terça-feira, 23 de outubro de 2012

Afinal, ser popular na escola compensa no mundo do trabalho

In Público

Esta é daquelas cenas que me faz chorar a rir. Ai e tal, não, tu não precisas de ir a festas, nem namorar. Vais ver que se estudares muito e usares esse açaime, quero dizer, aparelho dos dentes durante o liceu, vai valer a pena. E assim evita-se que os marrões desatem a suicidar-se em massa, tipo lemmings a saltar da janela da biblioteca lá da escola. 

A criatividade dos que querem enganar os desgraçados é extraordinária e esta ideia é quase tão boa como a do "dinheiro não dá felicidade", frase que o Herman José sempre completou com "pode não dar, mas manda comprar". Ou a suprema, tens de ser bonzinho na terra para ires para o paraíso e nada de tentar apressar a coisa, que o suicídio é pecado (e é preciso mão de obra barata).

E é desta maneira que a malta passa a vida à espera da recompensa. O mais engraçado é que normalmente os mais populares são também os filhos dos mais ricos. Estranhamente, os mais ricos são frequentemente religiosos fervorosos. Mais estranho ainda, são também aqueles que parecem ter uma interpretação livre do conceito de pecado. Suponho que será coincidência ou uma questão de perspetiva.

10 comentários:

kiss me disse...

Tens alguma coisa contra pessoas que usavam aparelho nos dentes no liceu, tens?????

Sílvia disse...

Desculpa lá Gado, mas neste post acho que não fazes sentido nenhum! Generalizas e as generalizações são sempre complicadas!

Eu sempre fui a marrona(ou inteligente, vá!), nunca pensei em suicidar-me, não usei aparelho no liceu (usei agora há pouco tempo), os meus pais não são ricos e no entanto mesmo com isso tudo gozava de alguma popularidade, não daquela da boazuda que andava com os rapazes todos, mas daquela de cagar para isso, talvez por isso o pessoal até me curtisse.
E sempre acreditei que devemos estudar sim (embora na actual situação do país já não saiba bem!).

Sou religiosa (não fervorosa, mas isso depende da perspectiva de cada um), mas para mim pecado é fazermos mal aos outros. Como diria Ernest Hemingway, "Moral é o que te faz sentir bem depois de tê-lo feito, e imoral o que te faz sentir mal.", simples!

E acredito profundamente que o dinheiro não dê felicidade, pode ajudar (ou não), mas não dá felicidade. Se eu tivesse muito dinheiro e apenas isso, não seria feliz.

Eu sou boazinha (embora às vezes ache que devesse ser uma cabra, mas não consigo), não por estar à espera de recompensa, mas porque acredito que se vim a este Mundo que seja para sair daqui e deixá-lo um pouco melhor do que o encontrei, porque se for para o deixar na mesma ou pior não vale apena!

O ir para o paraíso isso é garantido só por aturar algumas pessoas aqui na Terra!!! Lol

Quanto ao artigo do jornal, só li o primeiro parágrafo, porque o que me veio logo à mente foi: "Mas eles (os mais populares) ganham mais por serem melhores (no mundo do trabalho) que os marrões, ou por subirem na horizontal?". É que seria importante esclarecer isso!!

Maria D Roque disse...

A notícia é um bocado parva. Exemplo, os meus irmãos. Ambos lindos. Um marrão, do mais inteligente que há, pouco ou nada popular, é suprassumo da batata nas nossas FA, licenciado em História com distinção e direito a prémio. O Outro, trazia o Liceu de arrasto.Lindo,malandro,esperto, nunca acabou a faculdade e agora é director comercial duma firma em Angola, onde as suas credenciais ainda valem no mercado de trabalho ( e ainda bem). Nós nunca fomos ricos...nem grandes bikes, ou motas, ou carros...nada...nem sequer muito católicos, como em ir á missa todos os Domingos...isso é tudo muito subjectivo.

Pedro disse...

Hoje vou falar um pouco a sério e concordo bastante com a Maria.Penso que o ser popular na escola não tem nada a ver com o compensar ou não no mundo do trabalho.Ser bom naquilo que se faz, ter estudado numa boa Universidade (as públicas são na generalidade as melhores, o que também não conta muito ser filho de pais ricos). Quanto à religião só se for da Oppus pois ainda têm muita influência cá no burgo. Infelizmente neste país o que mais conta é uma boa cunha, um bom encosto para se lançar e subir no mercado do trabalho. Quanto ao dinheiro não dar felicidade é metade verdade, metade mentira e depende muito das pessoas. Há quem não ligue nada, mas mesmo nada a bens materiais. Fiquei pasmado quando há pouco li a percentagem de pessoas, licenciadas e com emprego que não têm tv em casa e TLM só o do trabalho e só o usam para isso.Devem ligar a outras coisas que a nós nos passa ao lado. Para mim, dinheiro não é que traga felicidade mas ajuda bastante a comprar algumas coisas que nos tornam muito felizes, embora a felicidade para mim está
mais nos afetos, nas relações, na saúde e isso dinheiro não compra.
Agora que falei a sério queria agradecr à Sílvia por ter aumentado o meu vocabulário. Ainda ontem, estava eu com a outra metade (como diz o patrão deste estaminé) na cozinha e lembrei-me que temos uma bomboneira ( prenda de qualquer tia velha ou da sogra)muito parecida com aquelas do bispo e disse-lhe:"temos que dar mais uso à nossa píxide". Ela voltou-se para trás e disse:"depravado". Como vês além de depravados somos uns incultos.

RCA disse...

É pá, vocês andam a avacalhar-me o blog.

Estas merdas não são para levar a sério. Se começam a vir para aqui discutir sociologia sou gajo para me chatear e amanhã só publicar vídeos de flores a libertar pólen...

kiss me disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
kiss me disse...

Não sei se foi esta a leitura do RCA mas é a minha. As pessoas mais populares desenvolvem um esquema de relações pessoais que, mais tarde, lhes vai permitir ter acesso a cargos mais bem remunerados (não estou a falar só de cunhas, uma recomendação pode não ser uma cunha), além de que as pessoas mais populares desenvolvem certas capacidades (comunicativas, de negociação, etc.) que pode ajudar a conseguir uma melhor carreira profissional.

Pedro disse...

Desculpa lá qualquer coisinha.Prometo comportar-me a partir de agora como um verdadeiro chefe de família, que não vai à missa, não é do FCP.... Pronto, já estou a fugir do prometido.

Pedro disse...

Ah, e se amanhã puseres flores a libertar pólen, põe por favor papoilas e se possível saltitantes:)))

Sílvia disse...

Caro Pedro, pelo que consigo perceber dos seus comentários (posso estar errada, não sei, visto não estar a falar consigo pessoalmente) ficou um tudo ou nada chateado com a boca do benfica e das papoilas ou coisas~(mesmo já tendo eu pedido desculpa, embora não tenha achado que fosse caso para tanto)... Mas sendo assim tem bom remédio, não se dirige a mim aqui neste "estabelecimento comercial" e eu não preciso de me dirigir mais a si, tão simples, vê!

Quanto às píxides, não era para aumentar o seu vocabulário, era o que é... são píxides, não são cálices, eu apenas referi isso. Mas se também ficou chateado com isso, esqueça (e ponha de molho), chame-lhe cálices, copos, o que quiser!
E não entendi a piada do depravado e das píxides, mas adiante, se vocês (voce e a sua carea metade) acharam piada e perceberam é o que interessa.

Não me dê assim tanta importância, sério, ignore-me, faça de conta que nem sequer vê os comentários aqui, faça esse favor a ambos! Agradecida!

Gado pah, eu sei que me entusiasmei com o comentário (não sociológico, que não é a minha área. Não dou uma para a caixa disso!), mas há dias assim... Que uma pessoa recebe uma inspiração! E olha, "prontes"!!