segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Presidência da República

Eu sei que a Presidência da República é cada vez mais um lugar para se falar e não fazer nada. E até compreendo que o marcelo não tenha percebido a diferença entre o cargo e do comentador político. Afinal de contas o resultado final é igual. Mas ele estará mesmo convencido que pode ser presidente da república?

Aparentemente ninguém se deu ao trabalho de lhe explicar (nem ao alegre) que isto da presidência é para ex primeiros-ministros, assim uma espécie de reforma antecipada, preferencialmente para aqueles que até têm alguns números de telefone internacionais no telemóvel. Parece que está em negação, ou então não reparou mesmo, o que para comentador político não é grande cartão de visita, que o barroso, e se calhar o guterres, qualquer dia também estão nas estatísticas do desemprego. Sim eu sei que no estrangeiro ninguém sabe quem é cavaco, mas o marcelo ninguém sabe quem é em Portugal. Que digo eu, nem em Lisboa, mesmo com aquelas palhaçada do mergulho no rio. 

domingo, 3 de novembro de 2013

Os parques de estacionamento e o desemprego

Ainda sobre isto dos parques de estacionamento como metáforas de um povo, é favor comparar a largura dos lugares nos IKEA do Porto e Lisboa, Norteshopping e Colombo, por fim, El Corte Ingles de Gaia e Lisboa. Agora vejam bem as taxas de desemprego da Suécia, Portugal e Espanha: 7,5%, 16,5% e 27%, respetivamente. Há uma clara correlação entre a dificuldade de estacionar um carro e a probabilidade de se estar empregado, claramente sustentada pelo tempo que se perde numa ou outra tarefa.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Halloween

Ora bem, este foi o quinto Halloween que passei na minha casa e, finalmente, desta vez já não fui apanhado desprevenido. É que em outubro de 2009, dois meses depois de me ter mudado, estava eu descansado a ver televisão, quando por volta das nove e meia ouvi uma algazarra tremenda, urros e guincho lancinantes vindos do hall das escadas. Entrei em pânico e o meu cérebro desligou-se. Desligou-se o cérebro, a televisão, as luzes, tudo. Fiquei ali imóvel e em silêncio, à espera que aqueles espíritos malignos se afastassem sem me fazerem mal. Por uma razão ou outra, nunca antecipada, a coisa repetiu-se nos três anos seguintes, sendo que no ano passado os sacanas dos espíritos se atreveram a deixar pedacitos de papel higiénico à nossa porta.

Este ano resolvi tomar o assunto em mãos, entenda-se nas mãos da Outra Metade e, quando ouvi a chinfrineira, empurrei-a para a porta. Quando a abriu, foi confrontada com quinze pigmeus ou anõezitos, à volta dos seis anos, mascarados de esqueletos, bruxos e bruxas, que a ameaçaram com a frase “doçura ou travessura. Enfim, acabaram por levar os meus mini mars e foram assombrar outro apartamento. Para nosso espanto, passada uma hora, lá voltamos a ouvir as mesmas vozitas do além. A Outra Metade voltou a arriscar espreitar e deparou-se com uma comitiva mais pequena da mesma tribo. Vocês outra vez? Nós somos outros, disseram eles. Naquela idade devem pensar que a máscara os torna irreconhecíveis, tipo gato escondido com rabo fora, porque realmente eram os mesmos sacanitas, satisfeitos da vida por andarem sozinhos pelo condomínio a sacar doces a toda a gente.

Porta dos Fundos

"When you are dead, you do not know you are dead. It's only painful and difficult for others. The same applies when you are stupid.", Ricky Gervais

À laia de serviço público, aqui fica o link para o único perfil do facebook que interessa.

Guião da reforma do Estado

In Público

Quanto ao guião da reforma do estado, cumpre-me dizer o seguinte. A empresa onde trabalho tem vários parques de estacionamento, um dos quais apenas para a direção, onde tenho a duvidosa honra de estacionar. Como sou gente pontual, chego sempre dez a vinte minutos antes das nove, quando o parque ainda está relativamente vazio e nunca me tinha apercebido da bandalheira que se instala perto das nove. É que hoje deparei-me com carros espalhados por todo o parque, que não tendo lugares marcados, tem marcações de lugares. Ele era carros no início meio e fim, com um ou dois lugares de permeio, numa ordem aparentemente aleatória e inexplicável. E é por estas e por outras que dei por mim a pensar que se nem a direção de uma empresa líder de mercado se consegue organizar numa tarefa tão simples como estacionar os carros no parque, certamente nãovai ser o país que se vai organizar para sair do buraco onde se meteu.

Ainda sobre isto dos parques como metáfora de um povo, aqui há uns anos contaram-me que na suécia a malta que chega mais cedo deixa os carros mais longe, para que os que vêm atrasados não se atrasem tanto. Notar que estamos a falar de um país com uma taxa de suicídio anormalmente alta, por isso estas imbecilidades não servem de exemplo para ninguém.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Pichelaria

Não, não virei à esquerda! Isso era pichar, ao abrigo que istdo é tudo nosso e podemos cagar as paredes que quisermos. Gostava de ver as casas destes animais... Bem, até já vi a do francisco louça e era bem hipster.

Dizia eu, pichelaria, porque finalmente lá vieram cá a casa tentar resolver o problema com as águas e a coisa resume-se mais ou menos a isto. Os homens chegam, eu, respeitosamente, porque isto com estes gajos toda a subserviência é pouca, digo que me disseram que as válvulas de não-retorno não devem estar junto a curvas (joelhos na gíria destes bacanos), os homens dizem sim, sim, com complacência, mas vai ser preciso fazer testes. Passadas três horas, depois de se terem fartado de ligar e desligar coisas, de um telefonema para a empresa a dizer que já não vou de manhã e meto meio dia de férias, demoram um quarto de hora a porem a válvula em plástico mais longe da curva e dizem com um sorriso de genuína felicidade e dever cumprido: já está! Fffffff!!!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Assunção Cristas não quer portugueses com mais de dois cães por apartamento

In Público


Para já andarmos a perder tempo com estas merdas ou acabou mesmo a recessão ou alguns ministros andam tão distraídos, que começaram a acreditar na propaganda que o próprio governo inventa.

Sobre a delicadeza

Regra geral, vá-se lá saber porquê, não sou tido por um gajo delicado. Sim, não uso boxers com rendas, nem cremes para isto e para aquilo, mas não era bem a isso que me referia. Digamos que me falta algum filtro e, não sendo propriamente inconveniente, volta e meia lá me sai um comentário um bocadinho mais acutilante ou menos consensual. 

É mais ou menos nesse espirito, e até nem me parece que seja o pior exemplo, que quando uma conhecida já deu ou está para dar à luz, só para provocar, costumo perguntar se já rebentou. Pergunto às amigas e colegas e, obviamente, sou recebido com um coro de protestos, que normalmente começa por longos "ohhhhhh". Lá aquilo do é um momento tão bonito, único na vida de uma mulher, cria-se um laço para a vida, vocês os homens não conseguem perceber, e tretas dentro da mesma linha.

Acontece que quando falo com amigas que já, hmmmm... pariram(?) há muito tempo, sou confrontado com a realidade da história e todos os mitos vão para o galheiro, em troca de: não me apanham nessa merda outra vez; p*** que pariu as dores de costas e de parto; não tive uma noite decente desde os quatro meses;etc., etc. É mais ou menos como o mito das viagens de núpcias às Maldivas. Logo após a viagem, que sim, que é muito bonito, espetacular, o melhor sítio onde foram. Passados dois anos, que ideia estúpida, não se passa nada, só se faz praia, não há uma porra de uma laranja ou maçã em todo o país. Sendo assim, suponho que toda esta treta está na linha dos desejos de gravidez ou da TPM como pretexto para uma vez por mês nos lixarem a cabeça com tudo aquilo que normalmente não têm coragem para dizer e reprimem.

A verdade é que, para momento único, tenho bem a impressão que são os pais quem sai a ganhar, porque enquanto a mãe está meia atordoada pelo esforço e dores, a maioria das vezes ainda sobre o efeito da anestesia, os pais estão totalmente conscientes no momento em que pegam pela primeira vez nos filhos. E deixem-me dizer que sim, a expressão que lhes fica gravada na cara realmente mostra que aquele é um momento único na vida.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O carisma não se vende nas lojas

"One chord is fine. Two chords are pushing it. Three chords and you're into jazz.", Lou Reed

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

E o inferno gelou...

"CDU coliga-se com o PSD na câmara de Loures", In Público

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

França e Alemanha vão liderar negociações anti-espionagem com os Estados Unidos

In Público

Portanto, agora, em vez de serem só uns cabrões a meterem-se nas nossas vidas (quer dizer, não será propriamente nas nossas, porque, basicamente, ninguém quer saber o que por cá se passa), vão ser três, e dois deles até costumam comer à mesa connosco (quer dizer, não será propriamente comer, costumamos servi-los).

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Que é feito do Jerónimo de Sousa?

Alguém o tem visto? Está vivo? É que de repente deixou de se ouvir falar no homem. Na verdade deixou de se ouvir o homem falar. E é que nem me estou a queixar. Isto é como as dores de barriga e normalmente só nos lembramos delas quando as temos, mas suponho que senti uma certa nostalgia, agora que já nem o Bernardino Soares vamos ter na Assembleia da República. Lá está, valha-nos a Catarina Martins.

Viroses

Hoje, um colega comentava com alguma piada, que a estratégia está para a gestão, como a virose está para a pediatria. Referia-se àquelas coisas inexplicáveis, que se diz aos colaboradores serem estratégicas, com um ar grave e profundo, a ver se a malta se cala e vai pregar para outra freguesia. Os pediatras fazem o mesmo quando os putos têm febre sem mais nenhum sintoma – é uma virose que anda por aí! Ao que os pais perguntam – mas um vírus de quê? Recebendo em resposta, com um ar grave e profundo – uma virose! E passa para cá setenta e cinco euros, que é para aprenderes a não me telefonar às duas da manhã, só porque o fedelho não quer o biberão.

Os meus problemas

Os meus problemas são relativamente simples. Na verdade quase todos têm solução e o que me chateia mesmo é o trabalho que dão a resolver. Aliás, em boa verdade nem é trabalho, mas sim transtorno. Lá aquilo de ter de telefonar ao gajo X, que nunca atende e que, quando finalmente atende, combina para a hora Y, saio mais cedo da empresa e ele não aparece. Lá se volta a tentar telefonar meia dúzia de vezes, que pede imensa desculpa mas surgiu um imprevisto, a mãe voltou a morrer, pois que já é a sétima vez esta semana e que amanhã de certeza que sim. E é isto. Este tipo de coisas repete-se num loop interminável que me desgasta, agasta e satura. 

Acontece que nas últimas semanas a dimensão da coisa se tem avolumado cá por casa, a maioria das vezes ligada a água, assunto em que não me sinto muito à vontade, a não ser que esteja dentro de um copo, piscina ou a cair de um chuveiro, pelo que tenho mesmo de me socorrer dos especialistas. Ontem parecia que estávamos a fechar um ciclo e vários dos assuntos estariam resolvidos, não fosse depois de jantar voltarmos a depararmo-nos com a coisa e deitei-me lixado da vida.

E isto tudo para partilhar uma experiência que finalmente me permitiu perceber a expressão "estou a transbordar" de problemas. É que hoje ao acordar tive um momento de inocência em que por momentos não lembrei de nada destas tretas e me sentia perfeitamente descansado. Rapidamente, uma após a outra, fui-me recordando e senti a cabeça a encher como um copo, até transbordar... O que infelizmente não aconteceu, porque estas merdas continuam todas cá dentro a irritar-me.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Eu achava que não havia nenhum político mais insuportável que o francisco louçã...

... até conhecer a catarina martins.

Afinal de contas é mais ou menos a mesma coisa, não fosse ter aquela caraterística extremamente irritante de algumas mulheres, que é quererem mostrar que são mais inteligentes do que os homens que as rodeiam. Por isso, nunca se cala e para se destacar defende qualquer imbecilidade que lhe passa pela frente, desde que seja o oposto do que o adversário está a dizer (na verdade, desde que seja o oposto que o mínimo senso comum aconselha) e consegue fazê-lo com aquele tom professoral, com que o francisco louça já me conseguia pôr a espumar no sofá. O que vale é que, com sorte, de seguida aparece o joão semedo, que está para os políticos como o valium está para os maniacos depressivos, e me consegue adormecer ao fim de um minuto.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Ladrões de Picasso e Monet em Roterdão admitem roubo, mas acusam galeria de negligência

In Público

Suponho que não vale a pena dizer mais nada...

Indecisão

Por vezes ficamos completamente bloqueados, incapazes de decidir seja o que for, presos num momento no tempo que parece não acabar. Note-se que o ideal é que esse momento não seja em cima de uma mota, em sexta a fundo, a duzentos metros do fim da reta do Mindelo.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Testes de ADN confirmaram as aparências, a criança não é filha do casalAFP/POLÍCIA GREGA

Claramente era preciso um teste de ADN para confirmar que estes dois monos não eram os pais da miudita. Enfim...

Tenho fome!

Era isso que estava escrito no cartaz que um tipo carregava para a frente e para trás num semáforo sábado de manhã.

Ao longo dos últimos anos tenho desenvolvido uma perspetiva da raça humana em que basicamente nos vejo como macacos mais desenvolvidos. Simplesmente somos capazes de juntar mais paus e mais pedras. Recentemente voltei a lembrar-me disso porque, num evento cultural internacional, ao passar num corredor ouvi um autor a dizer "um livro é como uma casa onde somos convidados a entrar!", uma banalidade como outra qualquer, que já ouvi vários escritores debitarem com o ar mais profundo que conseguiram arranjar, enquanto a entrevistadora fica deslumbrada com a profundidade do interlocutor.

É por estas e por outras que, sobre as capacidades do homem, me gosto de lembrar das estratégias que algumas orcas utilizam para caçar focas. Na verdade, o mais importante até nem é como caçam, mas o facto de devolverem à praia todas as focas que capturaram e não querem comer.

domingo, 20 de outubro de 2013

Teste de carga na ponte 25 de abril

A questão que se me coloca é, para que serviu a manifestação de ontem? Tanto quanto eu sei, Portugal é um país democrático e estes tipos foram eleitos, por isso...