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terça-feira, 4 de março de 2014
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Portugal, um país marítimo
Sou só eu que aprecio a ironia do tipo da direita só agora ter descoberto que Portugal tem mar?
Pelo menos sempre explica porque é que deu cabo da frota pesqueira no final da década de 80.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Ucrânia
Depois do que aconteceu na Líbia e no Egíto, a Síria parece que não está a ser tão fácil, tenho a certeza que o Ianukovich rapidamente percebeu o que lhe ia acontecer e, não fossem as coisas derrapar para uma coisa estilo Roménia, que envolveu cordas e ar entre os pés e o chão, desde cedo tinha a fuga preparada.
Ao contrário das duas revoluções Africanas, em que as redes sociais e a sociedade da informação tiveram claramente um forte impacto, pela desmistificação, como é que hei-de dizer, dos mitos, na Ucrânia, o sucesso da coisa parece-me que se deve a motivos ligeiramente diferentes...
... como por exemplo, ensinar as raposas, javalis, perdizes a utilizar espingardas contra os caçadores.
É que uma coisa é dar porrada em meia dúzia de estudantes, habituados a falar muito e a fazer pouco ou nada, outra é enfrentar ex-militares, mineiros, trolhas técnicos de construção civil (já fui insultado por isto uma vez), ou "simplesmente" milícias da extrema direita, com capacetes, escudos, bastões e o que mais houver.
E sendo assim, o castro (raúl) é melhor que se apresse com aquilo do "um país dois sistemas" e o maduro também não fará mal em ter um plano b. Já o kim jong-un vai tendo a sorte, e o povo o azar, do país não ter nada que interesse a quem quer que seja, porque até para se ser um povo oprimido é preciso ter sorte.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Virose
Queria aqui enviar um forte abraço a todos os meus colegas que tossem para o ar como quem dá uma dádiva ao mundo e acham que lavar as mãos faz mal a pele. Especialmente aqueles que têm fedelhos e que nunca se esquecem de partilhar connosco que o não sei quantinhos está cheio de febre, vómitos e o diabo a quatro. Um bem hajam.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Nova girafa ameaçada na Dinamarca tem proposta da Chechénia
In Público
Ok, isto é tudo muito trágico e eu ainda não comprei completamente os motivos científicos que pretendem justificar estes abates. Mas o que não consigo perceber mesmo, é esta mania de chamar às girafas Marius.
sábado, 28 de dezembro de 2013
Post politicamente incorreto
Por favor, alguém que diga aos pobrezinhos, claramente de espírito, que também existe roupa bonita e discreta, em tons neutros e sóbrios, vá lá, que não fere a vista aos cegos!
É que um tipo vai ao shopping para trocar uma prendas e de um momento para o outro dá por ele aos gritos, a pedir os óculos de sol que ficaram no carro, porque parece que está a ter alucinações e ataques de epilepsia, provocados pelos efeitos estroboscópicos de algumas das roupas com que se cruza.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Presidência da República
Eu sei que a Presidência da República é cada vez mais um lugar para se falar e não fazer nada. E até compreendo que o marcelo não tenha percebido a diferença entre o cargo e do comentador político. Afinal de contas o resultado final é igual. Mas ele estará mesmo convencido que pode ser presidente da república?
Aparentemente ninguém se deu ao trabalho de lhe explicar (nem ao alegre) que isto da presidência é para ex primeiros-ministros, assim uma espécie de reforma antecipada, preferencialmente para aqueles que até têm alguns números de telefone internacionais no telemóvel. Parece que está em negação, ou então não reparou mesmo, o que para comentador político não é grande cartão de visita, que o barroso, e se calhar o guterres, qualquer dia também estão nas estatísticas do desemprego. Sim eu sei que no estrangeiro ninguém sabe quem é cavaco, mas o marcelo ninguém sabe quem é em Portugal. Que digo eu, nem em Lisboa, mesmo com aquelas palhaçada do mergulho no rio.
domingo, 3 de novembro de 2013
Os parques de estacionamento e o desemprego
Ainda sobre isto dos parques de estacionamento como metáforas de um povo, é favor comparar a largura dos lugares nos IKEA do Porto e Lisboa, Norteshopping e Colombo, por fim, El Corte Ingles de Gaia e Lisboa. Agora vejam bem as taxas de desemprego da Suécia, Portugal e Espanha: 7,5%, 16,5% e 27%, respetivamente. Há uma clara correlação entre a dificuldade de estacionar um carro e a probabilidade de se estar empregado, claramente sustentada pelo tempo que se perde numa ou outra tarefa.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Porta dos Fundos
"When you are dead, you do not know you are dead. It's only painful and difficult for others. The same applies when you are stupid.", Ricky Gervais
À laia de serviço público, aqui fica o link para o único perfil do facebook que interessa.
Guião da reforma do Estado
In Público
Quanto ao guião da reforma do estado, cumpre-me dizer o seguinte. A empresa onde trabalho tem vários parques de estacionamento, um dos quais apenas para a direção, onde tenho a duvidosa honra de estacionar. Como sou gente pontual, chego sempre dez a vinte minutos antes das nove, quando o parque ainda está relativamente vazio e nunca me tinha apercebido da bandalheira que se instala perto das nove. É que hoje deparei-me com carros espalhados por todo o parque, que não tendo lugares marcados, tem marcações de lugares. Ele era carros no início meio e fim, com um ou dois lugares de permeio, numa ordem aparentemente aleatória e inexplicável. E é por estas e por outras que dei por mim a pensar que se nem a direção de uma empresa líder de mercado se consegue organizar numa tarefa tão simples como estacionar os carros no parque, certamente nãovai ser o país que se vai organizar para sair do buraco onde se meteu.
Ainda sobre isto dos parques como metáfora de um povo, aqui há uns anos contaram-me que na suécia a malta que chega mais cedo deixa os carros mais longe, para que os que vêm atrasados não se atrasem tanto. Notar que estamos a falar de um país com uma taxa de suicídio anormalmente alta, por isso estas imbecilidades não servem de exemplo para ninguém.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Pichelaria
Não, não virei à esquerda! Isso era pichar, ao abrigo que istdo é tudo nosso e podemos cagar as paredes que quisermos. Gostava de ver as casas destes animais... Bem, até já vi a do francisco louça e era bem hipster.
Dizia eu, pichelaria, porque finalmente lá vieram cá a casa tentar resolver o problema com as águas e a coisa resume-se mais ou menos a isto. Os homens chegam, eu, respeitosamente, porque isto com estes gajos toda a subserviência é pouca, digo que me disseram que as válvulas de não-retorno não devem estar junto a curvas (joelhos na gíria destes bacanos), os homens dizem sim, sim, com complacência, mas vai ser preciso fazer testes. Passadas três horas, depois de se terem fartado de ligar e desligar coisas, de um telefonema para a empresa a dizer que já não vou de manhã e meto meio dia de férias, demoram um quarto de hora a porem a válvula em plástico mais longe da curva e dizem com um sorriso de genuína felicidade e dever cumprido: já está! Fffffff!!!
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Sobre a delicadeza
Regra geral, vá-se lá saber porquê, não sou tido por um gajo delicado. Sim, não uso boxers com rendas, nem cremes para isto e para aquilo, mas não era bem a isso que me referia. Digamos que me falta algum filtro e, não sendo propriamente inconveniente, volta e meia lá me sai um comentário um bocadinho mais acutilante ou menos consensual.
É mais ou menos nesse espirito, e até nem me parece que seja o pior exemplo, que quando uma conhecida já deu ou está para dar à luz, só para provocar, costumo perguntar se já rebentou. Pergunto às amigas e colegas e, obviamente, sou recebido com um coro de protestos, que normalmente começa por longos "ohhhhhh". Lá aquilo do é um momento tão bonito, único na vida de uma mulher, cria-se um laço para a vida, vocês os homens não conseguem perceber, e tretas dentro da mesma linha.
Acontece que quando falo com amigas que já, hmmmm... pariram(?) há muito tempo, sou confrontado com a realidade da história e todos os mitos vão para o galheiro, em troca de: não me apanham nessa merda outra vez; p*** que pariu as dores de costas e de parto; não tive uma noite decente desde os quatro meses;etc., etc. É mais ou menos como o mito das viagens de núpcias às Maldivas. Logo após a viagem, que sim, que é muito bonito, espetacular, o melhor sítio onde foram. Passados dois anos, que ideia estúpida, não se passa nada, só se faz praia, não há uma porra de uma laranja ou maçã em todo o país. Sendo assim, suponho que toda esta treta está na linha dos desejos de gravidez ou da TPM como pretexto para uma vez por mês nos lixarem a cabeça com tudo aquilo que normalmente não têm coragem para dizer e reprimem.
A verdade é que, para momento único, tenho bem a impressão que são os pais quem sai a ganhar, porque enquanto a mãe está meia atordoada pelo esforço e dores, a maioria das vezes ainda sobre o efeito da anestesia, os pais estão totalmente conscientes no momento em que pegam pela primeira vez nos filhos. E deixem-me dizer que sim, a expressão que lhes fica gravada na cara realmente mostra que aquele é um momento único na vida.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Que é feito do Jerónimo de Sousa?
Alguém o tem visto? Está vivo? É que de repente deixou de se ouvir falar no homem. Na verdade deixou de se ouvir o homem falar. E é que nem me estou a queixar. Isto é como as dores de barriga e normalmente só nos lembramos delas quando as temos, mas suponho que senti uma certa nostalgia, agora que já nem o Bernardino Soares vamos ter na Assembleia da República. Lá está, valha-nos a Catarina Martins.
Viroses
Hoje, um colega comentava com alguma piada, que a estratégia está para a gestão, como a virose está para a pediatria. Referia-se àquelas coisas inexplicáveis, que se diz aos colaboradores serem estratégicas, com um ar grave e profundo, a ver se a malta se cala e vai pregar para outra freguesia. Os pediatras fazem o mesmo quando os putos têm febre sem mais nenhum sintoma – é uma virose que anda por aí! Ao que os pais perguntam – mas um vírus de quê? Recebendo em resposta, com um ar grave e profundo – uma virose! E passa para cá setenta e cinco euros, que é para aprenderes a não me telefonar às duas da manhã, só porque o fedelho não quer o biberão.
Os meus problemas
Os meus problemas são relativamente simples. Na verdade quase todos têm solução e o que me chateia mesmo é o trabalho que dão a resolver. Aliás, em boa verdade nem é trabalho, mas sim transtorno. Lá aquilo de ter de telefonar ao gajo X, que nunca atende e que, quando finalmente atende, combina para a hora Y, saio mais cedo da empresa e ele não aparece. Lá se volta a tentar telefonar meia dúzia de vezes, que pede imensa desculpa mas surgiu um imprevisto, a mãe voltou a morrer, pois que já é a sétima vez esta semana e que amanhã de certeza que sim. E é isto. Este tipo de coisas repete-se num loop interminável que me desgasta, agasta e satura.
Acontece que nas últimas semanas a dimensão da coisa se tem avolumado cá por casa, a maioria das vezes ligada a água, assunto em que não me sinto muito à vontade, a não ser que esteja dentro de um copo, piscina ou a cair de um chuveiro, pelo que tenho mesmo de me socorrer dos especialistas. Ontem parecia que estávamos a fechar um ciclo e vários dos assuntos estariam resolvidos, não fosse depois de jantar voltarmos a depararmo-nos com a coisa e deitei-me lixado da vida.
E isto tudo para partilhar uma experiência que finalmente me permitiu perceber a expressão "estou a transbordar" de problemas. É que hoje ao acordar tive um momento de inocência em que por momentos não lembrei de nada destas tretas e me sentia perfeitamente descansado. Rapidamente, uma após a outra, fui-me recordando e senti a cabeça a encher como um copo, até transbordar... O que infelizmente não aconteceu, porque estas merdas continuam todas cá dentro a irritar-me.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Eu achava que não havia nenhum político mais insuportável que o francisco louçã...
... até conhecer a catarina martins.
Afinal de contas é mais ou menos a mesma coisa, não fosse ter aquela caraterística extremamente irritante de algumas mulheres, que é quererem mostrar que são mais inteligentes do que os homens que as rodeiam. Por isso, nunca se cala e para se destacar defende qualquer imbecilidade que lhe passa pela frente, desde que seja o oposto do que o adversário está a dizer (na verdade, desde que seja o oposto que o mínimo senso comum aconselha) e consegue fazê-lo com aquele tom professoral, com que o francisco louça já me conseguia pôr a espumar no sofá. O que vale é que, com sorte, de seguida aparece o joão semedo, que está para os políticos como o valium está para os maniacos depressivos, e me consegue adormecer ao fim de um minuto.
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terça-feira, 22 de outubro de 2013
Indecisão
Por vezes ficamos completamente bloqueados, incapazes de
decidir seja o que for, presos num momento no tempo que parece não acabar. Note-se
que o ideal é que esse momento não seja em cima de uma mota, em sexta a fundo,
a duzentos metros do fim da reta do Mindelo.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Testes de ADN confirmaram as aparências, a criança não é filha do casalAFP/POLÍCIA GREGA
Claramente era preciso um teste de ADN para confirmar que estes dois monos não eram os pais da miudita. Enfim...
Tenho fome!
Era isso que estava escrito no cartaz que um tipo carregava para a frente e para trás num semáforo sábado de manhã.
Ao longo dos últimos anos tenho desenvolvido uma perspetiva da raça humana em que basicamente nos vejo como macacos mais desenvolvidos. Simplesmente somos capazes de juntar mais paus e mais pedras. Recentemente voltei a lembrar-me disso porque, num evento cultural internacional, ao passar num corredor ouvi um autor a dizer "um livro é como uma casa onde somos convidados a entrar!", uma banalidade como outra qualquer, que já ouvi vários escritores debitarem com o ar mais profundo que conseguiram arranjar, enquanto a entrevistadora fica deslumbrada com a profundidade do interlocutor.
Ao longo dos últimos anos tenho desenvolvido uma perspetiva da raça humana em que basicamente nos vejo como macacos mais desenvolvidos. Simplesmente somos capazes de juntar mais paus e mais pedras. Recentemente voltei a lembrar-me disso porque, num evento cultural internacional, ao passar num corredor ouvi um autor a dizer "um livro é como uma casa onde somos convidados a entrar!", uma banalidade como outra qualquer, que já ouvi vários escritores debitarem com o ar mais profundo que conseguiram arranjar, enquanto a entrevistadora fica deslumbrada com a profundidade do interlocutor.
É por estas e por outras que, sobre as capacidades do homem, me gosto de lembrar das estratégias que algumas orcas utilizam para caçar focas. Na verdade, o mais importante até nem é como caçam, mas o facto de devolverem à praia todas as focas que capturaram e não querem comer.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Ainda sobre o orçamento de estado
É de mim, ou a ministra das finanças está mais sexy? Também pode ser lá por aquilo da dominação e infligir sofrimento...
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