segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sobre a religião e essas cenas...

Não venho aqui discutir a existência de deus (que obviamente não existe), mas o papel da religião católica na sociedade (que não o de iniciar sexualmente crianças inocentes).

Pelo percurso normal da vida, esta quadra natalícia assisti a um funeral e a uma missa de sétimo dia. Duas missas portanto e mais uma vez fiquei estarrecido com toda a mediocridade do ritual. A repetição acéfala e mecânica de atos, rezas, lengalengas, cânticos e o diabo a quatro, passando pela estupidez sanitária da saudação entre os presentes, até à cretinice absoluta da transubstanciação. Como se já não bastasse isto, o imbecil que atuou foi incapaz de dizer uma palavra sobre a Pessoa que nos deixou, alguém que ao longo da vida teve um papel indelével e determinante na comunidade onde estava inserido (se conseguir escrever com justiça, ainda volto ao tema), limitando-se a banalidades e à rotina habitual, ficando então a questão: para que é que serve a igreja católica?

Se regularmente são desmontados esquemas de burla e fraude, porque é que a legislação não se pode aplicar neste caso? E a ASAE, onde é que anda?

5 comentários:

Lux disse...

Muito bom.
O último funeral a que fui, de um tio, pensei exactamente o mesmo.
Bem, admito que não me lembrei da ASAE... que tb não sei se fiscaliza as hóstias.

Lux

Maria D Roque disse...

Não pagam ao padre para enaltecer a pessoa que morreu, mas sim para salvar a sua "alma imortal"... é para isso que ele balbucia aquelas coisas incoerentes e nós olhamos uma série de vezes para o relógio...

RCA disse...

A sério.. mas se até se paga duas vezes. O raio da missa e ainda circula um cesto a pedinchar moedas.

Agora mais a sério. O artista gastou 15 minutos com uma treta sobre os reis magos e a sua descoberta de um novo caminho na vida, que deveria ser um exemplo para nós. À frente dele estava o corpo de uma pessoa que serviu por diferentes formas uma localidade durante 50 anos e que encheu por duas vezes a igreja com pessoas sensibilizadas ou agradecidas.

Aparentemente não ocorreu a nenhum dos imbecis, nem ao do funeral nem ao da missa de 7.º dia usar este exemplo. Enfim..

Sílvia disse...

Gado , cansas-me a beleza!!!

"Ritual" (palavra usada por ti para descrever a missa) - conjunto de práticas consagradas pelo uso ou pelas normas e que devem ser observadas em determinadas ocasiões; cerimonial; etiqueta; protocolo conjunto de práticas consagradas pelo uso ou pelas normas e que devem ser observadas em determinadas ocasiões; cerimonial; etiqueta; protocolo.
(segundo a infopédia)

Logo, é normal que seja uma repetição mecânica. Depois, o que o padre disse, que pode ter sido mau para ti, mas interessante para outros, cada um tem a sua verdade, como a de Deus existir ou não, afinal as verdades não são absolutas. Mas continuando, o padre, como em qualquer profissão há bons e maus, até como na tua profissão, isso não está directamente ligado com igreja católica, mas com profissionalismo.

O funeral é efectivamente pago, paga-se um serviço, como em todo o lado, já as esmolas ninguém é obrigado a dar.

E o senhor que morreu era conhecido do padre? Para ele saber o que o dito fez pela comunidade?
Se o senhor o fez, não estava à espera de nenhum louvor quando morresse, digo eu, que arrisco a minha vida por pessoas que não conheço, de graça, e não espero nada emtroca, nem agora, nem quando morrer.
Mais uma vez, o padre, se conhecesse a obra do senhor e optou por falar de outra coisa, ou é menos bom profissional, ou quem ouviu, apenas ouviu e não escutou.

A igreja católica serve para o mesmo que tudo o resto no mundo, o futebol, os cafés, o voluntariado, fazer-se nada... cada um é livre de seguir e se virar para onde lhe apetecer e se sentir melhor, caso contrário eu perguntava para que serve o futebol na sociedade, que a meu ver não serve para nada, e o futebol acabava, acabavam-se os tascos e bebedeiras, qualquer serviço de voluntariado ou de solidariedade, os blogs, e por aí fora, porque aquilo que não é importante para ti, pode ser para os outros e vice-versa.

Ninguém obriga a família a fazer um funeral na igreja catolica, ou outra, a familia se o fez foi porque acredita, ou acreditava o falecido, logo a igreja serve para algo, pode não servir para ti, mas serve para outros, acho que as pessoas apenas têm que respeitar.

Maria Luís disse...

É por estas e por outras que cada vez vão menos pessoas à igreja, principalmente jovens.Fui a um casamento católico há pouco e como já não ia à missa há anos fiquei ali a analisar todo aquele cerimonial e dei comigo a pensar o rídiculo de tudo aquilo. Palavra aos noivos? Zero.Pelo menos expliquem a bíblia, se souberem.E também lá andavam as meninas a pedir esmola.