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domingo, 13 de outubro de 2013

Afinal de contas a ASAE está ao serviço de quem?

Periodicamente sou obrigado a deslocar-me à Alemanha e é sempre com alguma ironia que constato que aquilo é povo que se está completamente a borrifar para as regras europeias de saúde pública alimentar. Regras essas, provavelmente inventadas por eles.

Ele é mãos que ora estão a manusear dinheiro, ora estão a preparar uma sandocha que alegremente pousam em cima do balcão, balcão esse coberto de porcarias deixadas pelos clientes anteriores. Aquilo é gente que não faz ideia do que é uma luva de plástico ou latex. Felizmente nunca tive de pôr os pés numa urgência hospítalar, porque não faço ideia se eles sabem o que são seringas descartáveis. A verdade é que isto não me chateava por aí além, não os tivesse visto a sair da casa de banho,olhando com um certo desprezo para os lavatórios. É que já nem falo de sabonete líquido, mas água, um bocadinho de água.

Enfim, dever ser lá aquilo do olha para o que eu digo e não para o que eu faço. Alguém ainda se lembra da lei que obrigava os táxis a serem pintados de côr bege? Os táxis alemães são brancos... De qualquer forma, há que admirar a coerência do povo. É que assim como não chateiam com isso da higiene alimentar, também deixam ao critério de cada um a velocidade a que circula na autoestrada. Dever ser uma questão de responsabilização pessoal. Em todo o caso, preferia que o taxista me pedisse a opinião antes de se meter na autoestrada a 210 hm/h.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Florença

Em setembro tive umas férias do caraças, ou pelo menos, mesmo com um ou outro incidente, é assim que as recordo, o que vai dar ao mesmo, porque o que se leva desta vida, dizem, são as recordações, se bem que ninguém possa ter a certeza, porque ninguém viveu para contar, tirando o Gabriel Garcia Marquez, que mesmo assim só escreveu o primeiro volume, de que gostei muito, sim senhor, e me lembra que tenho de comprar um tablet, porque já não há pachorra para segurar calhamaços de 600 páginas, a não ser que seja “A verdade sobre o caso Harry Quebert”, que é um livro do caraças, o primeiro que li em que de volta e meia baixava o livro e dizia “ isto é do caraças”, o que me faz lembrar as férias, que estava eu a dizer, foram inesquecíveis, não que a coisa tivesse sido planeado, porque à partida até estávamos para ir para Istambul, mas lá para junho começamos a achar que a animação noturna estava ao nível das manifestações à frente da assembleia da república e que se era para isso, então íamos para fora cá dentro, mas pelos vistos há mais de um ano que não fazíamos viagens a cidades, vai daí fomos parar a Florença, que sim é uma cidade muito bonita, com os melhores gelados do mundo e os melhores paquetes de hotel a arrombar malas de quem se esqueceu da chave no chão do hall, em casa, no Porto, onde não fazem tanta falta, porque temos armários cheios de roupa, que diga-se até é fácil de comprar em Florença, porque tem lojas de todas as marcas de alta-costura, o que me deixou a pensar se haverá assim tantos turistas a comprar roupa no estrangeiro, mas, em retrospetiva, se calhar devia era ter pensado se haverá assim tanta gente a esquecer-se da chave da mala em casa, porque o paquete nem pestanejou ao abri-la, enquanto nós respirávamos fundo e chorávamos de alegria e emoção, quase tanta como a que se tem a olhar para a cidade do alto do Duomo ou a partir do outro lado do rio, vistas só comparáveis à paisagem provincial, com os montes e vales cobertos por campos, aqui e ali polvilhados por ciprestes e uma ou outra villa, cortados por estradas sinuosas que nos levam a sítios inesquecíveis, como estas férias que, já nem sei se vos disse, foram do caraças.

domingo, 8 de setembro de 2013

Toscânia

É verdade que Portugal tem cidades monumento ou com zonas históricas pitorescas e interessantes, que nos transportam imediatamente para outros tempos e outras vidas. Tem regiões vinícolas como o Douro e o Alentejo, com paisagens arrebatadoras transformadas pelo homem, onde se produzem alguns dos melhores vinhos do mundo. Tem gentes simpáticas e acolhedoras, sempre prontas a partilhar uma história e um pedaço da sua cultura. Tem tudo isso e uma gastronomia espetacular.

Lamentavelmente, em Portugal não se fala italiano! E isso, meus amigos, faz toda a diferença.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Fazer a mala

Para as férias de oito dias na praia estive para fazer a mala de forma absolutamente organizada. O plano era colocar a roupa pela ordem em que ia ser utilizada: primeiro dia, manhã - calções de praia e t-shirt; primeiro dia, final de tarde - boxers, polo, bermudas; segundo dia, manhã - calções de praia e t-shirt, e assim por diante. O plano acabou abortado porque só tenho quatro calções de praia e não me consegui convencer a quebrar a regra, nem a comprar mais calções.

Agora, para as férias culturais, ou de viagens a cidades ou lá o que é que ela lhes chama, voltou-se a colocar o desafio. Cinco dias, quatro noites. Será possível fazer tudo com uma mala de cabine? A pergunta é meramente retórica, porque no ano passado vimos um casalinho de putos a viajar oito dias para a República Dominicana com duas malinhas de cabine, daquelas que cabem as duas ao mesmo tempo no medidor da Ryanair e o tipo ainda levava sapatilhas para correr. Portanto, sim, cabe tudo, desde que um gajo seja grande mestre em origami e consiga dobrar a roupa toda em quadradinhos minúsculos.

A coisa comigo não resulta, porque sou, digamos, um tudo nada obsessivo no que respeita à antecipação de imprevistos. Vai daí, quatro polos para andar durante o dia, duas ou três camisas para jantares especiais, cinco ou seis pares de boxers, uma t-shirt para dormir, outra t-shirt para o que for, umas calças de ganga para o caso das primeiras se sujarem, umas bermudas, havaianas para a piscina, outras sapatilhas. E ainda não entrei na higiene pessoal e medicamentos, carregadores, patinho de duche e ursinho de peluche...

sábado, 10 de agosto de 2013

Trip Advise(r)

Ok, depois de dezanove horas de voos e aeroportos, e dois dias de jet lag, aqui fica o que de mais importante retive destas férias: quando lerem no trip advisor: há muitos italianos, que circulam em grupos e que, não sendo agressivos ou desordeiros, falam um bocadinho alto; leiam isto: os filhos da p*** dos italianos parece que se reconhecem à distância e mesmo antes de ouvirem falar já se estão a sorrir e a saudar. Organizam-se expontaneamente na praia em grupos com nunca menos de dez indivíduos e falam todos ao mesmo tempo horas seguidas, alto para cara***. E, se a Itália realmente dita as tendências de moda, é melhor começarem a escolher a vossa tatuagem.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Agências de viagens

Houve um tempo em que as agências de viagens quase não tinham computadores. Aquilo era gente que tinha de saber de cor a oferta, conhecer todos os hotéis, as diferenças entre uns e outros, ouvir o cliente e adequar a oferta. Pelos vistos esse foi o tempo dos meus pais.

No ano passado, eu e a Outra Metade decidimos que queríamos ir para as Caraíbas. Vai daí, lá visitamos duas agências de viagens e enviamos emails para mais algumas, onde na essência dizíamos: NÃO NOS QUEREMOS METER NUM AVIÃO, VOAR DURANTE OITO HORAS, PARA IR PARAR A QUARTEIRA. Trocado por miúdos, não queremos isto:
Não perceberam e a totalidade das ofertas que nos apresentaram eram, segundo as suas palavras, hotéis magníficos, cheios de atividade, discotecas e o que mais se conseguiram lembrar para obliterar a ideia de descanso. Vai daí, coube ao casal procurar a solução na internet e acabamos, algures na República Dominicana, aqui:
Sim, atrás das palmeiras está um hotel, que não recebe crianças, não tem animadores de praia, redes de voleibol, ou balizas de futebol. É verdade que havia por ali uma piscina com bar molhado, cheia de americanos e russos em alegre détente, mas onde fizemos questão de não entrar por várias razões, nomeadamente não termos a certeza da composição do líquido que compunha o meio aquático. É que aparentemente aquela gente não saia da água para coisa nenhuma.

Com a inocência que nos caracteriza, este ano lá ensaiamos nova tentativa junto das mesmas agências, que nos voltaram a apresentar propostas imbecis e disseram que já era impossível ir para o México, onde por sinal a Outra Metade quer muito ir (já eu não, porque basicamente acho os mexicanos feios e sujos, embora os possa estar a confundir com peruanos, e de qualquer forma há alguma probabilidade de estar a fazer uma generalização abusiva).

Aconteceu no entanto um milagre. O meu irmão disse-me que tinha marcado as férias no El Corte Inglês e que tinha gostado do atendimento. Já sem grande esperança, tentamos a nossa sorte e, para nossa surpresa, apareceu-nos pela frente alguém que realmente sabia do que estava a falar, que em muitos casos até conhecia os países, os hotéis, as praias. Vai daí, se tudo correr bem, daqui a quinze dias escrevo-vos daqui:
Suponho que nove horas dentro de um avião com espanhóis, que só falam espanhol, alto, é um pequeno preço a pagar.

sábado, 2 de março de 2013

Tripulantes e pilotos votam a favor de greve de três dias na TAP

In Público

A mim, ninguém me tira a ideia que a TAP só continua refém dos sindicatos porque a esmagadora maioria dos portugueses nunca entrou num aeroporto ou avião e não faz a mínima ideia do que fazem os tripulantes. Por exclusão de partes, posso desde já adiantar que não pilotam o avião. Na verdade, o que fazem é cumprimentar-nos à entrada do avião, explicar os procedi pôr a correr o vídeo sobre os procedimentos de emergência, servir bebidas e comida, vender tretas, cumprimentar-nos à saída do avião. E então, desta descrição o que é que um empregado de uma bomba de gasolina não faz?

Vale-me o consolo de saber que estes gajos nem sonham com o que vem aí. Pura e simplesmente não têm noção. Se bem que a malta da ANA lhes possa deixar umas pistas, porque em dezembro já não vi ninguém  sem fazer puto e a conversar de mãos nos bolsos nas placas de embarque. A partir do momento em que aquela merda seja privatizada, podem limpar o #% aos contratos coletivos de trabalho. Sem a mama do orçamento geral do estado, vão descobrir que há uma figura na lei laboral que se chama "despedimento coletivo" e que lhes vai deixar saudades do tempo em que se punham com exigências imbecis. Até lá, é contar até dez e voar Lufthansa.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Vá para fora cá dentro

Se isto continua assim, sou gajo para ficar chateado quando começarem a surgir as primeiras notícias sobre a retoma da economia. Ainda me vão ver por aí a cantar grândolas vilas morenas sempre que alguém anunciar a subida do PIB ou descidas de impostos.

Para além da melhoria notória na qualidade de serviço onde quer que um tipo vá, porque isto agora é só sorrisos, fazia o favor e sim senhor, este sábado tive uma experiência totalmente inédita ao entrar na loja do cidadão do Porto as 14:05 e sair às 14:20 com a renovação do passaporte pedida. Mágico e inesquecível.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Companhias aéreas low cost

A meio do voo para Londres de quinta-feira dei por mim a tentar convencer um colega que voar na Ryanair era a mesma coisa que andar de autocarro. Ele argumentava que para voar barato não era necessário pôr a malta toda em fila à espera para entrar no avião ou limitar tão agressivamente a bagagem que se leva. Dizia também que os lugares não tinham de ser tão apertados e ainda se esticou para a história de serviço. Eu lá comecei por dizer que quando vamos de autocarro ou metro para qualquer lado, também nos pomos em fila à espera, fazemos escolhas no que levamos e, quanto a lugares, estávamos conversados. Por isso, desde que a viagem não seja mais do que três horas, que a troca preço/conforto me parecia aceitável.

Estava a concluir o raciocínio e sai-me "mas esta gaja não se cala? P*** que as pariu!". Ok, eu aceito que me tratem como gado, mas não me f**** a paciência durante toda a viagem com o serviço de bar pago, o duty free ou o raio das lotarias, mais os bilhetes de autocarro. Calem-se e deixem-me sofrer em silêncio.

E aquela tanga das aterragens? É mesmo preciso descer tão depressa? Ai e tal, os nossos pilotos estão certificados e em vez de aterrarem os aviões, atiram-nos contra a pista. No fundo, aquilo é a vingança dos pilotos. Vocês lixam-nos nos salários, nós rebentamos com os aviões. Já na TAP deve haver instruções claras para pousar suavemente, só para poupar pneus e amortecedores. Provavelmente os pilotos também têm aquelas esteiras de contas a cobrir os assentos, capas de volante em sisal e um naperon em cima do painel de instrumentos.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Mas deus existe ou não?


Eu nunca tive medo de voar, mas no fim de semana vi o “Decisão de risco” e a coisa deixou-me apreensivo. Não é que eu desconfie dos aviões propriamente ditos, mas se já tive um colaborador dependente de drogas, um ou dois que devem beber bem mais do que socialmente, porque raio é que os pilotos hão-de ser diferentes?

Bom, na eventualidade de se conjugarem notícias de um acidente aeronáutico hoje ou amanhã, com a ausência de novos textos, é porque estou a brincar ao "Lost".

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ryanair negoceia base em Lisboa com novos donos da ANA

In Público

Que isto me ia correr mal com a privatização da ANA e a venda falhada da TAP já eu sabia. Estava era convencido que ia ser nos impostos. Mais cem euros para a frente, menos provável para trás, mas um tipo lá se aguentava. Agora se, por arrasto, também mudam as operações da Ryanair para lisboa e me obrigam a viajar sempre por lá, já sou gajo para ficar mesmo lixado e alinhar numa ou outra manif, com motes ao nível das anteriores, ao estilo "todos contra os 300 kms entre Porto e Lisboa".

sábado, 6 de outubro de 2012

O Douro

Antes que haja bronca e me atirem pedras, tenho a informar que não, a crise ainda não chegou cá em casa. As coisas estão a apertar, vai ser necessário fazer algumas opções, mas com alguma sorte, se Portugal não sair do Euro, isto não vai passar de uma recordação desagradável. 

Vai daí e como esta semana eu e a outra metade fizemos um ano que "1+1 = Isto vai ser espetacular", resolvemos revisitar o Douro, onde a levei a almoçar pela primeira vez (comigo, entenda-se), diz a sogra para a impressionar (à filha) com o almoço mais caro da minha vida. Mais caro e o melhor, mas isso são contas de outro rosário.

A escolha não foi casual. Se há um ano escolhi o Douro, foi porque o rio, o vale, toda aquele ambiente, também são espetaculares e portanto a coisa fazia sentido. A paisagem é esmagadora! Tanto a natural, como a transformada pelo homem. E até era aqui que eu queria chegar.

Se tiverem a oportunidade de se meterem num barco e subirem o Douro Vinhateiro, não é preciso grande humildade para sentirem respeito pelo que ali foi feito (e se não ficarem impressionados, posso desde já adiantar em primeira mão que, ou sofrem de um atraso mental, ou simplesmente são uma besta quadrada). São quilómetros e quilómetros de socalcos, a esmagadora maioria feitos à mão e com ferramentas rudimentares. Um dia, uma alma alucinada olhou para aquela encosta e pensou, vá-se lá saber porquê, que aquilo era um sítio porreiro para plantar umas vinhas. É que "aquilo" é assim para o inclinado, íngreme para caraças. Estranhamente, não só pensou, como fez. E se consta que no crescimento da coisa pode haver mão inglesa, sou gajo para garantir que essa mão se limitou a, digamos, lançar a primeira pedra, e que quem se lixou ali de espinha dobrada ao sol foram almas portuguesas.

Tirando os descobrimentos, que me parecem mais fruto da inconsciência, "a malta mete-se nos barcos e vai para ali",  diz o Vasco da Gama, enquanto aponta vagamente com o dedo e a malta fica a olhar na dúvida se o gajo está no gozo, não me ocorre outra "empresa" desta magnitude levada a cabo por portugueses. E esta pelo menos continua por aqui, para quem a quiser ver e lembrar-se que, quando calha, até fazemos coisas porreiras.

domingo, 30 de setembro de 2012

Mais de oito mil crianças alemãs com gastroenterite após comerem em cantinas

In Jornal de Notícias

Vou contar um segredo. Por razões profissionais, pelo menos uma vez por ano vou à Alemanha. Pronto, agora já sabem. Agora a sério, vou mesmo, e sempre que vou, fico fascinado com o rigor germânico no que respeita à alimentação. Aqueles gajos são uns animais no que respeita à higiene alimentar. Bem, nem era preciso ir lá, basta ver os espécimes que se passeiam pelo Alentejo e Algarve no verão, assim com aquele ar de quem não vê um chuveiro há dois ou três dias. Sempre que entram no mar devia-se interditar a praia. Depois ficamos surpreendidos quando volta e meia um golfinho dá à costa.

É que não há diretiva comunitária que lhes pegue. A malta deixou de poder fazer os enchidos e queijos como sempre fizemos e nunca matou ninguém (ou matou alguns, mas é estatisticamente irrelevante), os copos nos restaurante têm de estar virados ao contrário, os talheres embrulhados e sei lá mais o quê. Já aqueles cabrões, estão a cagar-se (e estou farto de os ver a sair da casa de banho sem lavar as mãos) para qualquer regra, nem digo comunitária, mas de bom senso. É vê-los a preparar um cachorro quente sem luvas, enquanto vão recebendo dinheiro, tossem para onde quer que seja, o pousam em qualquer lado e no final entregam-nos com um sorriso do tipo - vais mesmo comer isto? 

Eventualmente pode ser uma piada nacional e alemão que se preze não é apanhado a comer onde os turistas vão. Nos restaurantes para alemães os funcionários vestem um preservativo gigante e é tudo esterilizado como um laboratório. Mas nesse caso esta história não faz sentido. Alguém viu se as crianças eram loiras?

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A fila da porta de embarque


Todas as vezes que viajo de avião em linhas regulares, fico espefacto com o fenómeno da fila da porta de embarque. Mas o que é que aquela gente pensa? Que vai conseguir um lugar melhor? “Aí e tal, o meu lugar é este, mas vou-me sentar aqui, que é mais perto da porta e assim sempre vai entrando uma aragem”.

Bom, a verdade é que no voo de ida aconteceu isso. Houve um imbecil que resolveu auto upgradar-se e sentou-se no primeiro lugar que lhe apeteceu. Era ver a tripulação de bordo à rasca, a perguntar se alguém não estaria fora do sítio e o gajo a olhar para o sururu, descansadíssimo, provavelmente a pensar "quem será o imbecil sentado fora do lugar?" (sim, era português).

Na viagem de regresso, como não poderia deixar de ser, o espetáculo voltou a verificar-se. Ali estavam eles, perfiladinhos (mentira, aquilo é malta que não se consegue organizar e já estavam para aí cinco filas para a mesma coisa), à espera de embarcar. Acontece então a magia da executiva e os porcos fascistas, só para chatear, resolvem utilizar o privilégio do embarque prioritário e passam à frente de toda a gente. É ver a indignação popular, o ultraje, o desaforo, a capacidade reivindicativa. Se esta malta fosse assim para o que interessa, sei lá, por exemplo para trabalhar, era a Alemanha que nos pagava empréstimos.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Onde é que vão morrer as hospedeiras de bordo?

Às portas de embarque!

É vê-las ali, infelizes, com as asinhas cortadas, já sem o fulgor de outros tempos.

(e assim surge a rubrica "Onde é que vão morrer...", porque pelos vistos, nisto dos blogs, é preciso ter rubricas)

O sangue latino é outra coisa

Mais ou menos um ano depois, regresso a Bruxelas. No ano passado apanharam-me desprevenido. Cidade limpa e organizada, embora nem tanto como as alemãs e um povo chato e antipático (também nem tanto como os alemães), particularmente as mulheres.

Normalmente estas viagens são tipo estrela rock e não vejo nada para além dos eventos (não, lamentavelmente não durmo em hotéis de 5 estrelas), mas desta vez resolvi preparar-me, reservei umas horas para dar uma volta pela cidade e acho que a má disposição do mulherio está explicada.

Eis o Manneken Pis, um monumento cá do sítio que, se for representativo do "dote" dos Belgas, explica porque é que não se consegue ver os dentes a estas tipas. E não me venham dizer que isto é um miúdo, que eu bem vi e isto é gente a dar para o baixo.

Não consigo é perceber porque não dão mais atenção ao material importado?

terça-feira, 25 de setembro de 2012

De quem é a TAP?

Dada a felicidade de viver no Porto e a TAP estar para as transportadoras aéreas, como as principais estações de televisão estão para as rádios locais, quase todas as minhas viagens são marcadas pela infelicidade de voos com escala em Lisboa.

Por razões que aqui não importam, desta vez viajei em executiva, classe que na Portugália tem um cliente típico: os pilotos e pessoal de bordo da TAP. Eu sei, parece um paradoxo, mas esta empresa pública despacha os clientes que pagam para “turística” e transporta os funcionários em executiva. Afinal quem trabalha para quem? Estavam eles em amena cavaqueira, quando ouço “hoje quase não consegui aterrar em Bruxelas… mantiveram-me no ar 40 minutos… cheguei aos 50 clicks”, seguido de um coro de vozes de espanto e temor.

Estou agora a escrever o texto no avião a caminho de Bruxelas, já com meia hora de voo e não me sai da cabeça a imagem dos outros pilotos, já fora do avião, a abraçar o tal que quase não aterrou em Bruxelas como se tivesse regressado dos mortos. Mas o que raio será um click?

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Afinal de contas quantas peças tem um avião?

Dentro de dias viajo em trabalho. É coisa simples, os voos não vão ser longos e eu a modos que gosto da adrenalina das descolagens. Em todo o caso, por questões filosóficas, sempre que se aproximam estas datas  lembro-me daquele barulhinho estranho que o meu carro faz ao virar e travar, daquela vez em que a suspensão do carro do meu irmão partiu ou que volta e meia o meu primeiro carro se desligava repentinamente e, de um outro, em que os vidros deixaram de subir...

Bill Watterson