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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Bom Ano Novo!

E não se esqueçam que a partir de amanhã se entra nas rotundas pela direita...

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

23% dos condutores portugueses já adormeceram ao volante

In Público

E por um raio de um azar, era capaz de apostar que andam quase sempre todos à minha frente.

sábado, 28 de setembro de 2013

Mais vale perder um segundo na vida, que...

Sabem aquelas pessoas que conduzem extremamente devagar? Aqueles que começam a travar cem metros antes de uma curva e que já dentro da curva, inesperadamente, travam ainda mais? Os que travam quando os outros aceleram e aceleram quando os outros travam? Os mesmos que vêm ao fundo o sinal verde e mantêm a mesma velocidade, acabam por passar no amarelo, enquanto ficamos presos no vermelho? E que entram nos entroncamentos sem olhar e cruzam todas as faixas calmamente? É só para avisar que hoje esses cabrões saíram todos à rua!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Prova Superada

Quando calha de ir a Espanha, fico sempre impressionado com a total indiferença que os espanhóis têm pelos carros. Ele é estacionamentos de ouvido, raspanços a mudar de fila e os carros amassados em todos os cantos e esquinas. Eu com isso até podia bem, não fosse terem importado a atitude para Portugal ao construírem o El Corte Ingles de Gaia, que tem as rampas e curvas mais estreitas que alguma vez vi. Vai daí, andar por ali é tal prova de pericia, que sempre que saio do parque quase que dou por mim a gritar, entre sorrisos e acenos para o público - PROVA SUPERADA!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mostra-me os teus pés, dir-te-ei quem és!

Volta e meia surpreendo-me a tentar adivinhar que alinhamento cósmico terá sido necessário para que em dado momento no tempo alguém se tenha lembrado que não, isso de andar com os pés no chão dentro do carro não é bom, bom é meter os pés fora da janela. E desde então é vê-las, porque só quase elas praticam este desporto, na A1 e A2, à ida ou vinda do Algarve, alegremente recostadas, com o vidro todo aberto e um ou dois pezinhos estirados em direção ao infinito, qual bandeira hasteada, anunciando a presença de um carro do corpo diplomático.

Para além de questões estéticas, obviamente discutíveis, de saúde pública, é ver os carros que estão na peugada, a ziguezaguear, tentando evitar o rasto de chulé, ninguém está a dar o devido valor à vertente ambiental. É que os pés assim espetados acabam por ser um obstáculo incontornável e a mosquitada suicida-se em massa contra eles, numa carnificina sem quartel.

Pior mesmo, só a variante pés no tablier, que começa com um contorcionismo digno de um faquir e acaba com os ditos perto da ventilação, que se encarrega de espalhar o aroma pelo habitáculo. Minhas senhoras, se os tabliers tivessem sido pensados para os pés, as marcas de automóveis também lá tinham colocado tapetes!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Para quando a reintrodução da pena de morte?

Quando eu pensava que já tinha visto tudo na estrada, hoje de tarde fui surpreendido com algo totalmente novo, em plena Avenida Brasil, na Foz do Porto. O trânsito estava todo encravado e, à medida que avançava, lá percebi por quê. Uma atrasada mental circulava a 10 Km/h, com os quatro piscas ligados, enquanto se deliciava com a paisagem da praia, completamente abstraída do caos que provocava atrás dela.

sábado, 13 de abril de 2013

Design industrial

O Porsche 911 fez cinquenta anos. O que está em primeiro plano, porque o outro, obviamente, é a última versão. A verdade é que os Porsches nem preenchem os meus sonhos, na rubrica "ai se eu tivesse dinheiro". Se por vezes considerei a hipótese de um dia ter uma coisa destas, foi sob a lógica de ser um carro com a qualidade alemã e sempre dar para usar todos os dias. De facto nem sequer é preciso gastar rios de dinheiro para comprar um. Uma entrevista do António Feio relembrou-me algo que já tinha ouvido há alguns anos no Top Gear, onde diziam que estes carros devem é comprar-se usados, porque com sorte encontram-se exemplares com cinco ou seis anos, pouquíssimos quilómetros e quase como novos. Na verdade nem tinha a intenção de discorrer sobre o carro propriamente dito, mas sim sobre a qualidade do bom design industrial. O sacana do carro tem cinquenta anos, conceptualmente está completamente atual e o modelo mais recente não consegue enganar ninguém, porque vê-se logo de onde veio. Nos bons produtos alemães isto acaba por acontecer frequentemente e é à custa disso que a Apple vem fazendo a sacanice, há quase dez anos, de explorar o design dos produtos que o Dieter Rams desenvolveu para a Braun nos anos 60 e 70.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Quando um tipo menos espera...

... está parado no semáforo e vê este monumento a aproximar-se pela frente. Enquanto se cruzam, olha pelo canto do olho para não dar demasiada importância ao proprietário (lá aquela coisa de urinol público "o meu é maior que o teu"). Depois fica entre o embasbacado e o incrédulo a olhar para o retrovisor enquanto o vê afastar-se, propagando um som transcendental, quase celestial, qual criatura mítica que poucos viram e de que se fala em contos e lendas.

Por momentos deixa-se levar pelos braços da fantasia e pensa "talvez um dia", para ser bruscamente puxado para a realidade ao som de "é tão engraçado os homens ficarem assim aparvalhados só por causa de um carro!". Achas? Então diz-me lá o que é que tem de espetacular uma sola de sapatos vermelha? E ao estilo "quantos minutos aguentas debaixo de água sem respirar", qual é o teu recorde de tempo dentro do Norteshopping sem comer?

Voltando ao essencial, sou só eu que quando olho para os gajos ao volante de Porsches, Ferraris e Aston Martins acho quase sempre que têm cara de parvos e fico a pensar "como é que este cretino conseguiu ter dinheiro para isto?".

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Os animais são nossos amigos

No que respeita ao trânsito na cidade, uma das coisas que me tira completamente do sério é apanhar pela frente um carro a circular lentamente, por vezes de forma errática, que ora invade a faixa de rodagem contrária (enquanto os outros condutores se atiram para a berma ou passeio para evitarem a colisão e os peões, em pânico, saltam para cima dos carros estacionados ou para dentro de qualquer porta aberta), ora passando razias milimétricas aos carros estacionados, enquanto segue o seu percurso e muda de direção sempre que lhe dá na real gana, sem qualquer indício ou prévio aviso. Um tipo vai ali atrás, furioso da vida, vociferando insultos mais ou menos justos relativos à mãe do animal, a tentar convencer-se que poderá ser um deficiente visual, mas certo que simplesmente voltou a cruzar-se com um atrasado mental.

Eis senão quando, mais uma vez sem qualquer indício, o dito animal trava bruscamente, por vezes imobilizando-se no meio da estrada, com sorte guinando em direção à berma. Entre buzinadelas e mais alguns insultos, lá o ultrapassamos para nos apercebemos que, e o que me lixa é que fico sempre incrédulo quando me apercebo disto, a besta quadrada está com uma mão no volante e a outra a segurar um papel ou telemóvel, enquanto vai olhando embasbacado para os números das portas à procura de um destino qualquer, totalmente esquecido que está a conduzir e a borrifar-se para a segurança ou respeito de quem quer tenha tido o azar de partilhar aquele pedaço de estrada com ele, particularmente eu.

Faço uma exceção para os velhinhos, e nem todos, mas aqueles que não só estão conscientes que nós estamos atrás, como se estão positivamente a borrifar e, enquanto os passamos a reclamar, com uma adorável parcimónia fazem um sinal com as mãos como que dizendo - vai, vai lá com a tua pressa de merda, que pode ser que te fodas.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Preço do Gasóleo

Domingo à noite, por razões agora difíceis de explicar, resolvi encher o depósito. Encher é como quem diz, que a coisa consegue meter 70 litros e a valores aproximados de 1,5 euros por litro, a brincadeira ficava-me por 105 euros. Vai daí, já há alguns meses que de 15 em 15 dias meto 50 euros e não penso mais no assunto.

Acontece que desta vez, ao ouvir as notícias de segunda-feira, descobri que o preço do gasóleo desceu alguns cêntimos. Mas eu já não me deixo afetar com estas tangas, porque comigo as leis de Murphy funcionam mesmo e já estive cheio de sorte por durante a noite um gajo qualquer não descobrir o processo para fazer petróleo a partir do ar e água. Porque se eu tivesse adiado, aposto que durante a noite os EUA invadiam o Irão e segunda feira o gasóleo ia estar ao dobro do preço (para ser justo, isso ia ser um tudo nada mais chato para os iranianos do que propriamente para mim), por isso é melhor não piar muito e não pisar tanto no acelerador.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

PSP vai revelar onde coloca alguns radares de controlo de velocidade

In Público

Ora aí está serviço público - a malta anda dentro dos limites legais e evita a multa.

Já os carros descaracterizados é coisa que me custa a engolir, porque pouco faemz para evitar acidentes (se não os potenciarem, porque um gajo vai disparado, com os olhos no retrovisor), que podem ser catastróficos, em especial se envolver inocentes.

Aqui há uns anos, numa daquelas operações Páscoa ou Natal, a polícia, bombeiros e todo o tipo de ambulâncias foram para a estrada e volta e meia lá estavam a acenar nos viadutos, um tipo não conseguia evitar pensar para que servem as ambulâncias e punha-se com dono. A ideia de deixar carros acidentados na berma da estrada também não vai mal. Melhor só se acrescentassem umas cabeças, braços e sangue espalhados à volta dos carros (não têm necessariamente de ser verdadeiros, mas sempre marcavam pontos por realismo).

De qualquer modo, a minha melhor experiência de prevenção rodoviária foi com um GNR da BT, que uma vez disse numa bomba de gasolina, a mim e ao grupo de amigos com quem ia dar uma volta de mota, para só acelerarmos a sério a partir de Vila da Feira.
- Mas porquê?
- É que a partir de lá  já não é connosco. Sempre que vocês se espetam ficam todos colados aos railes e dá uma trabalheira do caraças raspar-vos de lá!
Hmmmm!...

Foi ver-nos ali alinhadinhos, agarrados com toda a força e a velocidades estupidamente civilizadas, tipo casal de velhinhos a passear ao Domingo pela marginal no seu Toyota Corola de 1966 (como novo).

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O verdadeiro anormal!

Durante muito tempo vivi a uns intermináveis 30 a 40 minutos da empresa e pareceu-me sensato optar por não me passar dos carretos no trânsito. De modo que não apertava ninguém, não forçava a passagem e deixava a coisa fluir, assim como quem está a viver uma experiência fora de corpo, fosse qual fosse o animal que me passasse pela frente. Era uma boa política, até porque a alternativa seria reservar diariamente meia hora para preenchimento de declarações amigáveis.

Felizmente, quando me mudei para perto da empresa, a deslocação diária passou para uns agradáveis 5 a 10 minutos, que no fundo se resumem a 3 retas e 2 curvas (antes que a pandilha ambientalista desate aos gritos, as retas são longas e uma delas é a subir desalmadamente). Estranhamente, agora que a viagem é insignificante, todos os contratempos me deixam, como é que hei de dizer... Tresloucado. É isso, tresloucado, completamente possesso! E não importa se são as coisas mais banais, como esperar dois sinais verdes para passar um semáforo ou se não me facilitam a entrada no primeiro cruzamento, qualquer treta é suficiente para me passar dos carretos, desatar a expelir impropérios como se não houvesse amanhã e cobrir o vidro de perdigotos e o volante de baba.

Claro que nestas coisas ainda impera algum bom senso e pudor. Por exemplo, se for um velhinho de bengalinha a atravessar a rua, eu paro e espero pacientemente. Depois, lá arranco calmamente e só passados uns bons 5 metros, quando nem o aparelho auditivo lhe vale, é que grito "cabrão de me***, vai gozar com o car***** e mete a bengala no c* seu filho da p***". É, eu sou um gajo civilizado!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Automóveis

Acabo de descobrir que os automóveis, pelo menos os suecos, não têm defeitos... Têm características técnicas do produto e que não, não tenho razão nenhuma em lamentar-me sempre que viro enquanto travo, porque aquela pancada que ouço está lá de propósito.

Instalou-se no entanto um dilema, que espero a marca me saiba esclarecer... qual a diferença entre uma pancada provocada por uma característica técnica e os problemas a sério? É que no caso dos travões, preferia não descobrir enquanto estou a preencher uma declaração amigável, encostado à berma, com o condutor do carro da frente a pensar que sou cego ou inapto.