tem corrido tão bem, porque o Cunhal nunca caiu no goto do povo e dos que vieram a seguir nem vale a pena falar. Vai daí, estão armados em cordeiros, sob a capa do direito à manifestação, a tentar reeditar a brincadeira de noventa e quatro.

Síndrome da gaveta aberta

Hmmm... por esta altura se calhar já perceberam a ideia...

O príncipe

Isto de andar uma semana a deixar que fugas de informação pinguem, gota a gota, a ideia que as pensões de sobrevivência e viuvez iam todas para o galheiro, para agora fazer um número de magia e aparecerem como responsáveis e preocupados com os mais desfavorecidos, diz muito da preparação deste governo.

Diz que ao nível da ciência política devem estar mais ou menos no grau zero e a única coisa que aprenderam foi recomendada pelo Gekko, no Wall Street, que a dada altura lá manda a malta ler a Arte da Guerra do Sun Tzu e o Príncipe do Maquiavel. Bem, pelo menos ficamos a saber que afinal de contas sabem ler. Se bem que alguém lhes possa ter lid...

Síndrome da porta aberta

Se de repente começarem a deixar a porta do frigorífico aberta, na base do já lá vão voltar para arrumar o que de lá tiraram ou porque ainda vão buscar mais qualquer coisa, não cedam, tomem medidas imediatas. É que rapidamente e sem se aperceberem, estão a deixá-la sempre entreaberta e quando a coisa se tornar mesmo galopante, vai ser mesmo qualquer porta. É pura e simplesmente insuportável.

Dou por mim a voltar a divisões onde tinha estado cinco minutos antes e nenhuma porta está fechada. Ao princípio, ainda pus a hipótese da casa estar assombrada, mas como o apartamento tem cinco anos, nunca foi habitado, nem foi construído sobre um cemitério, não me pareceu plausível. Uma análise mais cuidada e os gritos indignados da Outra Metade permitiram concluir que era eu o imbecil que não as fechava.

Em todo o caso, a coisa parece ter saído fora do meu controlo e querer não é poder, porque mesmo querendo fechar as portas, parece que os músculos se recusam a responder e, por muita força que queira fazer, o raio das portas acabam sempre por não se fechar. Evidentemente poderei estar a ser vítima de um complot para me levar à loucura e alguém, vá-se lá saber quem, colocou molas em todas as portas para não fecharem. Não sei, digo eu...

domingo, 13 de outubro de 2013

Afinal de contas a ASAE está ao serviço de quem?

Periodicamente sou obrigado a deslocar-me à Alemanha e é sempre com alguma ironia que constato que aquilo é povo que se está completamente a borrifar para as regras europeias de saúde pública alimentar. Regras essas, provavelmente inventadas por eles.

Ele é mãos que ora estão a manusear dinheiro, ora estão a preparar uma sandocha que alegremente pousam em cima do balcão, balcão esse coberto de porcarias deixadas pelos clientes anteriores. Aquilo é gente que não faz ideia do que é uma luva de plástico ou latex. Felizmente nunca tive de pôr os pés numa urgência hospítalar, porque não faço ideia se eles sabem o que são seringas descartáveis. A verdade é que isto não me chateava por aí além, não os tivesse visto a sair da casa de banho,olhando com um certo desprezo para os lavatórios. É que já nem falo de sabonete líquido, mas água, um bocadinho de água.

Enfim, dever ser lá aquilo do olha para o que eu digo e não para o que eu faço. Alguém ainda se lembra da lei que obrigava os táxis a serem pintados de côr bege? Os táxis alemães são brancos... De qualquer forma, há que admirar a coerência do povo. É que assim como não chateiam com isso da higiene alimentar, também deixam ao critério de cada um a velocidade a que circula na autoestrada. Dever ser uma questão de responsabilização pessoal. Em todo o caso, preferia que o taxista me pedisse a opinião antes de se meter na autoestrada a 210 hm/h.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O Futuro é o passado

In Público

Pegando na opinião do António Costa Pinto, no Público, atrever-me-ia a tirar todas as ilações do título. O futuro com "Passos Coelho vai continuar a ser a infelicidade de uma bela parte da sociedade portuguesa e ainda está para durar" e certamente levará Portugal até 1960.

É que se a sociedade onde vivemos até 2009 não passou de uma fantasia, um embuste impingido depois da revolução aos portugueses, que se deixaram levar por delírios de grandeza, exigindo e vivendo para lá das suas possibilidades. O empobrecimento de Portugal e a destruição do estado social, salvo as devidas distâncias, é como que um genocídio, não de um povo, mas de uma classe social, a média.

Passos anuncia novo orçamento rectificativo

E é isto...

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Ponto de embraiagem

Anda por aí um blog, um blog qualquer, a gozar com a minha forma de conduzir. Tudo bem, eu agradeço as críticas construtivas e não fico ressabiado.


A verdade é que não suporto as pessoas que circulam na estrada como se estivessem sozinhas e andam a vinte onde podem dar cinquenta, mudam de direção sem qualquer pré-aviso, param inesperadamente ou não dão passagem a ninguém porque seria um ato de submissão. E eu nem acho que seja por se estarem a borrifar, mas sim a total inconsciência do que estão a fazer, que sinto como um ataque pessoal.

Seja como for e já que estamos a falar de carros, não te esqueças de atestar o depósito, porque no próximo fim de semana guias tu.

Nenhuma criança fica para trás

Numa época em que a igualdade de oportunidades deu na imbecilidade do título do post, que já agora deriva da expressão em inglês no child left behind, pelo que, para minha surpresa, tudo leva a crer a ideia até nem foi nossa, temos uma escola que na essência passa a seguinte mensagem - podes ser burro como o caraças e não ter aprendido puto, mas não vai ser por isso que te vamos chumbar. Dizia eu, numa época em que a mediocridade não é penalizada, temos governante após governante a justificar-se no parlamento, ou onde calhar, com explicações mirabolantes e sem qualquer consequência.

E esta nem é a má notícia. O pior é que, na sua maioria, estes ainda estudaram durante a ditadura, agora os que vêm aí...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

E que tal retirar as câmaras ao PSD?

Ao nível da legitimidade política e constitucional, parece-me que deve estar mais ou menos ao mesmo nível que isto das pensões de sobrevivência. De qualquer forma, seria até a reposição da verdade política, porque tivesse o PSD anunciado estas medidas há duas semanas atrás e não tinha nem um junta de freguesia, quanto mais câmaras...

O estado e as pessoas de bem

Reparem que não disse o estado é uma pessoa de bem. Para tentar não perder muito tempo com o assunto, vou pôr as coisas da forma mais simples que me ocorre. Se eu aplicar dinheiro num banco e contratar uma taxa de juro fixa, é bastante frequente o banco pagar os juros devidos pontualmente. E se o banco tem ou não condições para praticar iguais condições com novos clientes é indiferente. Mais, se calha do banco deixar de pagar os juros contratados, posso processá-lo e ganho. A coisa é linear e transparente. Não passa pela cabeça de ninguém que os juros variem, seja por excesso de despesa, investimentos falhados ou porque num mês ou outro está a fazer menos empréstimos. Digamos que seria ridículo.

Pelos vistos, com o estado as coisas já não são bem assim e as regras, sejam elas quais forem, podem mudar ao sabor dos tempos. Note-se que não estou a discutir se as pensões são justas ou não, tão pouco os abusos do sistema. Estou a falar de gente comum, como quase todos nós, reformados e pensionistas  que contrataram um rendimento com o estado e agora dizem-lhes que não, tenham lá paciência, isto afinal não era bem assim e se calhar era melhor não terem planeado essa vida, porque nós enganamo-nos aqui numas coisas e os senhores, afinal de contas, já não contam para nada.

No fundo o que está a ser dito é, expirou o vosso prazo de validade, vocês são um estorvo e porreiro, porreiro, era que morressem. Tenham é a gentileza de esperar um bocadinho, que ainda temos que acabar com o que restou do subsídio por morte.