In Jornal de Notícias
Não é por nada, mas sou só eu que já nem me lembrava que este gajo existe? Com jeito, e se calhar alguma sorte, se mais ninguém mexer no assunto o tipo ainda fica por lá esquecido...
quinta-feira, 9 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Portugal, um país adiado...
... Quero dizer, um país atrasado. É que nem para a queima das fitas a malta consegue chegar a horas.
Há mais de dez anos que todos os dias passo pela rua onde começa o cortejo da queima das fitas do Porto. No que pode ser transposto para uma análise sociológica do país, ano após ano, aqueles imbecis começam a preparar cada vez mais tarde a coisa. Nos primeiros anos, às 8:30 da manhã já lá estavam uma data de carros, gente aterefada na sua decoração e os imbecis do costume a gritar com os caloiros. Este ano, à hora de almoço, ninguém...
Se estes gajos nem para fazer o que lhes dá gozo conseguem levantar-se cedo, como será para picar o ponto todos os dias? Nas próximas entrevistas de recrutamento pergunto a que horas apareciam para o cortejo.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Sem um único tiro
Milhares de empresas destruídas, milhões de pessoas desempregadas, sem ter onde viver e quase nada para comer…
Ainda sobre o jogo de ontem
Sendo certo que o Porto não merece ganhar o
campeonato, quem ouvisse as notícias, ficava convencido que a coisa já
estava resolvida. Isso, a final da Liga Europa e a Taça de Portugal e o que
mais houver. É por isso que acaba por dar um certo gozo a situação em que o benfica se meteu e, obviamente, ganhar no Dragão. Depois, o Porto até pode perder na
última jornada e entregar o campeonato porque, afinal de contas, é preciso
despachar o Vítor Pereira e se o homem calha de ganhar temos de o aturar a sacramental
terceira época.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
Esperem lá...
... mas afinal as medidas anunciadas na sexta-feira eram a brincar? O tipo anuncia o que lhe apetece e agora escolhe só algumas?
Portas fala às 19h sobre novo pacote de austeridade
In Público
Agora só falta saber se é o paulo portas oposição ou ministro. Uma dica: se o tipo aparece com dois botões da camisa desapertados, o passos coelho está lixado.
sábado, 4 de maio de 2013
Economia para totós
Nos últimos meses tenho utilizado o blog para falar da crise, quase sempre no
gozo ou pelo menos a tentar a ironia. Dizer mal não custa nada e sempre provoca alguns sorrisos fáceis, mas acontece que o tempo passa e o assunto vai perdendo piada, se é que alguma vez teve, tornando-se cada vez mais trágico. Não tanto pessoalmente, porque felizmente ainda quase não senti a crise, embora esteja certo que chegará a minha hora, mas pela catástrofe
que vejo desenrolar-se ao meu redor. Portugal está a desmoronar-se, pedra atrás de
pedra, num processo aparentemente inexorável, que ninguém parece conseguir ou querer pôr cobro.
Temos um governo que não tem a mínima, melhor dizendo, nenhuma
competência para gerir o destino do país no momento que vivemos, provavelmente
qualquer momento que seja, porque simplesmente não compreende o que está a acontecer.
Fomos entregues a alguém que não aprendeu que o conceito ceteris paribus é meramente académico e não se aplica à realidade, algo que um estudante de economia aprende logo no primeiro ano do curso. Significa "se tudo o resto se mantiver igual".
Para aqueles que não têm formação económica, explico rapidamente. Por exemplo, se nada mudar, o ministro das finanças acredita que reduzir a duração do subsídio de desemprego aliviará as finanças públicas. E se nada mudasse, isso era verdade. O problema é que no exato momento em que se concretiza o corte do subsídio, as pessoas deixam de comprar bens e serviços, se deixam de comprar bens e serviços, as empresas deixam de os vender, se os deixam de vender, têm de despedir pessoas, essas pessoas vão ter direito a subsídio de desemprego, logo vão sobrecarregar as finanças públicas. O ministro das finanças é incapaz de compreender esta dinâmica, provavelmente porque estava habituado a escrever equações num quadro, onde só mudavam as variáveis que ele queria. No fundo o homem até pode saber economia a pacotes, leia-se saber no sentido em que é capaz de debitar conceitos para uma sala de aula, mas infelizmente não os compreende.
Temos assim um governo que não consegue apreender o que está a acontecer e justifica os sucessivos falhanços
com a nossa falta de compreensão e empenho, porque obstinadamente defende que é a iniciativa privada quem tem de acreditar e investir, não obstante o marasmo económico em que estamos enredados. Um governo que cria estímulos à
economia pelo lado da produção, quando claramente o problema está do lado da
procura, arrastando-nos para uma catástrofe, talvez sem exemplo na nossa história.
Este governo é um carrasco do futuro do país e da
esperança de gerações. E se calhar, para quem ainda quase não sofreu na pele os efeitos da crise, é mesmo isso que dói. Ao longo da minha vida já passei por várias
crises, mas nunca
como agora houve tanta informação para vermos o que está a acontecer. Ver famílias desfeitas, sonhos despedaçados, gerações desperdiçadas, amputadas do futuro a que têm direito é doloroso, especialmente por saber que
será em vão e que não precisava de ser assim.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Se eu não cuidar de mim...
Um gajo come de forma sensata, deita-se relativamente cedo, faz desporto, enfim,
abdica de uma data de coisas que o fariam feliz, na procura de mais saúde e melhor qualidade de
vida. Uma gaja come o que lhe apetece, deita-se quando calha e não faz quase
desporto nenhum, ao abrigo da ideia “um dia de cada vez”. Quem é que tem os
melhores valores de colesterol, quem é?
Pelos
vistos não é só a vida que nos esfrega injustiças na cara, a natureza também tem uma
ironia apurada. Se calhar o colesterol é influenciado pelo sentimento de culpa com que se come as coisas. Se é por aí, vou começar a comer tudo
frito em óleo, mesmo a alface.
Ferreira Leite diz que “andamos a fazer sacrifícios em nome de nada”
In Público
Bem, agora falando mais a sério, não estará na altura do prof. cavaco silva destituir o governo e, já que está a assinar diplomas, destituir-se a ele próprio? Se calhar a constituição está mesmo a precisar de uma revisão, qualquer coisa na linha de: se três gajos à conversa no café decidirem que o governo deve ser destituído, basta arranjarem uma testemunha, que pode ser o empregado do café, desde que não seja também o dono ou filho do dono, para homologar a decisão.
Que isto não vai a lado nenhum já todos vimos, mesmo os bonequeiros por trás desta palhaçada. Sendo assim, suponho que a questão é: quem é que está a ganhar com isto? Com este crime de estado está a destruir-se o sistema nacional de saúde e o sistema educativo. Ao abrigo da austeridade, está a cortar-se todo o financiamento, até sufocarem e colapsarem, para serem definitivamente privatizados. Acontece que as PPP dão muito nas vistas, mas a educação e saúde conseguem fazer-se com micropagamentos, sem contratos complexos e grandes transferências do estado. Sendo assim, é só ver quem vai ficar a prestar os serviços.
Redução estrutural da despesa anunciada por Passos Coelho na sexta-feira às 20h
In Público
Mas redução de que despesa? Ainda sobrou alguma coisa para cortar? Se calhar as repartições públicas vão começar a funcionar em regime de self-service e é o utente que passa a preencher os dados em computador e a carimbar os documentos. No fundo, deve ser mais ou menos o que já andam a tentar fazer na saúde há uma data de tempo. O meu barbeiro está há mais de um ano à espera de autorização para fazer um TAC. O tipo tem uma dor nas costas que volta e meia lhe apanha os músculos dos braços e lhe prende os movimentos. Confesso que a coisa não me preocupava muito, não fosse lá aquilo da navalha passar perto da carótida. No espírito faça você mesmo, já me ofereci para desenhar o TAC para ele apresentar ao médico de família.
Estou mesmo curioso para ver do que é que estes gajos se lembraram agora. A ideia de aumentar a idade da reforma é brilhante e o aumento do horário de trabalho também não está mal. Se calhar estão é a ser pouco ambiciosos. Acabava-se com a escolaridade obrigatória depois dos nove anos e a malta passava uma vida a trabalhar, isso é que era. Suponho que será o mais perto que o PCP vai ver Portugal de um país comunista. A China tem escolaridade obrigatória?
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Elementos da JS e do PSD e JSD envolveram-se em confrontos na Trofa
In Público
Lá, como cá... Suponho que é para nos lembrar que, afinal de contas, ainda somos um país do terceiro mundo. Lavadinho e desinfetado mas, ainda assim, do terceiro mundo.
Confrontos no Parlamento na Venezuela deixam 11 deputados feridos
In Público
"Enquanto não reconhecerem as autoridades, as instituições da república, a soberania do nosso povo, os deputados da oposição não vão falar nesta Assembleia Nacional.", Diosdado Cabello, presidente da assembleia.
E aqui está, mais um exemplo das forças democráticas em plena ação governativa. Suponho que é com isto que a malta do PCP tem sonhos molhados. Quem não tem a maioria, come e cala. Não percebo é porque se queixam tanto dos governos maioritários do PS e PSD que, afinal de contas lhes pagam mais ou menos na mesma moeda e, se têm de os ouvir, borrifam-se para o que dizem.
Por falar em PCP, como é que correu o um de maio? Continuamos a resolver os problemas de crescimento e financiamento da economia com cartazes em punho e gritos de ordem nas ruas?
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Bebidas brancas” proibidas a menores de 18 anos a partir de hoje
In Público
Confesso que, talvez por inocência ou boa vontade, fiquei surpreendido ao saber que as bebidas brancas ainda não eram proibidas a menores de 18 anos. Obviamente fiquei ainda mais surpreendido, mais uma vez o benefício da dúvida, por estes gajos conseguirem complicar a lei e só proibirem a cerveja e o vinho a menores de 16 anos. Deve ter a ver com os estímulos à economia pelo aumento da procura, lá aquilo do vinho dar de comer a um milhão de portugueses.
Com jeito ainda vamos descobrir que a venda de tabaco só está proibida a menores de 14 anos e, mesmo assim, há uma distinção entre o tabaco de enrolar e o vendido em maços.
terça-feira, 30 de abril de 2013
E se de repente...
... ela disser “vou
comer um iogurte, queres que te traga qualquer coisa?”, der um salto do sofá e
começar a nadar bruços no ar em direção à cozinha.
O melhor do mundo são as crianças...
... mas um gajo fala com os amigos que têm filhos e a coisa é sempre ao estilo:
- Então isso vai?
- É pá, estou um bocado cansado, sabes como é.
- Não, não sei.
- O puto dá uma trabalheira, requer (requer, tipo manual de instruções de um eletrodoméstico) tanta atenção... (voz sumida).
- Mas não estás feliz?
- Estou, é espetacular, dá-nos tantas alegrias, mas... (voz sumida).
E é sempre este mas que lixa tudo! Mas o quê? Gostam ou não? Estão arrependidos? É por isso que resolvi fazer o senso definitivo sobre o assunto. Sendo assim, aqui fica a pergunta para os jovens pais ou em gestação: VALE A PENA? SIM OU NÃO?
(como não sei pôr aquelas porcarias para fazer inquéritos, gritem para o ecrã, ninguém liga aos resultados e vai dar à mesma coisa)
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Estava aqui a organizar papéis...
... e só agora me apercebi que não vale a pena estar com grande pressa para apresentar o IRS, porque este ano não há devoluções para ninguém!
Portugal, revisto e aumentado
Rigor orçamental vs austeridade ou competência vs incompetência
Para os que ainda não perceberam, o professor, que é como o presidente da república gosta de ser chamado, porque lá na terra, como em qualquer outra terra quando ele era miúdo, as referências de sucesso eram o professor exigente, o padre moralista e o presidente da junta que acreditava que o dever cumprido era uma fonte maior e uma praça com um coreto, é incompetente na ciência em que se formou, a economia. No entanto, corporizando estas três figuras de autoridade, o homem lá construiu a sua carreira política, à semelhança do presidente do conselho, que definiu esta bitola, não se lhe conhecendo qualquer capacidade de investimento ou multiplicação de riqueza se, obviamente, esquecermos a SLN.
Para os que têm memória mais curta, o presidente foi primeiro ministro de Portugal entre 1985 e 1995. Foi durante os seus mandatos que o país começou a ser inundado por fundos comunitários e se passou da fome para a abundância, literal e repentinamente, benesse que lhe permitiu dar largas ao presidente da junta que guardava dentro dele, com a chamada política do betão, ao abrigo da qual se começou a asfaltar e cimentar o país. Ele foi estradas, rotundas, barragens, o grande coreto dos jerónimos, tudo sustentado em investimento público. Será também nesta altura que se dá a maior vaga de enriquecimento ilícito em Portugal, a coberto de projetos de investimento fraudulentos, financiados por programas comunitários, tutelados, distribuídos e verificados pelo governo português.
Para os revisionistas da história, convém lembrar que foi sob governação deste indivíduo que Portugal, a troco de uma esmola, abdicou da sua autonomia alimentar, desmantelando a frota pesqueira e destruindo a capacidade agrícola. Não foi ele quem, para o bem ou para o mal, criou as condições e nos conduziu à moeda única, pois em 1995 o PSD é substituído na governação pelo PS, comandado pelo inenarrável António Guterres, num momento em que não obstante todos os apoios da comunidade europeia, o país atravessava uma crise de crescimento e desemprego, acompanhada de convulsões sociais, que culminou no buzinão da ponte salazar. Ato contínuo, perdeu as primeiras eleições a que se apresentou como candidato à presidência da república para Jorge Sampaio, em si mesmo um feito digno de nota.
Para os mais céticos quanto à fé cega do povo neste homem, a coisa tem uma explicação bem simples. É igual ao amor que um cão tem pelo dono. Assim como os cães seguem quem quer que lhes dê de comer, foi ele quem assinou os primeiros cheques vindos de Bruxelas. Os mesmo cheques que permitiram a uma larga maioria sair da miséria, particularmente aqueles ligados às artes da construção, dando-lhes de comer, onde dormir e a possibilidade de porem os filhos a estudar, na esperança de uma vida melhor. Ao estar no sítio certo à hora certa, recolheu os proveitos políticos da negociação feita por Mário Soares com os amigos franceses. Infelizmente limitou-se a dar o peixe, deitando todas as canas fora.
E é este homem que segura um governo medíocre e incapaz de ultrapassar o desafio que enfrentamos. Um homem que bem vistas as coisas não tem mais competência do que um contabilista ou se calhar um marçano, que também é capaz de gerir uma conta de deve e haver. Se lhe derem euros para gastar, ele gasta-os, se não derem, para tudo. Infelizmente, sobretudo para nós, a economia não funciona assim. O dinheiro que eu gasto é o rendimento de outros e vice-versa, sendo a partir desta troca que se produz riqueza. É este princípio básico de macroeconomia que está a ser violado sem pudor, condenando-nos a uma espiral recessiva que nos vai levar ao segundo resgate. E se o ministro das finanças não é mais do que um moço de recados que faz o que lhe mandam, a este homem exigia-se bem mais.
sábado, 27 de abril de 2013
Ainda sobre a crise
Aqui há uns meses, o Mak fechava um post, de forma brilhante, dizendo que anda por aí muita malta a queixar-se da subida do preço do cloro para a piscina, um pouco na linha da história da família muito pobre: o pai era pobre, a mãe era pobre, o motorista, a cozinheira, o jardineiro e a lavadeira também eram pobres.
O post nunca me saiu da cabeça, não tanto pela questão do cloro, porque qualquer um sabe que isso causa alergias e as piscinas devem ser desinfetadas com oxigénio, mais porque claramente andam a poupar no aquecimento do balneário.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Afinal de contas...
... qual é a pena por insultar o presidente da república?
E, por exemplo, se alguém disser que parece atrasado mental, é um insulto? Afinal de contas há pessoas com dificuldades mentais que parecem normais. Por outro lado, há outros que parecem normais e são claramente retardados. Normalmente os indícios são a forma como falam e a expressão facial desajustada ao momento e emoções que estão a sentir... Não sei, ouvi dizer.
Estas penas são como as das cartas de condução, com infrações graves e muito graves? Pode só ficar pela multa? Hmmm... De quanto é a multa?
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Para quando a reintrodução da pena de morte?
Quando eu pensava que já tinha visto tudo na estrada, hoje de tarde fui surpreendido com algo totalmente novo, em plena Avenida Brasil, na Foz do Porto. O trânsito estava todo encravado e, à medida que avançava, lá percebi por quê. Uma atrasada mental circulava a 10 Km/h, com os quatro piscas ligados, enquanto se deliciava com a paisagem da praia, completamente abstraída do caos que provocava atrás dela.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Das relações
O problema das relações relações entre
homens e mulheres, para além do óbvio, uns são homens, outras são mulheres,
está claramente nas expetativas.
No caso das mulheres, o mal é não
perceberem que os homens são, basicamente, pavões. E não quero com isto dizer
que somos todos uma cambada de bichas histéricas, sempre a dizer alto,
enrolando a língua, “ó melher”, enquanto dobramos o braço e estendemos a mão
virada para cima, com uma pochete a tiracolo. Dizia eu, somos pavões, porque,
quando queremos conquistar uma mulher, não olhamos a meios para chamar a
atenção e captar o interesse. Vai daí, abrimos em leque todas as penas, numa
tentativa de ofuscar a concorrência e o que quer que esteja à volta. Ele é
interesse por tudo o que ela diga, faça ou suspire, perguntas sobre o dia, o
trabalho, a família, os vizinhos, o cão, gato, periquito e o que mais houver.
São convites em série para jantar nos restaurantes da moda, engalanados com as
melhores roupinhas e com pontualidade irrepreensível. A cereja no topo do bolo
são, obviamente, as respostas a todas as mensagens e os telefonemas atendidos
ao primeiro toque. Tudo isto iluminado por uma constante alegria de viver, que
enjoa quem quer que passe por perto.
Mas quem é que no perfeito juízo
acredita que um gajo, qualquer gajo que seja, mesmo que aposte a vida nisso, consegue manter
o ritmo dias e dias a fio, sem quebrar ou falhar? Nem que seja por motivos
práticos, porque, salvo a estatisticamente improvável hipótese de se tratar do
herdeiro de uma grande fortuna, é previsível que o tipo tenha de trabalhar e
certamente terá um orçamento finito.
Elas pagam na mesma moeda.
Superproduções, nem que seja só para tomar um café na esquina, interesse por
carros, motas, futebol, bilhar, sameirinha, berlinde, corridas de pigmeus
montados em tartarugas, o que quer que seja para deixar a mensagem “sim, eu
partilho os teus interesses". Pontualidade também irrepreensível, entenda-se
cinco minutos de espera, que é para o gajo não pensar que estava colada à porta
e um sorriso de orelha a orelha, ao vivo, ao telefone ou por mensagem. Sim,
está tudo perfeito, o mundo é cor de rosa.
Qualquer imbecil que saiba somar
um mais um, consegue perceber que o guarda roupa dela é finito e que lá para o,
digamos, sexagésimo encontro, é previsível que a roupa se comece a repetir. Mas
não, lá começa a malta a embirrar que antigamente é que era e que agora ela já
não se preocupa puto com o que veste. E é só a ponta do icebergue, porque
depois começam as tangas com a alimentação, estás mais gorda, mais magra e isto
e aquilo.
Convém lembrar que esta treta toda começou com os gajos a ir à
caça e elas a tomar conta do estaminé. Ele provia, ela organizava. Só no século XX é que se verificaram
alterações significativas dos papéis do homem e da mulher na sociedade, com repercussões na forma como racionalizamos as relações, mas não
necessariamente as sentimos, muito menos as intuímos. Quem acreditar que basta
um século para mudar mecanismos emocionais e comportamentais desenvolvidos ao
longo de milhões de anos está a preparar-se para uma desilusão. O que procuramos não é necessariamente o que precisamos e o que estamos disponíveis para dar não é necessariamente o que devíamos. E é assim que se instala a confusão, porque ninguém sabe o seu papel e anda tudo à procura de príncipes e princesas que, obviamente, se não quisermos ver, não existem. É lá aquela coisa da "bondade nos olhos de quem vê".
terça-feira, 23 de abril de 2013
Caixa Geral de Depósitos vai apoiar PME em mil milhões de euros
In Público
Pelos vistos parece que a brincadeira já passou dos limites e antes que a coisa não tenha volta, quem manda resolveu pôr-lhe um fim. Dia 17 de abril o Ricardo Salgado disse que "a austeridade é violenta e está a chegar ao limite". Seis dias depois, o governo começou a resolver o problema.
E assim, num passe de mágica - quando um tipo associa magia à resolução de problemas económicos, só pode ser mau augúrio - resolve-se a violência de ninguém estar a pedir crédito aos bancos e atinge-se o limite de hipotecas que estes estavam disponíveis para executar.
Barroso: política de austeridade atingiu o limite
In Público
Espetacular. Depois de se demonstrar matematicamente que o modelo económico que fundamentava a política de austeridade estava errado, algo que a realidade já se tinha encarregue de fazer até à saciedade, com jeito a culpa por isto ter corrido mal ainda vai ser dos austerizados, porque não souberam aguentar calados. Passo a citar:
"... Durão Barroso considerou, em Bruxelas, que as políticas de austeridade não tiveram aceitação social, conduzindo a tensões na Europa. E "uma política que é apenas vista como austeridade é claro que não é sustentável", alertou...".
Percebo, estivemos mal! Obrigado pelo "alerta". É este nosso mau feitio, sabe! Suponho que se a malta tivesse aceite alegremente o desemprego, a perda de benefícios sociais, a destruição dos sistemas de saúde e escolares, a fome e a emigração, tudo tinha corrido melhor.
Em todo o caso, não estava à espera que os gregos e espanhóis fossem tão mansos. Os países estão arruinados financeira e economicamente, está demonstrado que as políticas estão erradas e, no entanto, não se passa nada. Qualquer coisa para os tipos perceberam que a malta não é descartável. E nem estou a pedir um golpe de estado ou uma revolução, seguida de guerra civil. Uma intentona que seja... Não? Uns tiros para o ar... Alguém?
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Merkel diz que países do euro devem estar preparados para ceder soberania
In Público
Eh pá!... Não estava nada à espera, fiquei mesmo surpreendido! Sempre demoraram sessenta anos a tentar outra vez. O que diz muito sobre a persistência desta gente, mas afinal de contas é má propaganda para a sua eficiência. O Hitler quase que conseguia fazer o mesmo em quatro anos e pelo meio ainda se meteu com a Rússia e o Norte de África.
O que eu não percebo é esta obsessão em mandar, que me parece um tudo nada primitiva. Como aqueles miúdos que são os donos da bola e querem decidir sempre quem é que joga. No fundo, revela é pouco bom senso. Ninguém no seu perfeito juízo quer mandar na Grécia, Itália, Espanha, Portugal ou Irlanda. E, no entanto, aqui estão estes palermas.
O que eu não percebo é esta obsessão em mandar, que me parece um tudo nada primitiva. Como aqueles miúdos que são os donos da bola e querem decidir sempre quem é que joga. No fundo, revela é pouco bom senso. Ninguém no seu perfeito juízo quer mandar na Grécia, Itália, Espanha, Portugal ou Irlanda. E, no entanto, aqui estão estes palermas.
Bebé chinesa vai chamar-se "Nascida no dia do terramoto"
In Jornal de Notícias
Sempre é verdade, uma desgraça nunca vem só. Numa primeira análise e sem dedicar muita atenção a esta imbecilidade, sou levado a acreditar que é a primeira criança do casal, entre família e amigos também não haverá pequenada e não havia maneira de saberem que esta ideia peregrina lhes vai sair cara quando quiserem ralhar com a criatura ou simplesmente pedir-lhe para lhes chegar o comando de televisão.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
FBI divulga fotos e vídeo de dois suspeitos do atentado de Boston
In Público
E a pergunta que fica é: e agora? O que é que se faz com dois gajos que matam três pessoas e ferem dezenas de outras, com métodos terroristas. Para aqueles que já se habituaram, ou foram insensibilizados pela utilização da palavra, métodos para instigar terror sobre as populações civis. Entenda-se: medo de assistir a um evento público, medo de andar em transportes públicos, medo de tomar uma refeição num espaço público. Sim, o operador aqui é a palavra "público", que obviamente se aplica aos contextos onde ocorrem os atentados, mas também a quem assiste e vê a sua vida alterada para sempre, porque, de facto, nunca mais esquece. E é assim que passamos do estado de choque, que na maior parte dos casos é imediato ou tem uma duração definida, para o síndrome pós-traumático, vidas e sonhos desfeitos.
Em mim fica sempre a questão, não tanto a dúvida, sobre o que fazer em resposta. Sejam estes gajos ocidentais ou de qualquer outra cultura, se atacam e desprezam o nosso modo de vida e cultura (felizmente em Portugal esta infâmia nunca cresceu), porque é que a resposta há-de ser de acordo com as nossas regras? Porque é que os filhos, mulheres e maridos, pais, irmãos e amigos destes animais estão a salvo de uma resposta na mesma medida, se é essa certeza que lhes dá força e motiva? Bem hajam os israelitas, que bem sabem para que é que compraram os F-16 e Apaches.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Três homens forçados a abandonar a Arábia Saudita por serem demasiado bonitos
In Público
Suponho que a notícia fala por si mesma, mas sobre os polícias que os identificaram, parece que ninguém diz nada. Uns gajos que andam por aí a dizer que outros são demasiado bonitos... Boiolas!
Reunião não apagou divergências entre PS e Governo
In Público
A Casa da Música organiza uma atividade na linha da "Música para bebés", que provavelmente também existe no resto do país. Aquilo no fundo é uma iniciação e partilha de momentos e experiências entre pais e filhos. Suponho que o Prof. Marcelo anda a dedicar-se a algo semelhante para políticos. No fim de semana lá foi dizendo que se o primeiro ministro continuar com esta estratégia escusa de ficar muito surpreendido com o resultado das eleições. Este, deve então ter pensado que seria genial convidar, agora, o PS a fazer parte da trapalhada.
Bem, aparentemente o seguro não é brilhante, quer dizer, mediano, ou nem mesmo o mínimo exigível, mas também não se meteu na política ontem. Se o convidam a dialogar, faz o papel dele, que é o de aumentar ainda mais a clivagem.
E sendo assim, suponho que ao PS só falta mesmo que, depois de se confirmar na economia real que a política de austeridade cega é a maior estupidez que alguma vez se implementou, também no plano científico a coisa seja totalmente describilizada. Governar vai ser um passeio, que até o seguro consegue dar, porque de repente vão aparecer outra vez mundos e fundos.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Desculpem qualquer coisinha
E agora que as coisas começam a apertar a sério, eis que o
principal estudo de suporte à austeridade é descredibilizado em praça pública.
Aparentemente, Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart, os engraçadinhos que
escreveram uma coisa que se chama Growth in time of debt, resolveram,
vá-se lá saber porquê, excluir dos dados estatísticos que suportam o seu trabalho a Austrália, Bélgica,
Áustria, Canadá e Dinamarca. Não contentes com isso, ainda atribuíram
ponderações diferentes aos anos de crescimento com dívida sobre o PIB inferior
a 90%, relativamente aos anos de depressão com dívida nas mesmas condições.
E é assim que a bíblia que tem dado suporte às políticas
implementadas em Portugal, Grécia, Irlanda e até Espanha, cai por
terra. Cai a bíblia, mas não o sofrimento dos austerizados. Note-se que um outro
trabalho que também dava cobertura a estas políticas já tinha sido chutado para
canto, desaparecendo assim o suporte científico para a alucinação, para alguns pesadelo, em que
andamos metidos.
O engraçado, ou não, é que até aos olhos de qualquer
desgraçado com a quarta classe era evidente que com a redução do investimento e
emprego público, o rendimento disponível para o consumo iria diminuir,
contraindo-se assim o consumo, consequentemente o emprego. Desta forma, se por
um lado temos que a economia produz menos, diminuindo assim o PIB, também gera
menos impostos para fazer face à despesa. Por outro, essa mesma contração gera
desemprego, que tem de ser subsidiado por finanças públicas, aumentando o seu
peso no orçamento do estado. Perante isto, só um imbecil é que acredita que uma fórmula
matemática pode ter um segredo oculto, que por artes mágicas se vai revelar,
resolvendo todos os problemas da economia por via de um reset.
Não quero com isto dizer que não seja necessário, digamos,
esterilizar a função pública. É evidente que a sua estrutura e peso na economia
do país é desproporcionada, mas há seguramente outras medidas a implementar no
imediato, nomeadamente no que respeita a igualdade de direitos entre todos os
portugueses, cuja implementação seria facilitada pelo momento político e
económico. Sendo assim, venha o TGV e o novo aeroporto de lisboa.
Lamentavelmente e no caminho, começo a achar que o Sócrates ainda vai parecer
um visionário.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Das sociedades e das nações
À medida que o fim se aproxima, do dinheiro, entenda-se,
vou-me dando a reflexões sobre a razão porque alguns povos prevalecem ou até
prosperam e outros, particularmente o nosso, saltam de crise em crise, perdendo pelo caminho a
autoestima, o orgulho nacional e o respeito das outras nações.
Existem povos a quem se dá uma instrução e os tipos
executam-na infalivelmente, seja limpar o chão de uma sala, construir um
automóvel de fiabilidade a toda a prova ou exterminar seis milhões de pessoas.
Basta alguém que mande lá no sítio dar a ordem, que os tipos começam por definir a melhor forma de fazer e depois implementam aquilo religiosamente, sem as mínimas reservas.
Faz-se porque alguém mandou e já que é para fazer, então que se faça
bem, porque não estão para perder tempo com palermices. Aliás, é notória a sua
falta de humor.
Temos os outros que o fazem quase por vocação ou missão. Aqueles que
se encontram um problema num processo, param tudo até que a coisa fica
esclarecida e consideram uma vergonha pessoal e do grupo produzir um resultado
pior que óptimo. Talvez não por coincidência, são também aqueles a quem alguém
diz “meta-se neste avião e atire-se contra aquele navio de guerra” e os tipos
lá vão. Se falham, tratam de se suicidar imediatamente, que é para ninguém dizer que
foi por falta de empenho.
Estranhamente, andam por aí outros que também se explodem por dá cá aquela palha, mas não têm o mesmo empenho para
fazer seja o que for e vivem à conta da caridade dos povos irmãos.
Eventualmente, são também os povos irmãos que os mantêm dependentes, mas isso são contas de outro rosário, ou lá o que é que os
tipos seguram enquanto rezam.
Por fim, temo-nos a nós, o que começa a ser uma chatice, porque
já nem nós temos paciência para nos aturar. Por aqui a coisa é diferente e obedece à resposta a três perguntas: o que é que eu tenho a ganhar com isso? Quem é que posso lixar no percurso? E, há maneira de o fazer sem me chatear? Vai daí ninguém, nos quer emprestar um tusto. É que é muito bonito dizer que a Alemanha é o que é porque o mundo lhe perdoou as dívidas de guerra, mas alguém acredita que eramos capazes de fazer o mesmo em iguais circunstâncias? Quanto tempo é que demoraríamos a meter-nos na mesma alhada se nos perdoassem a nossa dívida?
sábado, 13 de abril de 2013
Design industrial
O Porsche 911 fez cinquenta anos. O que está em primeiro plano, porque o outro, obviamente, é a última versão. A verdade é que os Porsches nem preenchem os meus sonhos, na rubrica "ai se eu tivesse dinheiro". Se por vezes considerei a hipótese de um dia ter uma coisa destas, foi sob a lógica de ser um carro com a qualidade alemã e sempre dar para usar todos os dias. De facto nem sequer é preciso gastar rios de dinheiro para comprar um. Uma entrevista do António Feio relembrou-me algo que já tinha ouvido há alguns anos no Top Gear, onde diziam que estes carros devem é comprar-se usados, porque com sorte encontram-se exemplares com cinco ou seis anos, pouquíssimos quilómetros e quase como novos. Na verdade nem tinha a intenção de discorrer sobre o carro propriamente dito, mas sim sobre a qualidade do bom design industrial. O sacana do carro tem cinquenta anos, conceptualmente está completamente atual e o modelo mais recente não consegue enganar ninguém, porque vê-se logo de onde veio. Nos bons produtos alemães isto acaba por acontecer frequentemente e é à custa disso que a Apple vem fazendo a sacanice, há quase dez anos, de explorar o design dos produtos que o Dieter Rams desenvolveu para a Braun nos anos 60 e 70.
Passos diz à troika que vai aproximar salários e leis laborais do público e privado
In Público
Mas isto ainda não está resolvido? A função pública passa a vida a queixar-se das injustiças e que estão a pagar a crise mas, vai-se a ver, a tabela salarial, o sistema de saúde e as pensões continuam superiores ao privado. É favor acabar com a palhaçada e começar o desmame, que isto agora já enjoa.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Quando é que o Seguro fala?
Se este gajo continua com esta estratégia de não dizer puto, mesmo quando abre a boca, vai conseguir o feito duvidoso de ganhar as próximas eleições sem maioria absoluta .
E já agora, sobre ganhar as eleições, não era mau alguém explicar-lhe que isto não é a mesma coisa que brincar às jotas e andar por aí a mandar bocas e a colar cartazes. Vai-se a ver e o tipo nem sabe que quem ganha as eleições tem de governar
domingo, 7 de abril de 2013
Notas breves sobre a comunicação do primeiro ministro
1. Teve principio, meio e fim. Foi conciso, pragmático e deixou claro para onde vai.
2. Que é basicamente para onde já queria ir quanto apareceu aquele relatório infeliz, supostamente, elaborado pelo FMI.
3. Sendo assim, a função pública está lixada. De caminho, lixa-se o resto do país, porque só não desmantelam qualquer empresa pública que dê dinheiro se não puderem.
4. É que volta e meia fico com a ligeira suspeita que o orçamento de estado foi desenhado para ver estas cláusulas chumbadas e aparecerem as alternativas que agora vão ser implementadas. É como dizer que a eletricidade vai subir doze porcento, para a malta ficar satisfeita se "só" subir seis.
5. Vamos lá a ver o que é que a oposição, obviamente estou a falar do sócrates, tem a dizer sobre o assunto.
6. Enquanto o partido com mais intenções de voto nas sondagens precisa de mais um dia para reagir. O acordão do tribunal constitucional foi divulgado na sexta-feira, o primeiro ministro já se reuniu com o presidente da república, fez um conselho de ministros extraordinário e dirigiu-se ao pais. O ps só na segunda feira fala. E são estes gajos que querem governar Portugal?
7. Por falar em governar Portugal. Volta e meia surge-me uma dúvida. Será que o PCP e o BE sabem como se faz um orçamento de estado? Não me estou a referir a questões ideológicas. A pergunta é, literalmente, como se faz?
sábado, 6 de abril de 2013
Seguro: "Estou disponível para substituir o Governo"
In Público
E nós agradecemos. Mas, já que está aí a falar, para fazer o quê? É que, e não me leve a mal por dizer isto, ainda ninguém o ouviu a apresentar nenhuma, uma que seja, solução para a trapalhada em que estamos metidos.
Certamente compreenderá que isso, aliado ao facto de não lhe ser reconhecida qualquer competência ou capacidade para fazer seja o que for, nos deixa de pé atrás. De facto, e isto sou só eu a falar, se calhar preferia pagar-lhe para estar quieto. Sim, percebeu bem. Devia fazer-se uma sondagem para saber quantos portugueses estão disponíveis a pagar-lhe para não fazer nada. Quietinho num gabinete, a jogar Sudoku ou a fazer paciências, sem pôr as mãos nisto. Por isto entenda o país, que a situação é séria e tem de ser entregue a homenzinhos.
Bom, agora vá para ali brincar com os amiguinhos e deixe-nos em paz, que temos de trabalhar.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Escolhe-me a mim! Escolhe-me a mim! Diz o burro...
É lamentável que o poder jurídico se deixe enfeitiçar pelos quinze minutos de fama e também queira aparecer na televisão. Isso e que tenham precisado de três meses para analisar um orçamento de estado em vigor e determinante para o país.
Engraçado mesmo é os juízes terem demorado tanto para começar a fazer a apresentação do seu acordão, que os jornalistas se entretiveram a passar o tempo com comentários sobre as suas regalias. E é assim que descobrimos que estes gajos se podem reformar com quarenta anos, ao fim de dez anos de serviço. Enfim...
Engraçado mesmo é os juízes terem demorado tanto para começar a fazer a apresentação do seu acordão, que os jornalistas se entretiveram a passar o tempo com comentários sobre as suas regalias. E é assim que descobrimos que estes gajos se podem reformar com quarenta anos, ao fim de dez anos de serviço. Enfim...
O Endireita #2
Afinal parece que não é magia ou qualquer espécie de clarividência. Pelos vistos, qualquer um pode afastar dois ossos que se estão inflamar mutuamente e ficar logo a sentir-se melhor. Foi o que o meu médico me disse enquanto passava a receita de Voltarem 75. Disse-me isso e para deixar de ser parvo.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Miguel Relvas sai do Governo e Crato vai anular-lhe a licenciatura
In Público
Deve ser chato ficar desempregado e sem habilitações literárias. Coitado, uma tragédia, cair assim desamparado sem ter onde se agarrar. Esperemos que não caia na droga ou, sei lá, na prostituição.
Propriedade intelectual
Eu utilizo as notícias do público como motivo para a maioria dos meus posts. Como já disse, não é que as leia, mas servem de pretexto para dizer o que me apetece, que na maior parte das vezes está claramente, digamos, desfazado da realidade. Há no entanto duas razões para não as ler. Uma é a preguiça, aliás o mesmo motivo porque não consulto mais jornais, a outra o facto do Público bloquear o acesso à maior parte delas, bem como às colunas de opinião.
E eu não tenho nada contra isso. Acho muito bem que defendam a sua propriedade intelectual conforme poderem e o mercado aceitar. Não deixo é de estranhar o chico-espertismo português de por um lado bloquear o acesso aos seus conteúdos e por outro utilizar vídeos alheios, retirados do youtube ou de serviços noticiosos, para ilustrar as suas notícias. Tenho no entanto a leve suspeita que não iam achar grande piada se os canais de televisão começassem, literalmente, a copiar as suas notícias e as apresentassem nos seus sites. Enfim, nunca mais temos eleições...
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Seguro quer que BCE devolva lucros da compra de dívida soberana portuguesa
In Público
Não é que eu tivesse dúvidas ou qualquer esperança que este tipo conseguisse enganar-nos, nem que fosse só durante algum tempo, mas também não precisava de ser tão evidente na mediocridade e demagogia. Suponho que na próxima intervenção vai pedir que as empresas das parcerias público privadas devolvam o dinheiro que ganharam com os contratos.
Está bom de ver que é por esta e por outras que o Coelho e o Sócrates resolveram voltar a abrir a boca, não vá este gajo estragar o que lhes deu tanto trabalho a construir.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Coisas simples...
Afinal de contas onde começa e acaba o tempo e o espaço do universo? E antes e depois, o que é que há?
domingo, 31 de março de 2013
A bíblia
Quem é que escreveu o raio do argumento? É totalmente inverosímil, cheio de buracos e incoerências históricas e as personagens são totalmente inconsistentes.
Portanto, se percebi bem, aquilo é tudo gente descendente de adão e eva. Duas pessoas geraram toda a humanidade. E até aqui menos mal, porque sempre se começa por dois estranhos, embora um tenha uma costela do outro. Mas não contente com isto, qual criança mimada, é tudo destruído com uma inundação e só se safa um casal de cada espécie. No caso dos humanos, safa-se o casal e os filhos. A partir desta gente, volta-se a gerar a humanidade toda. E sendo assim, bem vistas as coisas, a pedofília se calhar é o menor dos problemas.
sábado, 30 de março de 2013
Coreia do Norte em “estado de guerra” com Coreia do Sul
In Público
Primeiro, o mais importante. Que raio são aquelas coisas cheias de cores que aqueles paquetes à volta do pequeno líder têm penduradas no peito?
Agora as questões mais mundanas. Esta é uma daquelas histórias que me transporta para a invasão do Iraque de 93, quando o ministro da informação dizia para as câmaras de televisão que estava tudo controlado, enquanto no plano de fundo se viam a passar dois tanques americanos. Suponho que estes gajos também acreditam na própria propaganda e estarão tão atrasados, medievalmente atrasados, que nem conseguem compreender a capacidade militar americana. Provavelmente documentaram-se com os filmes do Chuck Norris, que veem numa televisão a preto e branco.
Por outro lado, isto pode não ser mais do que um grito de ajuda. O país está de tal forma em pantanas, que esta malta não vê outra saída senão entregar as chaves e pôr-se a andar. Mas como tudo na vida tem um preço, estão a criar as condições para negociar a rescisão de contrato. Direitos, prémios, seguro de saúde, o normal...
sexta-feira, 29 de março de 2013
O endireita
Há quase duas semanas que ando com dores nos dois polegares. Suponho que será uma tendinite e a coisa não há maneira de passar. Hoje, ao tentar comprar na farmácia uma mão elástica, o farmacêutico perguntou-me porque é que não ia ao endireita. A pergunta apanhou-me desprevenido, porque nunca me passou pela cabeça que da medicina tradicional viesse essa sugestão, nem eu sou dado a grandes devaneios. O que é certo é que depois de darem alguns exemplos de tendinites resolvidas pelo homem, a filhos, amigos e aos próprios, lá fui eu dar o corpo ao manifesto, no caso, as mãos.
E a verdade é que nem que seja pela experiência , a coisa valeu a a pena. O Homem só atende com marcação prévia e nem vale a pena tentar de outra forma. Um tipo dirige-se a uma ilha de pescadores em plena Foz do Porto e aguarda a sua vez num coberto, rodeado de roupa estendida, armadilhas para polvos e outros artefatos de pesca. Enquanto esperamos, ouvimos os queixumes dos restantes "pacientes", tal qual as salas de espera de qualquer médico. De dentro do "consultório" vêm gemidos, lamentos, gritos e vozes de comando, seguidos de silêncios suspeitos, que nos despertam a dúvida se alguma manobra não terá corrido pior e agora têm nas mãos um tetraplégico, sem saber o que fazer com o corpo. Depois, lá se abre a porta, donde emerge mais um paciente satisfeito, espelhando na cara a liberdade do sofrimento e a gratidão pelo espinho retirado da pata.
Ainda antes da minha vez assisti à "reparação" das costas de um amigo. Apenas com a passagem dos dedos o Homem soube em que posição é que ele vê televisão e para que lado inclina a cabeça quando adormece no sofá. A mim, mandou-me sentar e pediu-me a mão esquerda, que estendi a medo. Foi manipulando dos diferentes dedos, até que se imobilizou no polegar. Pressionou em vários pontos, torceu para um lado, para o outro, enquanto falava de caçadas. Dobrou o dedo e esticou-o repentinamente. Clac! Ouviu-se o sacramental estalido e a minha cara iluminou-se imediatamente com um sorriso provocado pelo alívio instantâneo.
Como raio é que um pescador sabe qual a posição natural dos ossos, músculos, tendões e como voltar a pô-los no sítio, a partir de um anexo da sua casa, sem cobrar nada, aceitando o que de bom grado lhe seja dado. Tudo isto é extraordinário, quase mágico, e deixa-nos efetivamente a pensar numa outra via, que não passa por raios-x, ressonâncias magnéticas ou TACs, muito menos cirurgias. Provavelmente, em vez de saber, é muito mais importante sentir e compreender.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Sobre a crise
Se alguém quer saber como vai a crise em Portugal é ir ao Booking e tentar marcar um hotel de quatro estrelas para este fim de semana.
Sócrates acusa Cavaco de ter sido "um opositor" e um Presidente "nada imparcial"
Finalmente o governo vai ter oposição... A oposição também. Lembra-me a frase "isto não é o mesmo campeonato, nem sequer o mesmo desporto". Suponho que a coisa podia ser avaliada por nota técnica e nota artística.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Consumir metade do sal evitaria 6000 mortes por ano em Portugal
In Público
Ora aí está uma notícia totalmente inútil. Um claro reflexo da falta de profissionalismo que graça por aí. Onde é que está o quem, quando, onde, como? É que eu com isto não faço nada. Eu sei lá se sou eu ou quando é que vai ser. Para isto mais valia estarem quietos pá!
terça-feira, 26 de março de 2013
Papa fica a viver em Santa Marta, “de modo normal”
In Público
Este gajo já me está a começar a irritar. Isto é mais ou menos o mesmo que um tipo passar a vida a trabalhar para ser presidente de uma empresa e quando lá chega abdicar do salário.
Já todos percebemos a ideia e é muito bonita, mas ou começam a aparecer atos em grande - venda de património da igreja, grandes dádivas, assistência médica e educação para as crianças totalmente gratuita nas misericórdias - ou isto não passa de uma bela declaração de intenções. E já agora, põe-te a pau, porque se começas com muitas fantasias, um dia destes és capaz de não acordar.
Já todos percebemos a ideia e é muito bonita, mas ou começam a aparecer atos em grande - venda de património da igreja, grandes dádivas, assistência médica e educação para as crianças totalmente gratuita nas misericórdias - ou isto não passa de uma bela declaração de intenções. E já agora, põe-te a pau, porque se começas com muitas fantasias, um dia destes és capaz de não acordar.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Multidão protesta contra o casamento homossexual em Paris
In Público
Pessoalmente e no que respeita ao casamento homossexual, estou-me a borrifar. Já na questão da adoção, não alinho tão facilmente. Suponho que se há países com leis que o permitem, é porque existem estudos sobre o impacto destas estruturas familiares no crescimento das crianças. E não, não estou a insinuar que as possam comer ao pequeno almoço (ou a qualquer hora), mas gostava que houvesse mais informação sobre o assunto. De qualquer modo é uma lei mais ou menos fútil, porque apenas vem regular o poder paternal, dado que se não houver casamento, não impede que uma das pessoas adote como solteiro.
Mas com uma destas é que eu já não contava. Então não é que a malta que não tem nada a ganhar diretamente com a coisa, também se consegue mobilizar para manifestar o seu ponto de vista. Se trezentos mil se dão ao trabalho de vir à rua, é de acreditar que em casa estarão muitos mais. E então, se a lei serve para regular as práticas aceites pela sociedade, em que ficamos?
domingo, 24 de março de 2013
FMI diz que evolução do desemprego em Portugal é “infeliz”
In Público
E é da maneira que ficamos a saber que, lá como cá, o segredo está no domínio da língua. Lição do dia: o que é um eufemismo?
E é da maneira que ficamos a saber que, lá como cá, o segredo está no domínio da língua. Lição do dia: o que é um eufemismo?
sábado, 23 de março de 2013
RTP entrevista José Sócrates quarta-feira
In Público
Eu estou com o Miguel Sousa Tavares, o tipo quer acertar contas. É que isto de dizer que o país estourou por culpa dele é uma coisa porreira e até dá jeito, mas a realidade é um tudo nada mais complicada... Irlanda, Islândia, Grécia, Espanha e Chipre. Vai daí, o espetáculo vai começar...
sexta-feira, 22 de março de 2013
Trabalhadores da CP desconvocam greves
In Público
Já andava farto de dizer isto, mas suponho que mais vale tarde do que nunca. É muito mais simples se só nos chatearem para dizer os dias em que vão trabalhar.
Já andava farto de dizer isto, mas suponho que mais vale tarde do que nunca. É muito mais simples se só nos chatearem para dizer os dias em que vão trabalhar.
Comissão política do PS aprova moção de censura
In Expresso
Eu sou daqueles pessoas que gosta de dizer "eu não quero dizer que já vos tinha dito, mas...". O cerco está a apertar-se. É que isto não se faz aos gritos na rua ou até no parlamento - olá PCP e BE. É nos bastidores, espera-se, dá-se corda, deixa-se falar - olá Vítor Gaspar e desenho mal desenhado.
E então, quem é que acha que os tipos resistem à catástrofe em que vivemos, às declarações do ministro das finanças e do primeiro ministro, a um chumbo do tribunal constitucional e a uma moção de censura, mesmo que chumbada? De qualquer forma, na perspetiva destes gajos, o que havia para fazer está quase feito. A ANA já foi privatizada e nos próximos dias devem começar a ser publicados diplomas sobre as águas - olá caso portucale.
Já agora, quem é que acha que o país resiste a uma demissão do governo? E onde é que está a alternativa? Bom, agora tenho de ir ali ao banco buscar umas coisas...
quinta-feira, 21 de março de 2013
Ninguém me tira a ideia...
... que essa coisa do ano sabático para os pré-universitários, é mais uma estratégia do governo para pôr a malta lá fora. Os putos ainda mal entraram em Espanha e já lhes estão a cancelar os passaportes e revogar a nacionalidade.
quarta-feira, 20 de março de 2013
"A forma como estava desenhado o programa, impediu a concretização plena dos montantes de ajustamento orçamental que estavam previstos, o que naturalmente conduziu a uma tomada de medidas de consolidação orçamental substancialmente superiores ao que estava previsto."
Vítor Gaspar
autismo
nome masculino
1. MEDICINA
estado mental caracterizado por uma concentração patológica do indivíduo sobre
si mesmo, e pela ausência de reação a estímulos e a contactos sociais
2. predominância da vida interior; alheamento do real; ensimesmamento
(Do grego autós, «de si mesmo» +-ismo, ou do francês
autisme, «autismo»)
terça-feira, 19 de março de 2013
Sindicato do Pessoal de Voo aceita desconvocar greve
In Público
Em troca de? E correndo o risco de me repetir, em nome de quem é que passo o cheque?
Acho mesmo engraçada a ideia que um país tem de ter uma companhia aérea que o represente... Se se fossem mas é f#$%. Quem é que ficou com o número de telefone do Efromovich?
segunda-feira, 18 de março de 2013
Câmara de Setúbal quer polícias com “formação e perfil adequados” nos bairros sociais
In Público
E eu acho muito bem. Aliás, acho que toda a gente acha muito bem... Até começar a pensar, mas afinal o que é que eles querem dizer com formação e perfil adequado para trabalhar nos bairros sociais? Talvez a capacidade para aparentar medo enquanto se vai falando com os moradores, para eles se sentirem importantes e que "controlam", acompanhada do músculo para lhes partir o focinho, no caso de esticarem muito a corda.
Um gajo que circulava de mota, sem capacete, entendeu por bem não parar numa operação stop e, não contente com isso, ainda se pôs em fuga por ruas em sentido proibido e desrespeitando semáforos. A polícia entendeu, e bem, que deveria averiguar porque raio o tipo não parou e perseguiu-o, até que este resolveu enfiar-se contra uma caixa da EDP e morrer. Se calhava de ter escapado, ia passar a noite toda a gabar-se, enquanto dava Hi5's aos amigos, como morreu, os mesmos amigos pegaram fogo ao bairro onde vivem.
Suponho que o grau de indignação popular depende de vários fatores, nomeadamente, se o tipo previamente tinha participado num assalto ou agredido alguém, se calhava de morrer num acidente ao passar num semáforo vermelho, se provocava mais mortos ou feridos, eventualmente entre os agentes que o perseguiam ou transeuntes inocentes e se, em vez de se despistar, era baleado pela polícia.
Efetivamente não tenho grande moral para o final esta história. Eu nunca ando de mota sem capacete e quando um polícia me mandar parar, paro. Quanto a ele, suponho que poderão dizer que nunca teve hipóteses e que a vida o levou até àquela hora, àquela caixa da EDP... Ou então não!
sábado, 16 de março de 2013
Programa nuclear da Coreia do Norte deixa mundo em sobressalto
In Expresso
A Coreia do Norte parece um puto que está sempre a mexer em tudo e nos obriga a estar constantemente a dar-lhe palmadas nas mãos, enquanto dizemos "tá queto, não mexas aí". A verdade é que toda a gente sabe que isso não resolve nada e o miúdo não vai parar quieto enquanto não lhe enfiarem um bufardo nas trombas. E então, é para quando?
Passos Coelho: “Previsões são apenas previsões”
In Público
Aparentemente o primeiro ministro vai começar a falar por chavões. Isto até podia ser mais uma maneira para nos entreter, não fosse o caso de se estar a referir ao crescimento, ou falta dele, da economia e do emprego. Os comentadores políticos tentam agora antecipar qual será a próxima banalidade de que dirá. Pela minha parte, sou capaz de apostar em "um euro é um euro".
sexta-feira, 15 de março de 2013
Runners com cães
Porque é saudável ou moda, de repente toda a gente corre, seja a que hora for, principalmente ao fim do dia. É vê-los orgulhosos, por mostrarem ao mundo a sua saúde e vigor, enquanto passam modelitos com as sapatilhas, t-shirts, calções e equipamentos da moda. E como se já não bastasse, levam também os cães atrás. Cães que passam o dia a correr, nem que seja atrás de uma bola ou de um gato, estão sãos como peros e ainda são estafados ao fim do dia, em vez de ficarem descansados em casa a ver as séries de televisão preferidas. Sobre isto não fala a Quercos, nem ninguém faz petições na net...
quinta-feira, 14 de março de 2013
Primeira homilia do Papa: "Sem Jesus Cristo, podemos ser uma ONG piedosa, mas não a Igreja"
In Público
Sendo certo que
não acredito em deus e muito menos na igreja católica, não deixo de compreender
a sua origem e percurso, que no fundo é uma variante de todas as religiões inventadas
pelo Homem. Na origem, naturalmente, estará a necessidade de explicar o que nos
era inexplicável, na essência, a própria origem do Homem, do espaço e do tempo. Suponho, até, que a maior preocupação residia no tempo, dada esta nossa vontade
inexorável de viver, que nos leva a ter de acreditar no paradoxo da vida depois da
morte, seja no céu, inferno, limbo, encarnando numa mosca ou cão. Pura e simplesmente não queremos morrer, desaparecer, deixar de existir. Quanto ao percurso, todas
as religiões procuraram estabelecer códigos de comportamento, modos de vida,
preceitos morais, enfim, regras, mais ou menos ajustadas ao seu tempo.
Acontece
que, com o passar dos tempos, as religiões viram a sua função
ultrapassada pelos acontecimentos, particularmente a católica, que surgiu numa
época em que as sociedades já se alicerçavam em organizações complexas, tornando-se num
entrave à sua evolução, em vez de um dos seus motores. Uma
religião que centra a sua doutrina no combate a práticas da sociedade aceites,
reguladas e legisladas, como o combate ao casamento homossexual, ao aborto ou a anticoncepção, é inútil. Para defender a vida, a oração e os preceitos morais há muito que
foram substituídos pela educação, ciência e leis. Em suma, o acesso à
informação tornou a religião obsoleta.
Em todo o caso, ao ver este novo papa, Francisco I, apresentar-se perante o mundo tão candidamente, alimentei uma ideia que gostava de não largar. E se de repente fosse possível passar para segundo plano a transmissão da doutrina, dogmas e preceitos da religião católica? Se de repente, a maior empresa do mundo, a única verdadeiramente global, que se estende da cidade mais cosmopolita, à populaça mais recôndita, se despisse de toda a sua altivez e se ajustasse aos nossos dias? Se de repente se transformasse na maior ONG e assumisse como principal vocação trazer conforto a quem precisa? Porque não "ser uma ONG piedosa, mas não a igreja"?
quarta-feira, 13 de março de 2013
Barclays negociou perdão na denúncia sobre cartelização na banca
In Público
Eu percebo que são necessários estímulos para que alguém denuncie algo em que também participou ou beneficiou, mas não é por isso que deixa de me custar a engolir. É lá aquilo de beneficiar o infrator.
Este caso, no entanto, incomoda-me particularmente porque mesmo que se venha a comprovar a tal cartelização, tenho poucas ou nenhumas expetativas de vir a ser ressarcido. Ou seja, já li que a multa pode ir até 10% do volume de negócios, mas não li que esses 10% revertem para mim que, afinal de contas, fui quem paguei as tais comissões e spreads.
Por outro lado, não me sai o sabor amargo da boca por saber que caso a denuncia não tivesse partido da sede em Inglaterra do Barclays (que está num processo de depuração ética) nada acontecia. Se fosse eu ou outro gajo qualquer que chegasse à Autoridade da Concorrência e dissesse "desculpe, chegue aqui um instantinho, para lhe dizer uma coisa. A senhora (autoridade) não acha estranho que bancos com estruturas de custos e dimensões totalmente diferentes pratiquem preços idênticos ou similares, seja nos spreads ou comissões?", ficava tudo na mesma. Aliás, para os mais distraídos, as gasolineiras fazem exatamente o mesmo. Mais uma vez, estruturas e dimensões diferentes, lojas de posto totalmente diferentes e, no entanto, como que por magia, os preços são totalmente iguais, sincronizados ao minuto. Suponho que temos de esperar que alguém abra a boca.
terça-feira, 12 de março de 2013
Fumo negro no Vaticano
In Expresso
Não há maneira destes gajos perceberem isto do espetáculo e da movimentação de massas. Quem é que lhes está a gerir os direitos televisivos da publicidade nos intervalos das votações? Falem com o Jorge Mendes, porra!
segunda-feira, 11 de março de 2013
Ataraxia
(Ἀταραξία "tranquilidade") é um termo grego usado por Pirro e Epicuro para um estado mental caracterizado pela ausência de preocupação, acompanhada de lucidez (in Wikipedia).
No fundo isto deve ser mais ou menos parecido com aquela coisa de não sentir dor nas extremidades do corpo, mas mais conveniente, porque durante o dia é bem mais provável cruzar-me com alguns imbecis incompetentes, do que queimar-me num tacho ou em água a ferver. Mas isto sou eu que, convém notar, não sou cozinheiro.
Sergei Magnitski é o primeiro morto a ser julgado na Rússia
In Público
Serve o presente para pôr as coisas em perspetiva, principalmente para aqueles cretinos que passam a vida a dizer que a democracia está a desaparecer em Portugal.
É certo que isto não anda bem e que se torcem as regras aqui e ali, particularmente se aqui for em certos e determinados concelhos e ali for uma ilha. Mas estes gajos julgam mortos, a quem, bem vistas as coisas, já aplicaram a sentença. Por isso, vá, arranjem outra coisa qualquer com que se entreterem e não chateiem mais.
O que me lembra que felizmente nunca mais ouvi o grândola. É lá aquilo do short attention spam?
O que me lembra que felizmente nunca mais ouvi o grândola. É lá aquilo do short attention spam?
domingo, 10 de março de 2013
Quem avisa, amigo é!
Agora que a blogosfera está prestes a explodir, qual mina anti-pessoal, espalhando crianças por tudo o que é canto, fica aqui um conselho amigo. Aquilo que os putos ouvem hoje pode voltar para vos assombrar daqui a quinze anos, ao estilo fantasma dos natais passados, na forma de um quarto fechado, donde sai aos gritos Gangnam Style ou outra porcaria de igual calibre.
Nada temam, eu trago as más notícias, mas também a solução, anúncio o apocalipse e sou um anjo de esperança. Se começarem hoje por aqui:
Com jeito e alguma sorte, pode ser que acabem aqui:
Obviamente, como desconheço a qualidade do material genético que está na origem dos espécimes, declino qualquer responsabilidade pelo resultado final.
Trabalho é trabalho, Cognac é Cognac
Volta e meia fala-se da vocação profissional da Outra Metade, que se quisesse podia ter tirado medicina e coiso. Ela responde sempre que não, que não tem interesse nenhum na profissão e que detesta doentes, doenças, feridas e sangue. Até aqui nada contra.
Não percebo é porque que vê todos os episódios da "Anatomia de Grey" e calma e impassivelmente vai metendo estrelitas na boca, enquanto eu me encolho todo, encarquilho os dedos dos pés e ponho as mãos à frente dos olhos, durante uma cena em que alguém aparafusa uma orelha na cabeça de um gajo, volta a meter-lhe um olho na cara e escarafuncha o tórax à procura de um buraco no coração a bater.
sábado, 9 de março de 2013
Analistas dizem que Presidente escreveu prefácio auto-justificativo
In Público
De repente ocorreu-me que se calhar o nosso presidente também já morreu e ninguém nos disse nada. Nem a nós, nem a ele!
Monstros debaixo da cama
O meu desporto favorito é nadar. Tenho a sorte de o poder fazer de manhã, ainda antes de pôr os pés na empresa e isto tudo era muito bonito, não fosse dar-se o caso de nadar numa piscina sem mais ninguém. Zero, nem uma alminha ou pelo menos uma alminha que não seja penada. É que desde puto que tenho um trauma com as grelhas de drenagem das piscinas. Nem tem a ver com a história dos miúdos que morreram no aquaparque. Não, o meu medo é que de lá saia um monstro!
Vai daí, estou eu descansadamente a nadar para a frente e para trás, enquanto penso no que vou ter de tratar durante o dia e, se num lampejo, de repente me lembro lá disso dos monstros, normalmente é difícil ignorar. A coisa começa com um "não sejas parvo, os monstros não existem!". Passa por ir olhando ocasionalmente na direção da grelha, até que começo a pensar que "um monstro claro que não existe, agora um bicho qualquer que tenha crescido nas canalizações?". O certo é que à terceira ou quarta piscina acelero e ponho-me dali para fora.
É muito melhor quando vou com a Outra Metade. Ela até nada mais depressa que eu, mas sempre distrai o bicho e fugimos cada um para seu lado. Muito mais hipóteses, é o que eu acho.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Coelho Marinho, Arlindo Carvalho e Oliveira Costa acusados de burla e fraude
In Jornal de Notícias
A avaliar pelas últimas notícias, confirma-se que a capacidade de burlar o país só é limitada pela nossa imaginação, descaramento e "tomates" para esticar a corda. As últimas notícias sobre o BPN descrevem um esquema tão básico que chega a ser ofensivo.
Tendo por base a premissa, este dinheiro não é meu e quero que os gajos se fodam, segundo os noticiários o BPN emprestava dinheiro a uma imobiliária, da qual era sócio o ex-ministro Arlindo Carvalho, para esta comprar imóveis ao próprio BPN. Se num espaço de tempo pré-definido a empresa não vendesse os imóveis, o BPN comprava-os de novo por um valor superior. Simples, fácil, eficaz. O mais espetacular é que quando o banco estourou, a nova administração denunciou o contrato que dava suporte a esta brincadeira e a empresa do ex-ministro processou o BPN.
Sendo obviamente difícil de distinguir esta traquinice de simplesmente ir ao banco, pegar num saco de notas e sair, suspeito que isto vai ser mais uma daquelas coisas do género, há corruptos, mas não há corruptores ou há crianças violadas, mas não há pedófilos.
Sendo obviamente difícil de distinguir esta traquinice de simplesmente ir ao banco, pegar num saco de notas e sair, suspeito que isto vai ser mais uma daquelas coisas do género, há corruptos, mas não há corruptores ou há crianças violadas, mas não há pedófilos.
quinta-feira, 7 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
IKEA garante que tarte possivelmente contaminada com matéria fecal não esteve à venda em Portugal
Venda do produto de pastelaria foi suspensa em 23 países depois de um alerta das autoridades chinesas.
Stop! Mais devagar. Ora voltem ao subtítulo e leiam outra vez. Quão mal vai o mundo, se já estamos a depender das autoridades chinesas para assegurar a salubridade do que comemos? Quando dermos por ela, também são eles que certificam a autenticidade das malas Louis Vuitton.
terça-feira, 5 de março de 2013
Zona euro apoia “ajustamento” dos prazos de reembolso dos empréstimos europeus
In Público
É isso, encorajem-nos! Com tantos ditados à escolha, sei lá, "não lhes dês o peixe, ensina-os a pescar", "quem tudo quer, tudo perde", "quem espera, sempre alcança", tinham de ir pelo "quem não chora, não mama"?
Depois não venham cá queixar-se que nos deram a mão, mas nós queremos o braço!
Berlusconi acusado de manter em casa "esquema de prostituição"
In Expresso
É inacreditável! Este tipo está constantemente a superar-se. Por comparação, qualquer um dos sacanas que por cá temos na política parece um menino de coro. Quando um gajo pensa que já viu tudo, lá saca mais um coelho da cartola.
segunda-feira, 4 de março de 2013
O povo é quem mais ordena...
Com as marchas deste sábado, fiquei convencido que anda por aí muito boa
gente enganada ou, pior, a tentar enganar os outros.
O engano, está bom de ver, reside no equívoco quanto à influência de Portugal na comunidade internacional e a importância relativa
dos diferentes agentes políticos e económicos (e não, não estou a
discutir se um polícia é mais importante que um médico ou um cantoneiro).
O direito à manifestação nos moldes atuais foi instituído com a revolução de 25 do 4, simultaneamente à nacionalização da parte mais
importante da economia portuguesa. Quando as "forças democráticas"
(inserir riso) convocavam manifestações ou greves gerais, eram mesmo gerais e o país parava.
Paravam todos os serviços públicos e as principais empresas da indústria
(refinarias, químicos…), empresas de transportes, EDP, CTT, TLP (PT,
para os mais novos), os bancos e as
seguradoras. Tudo parado, a começar pela cabeça de quem as decidia ("Don Camilo", de Giovanni Guareschi). Hoje, quando é convocada uma greve geral, só param os serviços
públicos. É irrelevante, uma anedota, um resquício de um passado em que a troco de pretensos direitos, incomportáveis pela riqueza
produzida, o país foi empurrado para a dívida e a perda de competitividade.
Obviamente que grande parte do problema tem origem nos políticos que temos que, mais do que serem os que merecemos, são o que somos. Foram escolhidos e eleitos por nós, de entre nós. É por isso que para mim, em última análise, pior que uma greve, só mesmo uma marcha como as de sábado, que não passam de uma birra, um amuo, um insulto à democracia que tanto se queixam lhes estão a roubar. De facto, por pior que seja, este governo foi eleito há menos de dois anos. Haverá quem tenha votado com convicção, quem o fez por não ver alternativa e, seguramente, quem acreditava que os problemas não os iam atingir. Ninguém foi privado do seu direito de voto, nem de se organizar, intervir e contribuir para a solução dos problemas do país. O direito à indignação vem acompanhado de responsabilidade, que passa pela disponibilidade para fazer parte do sistema político, participar diariamente e mudá-lo por dentro. Dizer não gosto ou não quero mais e ir dar um passeio com um cartaz na mão num sábado à tarde, na esperança que tudo se resolva num passe de mágica, mais do que curto, é uma infantilidade.
Polícia brasileira ocupa 13 favelas
In Público
É neste tipo de coisas que um tipo vê que a criatura superou o criador. Enquanto por cá as cargas policiais acabam em violência, tenho lido que por lá a polícia anuncia previamente a invasão, dando tempo aos traficantes para se porem ao fresco.
Eventualmente, se os traficantes continuarem a colaborar, dentro em breve bastará que a polícia telefone para os mandar embora, pedindo-lhes para hastearem a bandeira do Brasil antes de saírem.
domingo, 3 de março de 2013
Hmmm... Olhem uma coisa!
As manifestações até foram porreiras. É certo que não tão boas como a de Istambul, porque a cidade é mais bonita para passear a pé, mas a malta lá gritou palavras de ordem, cantou a Grândola, um ou outro ficou dececionado porque as gajas da FEMEN não apareceram e as do BE e PCP afinal já não vão naquilo do amor livre, mas lá foi tudo para casa com a sensação de dever cumprido.
Mas e se calha do governo se demitir, qual é o plano? O PS assume isto sozinho, com o BE ou com o CDS? E sempre é para aumentar o salário mínimo e as prestações sociais? Não sei, estou só a perguntar... É que fico com a sensação que a coisa não está lá muito bem pensada.
sábado, 2 de março de 2013
Sporting
Eu não quero saber de desculpas... Não venham para aqui dizer que são miúdos e que são os pais que os levam aos jogos. Em todo o caso, alguém sabe se para homologar o jogo eles têm de apresentar declarações dos encarregados de educação?
Atualização: agora a sério, o que é que é preciso para anular o jogo?
Atualização: agora a sério, o que é que é preciso para anular o jogo?
Cidades preparam marcha contra as políticas de austeridade
In Público
Estou mesmo contente com isto das marchas. Fiquei com um ou dois textos por publicar quando foi da última vez e assim sempre não se desperdiçam. Por isso e porque contrariamente ao raio das maratonas, que me passam sempre à porta e me lixam os passeios junto ao rio, esta coisa das marchas é como as vitórias do Porto - vai tudo em direção à Baixa, só que um tudo nada mais deprimidos.
Tripulantes e pilotos votam a favor de greve de três dias na TAP
In Público
A mim, ninguém me tira a ideia que a TAP só continua refém dos sindicatos porque a esmagadora maioria dos portugueses nunca entrou num aeroporto ou avião e não faz a mínima ideia do que fazem os tripulantes. Por exclusão de partes, posso desde já adiantar que não pilotam o avião. Na verdade, o que fazem é cumprimentar-nos à entrada do avião, explicar os procedi pôr a correr o vídeo sobre os procedimentos de emergência, servir bebidas e comida, vender tretas, cumprimentar-nos à saída do avião. E então, desta descrição o que é que um empregado de uma bomba de gasolina não faz?
Vale-me o consolo de saber que estes gajos nem sonham com o que vem aí. Pura e simplesmente não têm noção. Se bem que a malta da ANA lhes possa deixar umas pistas, porque em dezembro já não vi ninguém sem fazer puto e a conversar de mãos nos bolsos nas placas de embarque. A partir do momento em que aquela merda seja privatizada, podem limpar o #% aos contratos coletivos de trabalho. Sem a mama do orçamento geral do estado, vão descobrir que há uma figura na lei laboral que se chama "despedimento coletivo" e que lhes vai deixar saudades do tempo em que se punham com exigências imbecis. Até lá, é contar até dez e voar Lufthansa.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Chávez sofre de cancro pulmonar e deixa hospital
In Jornal de Notícias
Pessoal, agora a sério! Sou só eu que desconfio que o gajo já marchou há para aí um mês? É que isto já começa a parecer os avistamentos do Elvis Presley e do Jim Morrison, ao estilo: Hugo Chávez foi visto à porta de casa, em pijama e chinelos, enquanto passeava os seus cães, "Che" e "Fidel" e conversava com a porteira do prédio.
Isaltino acaba de criar duas empresas em Maputo e está lá em visita oficial
In Público
Este gajo ainda anda à solta? Nem uma pulseirinha eletrónica? Sei lá, um brinco ou um anel, nem que seja analógico. Nada?
Só falta saber-se que as obras nas empresas em Moçambique são feitas com pessoal da câmara.
Nota da redação
Porque por aqui se usam títulos de notícias como motivo para os posts e até se deixam os links para as ditas, poderá estar a gerar-se uma pequenina confusão, que convém esclarecer.
Na maior parte dos casos, eu não faço a mínima ideia sobre o que versam as notícias, porque pura e simplesmente não me dei ao trabalho de as ler. Manipulo os títulos para dizer o que muito bem me apetece e, mesmo que as leia, é frequente dar-se o caso de não as compreender ou interpreto-as e distorço-as a meu bel prazer, enquanto chuto para o canto qualquer preocupação com o rigor ou imparcialidade.
Faço também notar que a liberdade de comentar não deve ser interpretada como garantia do contraditório ou assegura o direito de resposta. Na verdade, eu não faço é a mínima ideia de como se configura a coisa e, de qualquer das formas, sempre ajuda a não darem o tempo por mal empregue quando aqui vêm parar, porque frequentemente os comentários são melhores que os posts.
É que afinal de contas isto é um blog de treta, por isso não venham para aqui argumentar com factos históricos e dados científicos. É que se isto fosse para dar trabalho, eu trabalhava... Homessa.
Na maior parte dos casos, eu não faço a mínima ideia sobre o que versam as notícias, porque pura e simplesmente não me dei ao trabalho de as ler. Manipulo os títulos para dizer o que muito bem me apetece e, mesmo que as leia, é frequente dar-se o caso de não as compreender ou interpreto-as e distorço-as a meu bel prazer, enquanto chuto para o canto qualquer preocupação com o rigor ou imparcialidade.
Faço também notar que a liberdade de comentar não deve ser interpretada como garantia do contraditório ou assegura o direito de resposta. Na verdade, eu não faço é a mínima ideia de como se configura a coisa e, de qualquer das formas, sempre ajuda a não darem o tempo por mal empregue quando aqui vêm parar, porque frequentemente os comentários são melhores que os posts.
É que afinal de contas isto é um blog de treta, por isso não venham para aqui argumentar com factos históricos e dados científicos. É que se isto fosse para dar trabalho, eu trabalhava... Homessa.
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