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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O Porto é uma nação

Sempre senti que vivo numa cidade especial. Frequentemente, mais do que gostaria, essa especialidade é por contraposição e resulta da inveja relativamente à capital. Não é fácil ser a segunda maior cidade do país, o filho mais novo que também quer chegar a casa depois da meia noite, mas não o deixam. O Porto, cidade, passa parte da sua vida a lamentar-se que também podia ser isto ou aquilo, mas a capital não quer, o poder não deixa, o dinheiro não vem.

Esta circunstância, aliada a proveniência da população, nativa ou vinda do norte, Trás-os-Montes e Alto Douro, gente dura e orgulhosa, que prefere quebrar a torcer, tornou-nos combativos e capazes de nos suplantar perante a adversidade. E é assim que por vezes, felizmente muitas, acontece qualquer coisa que nos lembra que realmente somos especiais. O Porto, clube, para isso muito contribui, corporizando esse espírito e demonstrando época após época que podemos ser donos do nosso destino e conquistar o mundo. Depois, há as pequenas coisas, aqueles sinais de irreverência e altivez, como a rejeição dos parques pagos nos centros comerciais.

É por isso com orgulho que vejo a eleição do Rui Moreira para presidente da câmara. Não tanto por estar certo que vá ser um excelente presidente, mas porque os partidos não nos apresentaram candidatos aceitáves, um também ele uma incógnita, o outro a certeza do descalabro, pelo que a cidade tomou nas suas mãos o seu destino, gerando e elegendo a solução. Bibó Puorto!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Uma imagem vale por mil palavras...

... lamentavelmente, quase todas são insultos e se calhar é melhor ficar calado, para não me meter em chatices.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O Porto jogou ontem!

Tenho um primo que é um tipo inteligentíssimo, daqueles que absorve e compreende quase tudo o que lhe passa pela frente. Em todo o caso, por volta dos 12 anos apareceu em casa com uma negativa. Para além da minha mãe ter delirado com isso, porque por uma vez não teve de aturar a minha tia com o brilhantismo do filho, mais ninguém achou muita piada, principalmente o meu tipo, que teve de se aplicar como pai e tentar perceber o que tinha acontecido. A resposta ainda o deixou mais desconcertado que a própria nota, porque o sacana respondeu que queria saber como era tirar uma negativa.

A minha relação com o Porto é algo parecida. Um tipo já está tão habituado a ganhar, que nem liga puto aos jogos. Fico sempre surpreendido quando vejo no noticiário que perdemos. Quase que dá vontade de ver outros canais, só para ter a certeza que não se enganaram.

Isto tudo para dizer que nunca consigo entender os clubes de lisboa. Claramente aquela gente não percebe puto de futebol, nem do trabalho que dá construir uma equipa (e não percam tempo com os histerismos sobre roubos e favorecimentos, que eu também não perco tempo a responder). Não me estou a referir a uma época do campeonato, mas a uma época mesmo. É que eu posso garantir desde já que o presidente do Braga é o próximo presidente do Porto. Esta merda é assim tão complicada de compreender?

E depois há isto:
Para aqueles que não sabem, este logótipo está mesmo na parede do estádio do dragão. Posso não perceber puto de futebol, mas de gestão, projetos e motivação percebo alguma coisa. É que a coisa não vai lá a falar dos cinco violinos, do Eusébio. Alvalades 21 e taças da década de 60. Estas merdas conquistam-se com quem está cá hoje, trabalho e estádios com o nome de "Dragão".

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Futebol #2

Há uns posts atrás informei que não ligava puto a futebol. E confirmo, não ligo mesmo nada. Dou tanta importância à coisa que, sendo Portista, achava um piadão que o Braga ganhasse um campeonato. O mesmo já não digo relativamente ao Benfica, que quero mesmo é que se f*** todo, seja qual for a competição.

A questão nem é clubística, no sentido tribal da coisa, mas mais cultural. Tira-me do sério as constantes acusações de que o jogo está viciado e que são uns desgraçados e assim não brincam mais. São uns desgraçados porque são piores do que o FCP a "dobrar" as regras. No fundo são incompetentes, o que é uma maçada, mas pelo menos podiam poupar-se à vergonha pública de o dizer em voz alta. Ou alguém acredita que o SLB e o SCP (ou para esse efeito, qualquer clube, em qualquer desporto e divisão) não "dobram" as regras?

Também sei que o "povo" não tem a culpa toda. Isto dos "problemas" do futebol é alimentado por uma imprensa (3 jornais desportivos?) que não sobreviveria se só dissesse "o jogo foi porreiro". No final de um Porto vs Benfica, em que o primeiro ganhou e como habitualmente houve controvérsia sobre foras de jogo, penaltis, golos anulados, altura da relva, espessura das linhas..., lá tentaram instigar a confusão e perguntaram ao Mozer se o Benfica tinha sido prejudicado. A resposta foi lacónica e qualquer coisa do género, que era irrelevante e que o Benfica tinha era de ter marcado mais golos que o Porto. A verdade é que com as tangas sobre a arbitragem e sei lá mais o quê, a malta do Sul "desnorteou-se" e, adaptando uma expressão americana, tirou os olhos da bola. É que isto é tudo muito bonito, mas se os onze que estão lá dentro não marcarem golos, nem que sejam penaltis roubados, a coisa não funciona e ainda não dá para mudar o marcador de outra forma.

O chato é que para isso, para além de todo o restante folclore, é preciso bons jogadores, treinadores, infraestruturas, equipa dirigente, financiamento, criar uma cultura e, acima de tudo (literalmente), um presidente que perceba de futebol. E isso meus amigos, é coisa que não tem aparecido por Lisboa. Eu sei que o FCP parece uma "família" ao estilo d'O Padrinho, mas a verdade é que a coisa resulta, porque  é mesmo preciso criar laços de respeito, amizade, dever e fidelidade. Isto de estourar dinheiro em jogadores  e treinadores (o Sá Pinto é treinador? Quantas épocas é que um treinador pode estar sem ganhar até ser dispensado?) não chega se não acreditarem que o clube está primeiro, o que no Porto se ensina mal saem do avião, porque levam logo dois carolos se começam a falar na primeira pessoa e não na equipa (o Jardel era meio analfabeto e falava na terceira pessoa porque era o máximo que conseguia conjugar). A história diz que se honrarem o clube, o clube vai corresponder na justa medida. Nem mais, nem menos.

E é assim que até o Vítor Pereira pode dizer que é campeão nacional (p*** que pariu isto da mística)!