quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Nenhuma criança fica para trás

Numa época em que a igualdade de oportunidades deu na imbecilidade do título do post, que já agora deriva da expressão em inglês no child left behind, pelo que, para minha surpresa, tudo leva a crer a ideia até nem foi nossa, temos uma escola que na essência passa a seguinte mensagem - podes ser burro como o caraças e não ter aprendido puto, mas não vai ser por isso que te vamos chumbar. Dizia eu, numa época em que a mediocridade não é penalizada, temos governante após governante a justificar-se no parlamento, ou onde calhar, com explicações mirabolantes e sem qualquer consequência.

E esta nem é a má notícia. O pior é que, na sua maioria, estes ainda estudaram durante a ditadura, agora os que vêm aí...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

E que tal retirar as câmaras ao PSD?

Ao nível da legitimidade política e constitucional, parece-me que deve estar mais ou menos ao mesmo nível que isto das pensões de sobrevivência. De qualquer forma, seria até a reposição da verdade política, porque tivesse o PSD anunciado estas medidas há duas semanas atrás e não tinha nem um junta de freguesia, quanto mais câmaras...

O estado e as pessoas de bem

Reparem que não disse o estado é uma pessoa de bem. Para tentar não perder muito tempo com o assunto, vou pôr as coisas da forma mais simples que me ocorre. Se eu aplicar dinheiro num banco e contratar uma taxa de juro fixa, é bastante frequente o banco pagar os juros devidos pontualmente. E se o banco tem ou não condições para praticar iguais condições com novos clientes é indiferente. Mais, se calha do banco deixar de pagar os juros contratados, posso processá-lo e ganho. A coisa é linear e transparente. Não passa pela cabeça de ninguém que os juros variem, seja por excesso de despesa, investimentos falhados ou porque num mês ou outro está a fazer menos empréstimos. Digamos que seria ridículo.

Pelos vistos, com o estado as coisas já não são bem assim e as regras, sejam elas quais forem, podem mudar ao sabor dos tempos. Note-se que não estou a discutir se as pensões são justas ou não, tão pouco os abusos do sistema. Estou a falar de gente comum, como quase todos nós, reformados e pensionistas  que contrataram um rendimento com o estado e agora dizem-lhes que não, tenham lá paciência, isto afinal não era bem assim e se calhar era melhor não terem planeado essa vida, porque nós enganamo-nos aqui numas coisas e os senhores, afinal de contas, já não contam para nada.

No fundo o que está a ser dito é, expirou o vosso prazo de validade, vocês são um estorvo e porreiro, porreiro, era que morressem. Tenham é a gentileza de esperar um bocadinho, que ainda temos que acabar com o que restou do subsídio por morte.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Governo prepara corte nas actuais pensões de sobrevivência

In Público


Há algumas coisas na vida que nascem connosco ou vêm do berço e que depois, podem demorar mais ou menos tempo a manifestarem-se, acabam sempre por vir ao de cima.

Uma delas é o bom ar. Não confundir com bom aspeto, que por muito que se tente também não se pode comprar, mas aquilo que nos leva a confiar em alguém que nunca tínhamos visto mais gordo, mesmo que esteja todo roto e sujo. Há ali qualquer coisa na atitude, a postura, a forma como fala e gesticula, que nos leva a confiar, quem sabe até a dar uma boleia. Agora imaginem estes tipos na berma da estrada, com o polegar estendido para cima. Alguém se arrisca?

A liderança definitiva

Pelos vistos aquilo do provisório lá se confirmou e continuaram no lugar de onde, afinal de contas, nunca saíram. Suponho que é destas pequenas alegrias que se faz a vida...

domingo, 6 de outubro de 2013

A liderança provisória

Com o benfica a vacilar e o sporting anormalmente resistente, os jornais lá se viram obrigados a desviar o centro das atenções, sem com isso se desviarem das imbecilidades do costume. Vai daí, aqui estamos nós com as lideranças provisórias, leia-se, ainda a jornada não acabou, para os mais distantes destas coisas do futebol, antes dos adversários jogarem.

Eu podia dizer que a liderança provisória está para o futebol, como os líderes das fugas ou  prémios de montanha estão para o ciclismo. Mas não, não está e por isso não vou dizer. Os líderes das fugas estão a correr contra alguém que, pasme-se, também está a correr, o que é capaz de trazer algum mérito à coisa e os prémios da montanha são efetivamente prémios para o gajo mais rápido a subir uma montanha.

Para marcar bem o ridículo da coisa, seria um tudo nada estúpido dar um prémio a uma equipa que tem mais pontos que outra que ainda não jogou e deve ser por isso que não me lembro de nenhuma liga europeia de líderes provisórios que, de qualquer forma, a existir será algo informal e chama-se taça dos falhados. 

Meus caros, isto das competições, como na vida, tirando as idas à casa de banho, não basta desejar com muita força para acontecer.

sábado, 5 de outubro de 2013

Assessor de Passos omite no currículo uma década de trabalho no BPN

In Público

Frequentemente lembro-me da frase, "melhor que roubar um banco, é fundar um". Suponho que para alguns isso deve ser mais ou menos lá aquilo do been there, done that e  resume-se a uma questão de carreira. É preciso progredir, procurar novos desafios. Depois de fundar um banco, nada como governar um país.

Serviço público

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Trabalhadores que rescindam com o Estado têm 30 dias para manter a ADSE

In Público

Não, não tirei do Inimigo Público. E de qualquer forma, não sei porque é que estranharam. Faz todo o sentido e é exatamente igual ao que se passa no privado. Toda a gente sabe que sempre que uma empresa rescinde com um funcionário continua a pagar-lhe o seguro de saúde.

E antes que se ponham com coisas, não, 2,5% da massa salarial não chega para financiar a brincadeira. Ainda assim, se conseguirem provar que chega, então era porreiro estender a todos os portugueses. Somos todos operados no privado por meia dúzia de euros e eu já não tenho vontade de sacar os óculos da cara dos funcionários públicos e dizer que são meus. Vale?

23% dos condutores portugueses já adormeceram ao volante

In Público

E por um raio de um azar, era capaz de apostar que andam quase sempre todos à minha frente.

Ainda sobre esta semana

Finalmente sexta-feira e um gajo dá por si frente ao espelho da casa de banho a pôr pasta de dentes na lâmina de barbear, o que ao nível das mortes acidentais, é bem capaz de ser das mais estúpidas.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Cavaco Silva afirma que é “masoquismo” dizer que a dívida não é sustentável


Mas ele pensará que em Portugal não temos televisões? Este homem tem uma vontade férrea de levar para a frente as suas ideias. Lamentavelmente, neste momento, a única ideia que tem é manter-se no lugar. Tudo o resto é deprimente e degradante. Será que alguém lhe explicou os deveres de um presidente da república? É que, aparentemente, para ele exercer uma magistratura de influência ou ser um moço de recados é mais ou menos a mesma coisa. Será que o António Guterres vai ser igual?

Antropomorfismo

Às vezes há ideias que me ficam gravadas na cabeça e por muito que tente arrumá-las para um canto, volta e meia lá voltam a desabrochar.

Durante imenso tempo cismei com a cara do Francisco Ferreira da Quercus. Não sei porquê, fazia-me lembrar, hmmm, como é que hei-de dizer isto, uma glande. É certo que uma glande com braços e óculos, mas ainda assim uma glande.

Finanças confirmam que documentos sobre swaps não foram destruídos

In Público

Todos ou só alguns? É que isto da informação tem duas perspectivas. Tão importante como o acesso, é a capacidade de a fazer desaparecer. Suponho que a competência estará na capacidade de optar. Esta coisa de andar para trás e para a frente, qual número de ilusionismo, ora aparece, ora desaparece, nada na manga, nada na mão, é coisa para irritar um bocadinho.

Falta muito para sexta-feira?

Ele há semanas em que um tipo não devia sair da cama e esta, raios a partam, ainda só vai em quarta-feira. A saga começou na segunda-feira, até aqui normal, com uma fuga de água na caldeira, já mais invulgar, que a assistência só vem reparar hoje de amanhã. Curiosamente, a caldeira passou a ter problemas a partir do momento em que fizeram a manutenção programada, um pouco ao estilo dos anos oitenta, em que um tipo entrava numa oficina para trocar uma lâmpada, o mecânico dizia "isto só vendo, é preciso abrir" e saia-se de lá com uma embraiagem e travões novos. Para ajudar à festa, terça-feira começou a doer-me um dente, que o dentista me disse vai mesmo ter de saltar fora, para meter um implante. Vou pagar mil euros para tirar uma peça de origem e meter outra da concorrência. Em cima disso, antibióticos e anti-inflamatórios e um mal estar do caraças.

Por favor, até ao final da semana, não falem mais comigo, não me mandem emails, não toquem em nada. Eu só quero um pouco de sossego. Não venham com a paz do mundo a cura das doenças ou acabar com a fome, porque essa malta também não se oferece para vir cá a casa resolver nada, nem que fosse lavar os carros. E não, os putos ranhosos dos semáforos não contam, porque aquela mistela que eles espetam nos vidros deve corroer as borrachas e a pintura toda, cambada de filhos da p...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Ainda as autárquicas

Passos responsabiliza Menezes pela derrota do PSD em Gaia, In Público

É extraordinário que em 2013 a maioria dos partidos ainda não tenha percebido que a malta já não está para os aturar. E não me refiro às vitórias dos independentes, embora estas já devessem ser suficientes para lhes abrir os olhos. Estou a falar das interpretações dos resultados, que continuam a ser palhaçada habitual. Não, não refletem a governação. Sim, temos menos câmaras, mas eles tiveram menos votos. Não, não temos câmara nenhuma, nem elegemos os líderes, mas está tudo bem. Pessoal, acordem, porque por este andar não é o Manuel Alegre que vos aparece numa eleição nacional. Aliás, se há momento para aparecer um movimento independente ou um partido novo, ao estilo do saudoso partido da solidariedade nacional, sacar um tacho e navegar a onda, é este. Quem alinha?

Perder

Ele há coisas que são capazes de me chatear um bocadinho e uma delas é perder. Seja no que for,  mas especialmente naquelas coisas em que eu acho que devia dar conta do recado. Por isso, pior do que perder, o que me chateia mesmo é perder mal. E ontem o Porto perdeu mal. Eu não percebo nada de futebol e por isso estou a borrifar-me para a posse de bola ou que o jogo tenha sido quase todo na área do Atlético. A mim, o que me interessa é que os jogadores não tropecem na bola ou a percam só porque o adversário está a dois metros de distância, que não falhem passes a torto e a direito ou façam jogadas tão desconexas, que um gajo topa logo que não vai dar em nada. Quero lá saber se é por falta de organização, confiança ou concentração. É para isso que está lá o treinador mas, tudo leva a crer que o nosso ainda não apareceu. Suponho que só me resta esperar, eventualmente que seja contratado...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Caro Paulo Fonseca...

... da próxima vez não abras a boca ao intervalo, porque isto do Porto não é a mesma coisa que o Paços de Ferreira e não basta aparar a barba à George Clooney, andar com um penteado imbecil e passar horas à frente do espelho a dizer "tu és o maior, o mais bonito", para a coisa rolar. Tens de te convencer que aquilo do ano passado foi um acaso, não voltava a acontecer nem que te rompesses todo. Agora estás jogar com os grandes pá e isto não vai lá só com conversa a armar em intelectual. Se queres saber o que não é preciso para ser campeão, vai ao Google e escreve José Mourinho ou André Vilas Boas. Repara que o special one pelo menos faz de conta que se está a borrifar para o cabelo, que ora rapa, ora chega às conferências de imprensa como se tivesse acabado de sair da cama. Já o special two deve usar o mesmo penteado desde os doze anos. Aquilo é gente que sabe que o que interessa é o que se passa no campo e que o resto é encenação para parolos como tu. 

Eu, se fosse a ti, telefonava aqui ao miúdo para saber quem é o barbeiro dele, porque mais dia menos dia o Picó vai abrir os olhos e fartar-se das tuas tretas.

Agora que já vamos no terceiro ano da crise...

... alguém ainda compra roupa nova no início da estação ou está tudo quieto à espera das promoções e saldos? É que eu nunca fui muito dado a devaneios e como tenho um estilo (ok, não é bem um estilo, é mais um acidente em cadeia) mais ou menos conservador, sempre esperei pelo final da coleção, mas sempre me fascinaram aquelas pessoas que estouram uma pipa de massa em roupa nova, como se não houvesse amanhã. Literalmente, não fosse dar-se apocalipse,  as lojas fecharem e terem de apresentar-se no juízo final com roupa do ano passado.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Computadores

O meu portátil já tem seis anos, o que, como os anos de cão, serão para aí cento e dez anos numa pessoa. Foi pois sem surpresa que nos últimos meses começou a revelar o peso da idade, arrastando-se como se tivesse displasia da anca. Recentemente a coisa agravou-se, vai daí lá me decidi substituí-lo e comecei a pesquisar alternativas na internet. Mantendo a metáfora, suponho que para os computadores isto é mais ou menos a mesma coisa que levar um  cão ao veterinário para ser abatido, porque o bicho até pareceu que pressentiu o fim e anda a fazer um esforço a ver se evita o inevitável.

O Porto é uma nação

Sempre senti que vivo numa cidade especial. Frequentemente, mais do que gostaria, essa especialidade é por contraposição e resulta da inveja relativamente à capital. Não é fácil ser a segunda maior cidade do país, o filho mais novo que também quer chegar a casa depois da meia noite, mas não o deixam. O Porto, cidade, passa parte da sua vida a lamentar-se que também podia ser isto ou aquilo, mas a capital não quer, o poder não deixa, o dinheiro não vem.

Esta circunstância, aliada a proveniência da população, nativa ou vinda do norte, Trás-os-Montes e Alto Douro, gente dura e orgulhosa, que prefere quebrar a torcer, tornou-nos combativos e capazes de nos suplantar perante a adversidade. E é assim que por vezes, felizmente muitas, acontece qualquer coisa que nos lembra que realmente somos especiais. O Porto, clube, para isso muito contribui, corporizando esse espírito e demonstrando época após época que podemos ser donos do nosso destino e conquistar o mundo. Depois, há as pequenas coisas, aqueles sinais de irreverência e altivez, como a rejeição dos parques pagos nos centros comerciais.

É por isso com orgulho que vejo a eleição do Rui Moreira para presidente da câmara. Não tanto por estar certo que vá ser um excelente presidente, mas porque os partidos não nos apresentaram candidatos aceitáves, um também ele uma incógnita, o outro a certeza do descalabro, pelo que a cidade tomou nas suas mãos o seu destino, gerando e elegendo a solução. Bibó Puorto!

domingo, 29 de setembro de 2013

sábado, 28 de setembro de 2013

Mais vale perder um segundo na vida, que...

Sabem aquelas pessoas que conduzem extremamente devagar? Aqueles que começam a travar cem metros antes de uma curva e que já dentro da curva, inesperadamente, travam ainda mais? Os que travam quando os outros aceleram e aceleram quando os outros travam? Os mesmos que vêm ao fundo o sinal verde e mantêm a mesma velocidade, acabam por passar no amarelo, enquanto ficamos presos no vermelho? E que entram nos entroncamentos sem olhar e cruzam todas as faixas calmamente? É só para avisar que hoje esses cabrões saíram todos à rua!

O sentido da vida

Volta e meia dá-me para entrar num estado contemplativo e refletir sobre vida, de onde vimos e para onde vamos, o que normalmente resvala para coisas mais grandiosas, como a teoria do big bang e a singularidade, uma cabeça de alfinete onde a dado momento se concentrou toda a matéria e energia que compõe o universo, o que, está bom de ver, me provoca uma certa angustia adicional, porque se todo o nosso universo estava nessa cabeça de alfinete, afinal de contas onde raio estava a dita e quando foi isso, coisa suficiente para me deixar com reservas sobre os conceitos de espaço e tempo, que se calhar não passam de convenções e se assim é, a partir da próxima segunda-feira só apareço na empresa depois de almoço.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Serviço público

É isso, à laia de serviço público, vou informando que logo os noticiários começam com inundações nas ruas deste país, obviamente inesperadas, no sentido em que não nos enviaram nenhum sinal... Sei lá, as andorinhas foram embora, o outono chegou, hmmm...

Bem, parece que chegou...

... a desculpa para metade dos portugueses recenseados não ir votar.

É que isto das condições meteorológicas ideais para a prática da modalidade ainda são mais difíceis que para saltos de ski, que até se fazem na primavera, sem neve, na relva. Não, em Portugal, para votar não podem estar mais de 23 graus (quase que dava na segunda feira), ou menos, mas com chuva, ventos fortes ou saldos. As condições ideais são: 19 graus, uma ou outra nuvem no céu, vento de 2 kms/h e nenhum jogo de futebol à tarde.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Tribunal decide que chamar "incompetentes" e "ladrões" aos serviços fiscais não é crime

In Público

Dando assim cobertura legal aos usos e costumes do povo. Aguarda-se agora que a Academia de Ciências introduza os termos no dicionário, como sinónimos. Para breve, despacho sobre "políticos"...

Uma imagem vale por mil palavras...

... lamentavelmente, quase todas são insultos e se calhar é melhor ficar calado, para não me meter em chatices.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Hop-on, hop-off

Uma das melhores coisas que se pode fazer quando se visita uma cidade estrangeira é comprar um passe para os autocarros de "ver as vistas" (eu sei, eu sei), dar uma volta pela cidade, sair e entrar onde nos apetecer e ver os principais pontos de interesse ao ritmo que muito bem entendermos, normalmente sem quaisquer pressas. O que me lembra que já era altura dos STCP acabarem com essa merda no Porto, porque estou farto de ficar encravado atrás de um desses filhos da p… Se querem ver as vistas, andem a pé que não enjoam! Afinal de contas, foi para isso que trouxeram as sandálias que calçam com meias, não foi?

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Grândola vila morena

Uma das conquistas de abril (imaginar dedos no ar em forma de aspas) é a obrigação do estado assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito (imaginar gargalhada). Lamentavelmente, talvez por falta de visão, os pais da nossa constituição não previram nada quanto à obrigação do estado assegurar o acesso universal, obrigatório e gratuito a consolas de jogos, uma para casa e outra portátil, sapatilhas de marca, telemóveis de última geração, óculos de sol iguais aos do CR7, últimos modelitos da moda e canais de televisão de desporto pagos. Vai daí, os pais das nossas crianças ficam justamente indignados por, em cima disto tudo, ainda terem de pagar os manuais escolares dos filhos, uma porcaria que se gasta num ano e, vejam lá, não serve para mostrar a ninguém.

domingo, 22 de setembro de 2013

Um tipo não pode deixar de ficar surpreendido...

... quando vê um casal a ler na esplanada. Ela um livro, ele os folhetos de promoções dos hipermercados...

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Florença

Em setembro tive umas férias do caraças, ou pelo menos, mesmo com um ou outro incidente, é assim que as recordo, o que vai dar ao mesmo, porque o que se leva desta vida, dizem, são as recordações, se bem que ninguém possa ter a certeza, porque ninguém viveu para contar, tirando o Gabriel Garcia Marquez, que mesmo assim só escreveu o primeiro volume, de que gostei muito, sim senhor, e me lembra que tenho de comprar um tablet, porque já não há pachorra para segurar calhamaços de 600 páginas, a não ser que seja “A verdade sobre o caso Harry Quebert”, que é um livro do caraças, o primeiro que li em que de volta e meia baixava o livro e dizia “ isto é do caraças”, o que me faz lembrar as férias, que estava eu a dizer, foram inesquecíveis, não que a coisa tivesse sido planeado, porque à partida até estávamos para ir para Istambul, mas lá para junho começamos a achar que a animação noturna estava ao nível das manifestações à frente da assembleia da república e que se era para isso, então íamos para fora cá dentro, mas pelos vistos há mais de um ano que não fazíamos viagens a cidades, vai daí fomos parar a Florença, que sim é uma cidade muito bonita, com os melhores gelados do mundo e os melhores paquetes de hotel a arrombar malas de quem se esqueceu da chave no chão do hall, em casa, no Porto, onde não fazem tanta falta, porque temos armários cheios de roupa, que diga-se até é fácil de comprar em Florença, porque tem lojas de todas as marcas de alta-costura, o que me deixou a pensar se haverá assim tantos turistas a comprar roupa no estrangeiro, mas, em retrospetiva, se calhar devia era ter pensado se haverá assim tanta gente a esquecer-se da chave da mala em casa, porque o paquete nem pestanejou ao abri-la, enquanto nós respirávamos fundo e chorávamos de alegria e emoção, quase tanta como a que se tem a olhar para a cidade do alto do Duomo ou a partir do outro lado do rio, vistas só comparáveis à paisagem provincial, com os montes e vales cobertos por campos, aqui e ali polvilhados por ciprestes e uma ou outra villa, cortados por estradas sinuosas que nos levam a sítios inesquecíveis, como estas férias que, já nem sei se vos disse, foram do caraças.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Prova Superada

Quando calha de ir a Espanha, fico sempre impressionado com a total indiferença que os espanhóis têm pelos carros. Ele é estacionamentos de ouvido, raspanços a mudar de fila e os carros amassados em todos os cantos e esquinas. Eu com isso até podia bem, não fosse terem importado a atitude para Portugal ao construírem o El Corte Ingles de Gaia, que tem as rampas e curvas mais estreitas que alguma vez vi. Vai daí, andar por ali é tal prova de pericia, que sempre que saio do parque quase que dou por mim a gritar, entre sorrisos e acenos para o público - PROVA SUPERADA!

domingo, 8 de setembro de 2013

Toscânia

É verdade que Portugal tem cidades monumento ou com zonas históricas pitorescas e interessantes, que nos transportam imediatamente para outros tempos e outras vidas. Tem regiões vinícolas como o Douro e o Alentejo, com paisagens arrebatadoras transformadas pelo homem, onde se produzem alguns dos melhores vinhos do mundo. Tem gentes simpáticas e acolhedoras, sempre prontas a partilhar uma história e um pedaço da sua cultura. Tem tudo isso e uma gastronomia espetacular.

Lamentavelmente, em Portugal não se fala italiano! E isso, meus amigos, faz toda a diferença.

sábado, 31 de agosto de 2013

Voar

Sou só eu que ao ouvir as hospedeiras de bordo dizerem "os coletes de salvação podem ser encontrados debaixo dos assentos", considero a probabilidade de ser uma piada das companhias de aviação e não estarlá nada?

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Sabão macaco

Então é assim, um gajo vai ao dermatologista porque tem um bocadinho de dermatite, a ver se o tipo, supostamente uma barra, resolve a coisa definitivamente e, na volta do correio, ouve: lave sem sabão! Pior: lave menos ou nem lave!

Assim, sem espinhas nem pré-aviso. Pelos vistos, nós, a malta ocidental, esquece-se que a água da torneira já vem cheia de desinfectantes e, não contentes com isso, ainda espeta com geles de banho, tónicos, bálsamos e o que mais houver, basicamente rebentando com a barreira hidrolipídica da pele, foi o gajo que disse, não eu, e é um ver se te avias de vermelhidões, borbulhas e comichão. Parece que a natureza também pensou nisto e quanto mais porcarias pusermos, mais difícil é restaurar o equilíbrio. Se a pele precisar de produzir gordura, vai produzi-la, se não precisar, vai entreter-se com outra coisa qualquer.

Como a coisa me pareceu sensata e o tipo não deve estar numa cruzada contra a indústria cosmética, sou capaz de experimentar o conceito. Até encontrar a medida certa, não se surpreendam se ao chegarem ao blog encontrarem um bocadinho de sarro no ecrã...

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Fazer a mala

Para as férias de oito dias na praia estive para fazer a mala de forma absolutamente organizada. O plano era colocar a roupa pela ordem em que ia ser utilizada: primeiro dia, manhã - calções de praia e t-shirt; primeiro dia, final de tarde - boxers, polo, bermudas; segundo dia, manhã - calções de praia e t-shirt, e assim por diante. O plano acabou abortado porque só tenho quatro calções de praia e não me consegui convencer a quebrar a regra, nem a comprar mais calções.

Agora, para as férias culturais, ou de viagens a cidades ou lá o que é que ela lhes chama, voltou-se a colocar o desafio. Cinco dias, quatro noites. Será possível fazer tudo com uma mala de cabine? A pergunta é meramente retórica, porque no ano passado vimos um casalinho de putos a viajar oito dias para a República Dominicana com duas malinhas de cabine, daquelas que cabem as duas ao mesmo tempo no medidor da Ryanair e o tipo ainda levava sapatilhas para correr. Portanto, sim, cabe tudo, desde que um gajo seja grande mestre em origami e consiga dobrar a roupa toda em quadradinhos minúsculos.

A coisa comigo não resulta, porque sou, digamos, um tudo nada obsessivo no que respeita à antecipação de imprevistos. Vai daí, quatro polos para andar durante o dia, duas ou três camisas para jantares especiais, cinco ou seis pares de boxers, uma t-shirt para dormir, outra t-shirt para o que for, umas calças de ganga para o caso das primeiras se sujarem, umas bermudas, havaianas para a piscina, outras sapatilhas. E ainda não entrei na higiene pessoal e medicamentos, carregadores, patinho de duche e ursinho de peluche...

sábado, 10 de agosto de 2013

Trip Advise(r)

Ok, depois de dezanove horas de voos e aeroportos, e dois dias de jet lag, aqui fica o que de mais importante retive destas férias: quando lerem no trip advisor: há muitos italianos, que circulam em grupos e que, não sendo agressivos ou desordeiros, falam um bocadinho alto; leiam isto: os filhos da p*** dos italianos parece que se reconhecem à distância e mesmo antes de ouvirem falar já se estão a sorrir e a saudar. Organizam-se expontaneamente na praia em grupos com nunca menos de dez indivíduos e falam todos ao mesmo tempo horas seguidas, alto para cara***. E, se a Itália realmente dita as tendências de moda, é melhor começarem a escolher a vossa tatuagem.

domingo, 21 de julho de 2013

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Passos censura a incerteza introduzida por eleições antecipadas em 2014

In Público

Algo me diz que este gajo ainda não percebeu que já nem o presidente da república o pode ver à frente e só não o despachou por medo das consequências.

O chato é que com a cadência alucinante de imbecilidades inacreditáveis que vão surgindo diariamente, um tipo não consegue acompanhar o ritmo e ir escrevendo uma outra linha minimamente interessante. Neste momento, a ficção já não consegue imitar a realidade, muito menos antecipá-la.

Aliás, como as coisas andam, eu já nem ficava surpreendido se nos próximos dias se soubesse que, afinal de contas, nas reuniões de negociação de acordo os gajos passam mas é o tempo em banquetes, acompanhados de putas, enquanto nos televisores passam gravações de jogos de futebol da década de oitenta. Vá, agora suplantem isto.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Cavaco dorme quinta-feira nas Selvagens a 1000 quilómetros do epicentro da crise

In Público

Passados que estão alguns dias, ainda não houve maneira de conseguir compreender a solução proposta pelo presidente da república. E quando digo solução, é porque não me ocorre outra palava para descrever a coisa, ou as que me ocorrem pelos vistos são ilegais e podem dar origem a julgamentos sumários, parece que também eles de alguma forma ilegais e improcedentes, de que nunca mais se ouve falar.

Dizia eu, passados alguns dias, os suficientes para o antónio josé seguro demonstrar que, para além da evidente incompetência para lidar seja com o que for, também é uma autêntica nulidade em estratégia política, já que contra todas as expetativas conseguiu arranjar maneira de ficar ligado a esta hecatombe nacional, o presidente continua a fazer o que pode para se distanciar desta palhaçada. 

E desta feita conseguiu levar a coisa a extremos imprevistos, ao resolver ir acampar para as Selvagens. Está bom de ver que se Goa ou Macau ainda fossem administrados por Portugal, era lá que o íamos encontrar nos próximos dias. O país está a implodir e o homem resolve que importante mesmo é visitar um arquipélago de ilhas desertas.

Podemos destituí-lo alegando abandono do posto de trabalho?

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Agências de viagens

Houve um tempo em que as agências de viagens quase não tinham computadores. Aquilo era gente que tinha de saber de cor a oferta, conhecer todos os hotéis, as diferenças entre uns e outros, ouvir o cliente e adequar a oferta. Pelos vistos esse foi o tempo dos meus pais.

No ano passado, eu e a Outra Metade decidimos que queríamos ir para as Caraíbas. Vai daí, lá visitamos duas agências de viagens e enviamos emails para mais algumas, onde na essência dizíamos: NÃO NOS QUEREMOS METER NUM AVIÃO, VOAR DURANTE OITO HORAS, PARA IR PARAR A QUARTEIRA. Trocado por miúdos, não queremos isto:
Não perceberam e a totalidade das ofertas que nos apresentaram eram, segundo as suas palavras, hotéis magníficos, cheios de atividade, discotecas e o que mais se conseguiram lembrar para obliterar a ideia de descanso. Vai daí, coube ao casal procurar a solução na internet e acabamos, algures na República Dominicana, aqui:
Sim, atrás das palmeiras está um hotel, que não recebe crianças, não tem animadores de praia, redes de voleibol, ou balizas de futebol. É verdade que havia por ali uma piscina com bar molhado, cheia de americanos e russos em alegre détente, mas onde fizemos questão de não entrar por várias razões, nomeadamente não termos a certeza da composição do líquido que compunha o meio aquático. É que aparentemente aquela gente não saia da água para coisa nenhuma.

Com a inocência que nos caracteriza, este ano lá ensaiamos nova tentativa junto das mesmas agências, que nos voltaram a apresentar propostas imbecis e disseram que já era impossível ir para o México, onde por sinal a Outra Metade quer muito ir (já eu não, porque basicamente acho os mexicanos feios e sujos, embora os possa estar a confundir com peruanos, e de qualquer forma há alguma probabilidade de estar a fazer uma generalização abusiva).

Aconteceu no entanto um milagre. O meu irmão disse-me que tinha marcado as férias no El Corte Inglês e que tinha gostado do atendimento. Já sem grande esperança, tentamos a nossa sorte e, para nossa surpresa, apareceu-nos pela frente alguém que realmente sabia do que estava a falar, que em muitos casos até conhecia os países, os hotéis, as praias. Vai daí, se tudo correr bem, daqui a quinze dias escrevo-vos daqui:
Suponho que nove horas dentro de um avião com espanhóis, que só falam espanhol, alto, é um pequeno preço a pagar.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O duplo padrão

Um tipo vai a um médico particular, com uma rececionista incompetente, que tem cinco ou seis pacientes à sua frente, a tentar tratar ao mesmo tempo da faturação, marcações de novas consultas, telefone e informações gerais, enquanto o médico, que já chegou ao consultório meia hora atrasado, vai acumulando atrasos sobre atrasos nas consultas. Tudo normal, um ou outro queixume, mas nada de espetacular.

Um tipo vai inscrever-se ao centro de saúde porque se esqueceu de tomar a vacina para o tétano, é atendido ordeiramente através de um sistema de senhas, a administrativa dá todas as explicações e mais alguma, os enfermeiros são impecavelmente profissionais e corre tudo bem. Porque a dada altura uma "utente" se aproximou do balcão de atendimento e ficou por ali a pairar, há logo um desabafo mental ao estilo, o povo é sempre a mesma merda, não se consegue organizar e esperar pela sua vez, tem a mania que é esperto, é por isso que isto não anda para a frente.

domingo, 7 de julho de 2013

Crise política #2

O gajo da esquerda tem-se em altíssima consideração e tem um profundo desprezo pelo gajo da direita. O gajo da direita, mesmo sendo uma nulidade, já anda nisto há alguns anos e de qualquer forma é amestrado por quem já esqueceu mais de política do que o gajo da esquerda alguma vez vai saber.

É por isso que o gajo da esquerda e o gajo da direita estão com esta cara. É que não se suportam, mas enquanto os gajos que os controlam quiserem, o que até pode não durar muito, vão ter de se aturar.

De qualquer forma, é impagável a tromba do gajo da esquerda, que agora anda por aí com uma granada na mão que lhe vai rebentar na cara a qualquer momento.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Crise política

Nos últimos dias, frequentemente dei por mim a pensar – mas estes gajos ganharão bem? É que não houve um sacana de um comentador (e quem diz um, diz uma) que acertasse no que quer que fosse e o Marques Mendes só tem programa no sábado, o que de qualquer forma não interessa, porque não deve conhecer nenhum chibo no CDS.

Se fossemos a acreditar nestes gajos, a esta hora já andava tudo em campanha eleitoral (o paulo portas não conta, porque nunca deixou de estar), a colar cartazes, a pichar paredes a torto e a direito (o coletivismo do PCP começa na liberdade de dar cabo da propriedade alheia) e a dizer mal do próximo (o bloco de esquerda não conta, porque o bloco de esquerda não conta). Em todo o caso, acaba de se me revelar a genialidade da opção do BE. Os tipos vão poder ter comícios em simultâneo, porque têm lá aquilo da liderança bissexual, se bem que dum ponto de vista lúdico, era muito mais interessante ver os dois estarolas a falarem em uníssono ou ao despique.

Bom, andando, por esta altura vale tudo. O paulo portas demitiu-se porque o país está em pior estado do que se imaginava. O vítor gaspar demitiu-se porque não é capaz de levar isto para a frente e a malta já não gosta dele. O paulo portas demitiu-se porque o passos coelho não é capaz de levar isto para a frente e quer ser primeiro ministro, ou vice primeiro ministro, ou já está a preparar caminho para uma coligação com o ps, etc., etc.

No meio disto tudo, a única coisa que tomo por certa depois do Pires de Lima ter dito “… que Portas é o líder incontestável do CDS”, é que o cds já lhe comprou uns patins novos.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Golpe militar no Egipto: Morsi deposto e Constituição suspensa

In Público

Mas afinal de contas para que é que serve o nosso exército? Suponho que mais uma vez a culpa será do paulo portas. Quem é que faz um golpe de estado com submarinos?

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os reformados

Como se já não chegasse a trapalhada em que estamos metidos para um tipo ficar preocupado, as televisões  ainda resolvem só chamar para os espaços de opinião os velhinhos da velha guarda, como quem diz - pois é, com os imbecis que por aí andam isto não vai lá, toca a levantar o cú e voltar ao ativo.

Governo de salvação nacional

Diz o José Gomes Ferreira no jornal da uma, entre os habituais histerismos e imbecilidades, que o que é preciso é um governo de salvação nacional, com o Rui Rio, o Paulo Macedo e o António Costa. E a verdade é que pela primeira vez o homem deixou-me a pensar, que não insultos ou formas mais ou menos dolorosas de o calar.

Penso que percebi. O Rui Rio para primeiro ministro, a cara política da coisa, e o Paulo Macedo, que não é dado a grandes manifestações públicas, para ministro das finanças. Suponho que ao António Costa caberá o habitual papel de entreter a malta e distribuir tachos à esquerda e à direita, literalmente.

Passos não se demite, nem aceitou ainda a demissão de Portas

In Público

O problema de muitas pessoas é não saber parar, lá aquilo de se levar a brincadeira longe de mais. Eu sou assim com as cócegas. Quando começo a fazer à Outra Metade, não paro, ao ponto de a determinada altura até eu ficar farto de mim. Infelizmente, no caso, parece-me também haver uma pitada de irresponsabilidade Quem diz uma pitada, diz que o gajo não faz a mínima ideia do que anda a fazer, nem é capaz de avaliar as consequências, que no fundo para ele serão nulas, porque é certo que lhe arranjarão um canto onde pode continuar a brincar com os legos, e é por isso que levamos com estas declarações ao país.

É engraçado, se calhar engraçado não será a escolha de palavras mais feliz, mas suponho que acabamos de passar pelo nosso momento Bush Jr. Aguarda-se então que o Paulo Portas comece a libertar lenta e mortalmente o que o homem foi dizendo nos conselhos de ministros ao longo destes dois anos. Imagino o vítor gaspar a explicar economia com powerpoints cheios de rebuçados, cavalinhos de carrossel, carros de bombeiros e da polícia, alinhados para construir gráficos, enquanto diz "este mês tivemos a maior taxa de crescimento do défice", ouvindo da cabeceira da mesa "se tivemos a maior taxa de crescimento, arranjem-me uma entrevista hoje na RTP", enquanto toda a gente baixa os olhos para o regaço, onde mantém as mãos cruzadas, para não lhe enfiar uma chapada, à espera que o vítor gaspar passe as próximas duas horas a explicar a palavra défice... Outra vez. Aliás, só assim se compreende que desde o final da semana passada o governo tenha entrado num frenesim e ande a propalar aos sete ventos (porque raio são sete?) que começamos a viragem. Eu ainda me perguntei para onde raio estávamos a virar e se isto ainda podia ficar pior? Agora já sei.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Relógio biológico

No fim de semana passado tive uma reunião de família. Daquelas à séria, em que participam mais de cem pessoas e em que não fazemos a  mínima ideia de quem é mais de metade do pessoal. A coisa foi bem engraçada e fartei-me de ouvi falar com saudade do meu pai, o que é sempre bom.

Mas o que me traz aqui é outro assunto, a sacramental pergunta "e filhos?", que me permitiu chegar a uma conclusão reconfortante. É que se há alguns anos eu lia nos olhares dos interlocutores reprovação e balbuciava em resposta qualquer coisa na linha do "sabes como é, ainda não estão reunidas as condições...", à medida que o tempo passa, o que aqueles olhos me transmitem é inveja, ao estilo "filho da p..., como é? A malta aguenta com isto e tu queres andar ai no bem  bom e vir depois sacar-lhes a reforma?".

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Santos populares

Ok, eu percebo. A pirotecnia é uma arte milenar e se em 1950 na América já havia cinemas drive in, por cá, em pleno século XXI, a malta continua a ir às festas populares para ver cantar os palermas do costume, com duas gajas meias despidas aos saltos em coreografias inenarráveis, enquanto são presenteados com versos mais ou menos ordinários, que fazem a delícia dos mais velhos quando no dia seguinte são debitados pelos netos de três ou quatro anos. Tudo bem, o povo tem de ser entretido e nada melhor do que fechar a festa com um fogo de artifício.

Eu, que tenho o prazer de viver junto ao Rio Douro, a meio caminho entre a Ribeira e a Foz, sábado à noite fui brindado pelo segundo fogo de artifício em menos de uma semana. O primeiro em honra do S. João, já este, do S. Pedro. Um a zero para o S. Pedro, que é como quem diz, um a zero para a junta de freguesia da Afurada, que pelos vistos tem um orçamento maior do que a câmara do Porto, que este ano optou pela quantidade em detrimento da qualidade (o raio do fogo durou quinze minutos, ao estilo, olha parece que vai ali outro). 

Bem, o que interessa é que no sábado a coisa foi em estilo e eu, que nem sou apreciador da "arte", lá estive à janela a assistir à coisa. Acontece é que domingo resolvemos ir dar um passeio a pé ao final da tarde, mas começamos a estranhar a quantidade de gente que se acumulava nas margens do Porto e Afurada. Descartei de imediato a possibilidade de já se estarem a posicionar para novo espetáculo noturno, muito menos diurno. Suponho que foi um erro de fé, levado pela crença que ninguém seria tão estúpido para ficar a assistir durante quinze minutos a um espetáculo, desta feita de foguetes, que se resumem a estampidos ensurdecedores. Enganei-me. Ah, no fim bateram palminhas, suponho que no mesmo espírito das aterragens dos voos charters.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Greve geral

Resumindo:

1. o pcp vai fazer comunicados inflamados dizendo que o povo está muito indignado, não aguenta mais e que esta greve é um cartão vermelho ao governo (enquanto sorriem entredentes com a genialidade da metáfora);

2. as centrais sindicais e os governos vão passar o dia a trocar acusações sobre os números. O governo vai fazer intervenções dizendo que a greve está abaixo dos 50%, enquanto as televisões mostram imagens de escolas e hospitais às moscas. As centrais sindicais vão dizer que os trabalhadores do privado também queriam fazer greve, mas o "patronato" não deixa. O privado assobia para o ar e faz de conta que não é nada com ele, porque já tem chatices que cheguem;

3. os palermas do costume vão ser apanhados desprevenidos pela greve do metro de lisboa e acabam a ser entrevistados em filas intermináveis para os táxis, enquanto olham pelo canto do olho e vêm a malta passar-lhes à frente.

Eu vou trabalhar porque, para já, ainda é para isso que me pagam.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Eu gostava de ter escrito isto...

"Só com o Borda d' Água se compreende o raciocínio e as estratégias do governo"

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Olhem uma coisa...

O  Cavaco Silva que quer pôr o FMI fora de Portugal e foi para o parlamento europeu criticar as políticas de austeridade é o nosso Cavaco Silva?

Mudaram o fornecedor de água em Belém? Eletrochoques?

Nuno Crato mantém exame de Português para segunda-feira

In Público

Suponho que a estratégia política deve ser qualquer coisa do género if you build it, they will come. É que agora que penso no assunto, este governo está a posicionar-se para uma bronca do caraças, porque se a malta já anda chateada com a "situação", os putos com 17 anos, fartos de ouvir falar na crise e os paizinhos preocupados com o futuro das crias neste pais desgovernado, não vão achar piada nenhuma. O gajo ainda diz que se vai candidatar outra vez?

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Sporting suspende relações institucionais com FC Porto

In Público

Hmmm... Disseram sporting? Esta notícia faz-me lembrar qualquer coisa, mas não sei bem o quê...

terça-feira, 4 de junho de 2013

É uma questão de igualdade: em Nova Iorque as mulheres podem fazer topless em Central Park ou qualquer ponto da cidade

In Público

Enquanto isso, no Parque da Cidade do Porto, nada! Se não é para usar as infraestruturas que temos de nível internacional, como os internacionais usam, então que se lixe. Mais vale usar os terrenos para construir casas de luxo frente ao mar. Sempre se pode dar o caso de uma das proprietárias resolver ir apanhar sol para varanda de forma mais cosmopolita.

Em todo o caso, a notícia gira parcialmente em torno de uma "artista" que pelos vistos se dedica a passear pela cidade ou a participar em manifestações em topless. Ora se o topless é uma forma de intervenção artística contra os costumes, caso contrário seria só mais uma palerma a circular pela cidade meia despida, porque raio há-de ser permitido? Repare-se que isto sou eu a fazer de advogado do diabo, até mais porque a dita artista não deixa de me fazer recordar a Maria Teresa Horta.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A lei da atração...

Não sei o que se passa, mas eu e a Outra Metade devemos ter um íman humano. Mesmo que a praia esteja vazia e até nos tenhamos afastado bastante do passadiço de acesso, em busca de paz e sossego, irá sempre aparecer uma família, o pai, a mãe, a avó, a tia solteira, a filha adolescente e o puto gordo, com barraca, guarda-sóis, fogareiro, tachos, geladeira e a inevitável bola, que se vão instalar a cinco metros de nós, claro está, marcando uma zona de influência que entra pelo nosso tapa-vento adentro.

E é assim que depois de montado o acampamento e enquanto exploram os limites do seu reino, que se decidem aproximar ainda mais de nós, para: hipótese a), a avó, a  mãe e a tia solteira escolherem para falar sobre a infeção de candidíase da filha e de como ela se dá mal com o período, que a tia também era assim até ter experimentado aquela pomada que se põe com o aplicador, mas antes é necessário raspar o...; hipótese b), com direcionalidade totalmente aleatória, o puto gordo começar a dar chutos na bola, que nos vai passando razias à cabeça, enquanto pergunta aos gritos "quando é passa o homem das bolas de berlim" e chama o pai para vir jogar com ele; hipótese c), a filha senta-se ao nosso lado e passa o dia todo na conversa ao telemóvel com o namorado, conversa essa que ao fim dos primeiros dois minutos se resume a "tu é que és", "não tu é que és", "tu é que...", entre risinhos histéricos.

Obviamente não adianta nada mudarmos de lugar, enquanto praguejamos entre dentes, porque a regra mantém-se e mal estejamos deitados, um clone da primeira família vai surgir do nada e instalar-se novamente ao nosso lado, provavelmente primos ou vizinhos dos primeiros e vão passar o resto do dia a falar aos gritos de um grupo para o outro.

Mostra-me os teus pés, dir-te-ei quem és!

Volta e meia surpreendo-me a tentar adivinhar que alinhamento cósmico terá sido necessário para que em dado momento no tempo alguém se tenha lembrado que não, isso de andar com os pés no chão dentro do carro não é bom, bom é meter os pés fora da janela. E desde então é vê-las, porque só quase elas praticam este desporto, na A1 e A2, à ida ou vinda do Algarve, alegremente recostadas, com o vidro todo aberto e um ou dois pezinhos estirados em direção ao infinito, qual bandeira hasteada, anunciando a presença de um carro do corpo diplomático.

Para além de questões estéticas, obviamente discutíveis, de saúde pública, é ver os carros que estão na peugada, a ziguezaguear, tentando evitar o rasto de chulé, ninguém está a dar o devido valor à vertente ambiental. É que os pés assim espetados acabam por ser um obstáculo incontornável e a mosquitada suicida-se em massa contra eles, numa carnificina sem quartel.

Pior mesmo, só a variante pés no tablier, que começa com um contorcionismo digno de um faquir e acaba com os ditos perto da ventilação, que se encarrega de espalhar o aroma pelo habitáculo. Minhas senhoras, se os tabliers tivessem sido pensados para os pés, as marcas de automóveis também lá tinham colocado tapetes!

domingo, 2 de junho de 2013

Olhem uma coisa?

Ao nível das mensagens de amor, o limite das metáforas do tipo, tu és o sol da minha vida, a flor do meu quintal, a gasolina do meu motor, fica antes ou depois de, o cocó da minha retrete?

E agora apaguem essa imagem da vossa memória!

sábado, 1 de junho de 2013

Vá, agora que ninguém nos está ouvir...

Mas alguém efetivamente gosta da nova música dos Daft Punk? Ai e tal, que são muito bons músicos, olha para mim a tocar guitarra ritmo e a bater nos pratos de choque ou a fazer voz de robot.

Sim, sim, muito interessante! Não fosse o raio da música nunca mais acabar. É que lá para o minuto quarenta e três eu já estou farto de perceber porque é que os gajos ficam a pé toda noite e depois aquela porcaria já começa a parecer um martelo pneumático... we're up all night to get lucky... We're up all night to get lucky... Papa papa papapapa... Papa papa papapapa...

E já agora, mas isto sou só eu a dizer, não sei se será muito boa ideia andarem por aí a espalhar que precisam da noite toda para sacar uma gaja.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Então sempre se confirma...

... não há limites para a estupidez de algumas pessoas.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Estive a pensar...

... E é isto!

Competência, uma epifania

Graças ao Mak, finalmente encontrei a explicação para algo que me deixa sempre perplexo. O caso é que sempre me fez confusão ver alguns imbecis desatarem a falar durante uma reunião e ser atormentado pela dúvida se os gajos só têm lata e se estão a borrifar para o que pensamos ou simplesmente não têm a noção das barbaridades que estão a dizer. E não, não estou a falar das reformulações positivas, ao estilo "então o Sr. Eng. acha que devemos ir por aqui. Muito bem, genial, certamente vai ser espetacular!". Não! Estou a falar daquela malta que arranca a falar e passados dez minutos começamos a olhar para a agenda da reunião, na dúvida se entramos no gabinete errado.

É que quase no final do vídeo, o John Cleese diz uma frase absolutamente esclarecedora, que vou traduzir livremente para: 
"A maior parte das pessoas que é totalmente incompetente a fazer algo, não tem os conhecimentos necessários para perceber que está a ser totalmente incompetente no que está a fazer."
E esta inconsciência, meus caros, pela qual afinal de contas não os podemos culpar, finalmente explica porque é que as minhas reuniões de uma hora normalmente duram três...

terça-feira, 28 de maio de 2013

O presidente da república é ou não é um palhaço?

A procuradoria geral da república já se pronunciou?

Agora a sério...

... o que é que o Rui Gomes da Silva tomou ontem antes de ir ao Dia Seguinte?

É que fez um efeito do caraças. Eu quase que gostei do homem (nada daquelas coisas abichanadas, estou a falar de respeito intelectual). Citações pertinentes, piadas e apartes engraçados, argumentação coerente e nenhuma daquelas apoplexias histéricas, em que um gajo fica em pulgas, na beirinha do sofá, à espera do momento em que a baba e espuma lhe começa a sair pela boca.

De qualquer forma, quem fica a perder é o programa, porque mantendo a vertente lúdica e fantasiosa, perde a componente de circo... Refiro-me aos animais...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Domingos (im)Paciência

Isto do jorge jesus ter acabado de ficar, digamos, disponível  e do vítor pereira ser o campeão improvável, a modos que deve parecer a tempestade perfeita ao Domingos, que por esta altura já nem deve acreditar no azar que tem e anda com os nervos em franja. Anda ele e os adeptos do Porto.

É que já começa a ser um azar do caraças. Há dois anos adiou o máximo que pode a assinatura pelo sporting, para descobrir alguns dias depois que o Special Two ia para o Chelsea. Este ano, que as peças se pareciam estar a organizar e o Picó nem quis o leonardo jardim perto da mulher, o jorge jesus resolve perder tudo o que tinha para perder e, de caminho, oferece a vitória do campeonato ao vítor pereira.

Bem, nunca pior, mais dia menos dia lá vou ter de começar a dizer que o jj é dos melhores treinadores do mundo e que o problema está na estrutura do benfica, que queima as pessoas e coiso.

domingo, 26 de maio de 2013

Empregos de sonho

Ah, se ao menos existisse uma profissão em que um tipo, mesmo sendo uma nódoa ou acabado para a coisa, só tivesse de aparecer para mandar uns bitaites depois de já estar tudo feito e de se saber no que deu...

... Comentador de futebol?

sexta-feira, 24 de maio de 2013

É tudo uma questão de perspetiva...

Andava há dias a dizer mal da Vodafone fm. Que aquilo passa sempre as mesmas porcarias, que as bandas estão a exagerar nessa coisa do everything is a remix e que os portugueses são uns deprimidos do caraças.

Dois minutos... Consegui ouvir a rádio comercial durante dois minutos. Quer dizer... Consegui ouvir os anúncios na rádio comercial durante dois minutos, porque música, nada. Isso e um dos palermas que faz a animação. Porra, têm de estar assim tão animados logo pela manhã?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Reclusos em greve de fome não devem ser sujeitos a alimentação forçada

In Público

E por falar em carlos moedas. Tenho a leve suspeita que este é mais um daqueles relatórios que aparece por aí, tipo aquela coisa do FMI, que nos deixa a leve suspeita ter sido escrito pelo governo.

Mas de qualquer forma, nós estávamos a obrigar alguém a comer? Não podemos só obrigá-los a confirmar de manhã se vão ou não comer? É que a comida está cara e é feio estragar-se! Lá aquela coisa dos meninos em África e tal. Que digo eu, África... gaia, setúbal...

Que é feito do Carlos Moedas?

Terá sido dos primeiros a abandonar o barco? É que nunca mais ninguém o viu. Provavelmente já se está a preparar para a segunda vaga.

Sindicatos da função pública cada vez mais próximos de uma greve conjunta

In Público


À razia que o governo já fez e ao ritmo a que estão a levar a coisa, ou marcam a greve para breve ou acabam a ir todos para a manifestação no mesmo carro.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mas de que se riem aqueles três?

Leonardo Jardim e o Sporting


Suponho que algumas pessoas não conseguem resistir ao abismo, deve ser como aquilo das drogas. Um gajo está muito bem na vida e um dia acorda de manhã com uma vontade irresistível de dar cabo de tudo.

Mas porra... O sporting? Mais valia ter-se mesmo metido nas drogas!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Quando os países não percebem o seu poder.

Há muito tempo que acredito que uma grande parte do ascendente, ou até mesmo poder, que os outros têm sobre nós é aquele que lhes queremos conceder. É claro que percebo estruturas sociais, como as hierarquias profissionais mas, mesmo aí, há os que são meramente submissos e os que conseguem conquistar o seu espaço e respeito. Pela minha parte, com um ou outro ajustamento, esta visão das relações aplica-se ao plano pessoal e profissional, mas também nas relações entre empresas, sociedades e países. 

É por isso que me parece um bocado deprimente que Portugal e os restantes países periféricos ainda não tenham percebido qual o seu papel na (des)união europeia, que no fundo é o de desvalorizar o euro. Somos o contrapeso. No dia em que Portugal, Grécia, quem sabe Espanha, saírem do euro, a valorização do euro será tal, que de um dia para o outro a Alemanha acorda sem qualquer competitividade. Toda aquela altivez e ética de trabalho pretensiosa vai para o galheiro e os série três, classe c e A4 ficam nos parques de estacionamento das fábricas.

E se é para isso que lá estamos, para ser o parente pobre, que vive de sobras e esmolas, então é melhor  perder de vez a vergonha na cara e voltar a exigir os nossos apoios e subsídios, os mesmos que nos têm permitido manter alegremente num estado inconsciente de subdesenvolvimento, enquanto fazemos de conta que somos membros do primeiro mundo.

Special One


Talvez também por uma questão de feitio ou se calhar só por isso mesmo, acho piada ao José Mourinho. Gosto de pessoas que são boas no que fazem e numa época em que a mediocridade parece reinar, gosto ainda mais quando o esfregam na cara dos outros. Normalmente não vejo nisso arrogância, mas um orgulho descarado. Orgulho no trabalho árduo e na conquista dos objetivos a que se propõem, os tais 90% de transpiração e 10% de sorte, superando a mediania por onde a maioria das pessoas afina.

Eventualmente até posso estar enganado, mas não deve ser fácil ganhar campeonatos em quatro países diferentes, muito menos duas ligas dos campeões. Aqueles que apontam para os orçamentos que gere e jogadores que tem ao dispor, parecem esquecer-se que há mais treinadores e equipas em condições semelhantes.

Acontece que o sucesso é sempre inebriante e parece que desta vez o tipo se passou de vez e perdeu a noção da realidade e da importância relativa das coisas. A forma como está a gerir a sua saída do Real Madrid, após uma época em que falhou todos os objetivos, mais do que lastimável, é nojenta e medíocre. Se o futebol é realmente um desporto de paixões, é indesculpável o desrespeito que está a revelar pelo clube que representa e, especialmente, os adeptos. De qualquer das formas, suspeito que não vai ser por isso que no próximo campeonato inglês não o teremos a provocar tudo e todos. A ver vamos como se dá com o special two, a quem até acharia ainda mais piada, não fosse ter largado as fraldas cedo de mais.

Coisas que me tiram do sério...

Ouvir um palerma inglês, americano ou quem sabe alemão, a cantar reggae com pronúncia pseudo jamaicana. Isso e o tema das músicas, sempre amor e paz, tanto amor e paz, apre...

domingo, 19 de maio de 2013

Então que ganhe o melhor...

... o que de certa forma é capaz de complicar um tudo nada a vida ao benfica.

sábado, 18 de maio de 2013

Para memória futura

Durante a semana que passou estive a fazer entrevistas de recrutamento. Como sempre, fui confrontado com uma amostra da população portuguesa, aqui abordada em jeito de fábula

A toupeira, que começou o ensino superior, desistiu, mudou várias vezes de emprego e passados dez anos, está outra vez no ensino superior (e pelos vistos não está a correr bem). Não faz a mínima ideia para onde vai, aliás fiquei com a impressão que nem de onde vem, mas está à espera que um empregador acredite nela, sei lá eu porquê.

O grilo, esforçado e que já mudou de cidade várias vezes, sempre na procura de melhores oportunidades, mas que tinha  a insuportável caraterística de ter opinião sobre tudo, que fazia questão de partilhar e que pura e simplesmente não se calou durante toda a entrevista. E quando eu digo não se calou, quero dizer que quase não me lembro de ter feito perguntas.

A formiga, que começou a trabalhar ainda não tinha acabado o secundário e que tem procurado oportunidades profissionais que consolidem o seu percurso e competências. Sabia qual era o papel que se esperava representasse e esforçou-se para o conseguir

A cigarra, uma tipa que até nem era nada burra, não se desse o caso de ter apostado com igual peso e medida na competência e no charme. Estava claramente convencida que para ser contratada bastava menear a cabeça, fazer beicinho e passar as mãos pelo cabelo e, aparentemente, em momento algum lhe ocorreu que ninguém minimamente lúcido está interessado em meter na empresa uma gaja que vai de certeza  confundir os moços e arranjar confusão com o mulherio.

Sendo assim, cientificamente concluo que setenta e cinco porcento da população portuguesa não faz ideia do que quer ou é esperado dela em termos profissionais. E isto até nem me chateava por ai além, não fosse a forte probabilidade de frequentemente ser atendido por um deles.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Portugal torna-se o quinto país a aprovar co-adopção por casais homossexuais

In Público

Portugal, um país à frente do seu tempo, na primeira linha da modernidade... Ou não, porque esta lei não passa de uma hipocrisia, ao estilo, se não podes vencê-los, junta-te a eles. 

Os serviços de adoção nunca impediram que homossexuais adotassem crianças individualmente, que acabavam por ser integradas em famílias, pelo que agora apenas se está a legalizar uma situação de facto. O que leva os deputados a não permitirem a adoção por casais homossexuais é e continuará a ser um mistério.

Funcionários públicos dispensados

Esta coisa de despedir alguém dizendo que se vai dispensá-lo é um eufemismo espetacular. Eventualmente espetacular não será a melhor palavra para o descrever, talvez cobarde fique melhor. A verdade é que, nem que seja para variar, nesta coisa até nem estamos sozinhos e o conceito é utilizado também na língua inglesa, com um ainda mais torpe let you go.

Sobre isto, há uns anos cruzei-me com um sketch delirante entre um diretor de recursos humanos e o funcionário:
- Sr. Santos, vamos ter de o dispensar.
- Mas, mas... Eu não pedi nada.
- Seja como for vamos ter de o deixar ir.
- Ó seutôr, eu estou bem e gosto muito de cá estar.
- Sim, mas vamos ter de o libertar.
- Deixe estar, que eu não quero.
...

Iam assaltar bombas com GNR lá dentro e foram corridos a tiro

In Jornal de Notícias

O problema de Portugal é, obviamente, a falta de formação. É que nem para fazer a porra de um assalto a uma bomba de gasolina temos gente competente ou com um mínimo de profissionalismo e a coisa é sempre ao estilo "para quem é, bacalhau basta". Vai daí, nem sequer repararam que estava um carro da GNR estacionado na bomba e iam acabando envenenados com chumbo.

Portas: “Sou politicamente incompatível com TSU dos pensionistas"

In Público


Nota artística: 10       Nota técnica: 4

Assim começa a ser difícil! Este tipo dá tantas piruetas, que um gajo já nem sabe a quantas anda e corre o risco de estar para aqui a mandar bocas, já ele voltou a mudar de posição.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Mas que merda é esta?

Ontem cruzei-me com dois gajos mais ou menos nestes preparos e não me venham cá com as tangas da segurança na masculinidade e que é preciso ser muito homem para usar calças cor de rosa.


Se um gajo acordar de manhã e por motivos totalmente inexplicáveis e alheios à sua vontade só tiver estas calças no armário, obviamente vai trabalhar em boxers! Isso sim é que é de homem.

Casal do Porto inventa filho para conseguir uma casa maior

In Público

Fico sempre irritado quando calha de ir aos correios em semana de pagamento de subsídios e lá estão as mães perfiladas, rodeadas de uma data de filhos e filhas, as mais velhas já grávidas e também de crianças ao colo, como se isto da segurança social fosse uma atividade profissional.

Não obstante isso, ou melhor, até por isso, como defendo que em qualquer atividade económica se deve premiar a inovação, pelo engenho, arte e, acima de tudo, desplante, estes gajos mereciam que lhes dessem a casa.

Seguro sai da reunião “da mesma forma” que entrou

In Público

Nem sequer um bocadinho despenteado, nó da gravada alargado, óculos tortos, uma fralda de fora e marcas de batom no pescoço.

Mas estavam à espera de quê? O tipo tem a agenda dele, literalmente, com uma data de nomes a quem tem de dar de comer. Não vai ser agora, que até já tem um esquema colado na parede com a distribuição de lugares, que se vai meter na cama com o governo e comprometer-se com a desgraça instalada.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Mais de um quarto dos portugueses sem meios para manter a casa aquecida

In Público

Numa nota positiva, sempre ficamos a saber que pelo menos um quarto dos portugueses ainda tem casa. De qualquer das formas, se calhar está na altura de se deixarem de frescuras (foi sem querer) e vestir um casaquinho de lã ou umas meias mais grossas, porque esta é mais uma daquelas notícias em que se topa que as prioridades da malta continuam desajustadas. Meus amigos, há escolas que abrem ao sábado porque os miúdos não comem em casa...

Papoilas saltitantes?

Como papoilas saltitantes? Bolas!

"Penso que foi uma inspiração da nossa senhora de fátima, é o que a minha mulher diz"

Hmmmmm!

Eheheheheheh!...
Ahahahahahahahahahah!...

Ehhhh!... É um reinadio este nosso presidente. Mas na dúvida, não será má ideia um exame, só para ter a certeza que o homem está mesmo no gozo e  não perdeu as faculdades mentais que ainda lhe restavam.

De qualquer forma, eu sempre achei que o homem governou ao estilo dona de casa (dão-lhe dinheiro para gastar, compra o essencial, um ou outro luxo e põe um bocadinho num mealheiro, para os dias difíceis), mas não estava à espera de descobrir que era a mulher quem puxava os cordelinhos.

Cavaco afirma que a sétima avaliação da troika é “inspiração de Nossa Senhora de Fátima”

In Público

Pfffff!...
Ahahahah!...
Ahahahahahahahahah!...
Snif! Snif!
....
Hmmmm...
...
Ahahahahahahahahah!...

(vou ali respirar para dentro de um saco de papel e já volto)

terça-feira, 14 de maio de 2013

CDS recusa cedência e reclama vitória na contribuição sobre pensões

In Público

Espetacular! Se calhar espetacular não será a palavra, assim de repente, talvez inacreditável, inconcebível, inadmissível ou se talvez, deplorável. Um dos partidos da coligação diz que o outro cedeu, o outro diz que venceu o um. O país está feito num oito e estes gajos andam a reclamar vitórias.

Vocês estejam à vontade a brincar a quem mija mais longe, que nós temos tempo. Afinal de contas uma mulher no Bangladesh aguentou catorze dias debaixo de destroços, por isso os reformados podem bem passar três ou quatro dias sem comer. Sem isso e sem medicamentos, porque também se arranjam estudos a dizer que na maior parte dos casos o placebo faz exatamente o mesmo efeito. Se bem que isso me suscita a dúvida se bolinhas de pão em forma de comprimido conta como comer?

ONU aposta em insectos como alimento do futuro

In Público

E é nisto que dá ter um secretário geral asiático. O tinóni ou Ban Ki-moon ou lá como se chama o homem, dever ter dito qualquer coisa do género "pessoal, temos de pensar out of the box"e deu nesta palermice, porque alguém se saiu com esta ideia peregrina e o tipo nem estranhou.

Isto é gente perigosa e metódica, que até publica gráficos para fundamentar a coisa. Ficamos a saber que pelos vistos é preciso muito menos alimentos para produzir os mesmo quilos de, digamos, carne, e vão ao detalhe de argumentar que os insetos produzem menos gases com efeito de estufa (estou a citar, vão ver se não acreditam em mim), informação que obviamente vou guardar para desbloqueador de conversas futuras. Um gajo explode-se num autocarro ou um imbecil ameaça que vai disparar um míssil contra os estados unidos e é um reboliço na assembleia geral. Alguém publica esta imbecilidade e ninguém mexe uma palha. 

Bem, por mim esclareço que comi todos os insetos que tinha para comer até aos 14 meses, suponho que genericamente formigas, enquanto rebolava ou gatinhava de um lado para o outro e os ditos estavam à distância de um braço. Esse capítulo está encerrado desde que comecei a andar, exceção feita a um ou outro mosquito que se possa cruzar comigo de bicicleta (eu, não o insecto) e uma sacana de uma abelha do tamanho de uma bola de golfe que há uns anos se esborrachou contra o a ventilação do capacete. Se algum dia virem uma fotografia minha  no Vietname com um bicho a espernear entre dois pauzinhos que se aproximam da minha boca, podem apostar a vida em que aquela mer... voou logo de seguida em direção a um prato de sopa na mesa ao lado (onde de qualquer forma não se fez destacar de entre os restantes ingredientes).

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Sobre o jogo de sábado...


... é óbvio que gostei da vitória, mas espetacular mesmo foi ver o focinho deste gajo na televisão. E digo ver, porque ouvi-lo provocou-me a náusea habitual.

Este tipo é asqueroso e dizem-me que os benfiquistas também não o suportam, pelo que nem será esticar muito a imaginação supor que foi um que lhe acertou o passo. A questão que me assalta, que digo eu, espanca o espírito sempre que me aparece pela frente é: porque raio é que o resto da malta tem de o aturar? Porquê?... Bem, suponho que será a vingança benfiquista...

Esperados mais sete mil peregrinos em Fátima do que no ano passado

In Público

A 13 de maio de 2013, século XXI, irão estar no santuário de fátima trinta e sete mil  pessoas para celebrar a aparição da virgem maria a três pastorinhos. Passados quase cem anos e toda a informação e ciência ao nosso dispor hoje em dia, trinta e sete mil pessoas fazem dezenas de quilómetros, alguns a pé, para rezar a não sei quem e pedir não sei o quê, à espera que a divina providência intervenha e lhes resolva a vida, com mais ou menos os mesmos resultados que acreditar no paulo portas.

Uma das coisas que nunca deixa de me fascinar, é o paradoxo entre a santidade da coisa e o número de feridos, nalguns anos mortos, provocados por acidentes nas deslocações de e para o evento. Mas se calhar sou um tudo nada cético.


É que se eu visse estes três gajos num semáforo, nem sequer abria o vidro com medo que fizessem parte de um esquema romeno para me gamar o carro.

CDS aceita "excepcionalmente" a taxa de sustentabilidade sobre pensões

In Público

"O primeiro ministro sabe e creio ter compreendido que esta é a fronteira que não posso deixar passar", Paulo Portas, 5 de maio de 2013

E é isto. Um tipo fica sem saber o que dizer. Eu compreendo lá aquela ideia de que em política "o que é verdade hoje, pode não ser amanhã", mas porra, é para interpretar literalmente? É que este gajo só precisou de uma semana para se borrifar para o discurso que fez ao país.


Se não é para o levar a sério, ao menos podia vestir-se a rigor. Ou dizer-nos a nós para nos vestirmos!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Taxa de desemprego sobe para 17,7%

In Público
INE/Público
O que, mais pessoa menos pessoa, do ponto de vista do vítor gaspar, mais coisa menos coisa, são 952 200 pessoas desempregadas, mais do dobro do que em 2008, quando a taxa era de 7,3%, 409 900 pessoas.

Diz-se por aí que o aumento da taxa de desemprego é o que mais tem surpreendido o governo. Eu, no lugar deles, ficava era surpreendido por ainda ninguém lhes ter feito uma espera e limpo o cebo. De qualquer modo, esta coisa da surpresa preocupa-me sobremaneira. É que se com as medidas tomadas já esperassem este resultado, um tipo ainda podia acreditar que a coisa estava a correr dentro do planeado e que mais dia menos dia o milagre da recuperação daria ares da sua graça. Agora se nem com isto contavam... C'um catano!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Mas o que é que se passa com as bandas portuguesas?

Um tipo liga o rádio, antena3, rádio comercial, vodafone fm ou o que mais houver e nunca se ouviu tanta música portuguesa, concertos por toda a parte e entrevistas em tudo o que é comunicação social. Ainda assim, estes cretinos só fazem músicas deprimentes. E não estou a dizer que são tão más que me deprimem. Não, estes gajos descobriram agora que os Joy Division e os Interpol são espetaculares e fazem variações infinitas dos originais... Bem, o que de certa forma também me deprime, porque já não há pachorra.