quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Os meus problemas

Os meus problemas são relativamente simples. Na verdade quase todos têm solução e o que me chateia mesmo é o trabalho que dão a resolver. Aliás, em boa verdade nem é trabalho, mas sim transtorno. Lá aquilo de ter de telefonar ao gajo X, que nunca atende e que, quando finalmente atende, combina para a hora Y, saio mais cedo da empresa e ele não aparece. Lá se volta a tentar telefonar meia dúzia de vezes, que pede imensa desculpa mas surgiu um imprevisto, a mãe voltou a morrer, pois que já é a sétima vez esta semana e que amanhã de certeza que sim. E é isto. Este tipo de coisas repete-se num loop interminável que me desgasta, agasta e satura. 

Acontece que nas últimas semanas a dimensão da coisa se tem avolumado cá por casa, a maioria das vezes ligada a água, assunto em que não me sinto muito à vontade, a não ser que esteja dentro de um copo, piscina ou a cair de um chuveiro, pelo que tenho mesmo de me socorrer dos especialistas. Ontem parecia que estávamos a fechar um ciclo e vários dos assuntos estariam resolvidos, não fosse depois de jantar voltarmos a depararmo-nos com a coisa e deitei-me lixado da vida.

E isto tudo para partilhar uma experiência que finalmente me permitiu perceber a expressão "estou a transbordar" de problemas. É que hoje ao acordar tive um momento de inocência em que por momentos não lembrei de nada destas tretas e me sentia perfeitamente descansado. Rapidamente, uma após a outra, fui-me recordando e senti a cabeça a encher como um copo, até transbordar... O que infelizmente não aconteceu, porque estas merdas continuam todas cá dentro a irritar-me.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Eu achava que não havia nenhum político mais insuportável que o francisco louçã...

... até conhecer a catarina martins.

Afinal de contas é mais ou menos a mesma coisa, não fosse ter aquela caraterística extremamente irritante de algumas mulheres, que é quererem mostrar que são mais inteligentes do que os homens que as rodeiam. Por isso, nunca se cala e para se destacar defende qualquer imbecilidade que lhe passa pela frente, desde que seja o oposto do que o adversário está a dizer (na verdade, desde que seja o oposto que o mínimo senso comum aconselha) e consegue fazê-lo com aquele tom professoral, com que o francisco louça já me conseguia pôr a espumar no sofá. O que vale é que, com sorte, de seguida aparece o joão semedo, que está para os políticos como o valium está para os maniacos depressivos, e me consegue adormecer ao fim de um minuto.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Ladrões de Picasso e Monet em Roterdão admitem roubo, mas acusam galeria de negligência

In Público

Suponho que não vale a pena dizer mais nada...

Indecisão

Por vezes ficamos completamente bloqueados, incapazes de decidir seja o que for, presos num momento no tempo que parece não acabar. Note-se que o ideal é que esse momento não seja em cima de uma mota, em sexta a fundo, a duzentos metros do fim da reta do Mindelo.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Testes de ADN confirmaram as aparências, a criança não é filha do casalAFP/POLÍCIA GREGA

Claramente era preciso um teste de ADN para confirmar que estes dois monos não eram os pais da miudita. Enfim...

Tenho fome!

Era isso que estava escrito no cartaz que um tipo carregava para a frente e para trás num semáforo sábado de manhã.

Ao longo dos últimos anos tenho desenvolvido uma perspetiva da raça humana em que basicamente nos vejo como macacos mais desenvolvidos. Simplesmente somos capazes de juntar mais paus e mais pedras. Recentemente voltei a lembrar-me disso porque, num evento cultural internacional, ao passar num corredor ouvi um autor a dizer "um livro é como uma casa onde somos convidados a entrar!", uma banalidade como outra qualquer, que já ouvi vários escritores debitarem com o ar mais profundo que conseguiram arranjar, enquanto a entrevistadora fica deslumbrada com a profundidade do interlocutor.

É por estas e por outras que, sobre as capacidades do homem, me gosto de lembrar das estratégias que algumas orcas utilizam para caçar focas. Na verdade, o mais importante até nem é como caçam, mas o facto de devolverem à praia todas as focas que capturaram e não querem comer.

domingo, 20 de outubro de 2013

Teste de carga na ponte 25 de abril

A questão que se me coloca é, para que serviu a manifestação de ontem? Tanto quanto eu sei, Portugal é um país democrático e estes tipos foram eleitos, por isso...

sábado, 19 de outubro de 2013

Só para eu saber...

... afinal de contas, quanto é que custa alugar 400 autocarros?

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Ainda sobre o orçamento de estado


É de mim, ou a ministra das finanças está mais sexy? Também pode ser lá por aquilo da dominação e infligir sofrimento...

Igualdade, fraternidade, liberdade

Isto da crise começa a ser claramente só para alguns e até eu, que sempre nutri algumas, enormes, desmesuradas reservas quanto ao empenho da maioria dos funcionários públicos, começo a sentir-me embaraçado. Suponho que será uma questão de pudor. Não fosse por mais nada, afinal de contas a constituição ainda tem por lá escrito, pelos vistos já ninguém sabe muito bem onde, aquilo da igualdade, mas pelo andar da carruagem,  só mesmo agarrando-se à fraternidade é que alguma desta malta vai conseguir dar de comer aos filhos. Convém é não fazer muito barulho, nem ondas, porque desde o Euro 2004 que a PSP tem imenso equipamento anti-motim, que acabou por nunca ser usado, e aquilo é gente que também anda um tudo nada nervosa.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Orçamento do Estado 2014

Sobre o orçamento do estado 2014, a única coisa que consegui registar foi que se trabalhasse na função pública era gajo para estar um bocadinho irritado e que não será de surpreender se começarem a acontecer aquelas episódios tipicamente americanos, em que um tipo que trabalha nos correios, de quem todos dizem ser just a regular guy, com cinquenta anos, ainda virgem e a viver com a mãe, que não fala com nenhum colega a não ser com uma espécie de grunhidos e sem nunca olhar para os olhos de ninguém, há trinta anos que durante a hora de almoço só lê livros sobre o juízo final e sempre que alguém se aproxima da sua secretária está a ver sites sobre guerrilha urbana, que fecha rapidamente, passando para uma proteção de ecrã com uma imagem da estação de correios a explodir e os dizeres you all must die. Dizia eu, aqueles episódios em que um dia, numa manhã como outra qualquer, um tipo entra na estação dos correios e começa a matar todos os colegas indiscriminadamente, seguindo-se o habitual suicide by cops. Obviamente, tratando-se de Portugal e não obstante os trinta corpos ensanguentados cravejados de balas e espalhados pelo caminho que o alegado homicida fez de casa até ao local do alegado crime, a polícia só chegará meia hora depois de tudo terminado, não indo a tempo de o prender, até porque o alegado homicida entretanto se fartou de esperar e dirigiu-se à esquadra mais próxima para se entregar, o que já é tipicamente português, e  está calmamente a conversar com dois transeuntes à porta, enquanto aguarda que os polícias regressem.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Quase 9000 novos toxicodependentes nos centros de tratamento em 2012

In Público


Ora aí está um enigma. Tudo bem, eu percebo lá isso da crise económica, do desemprego, do desespero e da fuga à realidade. Mas, e não levem a mal a pergunta, porque estou mesmo curioso, se não arranjam dinheiro para ultrapassar os problemas, onde o arranjam para ultrapassar a realidade? 

É que eu até gostava de não ter percebido a notícia e que afinal de contas a crise até veio por bem, porque isto é gente que agora que já não consegue financiar a coisa resolveu dar a volta por cima e lá se apresentou nos centros de tratamento. Mas não, já li duas vezes e parece que estamos mesmo a falar de gente que no meio da merda em que já estava metida, achou que bom mesmo era começar agora a drogar-se, o que ao nível da estupidez, ainda consegue estar bastantes degraus acima daquela malta que começa a fumar aos trinta anos.

Suponho que humanamente não será de grande compaixão, mas não deixa de me chatear que se esteja a cortar em apoios sociais a quem muito precisa, a mim incomoda-me sempre as crianças e velhinhos desamparados, e se gaste dinheiro com isto. Lá para os treze anos tive uma professora de ciências que tinha uma filosofia interessante. Sempre que sabia que um amigo das filhas se drogava oferecia-lhe a janela de um sétimo andar.

E o prémio para líder africano não foi entregue pela quarta vez

"Há duas condições para se ser premiado: ter sido eleito democraticamente e sair do cargo no fim do mandato."

In Público

Uma completa surpresa, vinda de um continente que tem apresentado ao mundo tantos humanistas. Enfim...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Governo proíbe manifestação na Ponte 25 de Abril, CGTP não desiste

In Público


Se há coisa que eu aprecio na esquerda portuguesa, ou de qualquer país, é o apego à tradição e aos temas inspiradores. Lá por fora temos o Che, o Fidel, o Mao, o hino da internacional, lá com aquilo da fome, aquelas belas estátuas de dedo em riste ameaçando as massas para não saírem da linha e os tanques a marcharem sobre manifestantes pacifistas, de belo efeito televisivo.

Lamentavelmente, por cá a coisa ao nível dos líderes não lhes tem corrido tão bem, porque o Cunhal nunca caiu no goto do povo e dos que vieram a seguir nem vale a pena falar. Vai daí, estão armados em cordeiros, sob a capa do direito à manifestação, a tentar reeditar a brincadeira de noventa e quatro.

Síndrome da gaveta aberta

Hmmm... por esta altura se calhar já perceberam a ideia...

O príncipe

Isto de andar uma semana a deixar que fugas de informação pinguem, gota a gota, a ideia que as pensões de sobrevivência e viuvez iam todas para o galheiro, para agora fazer um número de magia e aparecerem como responsáveis e preocupados com os mais desfavorecidos, diz muito da preparação deste governo.

Diz que ao nível da ciência política devem estar mais ou menos no grau zero e a única coisa que aprenderam foi recomendada pelo Gekko, no Wall Street, que a dada altura lá manda a malta ler a Arte da Guerra do Sun Tzu e o Príncipe do Maquiavel. Bem, pelo menos ficamos a saber que afinal de contas sabem ler. Se bem que alguém lhes possa ter lid...

Síndrome da porta aberta

Se de repente começarem a deixar a porta do frigorífico aberta, na base do já lá vão voltar para arrumar o que de lá tiraram ou porque ainda vão buscar mais qualquer coisa, não cedam, tomem medidas imediatas. É que rapidamente e sem se aperceberem, estão a deixá-la sempre entreaberta e quando a coisa se tornar mesmo galopante, vai ser mesmo qualquer porta. É pura e simplesmente insuportável.

Dou por mim a voltar a divisões onde tinha estado cinco minutos antes e nenhuma porta está fechada. Ao princípio, ainda pus a hipótese da casa estar assombrada, mas como o apartamento tem cinco anos, nunca foi habitado, nem foi construído sobre um cemitério, não me pareceu plausível. Uma análise mais cuidada e os gritos indignados da Outra Metade permitiram concluir que era eu o imbecil que não as fechava.

Em todo o caso, a coisa parece ter saído fora do meu controlo e querer não é poder, porque mesmo querendo fechar as portas, parece que os músculos se recusam a responder e, por muita força que queira fazer, o raio das portas acabam sempre por não se fechar. Evidentemente poderei estar a ser vítima de um complot para me levar à loucura e alguém, vá-se lá saber quem, colocou molas em todas as portas para não fecharem. Não sei, digo eu...

domingo, 13 de outubro de 2013

Afinal de contas a ASAE está ao serviço de quem?

Periodicamente sou obrigado a deslocar-me à Alemanha e é sempre com alguma ironia que constato que aquilo é povo que se está completamente a borrifar para as regras europeias de saúde pública alimentar. Regras essas, provavelmente inventadas por eles.

Ele é mãos que ora estão a manusear dinheiro, ora estão a preparar uma sandocha que alegremente pousam em cima do balcão, balcão esse coberto de porcarias deixadas pelos clientes anteriores. Aquilo é gente que não faz ideia do que é uma luva de plástico ou latex. Felizmente nunca tive de pôr os pés numa urgência hospítalar, porque não faço ideia se eles sabem o que são seringas descartáveis. A verdade é que isto não me chateava por aí além, não os tivesse visto a sair da casa de banho,olhando com um certo desprezo para os lavatórios. É que já nem falo de sabonete líquido, mas água, um bocadinho de água.

Enfim, dever ser lá aquilo do olha para o que eu digo e não para o que eu faço. Alguém ainda se lembra da lei que obrigava os táxis a serem pintados de côr bege? Os táxis alemães são brancos... De qualquer forma, há que admirar a coerência do povo. É que assim como não chateiam com isso da higiene alimentar, também deixam ao critério de cada um a velocidade a que circula na autoestrada. Dever ser uma questão de responsabilização pessoal. Em todo o caso, preferia que o taxista me pedisse a opinião antes de se meter na autoestrada a 210 hm/h.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O Futuro é o passado

In Público

Pegando na opinião do António Costa Pinto, no Público, atrever-me-ia a tirar todas as ilações do título. O futuro com "Passos Coelho vai continuar a ser a infelicidade de uma bela parte da sociedade portuguesa e ainda está para durar" e certamente levará Portugal até 1960.

É que se a sociedade onde vivemos até 2009 não passou de uma fantasia, um embuste impingido depois da revolução aos portugueses, que se deixaram levar por delírios de grandeza, exigindo e vivendo para lá das suas possibilidades. O empobrecimento de Portugal e a destruição do estado social, salvo as devidas distâncias, é como que um genocídio, não de um povo, mas de uma classe social, a média.

Passos anuncia novo orçamento rectificativo

E é isto...