Uma das conquistas de abril (imaginar dedos no ar em forma
de aspas) é a obrigação do estado assegurar o ensino básico universal,
obrigatório e gratuito (imaginar gargalhada). Lamentavelmente, talvez por falta
de visão, os pais da nossa constituição não previram nada quanto à obrigação do
estado assegurar o acesso universal, obrigatório e gratuito a consolas de
jogos, uma para casa e outra portátil, sapatilhas de marca, telemóveis de
última geração, óculos de sol iguais aos do CR7, últimos modelitos da moda e
canais de televisão de desporto pagos. Vai daí, os pais das nossas crianças ficam justamente indignados por, em
cima disto tudo, ainda terem de pagar os manuais escolares dos filhos, uma
porcaria que se gasta num ano e, vejam lá, não serve para mostrar a ninguém.
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Nuno Crato mantém exame de Português para segunda-feira
In Público
Suponho que a estratégia política deve ser qualquer coisa do género if you build it, they will come. É que agora que penso no assunto, este governo está a posicionar-se para uma bronca do caraças, porque se a malta já anda chateada com a "situação", os putos com 17 anos, fartos de ouvir falar na crise e os paizinhos preocupados com o futuro das crias neste pais desgovernado, não vão achar piada nenhuma. O gajo ainda diz que se vai candidatar outra vez?
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Mundo tem mais telemóveis do que água potável e sanitas
In Expresso
Suponho que isto encerra a conversa sobre as prioridades da humanidade. É que provavelmente aqueles que não têm sinal de rede nem água potável, mais depressa reclamam pela falta da primeira do que da segunda e até já têm telemóvel para mostrar.
A possibilidade de poder telefonar a alguém e, seja qual for o motivo do telefonema, começar por "onde estás?", devia estar consagrada na Declaração Universal dos Direitos do Homem (ou Pessoa Humana ou lá o que é)!
domingo, 27 de janeiro de 2013
'Manif' de professores atrasa quase uma hora
In Expresso
Tivessem posto um segundo toque na manif e eles lá apareciam a correr. Velhos hábitos não são fáceis de perder.
Tivessem posto um segundo toque na manif e eles lá apareciam a correr. Velhos hábitos não são fáceis de perder.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Passos Coelho: Defender o Estado social implica reformá-lo
In Jornal de Negócios
Um tipo lê isto nas gordas e nem presta atenção. Suponho que é uma questão de bondade, nossa obviamente, que desta gente a prudência aconselha a esperar o pior.
Mais uma demonstração de genialidade do gabinete de comunicação do governo, praticando a máxima - a melhor forma de esconder uma coisa é espetá-la à frente de toda a gente. Vai daí, o tipo diz que quer defender o Estado Social reformando-o e a malta pensa em mudança, sem ponderar um segundo que seja que o que ele quer mesmo é encostá-lo num sítio onde não faça mal a ninguém, especialmente aos bancos e companhias de seguros que gerem a saúde privada e cooperativas que controlam o ensino particular.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Nem se eu quisesse inventar: Classes altas "estão menos preocupadas" com a energia
In Jornal de Negócios
O Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa tem em curso uma "investigação" sobre o uso de contadores inteligentes de electricidade, dirigido pela Luísa Schmidt, que veio agora anunciar algumas das conclusões, como por exemplo, que as classes
altas estão menos preocupadas com a energia.
Eu compreendo que quando se é investigador se vive de investigar e, portanto,
a senhora faz pela vida. Em todo o caso, no meio de notícias de cortes em tudo o
que é coisa pública, nomeadamente saúde e, neste caso particular, educação, já que a
senhora não tem pudor, não seria de alguém, sei lá um reitor, secretário de
estado, ministro da educação, primeiro ministro (esqueçam o presidente)
suspender estas investigações de tanga?
De qualquer modo eu posso ajudar a evitar que sejam feitas as restantes investigações, que
certamente já estavam apalavradas, da série “classes altas “estão
menos preocupadas” com o preço de”. Assim sendo:
- classes altas “estão menos preocupadas” com o preço das casas;
- classes altas “estão menos preocupadas” com o preço dos carros;
- classes altas “estão menos preocupadas” com o preço dos combustíveis;
- classes altas “estão menos preocupadas” com o preço da lagosta;
- classes altas “estão menos preocupadas” com o preço do bife de lombo...
Posso também desde já adiantar em primeira mão e como bónus que as classes baixas também não estão lá muito preocupadas com o preço do bife de lombo e da lagosta. Alguém contesta? Quanto é que esta gaja recebe por cada uma destas investigações? Posso receber metade?
- classes altas “estão menos preocupadas” com o preço das casas;
- classes altas “estão menos preocupadas” com o preço dos carros;
- classes altas “estão menos preocupadas” com o preço dos combustíveis;
- classes altas “estão menos preocupadas” com o preço da lagosta;
- classes altas “estão menos preocupadas” com o preço do bife de lombo...
Posso também desde já adiantar em primeira mão e como bónus que as classes baixas também não estão lá muito preocupadas com o preço do bife de lombo e da lagosta. Alguém contesta? Quanto é que esta gaja recebe por cada uma destas investigações? Posso receber metade?
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terça-feira, 13 de novembro de 2012
A educação fica sempre bem...
Passo mais ou menos por isto todos os dias de manhã. Por um azar do caraças, depois das últimas alterações na empresa, o meu posto de trabalho acabou por ficar numa zona de elevado tráfego de pessoas. Em todo o caso e justiça lhes seja feita, ainda não houve nenhum engraçado se lembrasse do my Lord e a coisa limita-se ao cordial bom dia. Já eu, confesso que por volta do septuagésimo bom dia uma vez ou outra sussurrei entre dentes um libertador "e se te fosses fod**!".
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Crise Portuguesa, uma opinião
Se alguém quiser mesmo perceber a origem da crise portuguesa só precisa de ir a um Centro Comercial. E com isto não quero dizer ir às lojas, ver a malta a destrocar o dinheiro que tem ou não tem. Nada disso. Basta olhar para as escadas rolantes e ver o pessoal todo satisfeito, ali quietinho, enquanto a coisa sobe (e essa quase consigo encaixar) ou desce.
Não sou um gajo extremamente viajado, mas já andei por aí e não conheço mais nenhum povo que encare as escadas rolantes como nós. Está bom de ver que a coisa é cultural e que o princípio se aplica a tudo o resto da nossa vida, na lógica do "se der para ir à boleia, então bora aí, que os outros não são mais espertos que eu". Aparentemente somos incapazes de perceber que procurar formas de fazer as coisas com menos esforço é diferente de não fazer esforço nenhum. A malta afina pelo mínimo denominador comum, no caso, não fazer puto, e ainda fica lixada quando aparece um imbecil que tenta levar as coisas mais a sério, nas empresas ou no raio das escadas rolantes.
Por mim tudo bem, porque adotei o estilo "dá-me licença por favor" e, sem atropelar ninguém, vou levando a coisa ao meu jeito, na vida e nas escadas rolantes.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Espírito de Natal
Agora a sério, não me sai da cabeça aquela coisa de no Natal só se dar prendas às crianças e estou cada vez mais convencido que é uma crueldade. Para as crianças, entenda-se, porque é com elas que estou preocupado.
Se o governo diz que a crise vai durar mais dois anos e a Angela Merkel diz cinco, o melhor é multiplicar os dois e apontar já para dez anos, que é para não haver surpresas. E assim sendo, se a malta começa a sacrificar-se para inundar a putalhada de prendas, está bom de ver que vão ficar mal habituados, convencidos que a vida é só facilidades, uma cambada de desajustados incapazes de lidar com o estilo de vida à Europa do Leste nos anos 80 que aí vem.
A bem da sua educação e preparação para o futuro, é mas é entrar já numa de terapia de choque e este ano cada um recebe um chocolate Regina em forma de pai natal ou guarda chuva e umas cuecas da feira. Não vejo qualquer contraindicação a que o dinheiro que eventualmente sobre seja convertido em prendas para adultos, a viver com a Outra Metade, na rua do...
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Refundação do Estado - Educação
Com a Constituição da República Portuguesa pós PREC ficaram instituídas algumas ideias engraçadas, na verdade obrigações que o Estado devia garantir, como por exemplo a educação
A coisa não foi por acaso, porque antes do 25 do 4 quem era de famílias desfavorecidas e queria estudar só tinha um caminho, o seminário. Não tinha necessariamente de ser ordenado padre (aí e tal, afinal não sei se me quero casar com Deus, ou isso são as freiras?), o que já não é mau de todo, mas sempre passava por alguns incómodos durante as noites de inverno, outono, primavera... Adiante. De resto, a malta podia ser polícia (tens dezoito anos e a quarta classe), militar, trabalhar no campo ou na fábrica. Os que conseguiam estudar um pouco mais (quem diz um pouco mais, diz mais 2 ou 3 anos), lá dava em empregado no escritório de qualquer coisa. E assim se mantinha um modelo em que tantos fizeram ganhar tanto a tão poucos.
Quando disse ideias engraçadas, não é porque duvide que todos devemos ter oportunidades iguais, mas sim que uma sociedade não aguenta que todos sejam iguais, o que parecendo o mesmo, não é. É que, já se sabe, não basta obrigar os putos a fazer nove anos de escolaridade para que desatem a aprender. Melhor, que todos consigam e, mais importante ainda, queiram. E é assim que nos dias de hoje a malta que quer e pode estudar, não tendo de aturar os padres do seminário, tem de conviver no 5.º ano com gajos de 16 anos mais ou menos entediados, o que me parece condição suficiente para dar asneira. Depois há aquele pequeno detalhe de termos imensos doutores e engenheiros de tudo e mais alguma coisa, mas não temos o que lhes dar para fazer e, quando temos, pelos vistos o que se paga não é, digamos, digno.
Como agora era um bocado chato dizer à malta que afinal era a brincar e que não, isto não é para todos, porque alguns têm mesmo de ganhar uma miséria para que as empresas sejam competitivas, parece que se vão alterar as regras a meio do jogo e introduzir-se novos pagamentos na educação. E pronto, está feito. Não há nada como uma crise para, passados mais ou menos quarenta anos, voltar a pôr o povo onde pelos vistos alguns acham nunca devia ter saído, que aparentemente é no limiar da pobreza e ignorante.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Afinal, ser popular na escola compensa no mundo do trabalho
In Público
Esta é daquelas cenas que me faz chorar a rir. Ai e tal, não, tu não precisas de ir a festas, nem namorar. Vais ver que se estudares muito e usares esse açaime, quero dizer, aparelho dos dentes durante o liceu, vai valer a pena. E assim evita-se que os marrões desatem a suicidar-se em massa, tipo lemmings a saltar da janela da biblioteca lá da escola.
A criatividade dos que querem enganar os desgraçados é extraordinária e esta ideia é quase tão boa como a do "dinheiro não dá felicidade", frase que o Herman José sempre completou com "pode não dar, mas manda comprar". Ou a suprema, tens de ser bonzinho na terra para ires para o paraíso e nada de tentar apressar a coisa, que o suicídio é pecado (e é preciso mão de obra barata).
E é desta maneira que a malta passa a vida à espera da recompensa. O mais engraçado é que normalmente os mais populares são também os filhos dos mais ricos. Estranhamente, os mais ricos são frequentemente religiosos fervorosos. Mais estranho ainda, são também aqueles que parecem ter uma interpretação livre do conceito de pecado. Suponho que será coincidência ou uma questão de perspetiva.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Morreu a actriz Sylvia Kristel, a eterna Emmanuelle
E então? Nada de condecorações póstumas? Bandeiras a meia haste? Sei lá, pelo menos um minuto de silêncio na Assembleia da República?
É que esta senhora fez mais pela educação sexual nos anos 70 e 80 do que qualquer iniciativa governamental e muitos deputados passaram horas infindáveis à frente à televisão, com uma mão... Bom, andando. Ela e o tipo que escreveu o "Fanny Hill", um tal de John Cleland, que já em 1748 e sem se pôr com fantasias imbecis, escreveu uma coisa com muito mais interesse do que as cretinices da E.L. James (e digo isto com confiança de quem leu o primeiro e não faz ideia do que a segunda escreveu).
Aliás, para essas mamãs que agora leem pornografia como se não houvesse amanhã, que tal olharem para a coleção de livros dos maridos? Não são esses aí à frente, palermas! Os de trás. É que esse Henry Miller, com a capa preta e o título "Trópico de Cancer", não é um curso de astrologia para amadores.
Aliás, para essas mamãs que agora leem pornografia como se não houvesse amanhã, que tal olharem para a coleção de livros dos maridos? Não são esses aí à frente, palermas! Os de trás. É que esse Henry Miller, com a capa preta e o título "Trópico de Cancer", não é um curso de astrologia para amadores.
Vá, toca a encadernar isso com papel pardo e disfarcem o sorriso estúpido quando vão a ler no autocarro.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Gaspar desafia deputados a proporem cortes na despesa do Estado
In Público
Se é para os outros fazerem o trabalho dele, estamos a pagar-lhe para quê?
E já agora que fique caladinho sobre o investimento do país na sua educação, porque das duas uma:
- ou é um calão do caraças e não aprendeu puto;
- ou a educação em Portugal ainda é pior que o se pensava.
Se é para os outros fazerem o trabalho dele, estamos a pagar-lhe para quê?
E já agora que fique caladinho sobre o investimento do país na sua educação, porque das duas uma:
- ou é um calão do caraças e não aprendeu puto;
- ou a educação em Portugal ainda é pior que o se pensava.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Ensino universitário
Bom, queria aqui agradecer por me terem obrigado a cumprir a escolaridade obrigatória, não obstante os indícios claros que não tinha qualquer vocação para aquilo, empurrado para o ensino secundário, ignorando olimpicamente o retumbante chumbo no 10.º ano e providenciado os meios para fazer a faculdade (no ensino privado, porque nem sequer tive a decência de conseguir as notas para fazer a coisa no público). Pois é, contra todas as (minhas) expectativas sou licenciado.
E isto já foi há alguns anos (poucos, nada de relevante). Dou por mim a imaginar como seria hoje. Se os meus pais também teimavam que tinha de ser Dr. ou espetavam comigo numa escola profissional para aprender um labor e ser alguém na vida?
É que por mim não entrava mais ninguém na faculdade só porque sim. Na maior parte dos cursos a coisa tinha de ser por substituição. A malta só podia ser admitida num curso de 3 anos, quando faltassem 3 anos para o substituído se reformar. Se calhasse de chumbar e a título de motivação, não podendo ser executado, era enviado para uma mina no Congo.
A mim o que me incomoda nem é tanto o desemprego jovem. Não me dou é lá muito bem com taxistas licenciados em filosofia, niilistas e com propensão para relativizarem as coisas, particularmente a minha segurança, empregados (ainda se pode chamar assim?) de restaurante economistas ou advogados com opinião sobre tudo e caixas de supermercado nutricionistas que me deitam um olhar crítico enquanto avaliam as minhas compras (sim, gosto de chocolate e então?), embora aqui possa estar um nicho de mercado - personal shopper alimentar.
Eu, na verdade, o que gostava de saber é o que leva alguém com 17 anos a inscrever-se num curso de história ou geografia (exemplo meramente ilustrativo)? Se com essa idade ainda não tiveram a curiosidade de ler jornais ou ver noticiários e não estão suficientemente informados para saber que é uma decisão imbecil, se calhar também não vai ser a faculdade que lhes vai abrir os horizontes. Depois, aparecem-me em entrevistas de recrutamento em que à pergunta "o que valorizou mais no seu curso?", dizem "foi ensinar-me a pensar", muito satisfeitos com o brilhantismo da resposta. Invariavelmente fecho com "e espera que sejamos agora nós a ensinar-lhe aqui o que devia ter aprendido lá?".
E isto já foi há alguns anos (poucos, nada de relevante). Dou por mim a imaginar como seria hoje. Se os meus pais também teimavam que tinha de ser Dr. ou espetavam comigo numa escola profissional para aprender um labor e ser alguém na vida?
É que por mim não entrava mais ninguém na faculdade só porque sim. Na maior parte dos cursos a coisa tinha de ser por substituição. A malta só podia ser admitida num curso de 3 anos, quando faltassem 3 anos para o substituído se reformar. Se calhasse de chumbar e a título de motivação, não podendo ser executado, era enviado para uma mina no Congo.
A mim o que me incomoda nem é tanto o desemprego jovem. Não me dou é lá muito bem com taxistas licenciados em filosofia, niilistas e com propensão para relativizarem as coisas, particularmente a minha segurança, empregados (ainda se pode chamar assim?) de restaurante economistas ou advogados com opinião sobre tudo e caixas de supermercado nutricionistas que me deitam um olhar crítico enquanto avaliam as minhas compras (sim, gosto de chocolate e então?), embora aqui possa estar um nicho de mercado - personal shopper alimentar.
Eu, na verdade, o que gostava de saber é o que leva alguém com 17 anos a inscrever-se num curso de história ou geografia (exemplo meramente ilustrativo)? Se com essa idade ainda não tiveram a curiosidade de ler jornais ou ver noticiários e não estão suficientemente informados para saber que é uma decisão imbecil, se calhar também não vai ser a faculdade que lhes vai abrir os horizontes. Depois, aparecem-me em entrevistas de recrutamento em que à pergunta "o que valorizou mais no seu curso?", dizem "foi ensinar-me a pensar", muito satisfeitos com o brilhantismo da resposta. Invariavelmente fecho com "e espera que sejamos agora nós a ensinar-lhe aqui o que devia ter aprendido lá?".
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Universidade de verão do PSD
Porque raio é que todos os anos temos de gramar com
reportagens sobre a universidade de verão do PSD?
Eu, que frequentei a universidade (e, para aqueles mais
cínicos, conclui o curso), não me recordo de alguma vez um canal de
televisão me ter ido lá filmar, sentadinho, com olhar atento, a ouvir o que os
professores tinham para dizer. Para isso poderá ter contribuído o facto de me escapar metade do que os professores diziam, eu raramente olhar com atenção
seja para o que for e ter sido ainda mais raro dar-se o caso de lá estar sentado
a ouvi-los. Mas, de qualquer modo, acreditem em mim, nenhuma estação de
televisão lá foi.
Ora eu fiz um curso a sério, com exames de admissão e tudo
(não bastou dizer que era filho do Dr. Fulano), avaliações periódicas (a que
tive de comparecer), notas e média final (estranhamente calculada com base nas
notas das referidas avaliações periódicas). A coisa tinha tanta credibilidade, que foi fácil arranjar
emprego e construir uma carreira profissional.
Se isto não mereceu uma reportagem, por que raio temos de
levar com os laranjinhas todos penteadinhos e aperaltados, como se fossem a um
batizado, a ouvir atentamente os líderes lá da agremiação. E se a malta já
imagina que aquilo é gente que anda por lá desde a puberdade, a maioria sem
qualquer capacidade ou experiência que lhe permita apresentar uma ideia de
jeito, porque raio é que o PSD se gaba que os seus jovens têm de frequentar a
universidade no verão? São aulas para recuperação de notas?
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Sistemas de Educação e a Criatividade
A TED Talk mais vista de sempre: 11 731 564 vezes e a contar
Vinte minutos extraordinários, com maravilhas como esta:
Numa sala de aula, a professora aproxima-se da aluna de 6 anos, que está empenhadíssima a fazer um desenho.
Professora - o que estás a desenhar?
Aluna - Deus!
Professora - mas nunca ninguém viu Deus.
Aluna - esperem só mais um bocadinho e já vão ver!
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