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domingo, 8 de setembro de 2013

Toscânia

É verdade que Portugal tem cidades monumento ou com zonas históricas pitorescas e interessantes, que nos transportam imediatamente para outros tempos e outras vidas. Tem regiões vinícolas como o Douro e o Alentejo, com paisagens arrebatadoras transformadas pelo homem, onde se produzem alguns dos melhores vinhos do mundo. Tem gentes simpáticas e acolhedoras, sempre prontas a partilhar uma história e um pedaço da sua cultura. Tem tudo isso e uma gastronomia espetacular.

Lamentavelmente, em Portugal não se fala italiano! E isso, meus amigos, faz toda a diferença.

sábado, 31 de agosto de 2013

Voar

Sou só eu que ao ouvir as hospedeiras de bordo dizerem "os coletes de salvação podem ser encontrados debaixo dos assentos", considero a probabilidade de ser uma piada das companhias de aviação e não estarlá nada?

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Fazer a mala

Para as férias de oito dias na praia estive para fazer a mala de forma absolutamente organizada. O plano era colocar a roupa pela ordem em que ia ser utilizada: primeiro dia, manhã - calções de praia e t-shirt; primeiro dia, final de tarde - boxers, polo, bermudas; segundo dia, manhã - calções de praia e t-shirt, e assim por diante. O plano acabou abortado porque só tenho quatro calções de praia e não me consegui convencer a quebrar a regra, nem a comprar mais calções.

Agora, para as férias culturais, ou de viagens a cidades ou lá o que é que ela lhes chama, voltou-se a colocar o desafio. Cinco dias, quatro noites. Será possível fazer tudo com uma mala de cabine? A pergunta é meramente retórica, porque no ano passado vimos um casalinho de putos a viajar oito dias para a República Dominicana com duas malinhas de cabine, daquelas que cabem as duas ao mesmo tempo no medidor da Ryanair e o tipo ainda levava sapatilhas para correr. Portanto, sim, cabe tudo, desde que um gajo seja grande mestre em origami e consiga dobrar a roupa toda em quadradinhos minúsculos.

A coisa comigo não resulta, porque sou, digamos, um tudo nada obsessivo no que respeita à antecipação de imprevistos. Vai daí, quatro polos para andar durante o dia, duas ou três camisas para jantares especiais, cinco ou seis pares de boxers, uma t-shirt para dormir, outra t-shirt para o que for, umas calças de ganga para o caso das primeiras se sujarem, umas bermudas, havaianas para a piscina, outras sapatilhas. E ainda não entrei na higiene pessoal e medicamentos, carregadores, patinho de duche e ursinho de peluche...

sábado, 10 de agosto de 2013

Trip Advise(r)

Ok, depois de dezanove horas de voos e aeroportos, e dois dias de jet lag, aqui fica o que de mais importante retive destas férias: quando lerem no trip advisor: há muitos italianos, que circulam em grupos e que, não sendo agressivos ou desordeiros, falam um bocadinho alto; leiam isto: os filhos da p*** dos italianos parece que se reconhecem à distância e mesmo antes de ouvirem falar já se estão a sorrir e a saudar. Organizam-se expontaneamente na praia em grupos com nunca menos de dez indivíduos e falam todos ao mesmo tempo horas seguidas, alto para cara***. E, se a Itália realmente dita as tendências de moda, é melhor começarem a escolher a vossa tatuagem.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Agências de viagens

Houve um tempo em que as agências de viagens quase não tinham computadores. Aquilo era gente que tinha de saber de cor a oferta, conhecer todos os hotéis, as diferenças entre uns e outros, ouvir o cliente e adequar a oferta. Pelos vistos esse foi o tempo dos meus pais.

No ano passado, eu e a Outra Metade decidimos que queríamos ir para as Caraíbas. Vai daí, lá visitamos duas agências de viagens e enviamos emails para mais algumas, onde na essência dizíamos: NÃO NOS QUEREMOS METER NUM AVIÃO, VOAR DURANTE OITO HORAS, PARA IR PARAR A QUARTEIRA. Trocado por miúdos, não queremos isto:
Não perceberam e a totalidade das ofertas que nos apresentaram eram, segundo as suas palavras, hotéis magníficos, cheios de atividade, discotecas e o que mais se conseguiram lembrar para obliterar a ideia de descanso. Vai daí, coube ao casal procurar a solução na internet e acabamos, algures na República Dominicana, aqui:
Sim, atrás das palmeiras está um hotel, que não recebe crianças, não tem animadores de praia, redes de voleibol, ou balizas de futebol. É verdade que havia por ali uma piscina com bar molhado, cheia de americanos e russos em alegre détente, mas onde fizemos questão de não entrar por várias razões, nomeadamente não termos a certeza da composição do líquido que compunha o meio aquático. É que aparentemente aquela gente não saia da água para coisa nenhuma.

Com a inocência que nos caracteriza, este ano lá ensaiamos nova tentativa junto das mesmas agências, que nos voltaram a apresentar propostas imbecis e disseram que já era impossível ir para o México, onde por sinal a Outra Metade quer muito ir (já eu não, porque basicamente acho os mexicanos feios e sujos, embora os possa estar a confundir com peruanos, e de qualquer forma há alguma probabilidade de estar a fazer uma generalização abusiva).

Aconteceu no entanto um milagre. O meu irmão disse-me que tinha marcado as férias no El Corte Inglês e que tinha gostado do atendimento. Já sem grande esperança, tentamos a nossa sorte e, para nossa surpresa, apareceu-nos pela frente alguém que realmente sabia do que estava a falar, que em muitos casos até conhecia os países, os hotéis, as praias. Vai daí, se tudo correr bem, daqui a quinze dias escrevo-vos daqui:
Suponho que nove horas dentro de um avião com espanhóis, que só falam espanhol, alto, é um pequeno preço a pagar.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A lei da atração...

Não sei o que se passa, mas eu e a Outra Metade devemos ter um íman humano. Mesmo que a praia esteja vazia e até nos tenhamos afastado bastante do passadiço de acesso, em busca de paz e sossego, irá sempre aparecer uma família, o pai, a mãe, a avó, a tia solteira, a filha adolescente e o puto gordo, com barraca, guarda-sóis, fogareiro, tachos, geladeira e a inevitável bola, que se vão instalar a cinco metros de nós, claro está, marcando uma zona de influência que entra pelo nosso tapa-vento adentro.

E é assim que depois de montado o acampamento e enquanto exploram os limites do seu reino, que se decidem aproximar ainda mais de nós, para: hipótese a), a avó, a  mãe e a tia solteira escolherem para falar sobre a infeção de candidíase da filha e de como ela se dá mal com o período, que a tia também era assim até ter experimentado aquela pomada que se põe com o aplicador, mas antes é necessário raspar o...; hipótese b), com direcionalidade totalmente aleatória, o puto gordo começar a dar chutos na bola, que nos vai passando razias à cabeça, enquanto pergunta aos gritos "quando é passa o homem das bolas de berlim" e chama o pai para vir jogar com ele; hipótese c), a filha senta-se ao nosso lado e passa o dia todo na conversa ao telemóvel com o namorado, conversa essa que ao fim dos primeiros dois minutos se resume a "tu é que és", "não tu é que és", "tu é que...", entre risinhos histéricos.

Obviamente não adianta nada mudarmos de lugar, enquanto praguejamos entre dentes, porque a regra mantém-se e mal estejamos deitados, um clone da primeira família vai surgir do nada e instalar-se novamente ao nosso lado, provavelmente primos ou vizinhos dos primeiros e vão passar o resto do dia a falar aos gritos de um grupo para o outro.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Vá para fora cá dentro

Se isto continua assim, sou gajo para ficar chateado quando começarem a surgir as primeiras notícias sobre a retoma da economia. Ainda me vão ver por aí a cantar grândolas vilas morenas sempre que alguém anunciar a subida do PIB ou descidas de impostos.

Para além da melhoria notória na qualidade de serviço onde quer que um tipo vá, porque isto agora é só sorrisos, fazia o favor e sim senhor, este sábado tive uma experiência totalmente inédita ao entrar na loja do cidadão do Porto as 14:05 e sair às 14:20 com a renovação do passaporte pedida. Mágico e inesquecível.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

António Borges diz que economia está equilibrada e não é preciso mais austeridade

In Público

Andava eu convencido que este ano é que ia ser lixado, com férias ao estilo "vá para fora, cá dentro", de casa, praia em Leça a ver petroleiros passar e piqueniques no parque da cidade, quando este gajo resolve sair-se com esta. Mas então o quê? É para começar outra vez a destrocar dinheiro? Sendo assim, Istambul em maio e arquipélago das Quirimbas (isto aqui em baixo) lá para setembro.
Sim, isto aqui em cima. Espero é que o gajo não se tenha enganado e esteja mesmo a falar de Portugal. É que entre relatórios do FMI escritos vá-se lá saber por quem, gente a dizer que a austeridade é bom para uns, mas má para outros e o governo a pôr travões nas privatizações do relvas, a verdade é que já nem sei no que acreditar.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Ronaldo está triste

E eu também, que hoje está um vento do caraças e não dá para estar na praia. Por mim até nem ia mal, porque em rigor eu não estou na praia, estou na água. Agora a sereia, por paradoxo que possa parecer, não está na água, mas na praia e sempre vai dizendo que a areia não para de voar e pica como um raio. A mim se me perguntassem eu não usaria a metáfora do raio, porque um raio é coisa para acabar com um gajo, já a areia pode é dar mais trabalho a tirar de alguns sítios, mas tudo bem. 

Ah! Pois, o Ronaldo! Esse gajo (era para ter escrito cretino, mas vai-se a ver e o tipo até pode ter advogados que se dediquem a estas tretas e não estou para me desgraçar) está triste com quê? É que eu não tenho um iate ou um avião que me leve daqui para um sítio sem vento, só com aragens e ondas perfeitas. Não senhor. Estou aqui na herdade a sofrer, à sombra junto à piscina, à espera que me tragam a limonada gelada, ansiando por dias melhores...


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A vida é bela

Este é um daqueles dias em que um tipo chega ao final e, num momento de fantasia, interroga-se porque é que é pago para fazer as outras coisas e não estas.

Estas é levantar-me às 8:30, tomar o pequeno almoço - pão e croissants quentes, acompanhados de um tabuleiro com fruta laminada - com vista para uma piscina, dar um salto à praia, onde se faz uma horita de surf entre banhos de sol, almoçar com vista para a dita e à tarde, mais banhos de sol e um set espetacular de surf. Jantarinho com a sereia e agora, num terraço quase às escuras e a ouvir os grilos, a registar o dia.

As outras são trabalhar.

Suponho que há vidas piores, mas isso não me dá grande conforto. Sei lá eu se amanhã me vão faltar os Magnuns, o restaurante da praia não tem cerveja fresca ou as ondas são para "gajos mais velhos".

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Céu

Para memória futura, estou de férias, em Arrifana, concelho de Aljezur, distrito Faro, Algarve.

Isto até pode parecer banal, mas acontece que para mim esta é a praia mais bonita de Portugal (fotos em devido tempo) e no ano passado encontrei uma herdade, que complementa a coisa na perfeição (nem fotos, nem nome, porque senão para o ano todos os 3 leitores do blog aparecem-me por lá).

Vai daí, a linha editorial aqui do blog vai aliviar um pouco e a partir de agora só falo de sol, ondas, passarinhos, flores, pão alentejano, azeitonas, açorda de camarão, ovos mexidos com farinheira, robalo e dourada grelhados (um de cada vez), Super Bock fresquinha e Magnun Classic.

Ah! E da mais bonita, uma sereia que hoje faz anos e está mimadita. Vou ali dar-lhe um beijo e volto qualquer dia.


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Férias (round 3)

E aqui vou eu para a última semana férias. Não foi nada má a ideia de as partir em três pedaços, mais umas migalhas aqui e ali para juntar aos feriados. Estas só podem ser espetaculares - o tempo e o mar vão estar excelentes - Sol, surf e jantaradas.

No Sábado à noite fazemos os sacos, ponho a prancha no carro e Domingo é só carregar o resto. Saímos de manhã cedo, para tentar aproveitar o primeiro dia. Depois são 500 quilómetros, descarregar o carro e ala que se faz tarde para a praia, que fica ao fundo de uma encosta. Desce-se com o carro, descarrega-se a prancha e o resto da parafernália, sobe-se, estaciona-se e volta-se a descer, agora a pé. Procura-se um lugar onde estender a toalha e toca a vestir o fato de Neopreno, que custa bem a entrar e a tirar. No final do dia sobe-se a pé, desce-se com o carro, carrega-se as tralhas e siga para a herdade. Seis dias disto, depois mete-se tudo no carro e outros 500 quilómetros para o Porto. Arrumar, pôr a lavar e secar tudo, fazer compras e ir jantar a qualquer sítio... Estou cansado do raio das férias.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Manual de instruções



Aí pelo princípio de agosto, dei por mim deitado numa espreguiçadeira numa qualquer praia da República Dominicana, com um copo na mão e a olhar para o mar, onde vagueavam 3 catamarans, 4 kayaks e inúmeras cabeças de russos.

Eu – devíamos dar uma volta numa coisa daquelas! Apontando vagamente para o infinito.
Ela – nos russos?
Eu – não, os russos são grandes como o caraças, mas flutuam mal. Nos Hobie Cats!
Ela – hã?
Eu – nos catamarãs!
Ela – hã?
Eu – nos barquinhos à vela!
Ela – ah! Nos Obi wan kenobi! Já podias ter dito. Mas sabes pilotar aquilo?
Eu – não, mas não deve ser complicado. Se aqueles tipos conseguem? Também, se correr mal ou acabamos em Cuba e perdemos o jantar ou esperamos quietinhos que nos venham buscar de barco a motor.

E assim foi. Três saídas espetaculares para o mar, o vento a empurrar e o som dos cascos a sulcar a água, com coqueiros e o horizonte como pano de fundo.

Ah!... As férias!

Nota do editor: não, esta não é uma alteração da linha editorial mal disposta e quezilenta. São saudades das férias, é o que é.