Finalmente sexta-feira e um gajo dá por si frente ao espelho da casa de banho a pôr pasta de dentes na lâmina de barbear, o que ao nível das mortes acidentais, é bem capaz de ser das mais estúpidas.
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
A lei da atração...
Não sei o que se passa, mas eu e a Outra Metade devemos ter um íman humano. Mesmo que a praia esteja vazia e até nos tenhamos afastado bastante do passadiço de acesso, em busca de paz e sossego, irá sempre aparecer uma família, o pai, a mãe, a avó, a tia solteira, a filha adolescente e o puto gordo, com barraca, guarda-sóis, fogareiro, tachos, geladeira e a inevitável bola, que se vão instalar a cinco metros de nós, claro está, marcando uma zona de influência que entra pelo nosso tapa-vento adentro.
E é assim que depois de montado o acampamento e enquanto exploram os limites do seu reino, que se decidem aproximar ainda mais de nós, para: hipótese a), a avó, a mãe e a tia solteira escolherem para falar sobre a infeção de candidíase da filha e de como ela se dá mal com o período, que a tia também era assim até ter experimentado aquela pomada que se põe com o aplicador, mas antes é necessário raspar o...; hipótese b), com direcionalidade totalmente aleatória, o puto gordo começar a dar chutos na bola, que nos vai passando razias à cabeça, enquanto pergunta aos gritos "quando é passa o homem das bolas de berlim" e chama o pai para vir jogar com ele; hipótese c), a filha senta-se ao nosso lado e passa o dia todo na conversa ao telemóvel com o namorado, conversa essa que ao fim dos primeiros dois minutos se resume a "tu é que és", "não tu é que és", "tu é que...", entre risinhos histéricos.
E é assim que depois de montado o acampamento e enquanto exploram os limites do seu reino, que se decidem aproximar ainda mais de nós, para: hipótese a), a avó, a mãe e a tia solteira escolherem para falar sobre a infeção de candidíase da filha e de como ela se dá mal com o período, que a tia também era assim até ter experimentado aquela pomada que se põe com o aplicador, mas antes é necessário raspar o...; hipótese b), com direcionalidade totalmente aleatória, o puto gordo começar a dar chutos na bola, que nos vai passando razias à cabeça, enquanto pergunta aos gritos "quando é passa o homem das bolas de berlim" e chama o pai para vir jogar com ele; hipótese c), a filha senta-se ao nosso lado e passa o dia todo na conversa ao telemóvel com o namorado, conversa essa que ao fim dos primeiros dois minutos se resume a "tu é que és", "não tu é que és", "tu é que...", entre risinhos histéricos.
Obviamente não adianta nada mudarmos de lugar, enquanto praguejamos entre dentes, porque a regra mantém-se e mal estejamos deitados, um clone da primeira família vai surgir do nada e instalar-se novamente ao nosso lado, provavelmente primos ou vizinhos dos primeiros e vão passar o resto do dia a falar aos gritos de um grupo para o outro.
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sábado, 13 de abril de 2013
Design industrial
O Porsche 911 fez cinquenta anos. O que está em primeiro plano, porque o outro, obviamente, é a última versão. A verdade é que os Porsches nem preenchem os meus sonhos, na rubrica "ai se eu tivesse dinheiro". Se por vezes considerei a hipótese de um dia ter uma coisa destas, foi sob a lógica de ser um carro com a qualidade alemã e sempre dar para usar todos os dias. De facto nem sequer é preciso gastar rios de dinheiro para comprar um. Uma entrevista do António Feio relembrou-me algo que já tinha ouvido há alguns anos no Top Gear, onde diziam que estes carros devem é comprar-se usados, porque com sorte encontram-se exemplares com cinco ou seis anos, pouquíssimos quilómetros e quase como novos. Na verdade nem tinha a intenção de discorrer sobre o carro propriamente dito, mas sim sobre a qualidade do bom design industrial. O sacana do carro tem cinquenta anos, conceptualmente está completamente atual e o modelo mais recente não consegue enganar ninguém, porque vê-se logo de onde veio. Nos bons produtos alemães isto acaba por acontecer frequentemente e é à custa disso que a Apple vem fazendo a sacanice, há quase dez anos, de explorar o design dos produtos que o Dieter Rams desenvolveu para a Braun nos anos 60 e 70.
sábado, 9 de março de 2013
Monstros debaixo da cama
O meu desporto favorito é nadar. Tenho a sorte de o poder fazer de manhã, ainda antes de pôr os pés na empresa e isto tudo era muito bonito, não fosse dar-se o caso de nadar numa piscina sem mais ninguém. Zero, nem uma alminha ou pelo menos uma alminha que não seja penada. É que desde puto que tenho um trauma com as grelhas de drenagem das piscinas. Nem tem a ver com a história dos miúdos que morreram no aquaparque. Não, o meu medo é que de lá saia um monstro!
Vai daí, estou eu descansadamente a nadar para a frente e para trás, enquanto penso no que vou ter de tratar durante o dia e, se num lampejo, de repente me lembro lá disso dos monstros, normalmente é difícil ignorar. A coisa começa com um "não sejas parvo, os monstros não existem!". Passa por ir olhando ocasionalmente na direção da grelha, até que começo a pensar que "um monstro claro que não existe, agora um bicho qualquer que tenha crescido nas canalizações?". O certo é que à terceira ou quarta piscina acelero e ponho-me dali para fora.
É muito melhor quando vou com a Outra Metade. Ela até nada mais depressa que eu, mas sempre distrai o bicho e fugimos cada um para seu lado. Muito mais hipóteses, é o que eu acho.
sábado, 19 de janeiro de 2013
Pouco barulho!
Eu sou um gajo metódico! As coisas são
como são, assim devem continuar e está bom de ver que quando saem do sítio ou se estragam, não sossego até repor a (a)normalidade. Nos
últimos anos tenho cada vez mais consciência desta minha, digamos, peculiaridade. Principalmente d.o.m. que, direta ou indiretamente,
tem algum prazer em lembrar-me as minhas imbecilidades.
Acontece que há quinze dias me
apercebi que a exaustão da casa de banho fazia barulho, mas
como um gajo não costuma reparar, sei lá eu o que é normal. Andei uma semana
calado e a cismar com aquilo, até que na semana passada a coisa se tornou superior às minhas forças, não resisti e enviei um email à
administração do condomínio. O passo seguinte foi partilhar a
angústia com a Outra Metade e lá lhe disse que se ouvia um ruído quase
impercetível (ela pensou, mas só me disse mais tarde, que se era impercetível,
porque raio é que a estava a chatear?), "que sim, que também ouvia, mas que não devia
ser nada".
Como a coisa continuou sem se resolver, comecei a deitar-me irritado, na convicção que andava a dormir mal e nunca estava descansado por causa do raio do ruído. Ontem confirmou-se a avaria e desligaram o motor. A alegria da justiça e reposição da verdade apoderou-se de mim e deitei-me confiante no sono dos justos, até reparar que mesmo com o motor desligado, o raio do ruído lá estava. A jurisdição da PSP estende-se até onde?
Como a coisa continuou sem se resolver, comecei a deitar-me irritado, na convicção que andava a dormir mal e nunca estava descansado por causa do raio do ruído. Ontem confirmou-se a avaria e desligaram o motor. A alegria da justiça e reposição da verdade apoderou-se de mim e deitei-me confiante no sono dos justos, até reparar que mesmo com o motor desligado, o raio do ruído lá estava. A jurisdição da PSP estende-se até onde?
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