terça-feira, 29 de outubro de 2013
O carisma não se vende nas lojas
"One chord is fine. Two chords are pushing it. Three chords and you're into jazz.", Lou Reed
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
E o inferno gelou...
"CDU coliga-se com o PSD na câmara de Loures", In Público
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013
França e Alemanha vão liderar negociações anti-espionagem com os Estados Unidos
In Público
Portanto, agora, em vez de serem só uns cabrões a meterem-se nas nossas vidas (quer dizer, não será propriamente nas nossas, porque, basicamente, ninguém quer saber o que por cá se passa), vão ser três, e dois deles até costumam comer à mesa connosco (quer dizer, não será propriamente comer, costumamos servi-los).
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Que é feito do Jerónimo de Sousa?
Alguém o tem visto? Está vivo? É que de repente deixou de se ouvir falar no homem. Na verdade deixou de se ouvir o homem falar. E é que nem me estou a queixar. Isto é como as dores de barriga e normalmente só nos lembramos delas quando as temos, mas suponho que senti uma certa nostalgia, agora que já nem o Bernardino Soares vamos ter na Assembleia da República. Lá está, valha-nos a Catarina Martins.
Viroses
Hoje, um colega comentava com alguma piada, que a estratégia está para a gestão, como a virose está para a pediatria. Referia-se àquelas coisas inexplicáveis, que se diz aos colaboradores serem estratégicas, com um ar grave e profundo, a ver se a malta se cala e vai pregar para outra freguesia. Os pediatras fazem o mesmo quando os putos têm febre sem mais nenhum sintoma – é uma virose que anda por aí! Ao que os pais perguntam – mas um vírus de quê? Recebendo em resposta, com um ar grave e profundo – uma virose! E passa para cá setenta e cinco euros, que é para aprenderes a não me telefonar às duas da manhã, só porque o fedelho não quer o biberão.
Os meus problemas
Os meus problemas são relativamente simples. Na verdade quase todos têm solução e o que me chateia mesmo é o trabalho que dão a resolver. Aliás, em boa verdade nem é trabalho, mas sim transtorno. Lá aquilo de ter de telefonar ao gajo X, que nunca atende e que, quando finalmente atende, combina para a hora Y, saio mais cedo da empresa e ele não aparece. Lá se volta a tentar telefonar meia dúzia de vezes, que pede imensa desculpa mas surgiu um imprevisto, a mãe voltou a morrer, pois que já é a sétima vez esta semana e que amanhã de certeza que sim. E é isto. Este tipo de coisas repete-se num loop interminável que me desgasta, agasta e satura.
Acontece que nas últimas semanas a dimensão da coisa se tem avolumado cá por casa, a maioria das vezes ligada a água, assunto em que não me sinto muito à vontade, a não ser que esteja dentro de um copo, piscina ou a cair de um chuveiro, pelo que tenho mesmo de me socorrer dos especialistas. Ontem parecia que estávamos a fechar um ciclo e vários dos assuntos estariam resolvidos, não fosse depois de jantar voltarmos a depararmo-nos com a coisa e deitei-me lixado da vida.
E isto tudo para partilhar uma experiência que finalmente me permitiu perceber a expressão "estou a transbordar" de problemas. É que hoje ao acordar tive um momento de inocência em que por momentos não lembrei de nada destas tretas e me sentia perfeitamente descansado. Rapidamente, uma após a outra, fui-me recordando e senti a cabeça a encher como um copo, até transbordar... O que infelizmente não aconteceu, porque estas merdas continuam todas cá dentro a irritar-me.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Eu achava que não havia nenhum político mais insuportável que o francisco louçã...
... até conhecer a catarina martins.
Afinal de contas é mais ou menos a mesma coisa, não fosse ter aquela caraterística extremamente irritante de algumas mulheres, que é quererem mostrar que são mais inteligentes do que os homens que as rodeiam. Por isso, nunca se cala e para se destacar defende qualquer imbecilidade que lhe passa pela frente, desde que seja o oposto do que o adversário está a dizer (na verdade, desde que seja o oposto que o mínimo senso comum aconselha) e consegue fazê-lo com aquele tom professoral, com que o francisco louça já me conseguia pôr a espumar no sofá. O que vale é que, com sorte, de seguida aparece o joão semedo, que está para os políticos como o valium está para os maniacos depressivos, e me consegue adormecer ao fim de um minuto.
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terça-feira, 22 de outubro de 2013
Indecisão
Por vezes ficamos completamente bloqueados, incapazes de
decidir seja o que for, presos num momento no tempo que parece não acabar. Note-se
que o ideal é que esse momento não seja em cima de uma mota, em sexta a fundo,
a duzentos metros do fim da reta do Mindelo.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Testes de ADN confirmaram as aparências, a criança não é filha do casalAFP/POLÍCIA GREGA
Claramente era preciso um teste de ADN para confirmar que estes dois monos não eram os pais da miudita. Enfim...
Tenho fome!
Era isso que estava escrito no cartaz que um tipo carregava para a frente e para trás num semáforo sábado de manhã.
Ao longo dos últimos anos tenho desenvolvido uma perspetiva da raça humana em que basicamente nos vejo como macacos mais desenvolvidos. Simplesmente somos capazes de juntar mais paus e mais pedras. Recentemente voltei a lembrar-me disso porque, num evento cultural internacional, ao passar num corredor ouvi um autor a dizer "um livro é como uma casa onde somos convidados a entrar!", uma banalidade como outra qualquer, que já ouvi vários escritores debitarem com o ar mais profundo que conseguiram arranjar, enquanto a entrevistadora fica deslumbrada com a profundidade do interlocutor.
Ao longo dos últimos anos tenho desenvolvido uma perspetiva da raça humana em que basicamente nos vejo como macacos mais desenvolvidos. Simplesmente somos capazes de juntar mais paus e mais pedras. Recentemente voltei a lembrar-me disso porque, num evento cultural internacional, ao passar num corredor ouvi um autor a dizer "um livro é como uma casa onde somos convidados a entrar!", uma banalidade como outra qualquer, que já ouvi vários escritores debitarem com o ar mais profundo que conseguiram arranjar, enquanto a entrevistadora fica deslumbrada com a profundidade do interlocutor.
É por estas e por outras que, sobre as capacidades do homem, me gosto de lembrar das estratégias que algumas orcas utilizam para caçar focas. Na verdade, o mais importante até nem é como caçam, mas o facto de devolverem à praia todas as focas que capturaram e não querem comer.
domingo, 20 de outubro de 2013
Teste de carga na ponte 25 de abril
A questão que se me coloca é, para que serviu a manifestação de ontem? Tanto quanto eu sei, Portugal é um país democrático e estes tipos foram eleitos, por isso...
sábado, 19 de outubro de 2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Ainda sobre o orçamento de estado
É de mim, ou a ministra das finanças está mais sexy? Também pode ser lá por aquilo da dominação e infligir sofrimento...
Igualdade, fraternidade, liberdade
Isto da crise começa a ser claramente só para alguns e até eu, que sempre nutri algumas, enormes, desmesuradas reservas quanto ao empenho da maioria dos funcionários públicos, começo a sentir-me embaraçado. Suponho que será uma questão de pudor. Não fosse por mais nada, afinal de contas a constituição ainda tem por lá escrito, pelos vistos já ninguém sabe muito bem onde, aquilo da igualdade, mas pelo andar da carruagem, só mesmo agarrando-se à fraternidade é que alguma desta malta vai conseguir dar de comer aos filhos. Convém é não fazer muito barulho, nem ondas, porque desde o Euro 2004 que a PSP tem imenso equipamento anti-motim, que acabou por nunca ser usado, e aquilo é gente que também anda um tudo nada nervosa.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Orçamento do Estado 2014
Sobre o orçamento do estado 2014, a única coisa que consegui registar foi que se trabalhasse na função pública era gajo para estar um bocadinho irritado e que não será de surpreender se começarem a acontecer aquelas episódios tipicamente americanos, em que um tipo que trabalha nos correios, de quem todos dizem ser just a regular guy, com cinquenta anos, ainda virgem e a viver com a mãe, que não fala com nenhum colega a não ser com uma espécie de grunhidos e sem nunca olhar para os olhos de ninguém, há trinta anos que durante a hora de almoço só lê livros sobre o juízo final e sempre que alguém se aproxima da sua secretária está a ver sites sobre guerrilha urbana, que fecha rapidamente, passando para uma proteção de ecrã com uma imagem da estação de correios a explodir e os dizeres you all must die. Dizia eu, aqueles episódios em que um dia, numa manhã como outra qualquer, um tipo entra na estação dos correios e começa a matar todos os colegas indiscriminadamente, seguindo-se o habitual suicide by cops. Obviamente, tratando-se de Portugal e não obstante os trinta corpos ensanguentados cravejados de balas e espalhados pelo caminho que o alegado homicida fez de casa até ao local do alegado crime, a polícia só chegará meia hora depois de tudo terminado, não indo a tempo de o prender, até porque o alegado homicida entretanto se fartou de esperar e dirigiu-se à esquadra mais próxima para se entregar, o que já é tipicamente português, e está calmamente a conversar com dois transeuntes à porta, enquanto aguarda que os polícias regressem.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Quase 9000 novos toxicodependentes nos centros de tratamento em 2012
In Público
Ora aí está um enigma. Tudo bem, eu percebo lá isso da crise económica, do desemprego, do desespero e da fuga à realidade. Mas, e não levem a mal a pergunta, porque estou mesmo curioso, se não arranjam dinheiro para ultrapassar os problemas, onde o arranjam para ultrapassar a realidade?
É que eu até gostava de não ter percebido a notícia e que afinal de contas a crise até veio por bem, porque isto é gente que agora que já não consegue financiar a coisa resolveu dar a volta por cima e lá se apresentou nos centros de tratamento. Mas não, já li duas vezes e parece que estamos mesmo a falar de gente que no meio da merda em que já estava metida, achou que bom mesmo era começar agora a drogar-se, o que ao nível da estupidez, ainda consegue estar bastantes degraus acima daquela malta que começa a fumar aos trinta anos.
Suponho que humanamente não será de grande compaixão, mas não deixa de me chatear que se esteja a cortar em apoios sociais a quem muito precisa, a mim incomoda-me sempre as crianças e velhinhos desamparados, e se gaste dinheiro com isto. Lá para os treze anos tive uma professora de ciências que tinha uma filosofia interessante. Sempre que sabia que um amigo das filhas se drogava oferecia-lhe a janela de um sétimo andar.
É que eu até gostava de não ter percebido a notícia e que afinal de contas a crise até veio por bem, porque isto é gente que agora que já não consegue financiar a coisa resolveu dar a volta por cima e lá se apresentou nos centros de tratamento. Mas não, já li duas vezes e parece que estamos mesmo a falar de gente que no meio da merda em que já estava metida, achou que bom mesmo era começar agora a drogar-se, o que ao nível da estupidez, ainda consegue estar bastantes degraus acima daquela malta que começa a fumar aos trinta anos.
Suponho que humanamente não será de grande compaixão, mas não deixa de me chatear que se esteja a cortar em apoios sociais a quem muito precisa, a mim incomoda-me sempre as crianças e velhinhos desamparados, e se gaste dinheiro com isto. Lá para os treze anos tive uma professora de ciências que tinha uma filosofia interessante. Sempre que sabia que um amigo das filhas se drogava oferecia-lhe a janela de um sétimo andar.
E o prémio para líder africano não foi entregue pela quarta vez
"Há duas condições para se ser premiado: ter sido eleito democraticamente e sair do cargo no fim do mandato."
In Público
In Público
Uma completa surpresa, vinda de um continente que tem apresentado ao mundo tantos humanistas. Enfim...
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Nem se eu quisesse inventar,
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Governo proíbe manifestação na Ponte 25 de Abril, CGTP não desiste
In Público
Se há coisa que eu aprecio na esquerda portuguesa, ou de qualquer país, é o apego à tradição e aos temas inspiradores. Lá por fora temos o Che, o Fidel, o Mao, o hino da internacional, lá com aquilo da fome, aquelas belas estátuas de dedo em riste ameaçando as massas para não saírem da linha e os tanques a marcharem sobre manifestantes pacifistas, de belo efeito televisivo.
Lamentavelmente, por cá a coisa ao nível dos líderes não lhes tem corrido tão bem, porque o Cunhal nunca caiu no goto do povo e dos que vieram a seguir nem vale a pena falar. Vai daí, estão armados em cordeiros, sob a capa do direito à manifestação, a tentar reeditar a brincadeira de noventa e quatro.
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