sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Florença

Em setembro tive umas férias do caraças, ou pelo menos, mesmo com um ou outro incidente, é assim que as recordo, o que vai dar ao mesmo, porque o que se leva desta vida, dizem, são as recordações, se bem que ninguém possa ter a certeza, porque ninguém viveu para contar, tirando o Gabriel Garcia Marquez, que mesmo assim só escreveu o primeiro volume, de que gostei muito, sim senhor, e me lembra que tenho de comprar um tablet, porque já não há pachorra para segurar calhamaços de 600 páginas, a não ser que seja “A verdade sobre o caso Harry Quebert”, que é um livro do caraças, o primeiro que li em que de volta e meia baixava o livro e dizia “ isto é do caraças”, o que me faz lembrar as férias, que estava eu a dizer, foram inesquecíveis, não que a coisa tivesse sido planeado, porque à partida até estávamos para ir para Istambul, mas lá para junho começamos a achar que a animação noturna estava ao nível das manifestações à frente da assembleia da república e que se era para isso, então íamos para fora cá dentro, mas pelos vistos há mais de um ano que não fazíamos viagens a cidades, vai daí fomos parar a Florença, que sim é uma cidade muito bonita, com os melhores gelados do mundo e os melhores paquetes de hotel a arrombar malas de quem se esqueceu da chave no chão do hall, em casa, no Porto, onde não fazem tanta falta, porque temos armários cheios de roupa, que diga-se até é fácil de comprar em Florença, porque tem lojas de todas as marcas de alta-costura, o que me deixou a pensar se haverá assim tantos turistas a comprar roupa no estrangeiro, mas, em retrospetiva, se calhar devia era ter pensado se haverá assim tanta gente a esquecer-se da chave da mala em casa, porque o paquete nem pestanejou ao abri-la, enquanto nós respirávamos fundo e chorávamos de alegria e emoção, quase tanta como a que se tem a olhar para a cidade do alto do Duomo ou a partir do outro lado do rio, vistas só comparáveis à paisagem provincial, com os montes e vales cobertos por campos, aqui e ali polvilhados por ciprestes e uma ou outra villa, cortados por estradas sinuosas que nos levam a sítios inesquecíveis, como estas férias que, já nem sei se vos disse, foram do caraças.

7 comentários:

Anónimo disse...

Pelo sim pelo não vou começar a viajar sempre com um ferro fininho.... aliás, pelo sim pelo não eu devia era viajar sempre com a chave da mala mas como tal não acontece, ferros fininhos e paquetes matreiros e a coisa corre lindamente.

Pedro disse...

Como o anónimo do comentário anterior deve ser a tal pessoa que se esqueceu das chaves em casa eu acho que ainda não te esqueceste e este post é uma indirecta subtil. Ainda bem que as férias foram do caraças.

Gado Amarrado disse...

Subtil?

Anónimo disse...

Até eu fiquei acelerada só de ler o post! Acho que estás a precisar de férias novamente, férias das férias... ou isso, ou menos cafeína!

Gado Amarrado disse...

Férias, definitivamente outras férias iguais a estas ;)

M D Roque disse...

Ufffffffffffffffff, finalmente um ponto final, no fim !
Vê-se, ou lê-se que as férias foram de truz e que vens maravilhado e na pirisca ! :)

A Chata disse...

Amei Florença :)