quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O sangue latino é outra coisa

Mais ou menos um ano depois, regresso a Bruxelas. No ano passado apanharam-me desprevenido. Cidade limpa e organizada, embora nem tanto como as alemãs e um povo chato e antipático (também nem tanto como os alemães), particularmente as mulheres.

Normalmente estas viagens são tipo estrela rock e não vejo nada para além dos eventos (não, lamentavelmente não durmo em hotéis de 5 estrelas), mas desta vez resolvi preparar-me, reservei umas horas para dar uma volta pela cidade e acho que a má disposição do mulherio está explicada.

Eis o Manneken Pis, um monumento cá do sítio que, se for representativo do "dote" dos Belgas, explica porque é que não se consegue ver os dentes a estas tipas. E não me venham dizer que isto é um miúdo, que eu bem vi e isto é gente a dar para o baixo.

Não consigo é perceber porque não dão mais atenção ao material importado?

terça-feira, 25 de setembro de 2012

De quem é a TAP?

Dada a felicidade de viver no Porto e a TAP estar para as transportadoras aéreas, como as principais estações de televisão estão para as rádios locais, quase todas as minhas viagens são marcadas pela infelicidade de voos com escala em Lisboa.

Por razões que aqui não importam, desta vez viajei em executiva, classe que na Portugália tem um cliente típico: os pilotos e pessoal de bordo da TAP. Eu sei, parece um paradoxo, mas esta empresa pública despacha os clientes que pagam para “turística” e transporta os funcionários em executiva. Afinal quem trabalha para quem? Estavam eles em amena cavaqueira, quando ouço “hoje quase não consegui aterrar em Bruxelas… mantiveram-me no ar 40 minutos… cheguei aos 50 clicks”, seguido de um coro de vozes de espanto e temor.

Estou agora a escrever o texto no avião a caminho de Bruxelas, já com meia hora de voo e não me sai da cabeça a imagem dos outros pilotos, já fora do avião, a abraçar o tal que quase não aterrou em Bruxelas como se tivesse regressado dos mortos. Mas o que raio será um click?

Ai Portugal, Portugal, de que é que estás à espera...

Este fim de semana precisei de trocar a pilha de um relógio. Um relógio decentinho, que não desmerece ninguém, comprado numa relojoaria tradicional, daquelas de rua. Bom, a verdade é como só pude tratar do assunto no sábado à tarde, lá fui eu a uma relojoaria de shopping, daquelas de shopping.
- Boa tarde. É para trocar a pilha deste relógio.
- Boa tarde. Com certeza. Pode deixar ficar, que nós depois telefonamos quando estiver pronto. É que estamos a trocar de relojoeiro, que o nosso vai para a Suíça - disseram-me com orgulho.
- Deixe estar. Eu resolvo noutro sítio. Obrigado.
Eu até compreendo o orgulho da senhora. Um relojoeiro que vai à Suíça é bonito e coerente. Estranhava, por exemplo, se dissesse Albânia. Já não compreendo é que num sábado à tarde de princípio de outono, com o shopping cheio, não tenham ninguém capaz trocar uma pilha e esperassem que lá voltasse para o levantar?

Também nesta semana, já duas semanas depois de ter encomendado um óculo (os profissionais do ramo dizem óculo), telefonei à ótica para saber se já tinham chegado. Não tinham e só depois de eu telefonar é que resolveram contactar o importador. Ficamos então todos a saber, eu e eles (embora me pareça que para eles era irrelevante), que demoraria pelo menos mais duas semanas e que "aguardasse que quando chegasse me telefonavam".

Isto tudo para dizer o seguinte. No meio desta crise toda, em que anda tudo em alvoroço e a correr para manifestações, não há ninguém interessado em correr atrás do negócio? Nem vou dizer que já desistiram, porque a qualidade de atendimento e serviço em Portugal é, regra geral, miserável. Mas porra, agora que as coisas apertam, não estará na altura de demonstrar que ainda são necessários? Que podem prestar um serviço útil? Estes gajos ainda não perceberam que é possível encomendar quase tudo pela internet e que não tarda nada só vão servir de montra? É que eu já nem estou a falar do comércio tradicional.  Desse que, mesmo em zonas nobres das cidades, continua a recusar-se a estar aberto à hora de almoço, a abrir ao sábado à tarde ou aos domingos, porque tinha de pagar horas extraordinárias e sei lá o quê, mas prefere continuar a abrir todos os dias às 9:30, quando está tudo no trânsito ou a trabalhar. Mas esta gente está à espera de quê para acordar?

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Reclusos iniciam greve de fome e consumo excessivo de água e eletricidade

In Jornal de Notícias

Se bem percebi, estes gajos cometeram um crime e agora estão revoltados com as condições nas prisões. Daqui de onde estou, que espero nunca venha a ser onde eles estão, tenho a vaga impressão que estão a ver o problema ao contrário e se calhar escapou-lhes o conceito dissuasor implícito numa prisão.

Quando falei nesta notícia à outra metade, ela perguntou-me logo "e como é que eles vão aumentar o consumo de energia?". Tive que lhe dar a novidade, com cuidado para não destruir todo um imaginário, que sim, os presos podem ter televisão na cela, leitores de DVD, rádios, computadores, consolas de jogos e o raio que os parta, que é para ajudar a passar o tempo. Ajudar a passar o tempo?

E não só podem ter, como pelos vistos podem ameaçar-nos que os vão ligar todos ao mesmo tempo. Como isto é uma democracia, daquelas assim a dar para o deixa arder, provavelmente também podem cumprir a ameaça. As questões que me ocorrem são: e nós podemos impedi-los de gastar essa energia excessiva e mandar remover as tangas todas que têm na cela, para aquilo volta a ser mesmo uma prisão, assim do género, para o tempo não passar e um tipo não gostar de estar preso? Podemos limitar os minutos que dura um duche e se os gajos ainda tiverem champô na cabeça que o enxaguem no dia seguinte? Se isto for possível, eu ainda tenho mais algumas ideias...

Benfica impede que Porto lhe ganhe mais do que dois pontos!

Livro de estilo do Gado Amarrado

Este blog é de expressão internacional e adota a perspetiva dos principais meios de comunicação:
- A notícia começa sempre pelo Benfica, porque são 5 milhões de adeptos e há que ter em  conta a perspetiva comercial e o catano (não tem nada a ver com o facto do editor de desporto ter lugar de camarote);
Exemplo: numa perspetiva ecológica, o Benfica apaga as luzes do estádio logo após os jogos e rega o relvado pela noitinha, quando está mais fresco.
- A ação centra-se no Benfica, porque é óbvio que uma equipa com 5 milhões de adeptos é que faz e desfaz e os outros só estão ali para servir de bombo da festa;
Exemplo: Benfica perde o campeonato.
- Não se criticam treinadores que não ganham puto há 2 anos, nem sequer os jogos de treino, quando dividem a equipe em dois e a vencedora é treinada pelo roupeiro;
Exemplo: blackout.
- Em circunstância alguma se refere que o FCP foi campeão destreinado pelo Vítor Pereira (o que nem aos portistas mais ferrenhos, completamente bêbados e em delírio febril, alguma vez ocorreu).
Exemplo: na conferência de imprensa, o adjunto do adjunto do José Mourinho disse que...

domingo, 23 de setembro de 2012

Bloco de Esquerda (nós também somos notícia)

Assim de repente alguém se lembra de um presidente anterior do BE? Não? Nenhum? Eu explico porquê. Aquilo tem mais ou menos 13 anos e nunca teve outro chefe que não o primeiro. E são estes gajos que nos querem ensinar o que é a democracia. Tenho para mim que o processo de eleição do diretor nem deve estar previsto nos estatutos, porque provavelmente nunca passou pela cabeça do comandante ser substituído.

E eu até percebia se a coisa fosse um sucesso retumbante. Digamos, se pelo menos o monitor já tivesse metido alguém num governo (graças a Deus que não). O chato (da situação), é que aquilo começou a implodir porque somos uns ingratos, não ligamos puto à luz com que nos iluminou e agora ele já não quer brincar mais.

Vai daí, desataram a inventar e resolveram desdobrar-se numa presidência bífida ou bissexual  ou lá o que é. No fundo é uma espécie de elogio pré-póstumo. O capataz é tão iluminado, que dentro dele incorpora um homem e uma mulher, um todo uno, representativo da sociedade. Estranhamente não meteram uma criança e um cão ou um piriquito, sei lá, um peixe de aquário, daqueles igual ao Nemo.

É bonito, porque está bom de ver que vamos ter espetáculo garantido. Logo à partida ocorre-me o protocolo de estado. Como é? Nas cerimónias oficiais o BE tem direito a levar duas pessoas e os restantes partidos, só levam um? O segundo do BE paga o que come? É que com estes delírios mostram que são muito criativos e avançados mas, como habitualmente, deixam claro que se estão a borrifar para as consequências das palermices que inventam e propõem.

Se é para ser ridículo, então aceitem um conselho e ponham lá três supervisores, que sempre dá para desempatar. Por nós, não se preocupem que não é por mais um prato. Quem dá de comer a dois, dá a três!

Conheça a chave do Totoloto


Até que enfim, informação int... Oh! Afinal é a de ontem.

sábado, 22 de setembro de 2012

Cinco detidos na vigília em Belém vão a tribunal na segunda-feira

In Público

Finalmente isto começa a mudar. Estava a ver que não, que nunca mais começavam a lixar os responsáveis por esta brincadeira. 

Não esperava é que o fizessem no dia do Conselho de Estado. E logo cinco? Assim de repente, se calhar até percebia o Alberto João, mas dos restantes 18 não estou a ver quem. É aguardar pelas notícias.

Passos Coelho: “Não somos cegos nem surdos perante as dificuldades”


Infelizmente também não são mudos e sempre que abrem a boca é para nos lixar.

Este jogo "descubra a minha deficiência" até é engraçado e eu gostava de aceitar o desafio, mas parece que insultar o primeiro ministro é crime e para chatices já me chegam as que ele arranja.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Afinal de contas quantas peças tem um avião?

Dentro de dias viajo em trabalho. É coisa simples, os voos não vão ser longos e eu a modos que gosto da adrenalina das descolagens. Em todo o caso, por questões filosóficas, sempre que se aproximam estas datas  lembro-me daquele barulhinho estranho que o meu carro faz ao virar e travar, daquela vez em que a suspensão do carro do meu irmão partiu ou que volta e meia o meu primeiro carro se desligava repentinamente e, de um outro, em que os vidros deixaram de subir...

Bill Watterson

PSD e CDS criam grupo de acompanhamento da coligação

In Público

E o que é que nós temos a ver com isso? Aluguem um quarto porra!

Girls Night

Omeleta de fiambre;
Cerveja;
Camisa desapertada;
Boxers;
Meias;
Sofá;
Transformers 3;
Yeah!

(volta e meia tenho de soltar o estivador pançudo que está dentro de mim, senão começam-me a crescer os pelos nas orelhas e nariz)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Miguel Relvas garante confiar em Paulo Portas

In Público

Se este gajo garante, então sinto-me muito mais confiante.

Jesus disse - a minha mulher...


... a dias faz uma chanfana de borrego de comer e chorar por mais.

Eleições antecipadas

Alguém que avise o governo que isto de governar não é só dar conferências de imprensa. Ou começam a cortar fitinhas, nem que seja de parques infantis de condomínios, ou vou mesmo ficar com a ideia que só lá estão para me lixar.

O último que apague a luz

Agora que a coisa começou a apertar e parece que começamos a fazer contas, lembrei-me que todos os anos são gastos milhões de euros em campanhas institucionais de sensibilização em assuntos para os quais está tudo a borrifar-se: condução em excesso de velocidade; condução alcoolizado; sobre-endividamento; condução em excesso de velocidade e alcoolizado porque está sobre-endividado; poupança de energia; cancro da pele; etc.

Na maior parte dos casos é difícil apercebermo-nos quando a malta estica a corda, mas aquela cena do sol topa-se logo. Um gajo está sair da praia por volta do meio dia e é vê-los chegar todos satisfeitos, ainda com remelas agarradas aos olhos, de coques Chicco na mão. Eu até achei perfeitamente lógico que uma empresa que já fazia biberões e sacos térmicos fizesse geleiras, mas apanhei um susto do caraças quando vi uma mãozita a sair lá de dentro.

E é isto, se facilitamos com bebés, é bom de ver que facilitamos com tudo. Depois ficamos muito surpreendidos quando o Rex come a Maria, o Luís aparece a espumar detergente da roupa, o Pedro quer brincar aos políticos, o Paulo compra dois submarinos e o José vai para Paris estudar filosofia e procurar o seu outro eu (que é quem ficou com os códigos das contas).

É que acaba por ser nestas coisas que se vê as diferenças entre os povos. Os alemães, por exemplo, são do melhor que há. Um tipo ainda está a pôr o pé em cima do risco e já se lixou. Em Frankfurt já vi um carro mal estacionado ser removido em 2 minutos. É claro que isto do rigor e da eficiência, mais do que motivação, é uma questão cultural. Aquilo é gente que só precisou de 5 anos para rebentar com a Europa e de caminho ainda conseguiu eliminar 6 milhões de pessoas. E agora que vejo por este prisma, este estilo latino se calhar até nos assenta bem, porque afinal de contas o dinheiro é emprestado e ninguém está à espera que seja para reembolsar.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Maria Teresa Horta recusa receber prémio literário das mãos de Passos Coelho

In Público

Castigo mesmo era se tirasse o sutiã à frente dele!

Movimentos cívicos

As marchas de protesto são ótimas para aliviar a consciência. A malta combina uma hora e lá aparece com cartazes às costas, dá uma volta pela baixa da cidade, fica com a sensação de dever cumprido, uma história para contar e à ida para casa aproveita para comprar frango assado para o jantar. No fundo, no fundo, é a expressão máxima do portuguesíssimo "agarrem-me senão eu mato-o". Estão todos ali a "agarrar-se" uns aos outros e gritam  frases feitas, enquanto olham para o lado ao estilo "Viste o que eu disse? É para aprenderem. Em 74 eu...".

Estas manifestações lembram-me as reportagens sobre acidentes no estrangeiro. Cai um avião no Chade e os jornalistas centram a notícia em "ainda não está confirmado se há alguma vítima portuguesa". Eventualmente lá encontram um tipo que estava a atravessar a fronteira do Níger para o Chade que, quase ameaçado de porrada pelo jornalista, sempre diz "sim, eu tenho um primo que no ano passado viajou num avião parecido com aquele". Este domingo foi mais ou menos isto. Foi a nossa primavera islâmica (já quase no outono, porque cá o que interessa é participar). A malta também veio para a rua. Enganou-se foi no destinatário, porque para ser a sério, tinham de desatar à estalada uns aos outros.

Por mim, isto só é consequente se cada um de nós passar a ser um movimento cívico em marcha permanente. Um movimento cívico unipessoal, que em vez de reclamar contra o governo, mete o bedelho naquilo que lhe está ao alcance. Uma espécie de sistema de qualidade total para os serviços públicos.

Vai daí e a título de exemplo: sempre que houver indícios de corrupção ou favorecimento; sempre que num qualquer serviço público apanharmos funcionários em amena cavaqueira enquanto as filas crescem; sempre que um professor se atrasa ou falta sistematicamente; quando num hospital público um médico, enfermeiro ou seja quem for é pouco atencioso; se motoristas de transportes públicos estão parados a aguardar por nada com o autocarro cheio; se imóveis do estado ou equipamento público são tratados de forma negligente por quem os está a manusear; em suma, sempre que as palavras serviço e público estejam juntas e as coisas correm mal, é pedir que os funcionários se identifiquem e chamar o chefe (sendo serviços públicos, há de certeza um chefe, ou dois, ou três). Se a explicação não for satisfatória, segue exposição à tutela exigindo esclarecimentos com prazo de resposta, para dar seriedade à coisa.

Afinal, trata-se de assumir pessoalmente a responsabilidade pelo controlo da forma como o nosso dinheiro é gasto, porque parece que não temos tanto como pensávamos e é capaz de ser boa ideia não o deixar à solta nas mãos de imbecis que o vão estourar em cretinices.

Otelo: precisamos de um homem honesto como Salazar

In Diário de Notícias

O homem está bem? Deu a entrevista em pijama num parque da cidade? A família já veio desmentir?

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Pamela Anderson volta a vestir o fato de banho vermelho

In Jornal de Notícias

Isto é quase como aquela cena lá da TSU... Nem sei se será bom ou mau!

Direito à greve

Dado que as coisas nos próximos tempos têm propensão para aquecer, esclareço desde já que não vou muito à bola com algumas tangas da esquerda. Não é que seja propriamente de direita. Se o PSD fosse mesmo um partido SD, talvez me sentasse por ali. Acontece que não é. Nem o PS. O CDS é o Paulo Portas e o Bloco Esquerda não é nada. Respeito a sério merece-me o PCP. Gente coerente que não se deixa influenciar por pormenores de somenos importância como a realidade e lá vai mantendo o rumo enquanto meio mundo comunista morre de fome e a outra metade vai vendendo a herança socialista ao maior licitador.

Há várias razões para esta embirração, mas aquela que me tira do sério é a mania que as greves, se gerais ainda melhor, são solução para tudo. Lamentavelmente, aquilo deve ser gente que não se deu ao trabalho de ler a legislação europeia, nomeadamente uma coisa que versa sobre a livre circulação de pessoas, bens e capitais. Vai daí, o resultado da coisa é que os trabalhadores, já que estavam  concentrados à porta da fábrica, aproveitam para se despedir em grupo da maquinaria que entretanto o patrão mandou entregar num qualquer país asiático.

Se a minha opinião contar, digo já que as únicas greves que me agradam são as da função pública. Por mim, podia haver uma todas as semanas. É que não só não se nota a diferença, como sempre aliviam a hora de ponta.

Jeito para a coisa

Desde o dia em que a conheci, a sereia surpreende-me constantemente com novas facetas que me fascinam. Tem infinita curiosidade e imaginação, adora experimentar coisas novas e com um natural jeito de mãos, vai mexendo aqui, passando os dedos ali, entendendo-se às mil maravilhas com quase tudo o que é eletrónica. Impressoras, computadores, smartphones, tablet, box da ZON e o diabo a quatro. Não consigo expressar o alívio que sinto por não ter a pressão de assegurar o funcionamento de toda essa parafernália cá em  casa.

Estranhamente, vá-se lá saber porquê, bloquear o forno para que não entre constantemente no ciclo de limpeza, parece-lhe uma ciência oculta e volta e meia lá está aquela porcaria a apitar.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Desemprego é um dos aspectos mais graves da crise...

In Público

... dizem os Bispos portugueses, demonstrando mais uma vez a clarividência da Igreja. No entanto e em claro contraciclo, a Ordem dos Médicos informa que a participação em marchas de protesto faz maravilhas pelo coração.

Silêncio Ensurdecedor...

Portugal ainda tem presidente da república?

Ensino universitário

Bom, queria aqui agradecer por me terem obrigado a cumprir a escolaridade obrigatória, não obstante os indícios claros que não tinha qualquer vocação para aquilo, empurrado para o ensino secundário, ignorando olimpicamente o retumbante chumbo no 10.º ano e providenciado os meios para fazer a faculdade (no ensino privado, porque nem sequer tive a decência de conseguir as notas para fazer a coisa no público). Pois é, contra todas as (minhas) expectativas sou licenciado.

E isto já foi há alguns anos (poucos, nada de relevante). Dou por mim a imaginar como seria hoje. Se os meus pais também teimavam que tinha de ser Dr. ou espetavam comigo numa escola profissional para aprender um labor e ser alguém na vida?

É que por mim não entrava mais ninguém na faculdade só porque sim. Na maior parte dos cursos a coisa tinha de ser por substituição. A malta só podia ser admitida num curso de 3 anos, quando faltassem 3 anos para o substituído se reformar. Se calhasse de chumbar e a título de motivação, não podendo ser  executado, era enviado para uma mina no Congo.

A mim o que me incomoda nem é tanto o desemprego jovem. Não me dou é lá muito bem com taxistas licenciados em filosofia, niilistas e com propensão para relativizarem as coisas, particularmente a minha segurança, empregados (ainda se pode chamar assim?) de restaurante economistas ou advogados com opinião sobre tudo e caixas de supermercado nutricionistas que me deitam um olhar crítico enquanto avaliam as minhas compras (sim, gosto de chocolate e então?), embora aqui possa estar um nicho de mercado - personal shopper alimentar.

Eu, na verdade, o que gostava de saber é o que leva alguém com 17 anos a inscrever-se num curso de história ou geografia (exemplo meramente ilustrativo)? Se com essa idade ainda não tiveram a curiosidade de ler jornais ou ver noticiários e não estão suficientemente informados para saber que é uma decisão imbecil, se calhar também não vai ser a faculdade que lhes vai abrir os horizontes. Depois, aparecem-me em entrevistas de recrutamento em que à pergunta "o que valorizou mais no seu curso?", dizem "foi ensinar-me a pensar", muito satisfeitos com o brilhantismo da resposta. Invariavelmente fecho com "e espera que sejamos agora nós a ensinar-lhe aqui o que devia ter aprendido lá?".

Forças democráticas

Eu guardo um certo rancor contra a extrema direita. E nem é nada ideológico. É que se estes tipos não se tivessem lembrado de assassinar um desgraçado na sede do PSR, provavelmente nunca tínhamos gramado com o Francisco Louçã. Bastou uma oportunidade para aparecer na televisão e ficou tudo estragado, nunca mais largou, é uma espécie de "emplastro" da política.

E isto é uma questão pessoal - não suporto o tipo e o grupinho que coordena! Começa logo por este conceito de coordenador. Não, eu não sou o presidente, que isso é coisa do "grande capital", eu apenas coordeno (dedos no ar a simular aspas) estes tipos, porque sem a minha ajuda, eles são bem capazes de sair de casa com calças vermelhas e camisa verde. Mas o que detesto mesmo, é que me digam o que é melhor para mim ou descobrir pela televisão o que eu e o povo (por respeito ao povo segrego-me) quero e penso. Estes gajos são economistas, advogados ou médicos (e até aqui nem vai mal, porque sempre devem ter trabalhado qualquer coisa), sociólogos, professores universitários ou políticos de carreira. A única vez que falam com o povo, é quando a empregada chega de manhã e lhes entrega o jornal durante o pequeno almoço ou em campanha, de passagem por uma feira. Como é que eles sabem o que vai na cabeça do povo?
Quino

É verdade que esta mania também me irrita no PCP. Mas aquilo efetivamente ainda tem povo lá pelo meio. Ter um secretário-geral que foi operário metalúrgico dá outra credibilidade à coisa (e ter aqueles gajos de camurcina preta em pano de fundo durante as conferências de imprensa também ajuda). Eu, no lugar deles, punha o Bernardino Soares a acarretar cimento durante quatro ou cinco anos, só para fazer currículo (se ele gostar daquilo e descobrir uma nova vocação, também não vejo mal se não voltar).

Mas no caso do Francisco Louçã, a política não passa de um exercício intelectual, onde demonstra que é mais esperto que os outros. E o que me tira mesmo do sério é o sorriso de satisfação quando nos debates está a demonstrar ao adversário que o país está a arder. O tipo não consegue parar de sorrir enquanto prova por A+B que há pessoas em dificuldades e desespero.

domingo, 16 de setembro de 2012

Que se lixe a troika #2


Mas como é que ela sabe? É que a coisa é muito específica.
E aquele olhar, o que significa?

sábado, 15 de setembro de 2012

Eu também não quero pagar o leasing do carro

Ok, eu confesso. Não fui à manif. Mas às 5 horas já estava em casa e tenho estado aqui frente à televisão a acompanhar o evento, no espírito "If you do the time, you've done the crime". Isto é gente pa caraças. Estou mesmo impressionado. Se calha de aparecer a malta que pôs o likezinho mas entretanto mudou de ideias e resolveu ir à praia ou os outros 25%, que nunca pagaram impostos na vida, mas reclamam que isto está mal e não pode continuar assim, aquilo não ia dar. Provavelmente tinha de se alugar Madrid ou Londres.

Entretanto ocorreu-me que o único desporto que sempre pratiquei foi natação. É que nestas coisas das crises, o ideal é um gajo saber disparar com uma calibre 9 ou pelo menos um pouco de artes marciais (daquelas que aleijam, nada daquela merda das massagens para relaxar e coiso). Se aquela malta toda que se juntou no Porto e Lisboa calha de se chatear a coisa é capaz de ficar feia. Sei lá, são até capazes de atravessar a passadeira com o sinal vermelho.

Agora a sério, as manifs portuguesas são assim um bocado a dar para o maricas. Tudo ali, em passo lento e a falar baixinho, como se tivessem vindo passear para a avenida. É que nem um carro incendiado ou pelo menos um vidro partido. Para malta que não quer pagar um empréstimo de 78 000 000 000 euros (setenta e oito mil milhões de euros), estão com demasiada confiança. Deviam começar por baixo, roubar uns televisores ou croissants, quem sabe uma chiclet... Não, é logo 78 mil milhões de euros.

Que se lixe a troika

Eu não sei como é o resto da malta, mas quando vou jantar fora, se me esqueço de dinheiro e peço emprestado a um amigo, pago sempre a dívida. E dê por onde der, pago sempre a minha parte da conta (embora ultimamente já as verifique, não vão ter-nos espetado um Barca Velha). Quando vou ao supermercado pago tudo o que trago. Fico mesmo encravado se a rapariga da caixa (nunca vou a caixas de homens, acho que os emascula) repara que me esqueci de tirar alguma coisas do carro de compras. E, obviamente, pago pontualmente o empréstimo da casa.

É daquelas coisas, se calhar tive azar na forma como fui educado e sou assim um bocado para o otário. Nunca me passará pela cabeça desatar a insultar um amigo que me empreste dinheiro e ainda menos aqueles sempre prontos a ajudar. Também não é o meu género fugir a correr do restaurante ou do supermercado. Acho que o fiz quando era puto (mera suposição), mas foi daquelas tretas de adolescente em grupo e já não tenho idade para essas merdas. No caso da casa, estamos conversados. Dá-me jeito viver aqui, já cá tenho as minhas tralhas e aquela coisa da penhora é capaz de ser uma maçada.

Sou é gajo para azucrinar um amigo que me queira levar a um restaurante estupidamente caro. E, seja como for, se o jantar não estiver bom, falo com o responsável (que provavelmente não me volta a ver por lá). Para não perder tempo, vou a um supermercado que conheço bem e onde me conhecem (daqueles mais pequenos, tipo bairro, em que um tipo se está a aproximar da padaria e já estão com os dedos no ar a perguntar se são quatro bijous), que tem as tretas de que gosto e preços aceitáveis. Comprei a casa que queria, negociei com a construtora e escolhi o banco que me apresentou a melhor proposta.

Com isto tudo, acho que me dispersei. As manifestações contra a troika servem para quê? O governo também vai manifestar-se ou só vai a malta?

Os comentadores políticos

O chato das crises, pelo menos as mais extremas, é esta unanimidade que agora se faz sentir, e que põe qualquer palerma que vá à televisão a dizer a mesma coisa.

Uma das pérolas que agora despontou, é a ideia que o querido líder é um gajo honesto e inteligente, mas que está mal aconselhado. Se não for para perder muito tempo com isto e assumir perspetiva altamente duvidosa que o controlo da crise está ao alcance de um governo, qualquer que seja, português, parece que não ocorreu a ninguém  que se o tipo fosse realmente inteligente, escolhia outros conselheiros. E o chato é que se calhar os conselheiros até foram bem escolhidos, mas por quem efetivamente decide (huuuu...). Tão bem escolhidos, que até o conseguiram pôr lá, leia-se no poleiro, que por aqui vai-se começar a alinhar com o povo, antecipando a vaga de fundo e a reforma agrária. A verdade é que sempre que ouço o homem falar  com aquele seu olhar fixo no infinito, começo a esbracejar exaltado e aos gritos "mas para onde é que este gajo está a olhar, mas para onde é que ele está olhar?" (embora suponha que o mais chato é para os jornalistas, que devem olhar para trás constantemente a ver se vem alguém), acabo a imaginá-lo sentado ao colo do António Borges, que lhe mete a mão por trás (não sei bem por onde) e vai accionando a boca num espetacular número de ventriloquismo (do género do que o Paulo Porta fazia com o Manuel Monteiro, mas em bom).

Uma outra tese, igualmente cretina, é que o primeiro ministro está mal preparado porque não tem experiência da vida real. Não é que estejam enganados, mas só agora é que reparam que o homem foi político a vida toda? Eu sei, eu sei! Esteve alguns anos na folha de pagamentos do Ângelo Correia. Mas é óbvio que isso foi para meter no currículo, enquanto o afinavam (os talheres pegam-se assim, não se usam gravatas e camisas de riscas ao mesmo tempo, esse penteado é ridículo e pimba, um carolo no cachaço). Provavelmente a maior parte do tempo esteve a construir carros e casinhas com legos.

Bom, o chato disto tudo é que, estranhamente, os comentadores são pagos para comentar. O que não me parece mal, nem bem, não fosse o caso do comentário ser opinião e para eles a coisa ser um exercício de estilo, ditado pelas audiências. É por isso que um tipo como o José Gomes Ferreira, a modos que, mete-me nojo! Estamos a falar de um gajo com informação suficiente para poder separar inequivocamente o que se estava a verificar nos governo do Eng. Este tipo sabia o que era resultado da crise internacional e o que era vigarice. E no entanto, fartou-se de gritar em transe de indignação, que já bastava e o camandro. O chato é que a televisão não é a casa de banho lá em casa ou, na pior das hipóteses, um autocarro, onde qualquer um pode dizer o que lhe apetece sem consequências e os outros que aturem. A televisão é a televisão e tem a estranha particularidade de no "outro lado da câmara" estarem milhares de portugueses que não sabem bem a diferença entre um jornalista e um comentador. Vai daí, andava aí muito malta que pensava que bastava encostar o Eng. (que estava mortinho por ser encostado e vestir camisolas de gola alta pretas), para a coisa se resolver. Agora andam desorientados, porque afinal o dinheiro da troika não é para pagar sandes de courato, mines e festas do emigrante. Lamentavelmente, no sentido em que o tipo não tem vergonha na cara, aí está ele outra vez, a defender a verdade, a justiça, a igualdade e, outra vez, o camandro. Mas quem é este gajo? De onde é que ele caiu? Alguém sabe se é formado em economia, gestão, contabilidade, escola comercial, quarta classe, sei lá, se sabe somar?

No espírito dos abaixo assinados e petições, tenho a fantasia que seria possível propor uma para que: em direto, o Rodrigo Guedes de Carvalho para repentinamente de apresentar uma notícia, diz "com licença", levanta-se, o plano abre-se, aproxima-se do gajo, enfia-lhe um murro no focinho, volta para o lugar, senta-se, o plano fecha-se, em fundo ouvem-se gemidos, continua a  apresentar a notícia como se nada fosse. Assim escrito quase parece real...

Brevemente e na série, eu posso repetir a mesma frase todas as semanas que a coisa dá-me credibilidade: Mário Crespo


Um país com futuro

Há um país com paisagens deslumbrantes, praias espetaculares, que produz bons vinhos e boa carne, tem uma capital ao nível das europeias, onde o sangue latino fervilha com orgulho e a população enfrenta e ultrapassa as crises com bravura...

... assim de repente, a Argentina até deve ser um sítio porreiro para se viver (pena aquela propensão para acolher nazis).

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Eleições antecipadas já #2

Agora a sério. E se esta treta não se resolve com o bloco central? Se o PS, PSD e CDS já estão de tal forma na cama com o capital (já estou a habituar-me ao léxico das forças democráticas), que não têm mesmo possibilidade de se libertarem dos compromissos assumidos: PPPs, taxa de juro da dívida, preços da energia e dos combustíveis... Como é? Esta porra vai para eleições antecipadas e votamos no PCP e  no bloco de esquerda?

Custa-me engolir o PCP. É mais pela questão da tradição. Era chato gramar com o Jerónimo de Sousa e o Bernardino Soares a dizerem que venceram as eleições e efetivamente terem vencido. Acho que nem eles acreditavam e não apareciam para a tomada de posse.

Já o bloco de esquerda encerra todo um outro imaginário... aquela novidade da direção polígama bicéfala, com a Ana Drago (de orelhas a abanar) e a Joana Amaral Dias (sempre aos saltinhos, como que a testar a resistência dos soutiens desportivos) tem um potencial do caraças. As duas como primeiras ministras (vestidas assim tipo professora primária castigadora, camisa branca justa e óculos de massa ou então de enfermeiras ou freiras...), lama e pay per view no canal parlamento em dias de interpelação ao governo.

Americana comprou quadro de Renoir numa feira da ladra por cinco euros

In Público

Como é óbvio e toda a gente já sabia (menos aqueles dois imbecis), há outras soluções para a crise!
(e não, não é dar lápis de cera aos 700 mil funcionários públicos)

iPhone 5


Eu sou um gajo dado às tecnologias. Gosto de gadgets e daquilo que eles podem fazer pela nossa vida.

A primeira vez que vi o Google Maps fiquei fascinado. Aquilo era mágico. Ali estava o meu prédio e as ruas todas e eu podia aproximar-me ou afastar-me e num salto ver Nova York ou o Porto. Uns anos depois foi o Spotify. Um serviço que me deu acesso a quase toda a música editada. Tanta oferta que na noite em que o subscrevi bloqueei, incapaz de escolher fosse o que fosse. Depois os smartphones e mais recentemente os tablets. Mas no meio disto tudo, o que eu não consigo perceber é porque não há um cabrão dum coreano ou chinoca que desenvolva uma máquina de lavar a louça que a levante da mesa. 

Se o problema é falta de produtividade....

Ok, agora já sabemos. A ideia era mesmo baixar os salários. Aí e tal, que o país não é competitivo e os chineses e o catano.

É óbvio que para ser mais competitivo que os chineses não vai chegar baixar salários. Tem mesmo de  se trabalhar de borla... Mas anda tudo a dormir?

Todos os dias descarregamos um milhão e meio de portugueses em instalações, a maior parte delas renovadas e com boas condições, onde não fazem pevide o dia todo, com gente habilitada para servir de capataz e como bónus ainda lhes servem refeições. Para efeitos de raciocínio e não ofender os mais sensíveis, chamemos-lhes "escolas". A coisa podia começar discretamente, assim só nas aulas de trabalhos manuais... aqui umas camisolas para a Zara, ali umas estantes para a IKEA, mais além uns telefones para a NOKIA. Rapidamente, digamos para a semana, passa-se para meio dia e em Outubro já se está a laborar em 2 turnos.  De qualquer forma os putos não iam aprender nada, os país poupam nos ATLs depois aulas e toda a gente sabe que o trabalho fortalece o carácter. E então, quem manda o memorando ao governo?

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

António José Seguro

"António José Seguro anunciou nesta quinta-feira o voto do PS contra o Orçamento do Estado de 2013 e revelou que se o Governo mantiver as actuais políticas apresentará uma moção de censura."

Estou muito mais descansado. Ora aí está um homem esclarecido, que emana conhecimento e confiança, que certamente é capaz de recuperar o país. É óbvio que uma moção de censura resolve isto... De repente o PCP parece-me um partido às direitas ou pelo menos o único que tem uma vaga ideia da merda em que estamos metidos. Está muito bem aquela coisa da terra a quem a ordenha.

Simplesmente reduzir os salários não vai resultar


Mas o que é que foi agora? Um gajo não pode estar dois dias sossegado? Eu tinha uma amiga que quando as coisas davam para o torto dizia "na eminência de uma violação, relaxa e desfruta o momento" (nunca lhe perguntei se era saber de experiência feito), mas sempre gostava de saber se continua com vontade de se armar em parva.

Seleção nacional de futebol


Em retrospetiva, já nem sei se terá sido o governo a usar a seleção para nos distrair ou a seleção a usar o governo.

Mercado liberalizado

Aqui há uns anos, quando se liberalizou o preço dos combustíveis,  todas as gasolineiras - acho que o termo não foi escolhido por acaso, porque a malta distrai-se e imagina uma boazona de calções e camisa atada acima do umbigo, de mangueira de abastecimento na mão, assim tipo rapariga do gás... mas divago - estranhamente desataram a alinhar os preços por cima.

É maravilhoso observar a eficiência do mercado liberal a funcionar, refletindo em simultâneo e instantaneamente as subidas do petróleo para preços idênticos. Se fosse o Estado a fazer isto ia demorar uma porrada de dias e de certeza que não ficava tudo tão alinhadinho.

Sou gajo para acreditar que o filme vai ser igual com o gás e a eletricidade. E isto tudo só com uma mão, a tal "mão invisível" do Adam Smith. Não faço ideia do que estará a fazer com a outra, mas imagino um braço estendido para nós, mão fechada e o dedo médio esticado.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Eleições antecipadas já...

Numa perspetiva meramente pessoal, bom bom era que o desemprego subisse para 20%, o PIB reduzisse em 10%, a PT, GALP e a EDP falissem (e como bónus, que o Cavaco fosse visto a passear nú pelo Rossio a falar com amigos imaginários). É que me começa a faltar assunto. Dava-me jeito um golpe de estado, uma carga policial sobre uma manifestação (que saudades do bloqueio da ponte 25 do 4) ou, no mínimo, eleições antecipadas. Mas não se incomodem, se não poder ser, eu cá me arranjo.

Austeridade #3

Numa notícia relacionada, os produtores da série "Foi assim que aconteceu" congratulam-se com a perspetiva de novos cenários, assim que o país regridir para níveis dos anos 80... Ainda na linha de medidas  legislativas imbecis, esperam também que o governo introduza a obrigatoriedade do uso de botas alentejanas, camisolas com losangos e bigodes farfalhudos.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Vítor Gaspar

Não sei porquê, mas de repente ocorreu-me que por causa do politicamente correcto, sempre que preciso de me referir a uma pessoa com problemas mentais (e não me estou a referir à malta que acredita em signos), hesito sempre entre escrever deficiente mental ou atrasado mental (ou até retardado). Julgo que não são bem a mesma coisa, pelo que na dúvida opto pela utilização alternada.

Em qualquer caso, temos sempre a imbatível fórmula americana "mentally challanged", livremente traduzido para "desafiado intelectualmente", que me deixa a fantasiar com todas as decisões precedidas por um concurso, tipo roda da sorte, apresentado pelo gordo baixinho.

Apoio Cliente ZON

Eu e a ZON temos um ritual simpático, que se repete anualmente. 

Por meados de agosto, talvez não por coincidência quando se completam os doze meses do período de fidelização, depois de jantar, sento-me confortavelmente no sofá e telefono para o serviço de apoio ao Cliente para pedir informações sobre os procedimentos de desvinculação contratual.

O(a) operador(a) questiona-me gentilmente sobre os motivos que me levam a pretender essa informação. Faço-me muito indignado e digo que o filho da porteira, um miserável que nem a quarta classe tirou (assim, sem tirar nem pôr) paga muito menos pelo serviço. O(a) operador(a) começa então a enumerar os meus serviços e, um por um, pergunta se o miserável (chama-lhe mesmo isso) também os tem. Eu, que já encarnei a personagem e estou genuinamente furioso, digo obviamente que sim a tudo e que até acho que lhe mandam uma massagista a casa duas vezes por semana. O(a) operador(a), por esta altura não me quer contrariar, diz que desconhece esse serviço, que certamente será um produto novo e que ele(a) próprio(a) poderá passar cá por casa se necessário for. Possesso, desligo o telefone.

Um dia depois, telefona-me uma operadora, de voz rouca e suave, que me diz que sou um Cliente antigo, insubstituível, que merece todos os esforços e atenções da ZON para encontrar um pacote que me agrade. A voz é tão envolvente, que eu obviamente já estou a imaginar que o pacote me agrada, mas mantenho-me firme e, enquanto não estou hirto, lá vou resistindo.

Nos últimos anos a coisa até correu bem. De 53 euros passei para 42 (a dicção era péssima) e depois para 37 (há sotaques que me irritam). Agora vou pagar 50 (mas cá em casa não falamos sobre isto).

Homem de 87 anos detido no aeroporto de Lisboa com 1,9 quilos de cocaína

In Público

Estava-se mesmo a ver que ia dar nisto... A terceira idade virou-se para o crime organizado!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Início do Ano Escolar

Todos os anos é a mesma porra. Recomeçam as aulas e o trânsito fica infernal. Anda aí alguma doença a afetar as crianças portuguesas que as impeça de ir a pé para a escola ou são só os pais que são parvos?

A brincar a brincar, em vez de 5, passo a demorar 10 minutos a chegar à empresa. Uma maçada! Com esta crise toda não era melhor pôr os putos a trabalhar? Sei lá, a fazer sapatos ou camisolas da Nike no vão das escadas. Os putos vietnamitas andam nisso desde os 4 anos e nunca ouvi dizer que fosse país com problemas de mobilidade.

Estou para ver se a cura veio com a subida do preço da gota e os 7% da TSU.

Austeridade #2

Mas porque é que chamam austeridade a esta merda?

austeridade  
nome feminino
1.carácter ou qualidade do que é austero
2.rigor de disciplinaseveridade
3.ausência de enfeites ou ornamentos
4.ECONOMIA contenção de gastos
5.ECONOMIA política governamental que procura reduzir a despesa pública
(Do latim austeritāte-, «seriedade»)
http://www.infopedia.pt/pesquisa-global/austeridade 
Eu ainda não vi nenhuma contenção de gastos ou redução da despesa pública... Para já só vi o rigor de disciplina e a severidade com que me sacam o dinheiro, sem enfeites ou ornamentos (sei lá, um ramo de flores, bombons, um jantarinho fora), maneiras que quem está em contenção de gastos e a reduzir despesa sou eu. Não tarda nada jantar fora é mesmo na varanda!

Será que sou homossexual?


Ok! Não há outra forma de pôr a coisa... Sexta feira fod enrab sodomizaram-me como se não houvesse amanhã. E eu, que sou um tipo direito, sério, nunca dado a estas coisas, não gostei da minha primeira vez.

O gajo bem que tentou olhar para mim como o bambi, assim do género "anda cá que não te faço mal", mas a coisa saía-lhe mais a dar para o bovino, enquanto olha para a manjedoura a tentar lembrar-se se é ali onde come. A pose foi certamente copiada do guarda que estava à porta do posto da GNR lá da terra, por onde passava todos os dias a caminho da escola, figura de autoridade que tanto admirava e que sempre quis imitar. Mas o que me  tirou mesmo do sério foi a voz robótica, de entoação previsível, assim tipo GPS, "a dez metros vire à esquerda" e eu a olhar para a frente e a ver um precipício.

Se calhar não gostei por causa dos preliminares - duraram demais. Foram 15 minutos de desresponsabilização medíocre (não fui eu, já estava assim quando cheguei), alheada da realidade, a ver se o transe coletivo pegava. O gajo ainda quis pôr gel lubrificante e lá foi dizendo que isto se agora é muito melhor, deve-se a ele e aos amigos (sim, a coisa foi do tipo gang bang). Alguém que lhe explique que mais nem sempre é bom. Assim de repente e só como exemplo, mais desemprego é mau. E que menos também pode ser má notícia: menos PIB, menos investimento, menos consumo...

Depois também não vou muito à bola com aquela coisa de me cuspirem, muito menos na cara. Numa economia com o consumo retraído (certamente por medo que lhe façam mais mal), em que se compra menos automóveis, eletrodomésticos, eletrónica em geral, equipamento industrial, roupa e o diabo a quatro, obviamente as importações estão a diminuir e é preciso ter tomates para usar o défice externo como indicador de recuperação.

O chato é que ainda me está a doer e não deve passar tão cedo.



domingo, 9 de setembro de 2012

Austeridade

Eu desisto! Vou-me filiar no PCP e Bloco de Esquerda ao mesmo tempo. Os gajos dizem com tanta convicção que dá para subir salários a toda a gente, que eu acredito... Enfim!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Contribuição para a Segurança Social

Há uns anos o Herman José dizia que a subida do preço da gasolina não o afetava porque metia sempre 2 contos.

Já eu, vou jantar fora antes que me saquem o dinheiro.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Subida dos impostos

Estou de férias e não ando atento, mas tenho a vaga sensação que de manhã vi qualquer coisa na televisão que juntava na mesma reportagem Pedro Passos Coelho e subida de impostos. Se os dois apareceram juntos deve ser verdade e provavelmente não ficou registado porque esta coisa das férias dá para um gajo  iludir-se e andar convencido que a vida é só não fazer pevide, pores do sol paradisíacos, jantares românticos.

Bem, de qualquer modo não estou para me chatear. Eu pago a coisa, mas à posteriori. Assim do tipo, apresentam-me os recibos das merdas em que gastaram o dinheiro e eu decido. Se não gostar, vão devolver à  loja. Uma espécie de supervisão parental para imbecis. 

Ronaldo está triste

E eu também, que hoje está um vento do caraças e não dá para estar na praia. Por mim até nem ia mal, porque em rigor eu não estou na praia, estou na água. Agora a sereia, por paradoxo que possa parecer, não está na água, mas na praia e sempre vai dizendo que a areia não para de voar e pica como um raio. A mim se me perguntassem eu não usaria a metáfora do raio, porque um raio é coisa para acabar com um gajo, já a areia pode é dar mais trabalho a tirar de alguns sítios, mas tudo bem. 

Ah! Pois, o Ronaldo! Esse gajo (era para ter escrito cretino, mas vai-se a ver e o tipo até pode ter advogados que se dediquem a estas tretas e não estou para me desgraçar) está triste com quê? É que eu não tenho um iate ou um avião que me leve daqui para um sítio sem vento, só com aragens e ondas perfeitas. Não senhor. Estou aqui na herdade a sofrer, à sombra junto à piscina, à espera que me tragam a limonada gelada, ansiando por dias melhores...


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A vida é bela

Este é um daqueles dias em que um tipo chega ao final e, num momento de fantasia, interroga-se porque é que é pago para fazer as outras coisas e não estas.

Estas é levantar-me às 8:30, tomar o pequeno almoço - pão e croissants quentes, acompanhados de um tabuleiro com fruta laminada - com vista para uma piscina, dar um salto à praia, onde se faz uma horita de surf entre banhos de sol, almoçar com vista para a dita e à tarde, mais banhos de sol e um set espetacular de surf. Jantarinho com a sereia e agora, num terraço quase às escuras e a ouvir os grilos, a registar o dia.

As outras são trabalhar.

Suponho que há vidas piores, mas isso não me dá grande conforto. Sei lá eu se amanhã me vão faltar os Magnuns, o restaurante da praia não tem cerveja fresca ou as ondas são para "gajos mais velhos".

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Céu

Para memória futura, estou de férias, em Arrifana, concelho de Aljezur, distrito Faro, Algarve.

Isto até pode parecer banal, mas acontece que para mim esta é a praia mais bonita de Portugal (fotos em devido tempo) e no ano passado encontrei uma herdade, que complementa a coisa na perfeição (nem fotos, nem nome, porque senão para o ano todos os 3 leitores do blog aparecem-me por lá).

Vai daí, a linha editorial aqui do blog vai aliviar um pouco e a partir de agora só falo de sol, ondas, passarinhos, flores, pão alentejano, azeitonas, açorda de camarão, ovos mexidos com farinheira, robalo e dourada grelhados (um de cada vez), Super Bock fresquinha e Magnun Classic.

Ah! E da mais bonita, uma sereia que hoje faz anos e está mimadita. Vou ali dar-lhe um beijo e volto qualquer dia.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Autonomia, quero dizer independência, da Madeira

Para quando o referendo prometido pelo Alberto João? A malta do continente também pode votar?

É que eu tenho cá para mim que a Madeira é mais ou menos como uma empresa pública onde enterramos dinheiro. A diferença é que no caso da RTP, da TAP e outros quejandos, ainda vamos todos tirando algum proveito da coisa (ou não), enquanto aquilo ali, lá no meio do oceano, parece que é mesmo só para alguns. Não dará para vender, arrendar, sei lá, concecionar? Nem que seja por uns trocados para os cafés depois da escritura pública?

domingo, 2 de setembro de 2012

Benfica vence Nacional da Madeira por 3-0 e sobe à liderança do campeonato


Convém registar que hoje é dia 2 de setembro, estamos na terceira jornada do campeonato e o FCP e o SLB têm os mesmos pontos, 7.

Porque raio é que estes gajos já se agarram à diferença de golos à terceira jornada? Suponho que isto de vencer campeonatos é uma questão de estado de espírito.

De qualquer modo e a reter, a frase do treinador do Nacional na conferência de imprensa "o resultado é justo, mas podíamos sair daqui com empate". Em abstrato, nem estou a perceber porque é que se ficou por aqui! Porque não ambicionar à vitória no campeonato, na Liga dos Campeões ou para a presidência da Câmara do Funchal?

sábado, 1 de setembro de 2012

Festa do Avante

Pois é! Depois admiram-se! Passam a vida a queixar-se de tudo e de nada e a mandar tiradas incoerentes, algumas assim a dar para o alucinado: nós somos as forças democráticas,  o povo está connosco (exceto, obviamente, nas eleições),  o Pai Natal e o dia dos namorados são conspirações americanas e a minha preferida, a Coreia do Norte é uma democracia.

A verdade é que isto de ser poder dá trabalho e enquanto os jotinhas centro direita, futuros queridos líderes, se aplicam a disfarçar a ignorância e estupidez frequentando aulas de verão, a malta da esquerda, nem que seja só para chatear a Igreja Católica e usufruir das recompensas terrenas, faz festas, não toma banho durante três dias, dá umas quecas e queima os neurónios a fumar charros.

Ainda assim não consigo tirar da ideia que o Bernardino Soares, já em puto, era o gajo que ia de tenda em tenda a dizer aos camaradas para fazer pouco barulho ou, no espírito verdadeiramente democrático, como deviam fornicar - assim tipo, pegava com a mãozinha e levava-o lá.


Direito de resposta

Serve o presente para esclarecer que, pelos vistos, talvez não tão inesperadamente como isso, o PS também tem uma universidade de verão. Afinal de contas aquilo é tudo farinha do mesmo saco e obviamente a putalhada do PS também precisa de aulas de recuperação.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Férias (round 3)

E aqui vou eu para a última semana férias. Não foi nada má a ideia de as partir em três pedaços, mais umas migalhas aqui e ali para juntar aos feriados. Estas só podem ser espetaculares - o tempo e o mar vão estar excelentes - Sol, surf e jantaradas.

No Sábado à noite fazemos os sacos, ponho a prancha no carro e Domingo é só carregar o resto. Saímos de manhã cedo, para tentar aproveitar o primeiro dia. Depois são 500 quilómetros, descarregar o carro e ala que se faz tarde para a praia, que fica ao fundo de uma encosta. Desce-se com o carro, descarrega-se a prancha e o resto da parafernália, sobe-se, estaciona-se e volta-se a descer, agora a pé. Procura-se um lugar onde estender a toalha e toca a vestir o fato de Neopreno, que custa bem a entrar e a tirar. No final do dia sobe-se a pé, desce-se com o carro, carrega-se as tralhas e siga para a herdade. Seis dias disto, depois mete-se tudo no carro e outros 500 quilómetros para o Porto. Arrumar, pôr a lavar e secar tudo, fazer compras e ir jantar a qualquer sítio... Estou cansado do raio das férias.

Vende-se país, como novo, revisões na marca...

Eu, que até sou um gajo assim a dar para o liberal, acho maravilhosa esta coisa da bipolaridade, ou bipartidarismo, ou lá o que é. Maravilhosa e previsível. Com uma regularidade que quase dispensa calendários, mudamos de partido no governo com a certeza que, venha quem vier, vai sempre encontrar uma forma de nos lixar mais um bocadinho.

Agora que temos o PSD, a coisa parece passar por vender o mais depressa e barato possível qualquer recurso ou empresa que o Estado ainda possua e que tenha o mínimo potencial de dar lucro. E vai dar lucro, nem que seja à força ou com uma cláusula contratual a garantir que se passará o cheque necessário para que dê. No fundo está a defender-se o interesse nacional, porque toda a gente sabe que o estado gere mal e os funcionários públicos são uns sacanas de uns preguiçosos.

Se for o PS, já é um bocadinho mais rebuscado. Não se vende nada, mas os ministérios e as empresas públicas desatam a subcontratar serviços e consultores, contratar parcerias publico-privadas e a assinar memorandos de entendimento que garantem que as contas públicas são drenadas durante 30 ou 40 anos. Obviamente, sendo um partido socialista (mais ou menos ou nada), a ideia é que é necessário investimento público para que a economia cresça. Se o investimento público for, digamos, perto de casa, melhor.

Não é que eu tenha alguma coisa contra isto. Até já estou habituado e também não vejo alternativa - Deus, note-se que não sou católico, nos livre do PSR ou do PCP. No fundo, o que me começa a irritar é que um gajo quase consegue ver as notas a passar à frente dos olhos e nunca cai nenhuma nos bolsos.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Nem se eu quisesse inventar #3...

"António Borges denuncia os "interesses instalados" contra planos de ajustamento.
Sem nunca se referir à RTP, o consultor do Governo para as privatizações, António Borges, considerou nesta quinta-feira que “há sempre oposição” aos programas de ajustamento. “Há sempre interesses estabelecidos a opor-se”, afirmou António Borges, durante a sua intervenção na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide."
In Público

"É preciso ter tomates"
O Povo

Isaac (o furação, não o gajo da bíblia)

Para aqueles, como eu, que ano após anos deliram com o ar surpreendido da malta cá do burgo quando começam os primeiros fogos de verão ou as primeiras inundações de inverno, é botar os olhinhos no amigo americano. Aquilo sim, é um povo evoluído que não olha a meios nas comemorações. Ele é Super Bowl, 4 de julho, dia de ação de graças e Halloween. Vai daí, a 28 de agosto, exatamente 7 anos depois do Furacão Katrina ter devastado Nova Orleães, aí está o Furacão Isaac.

Eu sei que os novaorleane gajos de Nova Orleães são maioritariamente negros, falam francês e gostam de Jazz. Claramente é povo que não gosta de fazer pevide e à primeira oportunidade salta tudo para a rua, a abanar o rabo atrás de uma banda (são uma espécie de brasileiros, mas a armar ao pingarelho), mas isso não me parece desculpa para deixarem a cidade lixar-se duas vezes.

A verdade é que sempre que ouço a palavra "dique" lembro-me de cães (deve ser por causa do rafeiro d'Os Cinco) ou dos Castores do Yakari (e nem vou tentar explicar). É que não é palavra que me inspire confiança. Bom, suponho que, lá como cá, a malta prepara-se para o melhor e fica à espera do pior. Também não deve ajudar viverem perto de poços de petróleo, porque é óbvio que o preço ainda precisa de subir um bocadinho. A Síria tem petróleo?

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Universidade de verão do PSD


Porque raio é que todos os anos temos de gramar com reportagens sobre a universidade de verão do PSD?

Eu, que frequentei a universidade (e, para aqueles mais cínicos, conclui o curso), não me recordo de alguma vez um canal de televisão me ter ido lá filmar, sentadinho, com olhar atento, a ouvir o que os professores tinham para dizer. Para isso poderá ter contribuído o facto de me escapar metade do que os professores diziam, eu raramente olhar com atenção seja para o que for e ter sido ainda mais raro dar-se o caso de lá estar sentado a ouvi-los. Mas, de qualquer modo, acreditem em mim, nenhuma estação de televisão lá foi.

Ora eu fiz um curso a sério, com exames de admissão e tudo (não bastou dizer que era filho do Dr. Fulano), avaliações periódicas (a que tive de comparecer), notas e média final (estranhamente calculada com base nas notas das referidas avaliações periódicas). A coisa tinha tanta credibilidade, que foi fácil arranjar emprego e construir uma carreira profissional.

Se isto não mereceu uma reportagem, por que raio temos de levar com os laranjinhas todos penteadinhos e aperaltados, como se fossem a um batizado, a ouvir atentamente os líderes lá da agremiação. E se a malta já imagina que aquilo é gente que anda por lá desde a puberdade, a maioria sem qualquer capacidade ou experiência que lhe permita apresentar uma ideia de jeito, porque raio é que o PSD se gaba que os seus jovens têm de frequentar a universidade no verão? São aulas para recuperação de notas?

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Fumar marijuana durante a adolescência pode afectar a inteligência

Para mais ou para menos?

RTP

Se é para fazer programas com aquele gordo baixinho, o outro mais alto ou os outros das tardes de sábado e domingo, a coisa ficava muito mais barata e interessante se apenas transmitissem um plano fechado de uma lareira com notas a arder. De volta e meia aparecia uma locutora de continuidade e atirava um maço de notas lá para dentro.

Obrigado!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

TPM

Assim de repente e obviamente sem motivo nenhum, ocorreu-me o seguinte: donde raio vem o TPM?

Aquela tristeza e sensibilidade toda vem donde? É que eu já vi gente a fazer menos barulho pela morte de um filho. Tudo aquilo porque um óvulo está a ser despejado? Se um tipo ficasse no mesmo estado sempre que tem um orgasmo... são 300 milhões...

Também não acredito que os pensos higiénicos sejam assim tão desconfortáveis. Sei de saber de experiência feita, porque já tive de pôr um "Curita" numa ferida, que não incomoda nada.

Chateia-me pensar que não é mais do que uma tanga para fazerem o que lhes apetece, assim tipo os "desejos de grávida" e as "dores de cabeça. Mas, mais importante, venha de onde vier, a culpa é minha? É que já estava assim quando eu cheguei!

Em todo o caso, surgiu-me a ideia para uma nova marca de pensos higiénicos. A estratégia de marketing é totalmente inovadora e passa por trazer na mesma caixa 10 pensos e 100 lenços de papel. O nome está em estudo, mas vai ser qualquer coisa do género Pour from your Holes.

sábado, 25 de agosto de 2012

Serviço Público

Não, não é preciso descarregar música de sites manhosos.
Nem andar pelo youtube na esperança que aquela música - sim, essa - esteja disponível (lamentavelmente atrelada a um vídeo de gatos).
Adeus iTunes...

... Senhoras e senhores, para vosso gáudio e prazer - Deezer

(agora, dobrado em português)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Prince Harry Vegas Pictures


O que é que se há-de dizer sobre isto? Bom, pelo menos nas monarquias um gajo paga e tem direito a um espetáculo antes de ser…

Querido mês de agosto

A maioria dos emigrantes já nem se lembrava do último Natal que passou na terra...

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sistemas de Educação e a Criatividade

A TED Talk mais vista de sempre: 11 731 564 vezes e a contar


Vinte minutos extraordinários, com maravilhas como esta:
Numa sala de aula, a professora aproxima-se da aluna de 6 anos, que está empenhadíssima a fazer um desenho.
Professora - o que estás a desenhar?
Aluna - Deus!
Professora - mas nunca ninguém viu Deus.
Aluna - esperem só mais um bocadinho e já vão ver!

Nem se eu quisesse inventar #2...

Idosa decide restaurar fresco em igreja
Numa notícia relacionada, governo espanhol pondera a introdução de aulas de Educação Visual em centros de dia e lares de terceira idade.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Vencer

Estou a ler um livro de um tipo chamado Jack Welch que, se calhar, até tem algum jeito para gerir empresas -  foi o CEO da General Eletric durante 20 anos, período em que o valor da empresa aumentou 4000%.

O título da coisa é: Vencer.

A premissa é básica e é mais ou menos esta: não se deve ter vergonha de vencer, na verdade deve-se procurar vencer e ambicionar a justa recompensa. Não se deve é fazê-lo à custa dos outros, porque mais cedo ou mais tarde paga-se a pena... claramente este gajo não conhece Portugal.

sábado, 18 de agosto de 2012

Futebol

Não ligo puto a futebol... é que não me interessa mesmo nada.

Bom! Não ligo puto se o FCP está na frente e o resto da malta passa a vida a protestar. Quando a coisa fica incerta lá ando mais motivado. Não há nada como alguma ansiedade para estimular as massas.

Já as tricas à volta da coisa entretêm-me bastante. Que saudades de ver o lfv a  falar do Picó e do FCP. Fico emocionado com tanto sentimento e indignação, que só uma pessoa verdadeiramente inimputável inatacável pode expressar.

O que começa a chatear é a previsibilidade da coisa. A malta da comunicação e imagem começa a não ter imaginação e isto acaba tão maçador como os jogos do FCP. Um tipo sabe que vai ganhar, nem que demore 100 minutos, a bola não entre, até não tenha sido penalti, ou metade dos adversários sejam expulsos. As desculpas manhosas em vez de uma suspensão sem apelo nem agravo são mais ou menos a mesma coisa.

Cá vamos nós...

República Dominicana

Em 1996 passei uma semana na República Dominicana, da qual poucas recordações tenho, já que por coincidência, também era a viagem de finalista.

Tenho vaga memória de quase nada:
- uma viagem de Santo Domingo para Puerto Plata, por uma estrada que serpenteava por vegetação luxuriante;
- à face dessa mesma estrada, todas as casas tinham grades nas janelas e varandas;
- as mesmíssimas casas pareciam estar cravejadas por buracos de bala;
(estes pontos, talvez não tanto a vegetação luxuriante, de algum modo fizeram-nos desejar a presença de escolta policial)
- no hotel tive o primeiro contacto com o conceito de tudo incluído - uma pulseira com poderes mágicos que me dava acesso a todas as bebidas que conseguisse absorver;
- finalmente, um almoço numa Pizza Hut de Santo Domingo. Este almoço ficou registado pela particularidade, aos olhos de um quase gestor, de existirem funcionários com tarefas bastante específicas... quando digo específicas quero dizer: um tipo para pôr colheres, outro facas, outro garfos, um para servir água, outro para colocar o prato, mais um para os recolher (que não sei se era o dos talheres), etc., etc...

Foi pois com tristeza que constatei na visita recente a esse país extraordinário, que todos estes postos de trabalho foram eliminados, por pressão do porco e opressor capitalista... Agora, o desgraçado que colocava as colheres, também tem de pôr os outros talheres, os copos e os pratos. O tipo da água, também serve Coca-Cola e Sprite. E tenho a certeza que quem recolhia os pratos, também levou os talheres e os copos, que é para não se estar a armar em parvo.

Se eu quisesse inventar uma metáfora melhor, não conseguiria. Mas, infelizmente, quem eu gostava que lesse isto não o vai fazer e também nunca há-de chegar o dia em que um sindicato em vez de organizar uma greve, pelo contrário, organiza jornadas de trabalho ao domingo para ajudar a empresa a ultrapassar dificuldades.

E é só isto, agora vou ali ver se o jardineiro podou as sebes como mandei e dar instruções à cozinheira para o almoço (#$%#$%&, o motorista deixou o carro ao sol).

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Manual de instruções



Aí pelo princípio de agosto, dei por mim deitado numa espreguiçadeira numa qualquer praia da República Dominicana, com um copo na mão e a olhar para o mar, onde vagueavam 3 catamarans, 4 kayaks e inúmeras cabeças de russos.

Eu – devíamos dar uma volta numa coisa daquelas! Apontando vagamente para o infinito.
Ela – nos russos?
Eu – não, os russos são grandes como o caraças, mas flutuam mal. Nos Hobie Cats!
Ela – hã?
Eu – nos catamarãs!
Ela – hã?
Eu – nos barquinhos à vela!
Ela – ah! Nos Obi wan kenobi! Já podias ter dito. Mas sabes pilotar aquilo?
Eu – não, mas não deve ser complicado. Se aqueles tipos conseguem? Também, se correr mal ou acabamos em Cuba e perdemos o jantar ou esperamos quietinhos que nos venham buscar de barco a motor.

E assim foi. Três saídas espetaculares para o mar, o vento a empurrar e o som dos cascos a sulcar a água, com coqueiros e o horizonte como pano de fundo.

Ah!... As férias!

Nota do editor: não, esta não é uma alteração da linha editorial mal disposta e quezilenta. São saudades das férias, é o que é.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Enfim...

Somos mesmo obrigados a receber de volta a seleção olímpica?

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Euro 2012

As despesas da seleção são integralmente pagas pelo prémio de apuramento para o campeonato. Não custa um tostão aos portugueses... vai daí, nós dormimos nos hotéis em que nos apetecer (e metemos nos quartos quem quisermos). Espetacular!

E formação das "camadas" (porque raio se diz camadas?) jovens, quem paga? A construção de infraestruturas de apoio também é paga pelas inúmeras fontes de rendimento da FPF? O que é um Humberto Coelho?

É este tipo de esperteza que nos pôs no sítio. Aí e tal, este dinheiro é para formação de técnicos, mas é preciso construir escolas novas, e estradas para chegar a essas escolas, e uma rotunda ou duas, e o presidente da câmara precisa de um apartamento novo, que aquele desde que foi para lavar mingou...

Bem, aqui vamos nós para uma sequência rápida de humilhações internacionais! Nunca mais é agosto...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Os falcões

Plano fechado da câmara que filma a floreira dos falcões, 19:30. Uma mão aproxima-se do ninho lentamente, acaricia os ovos existentes e, depois de cuidadosa avaliação, retira um. Silêncio. Pelas 19:35 ouve-se o som de algo a fritar na frigideira.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Os custos da insularidade

É certo que, comparando com Lisboa, quem trabalha no Porto não tem a mesma dificuldade para entrar na cidade de manhã ou sair ao final da tarde, nem vê o trânsito virado do avesso sempre que há uma qualquer comemoração nacional ou um evento internacional.

Por essas e por outras, parece-me um pequeno preço a pagar ter de esperar pela segunda parte dos noticiários da noite para saber como foram as comemorações de mais um campeonato nacional.

Não deixa no entanto de ser um pouco estranho que ainda antes dessa noticiazita, venha uma outra que diz: benfica perdeu o campeonato nacional e adeptos esperam pelos jogadores recebendo-os com vaias e insultos.

Por mim está tudo bem, nós temos o Porto Canal, Lisboa tem a RTP1, a SIC e a TVI.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Automóveis

Acabo de descobrir que os automóveis, pelo menos os suecos, não têm defeitos... Têm características técnicas do produto e que não, não tenho razão nenhuma em lamentar-me sempre que viro enquanto travo, porque aquela pancada que ouço está lá de propósito.

Instalou-se no entanto um dilema, que espero a marca me saiba esclarecer... qual a diferença entre uma pancada provocada por uma característica técnica e os problemas a sério? É que no caso dos travões, preferia não descobrir enquanto estou a preencher uma declaração amigável, encostado à berma, com o condutor do carro da frente a pensar que sou cego ou inapto.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Banalidades


Aparentemente,  o que me separa da genialidade é este estranho hábito de tomar banho todos os dias.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Nem se eu quisesse inventar...

Mulher suíça morre à fome em consequência de "dieta solar".

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Na farmácia

A realidade:
Farmacêutico a sorrir pergunta à senhora enquanto olha para o caniche - como se chama?
Senhora - Bolinha.
Farmacêutico a sorrir e debruçado sobre o balcão enquanto tenta fazer uma festa ao Bolinha - a sério? Muito bonito.

Na minha cabeça:
Farmacêutico a sorrir pergunta à senhora enquanto olha para o caniche - como se chama?
Senhora - Bolinha.
Farmacêutico aos gritos e olhar tresloucado - O BOLINHA NÃO PODE ESTAR AQUI!

Enfim...

domingo, 22 de abril de 2012

Desporto

A ilusão que vestir um fato de treino do nosso clube de eleição é o mesmo que fazer desporto, embora extremamente apelativa, é obviamente imbecil.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O arrumador


Perto de minha casa “trabalha” um arrumador que tem especial interesse por colas para papel, sapatos, madeira ou vidro, mas a quem ninguém reconhece especiais dotes de bricolage.

O certo é que moro ali há 3 anos e o sacana continua a não me reconhecer. Já lhe disse para não me cravar todas as vezes que me vê, vez nenhuma, já o ignorei descaradamente, corri com ele aos gritos e até dei a ocasional moeda, mas todas as vezes olha para mim como se me estivesse a ver pela primeira vez. O chato é que só descobri isto quando um dia ao almoço lhe dei 2 euros e disse para não me cravar durante alguns dias. Ao final da tarde ali estava ele novamente, sorridente e prestável - “venha, venha”, coreografando gestos exuberantes que deve ter visto numa reportagem sobre aeroportos, enquanto  me via a raspar uma jante no  passeio.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Jogos Olímpicos #2

Aparentemente a coisa vai ser tetra anual, ao ritmo dos Jogos Olímpicos.

Está um tipo pacificamente a ver o jornal da noite, depois de um dia em que acordou às 7 da manhã, trabalhou 10 horas, andou a correr de um lado para o outro (ok, mais ou menos) e de repente leva com uma reportagem sobre a missão  olímpica e os sacrifícios que os atletas fazem.

Plano fechado sobre a cara do chefe da missão olímpica portuguesa (não faço a mínima ideia quais os feitos para desempenhar o cargo), que consegue dizer sem se rir - Aí e tal, que os atletas treinam duas vezes ao dia com muito sacrifício pessoal. Plano aberto, instalações modernas, bem equipadas, meia dúzia de atletas a andar de um lado para o outro, no paleio com jornalistas e claramente relaxados.

De quatro em quatro anos é a mesma coisa - porque os atletas treinam duas vezes por dia, porque não há instalações dignas, porque não há apoios, porque... Onde é que a malta foi buscar a ideia que para fazer o que gosta o resto do país tem de patrocinar. Alguém os obriga?... Melhor, alguém lhes pediu? Por quanto é que a brincadeira me vai ficar? Já há objetivos de medalhas, ou este ano nem se fala nisso, para depois não se ter de despedir ninguém?

Vou dizer à Administração que passo a ir duas horas de manhã e duas à tarde, mas que em troca coso publicidade nos blazers!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Jogos Olímpicos

Com o cancelamento do Lisboa-Dakar, que grande evento desportivo é que a Al-Qaeda pode sabotar este ano? Os Jogos Olimpicos na China?

China, um país com um bilião de habitantes - mil milhões. Se um terrorista resolver explodir-se no meio da multidão, o pior que pode acontecer é matar 40 ou 50 chineses. Um bilião de habitantes. Ninguém reparava, nem a família das vítimas.

O que nos leva ao Dakar. Ao cancelar a prova, o Ocidente retirou à Al-Qaeda a hipótese de sabotar o segundo maior evento desportivo do ano. Trata-se obviamente de uma opção imbecil. Os concorrentes andam separados entre um a dois minutos e circulam acima dos 180 Km/h. Como é que os bombistas suicidas resolvem o problema? Meia dúzia de terroristas espalhados no deserto, a tentar calcular a aproximação de um carro, para explodirem à passagem.

Perdeu-se um grande espectáculo televisivo! E aposto que só foi cancelado porque estava difícil encontrar publicidade adequada.

Empregada #3

Bem, pelo título já se viu.

A coisa até ia mais ou menos bem, até que a dita começou a achar que nós não tinhamos pulso. Vai daí, o estilo já incluía mensagens de telemóvel às 9:30 da manhã, do tipo: "hoje não vou".

Também facilitou um bocadinho. Mensagem: "entregue a chave". E ficou resolvido. Sábado de manhã... aspirador... rabo para o ar... 6 meses.

Finalmente resolvemos contratar outra. Por agora não vai mal. As duas mangas das camisas já têm vincos, as divisões estão limpas, os móveis estão todos manchados com Pronto - "Era para ficar mais bonito...". Agora que já somos rodados, não fomos na história. Elas andam a testar-nos, mas não vai ser por isto que vai embora.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Vazio

Muito bom isto de ter um blog. Já passou quase um mês e não me ocorreu escrever mais nada.

Em alternativa, mantenho o tópico da empregada... Estamos muito satisfeitos. A ver vamos se também começa a lavar e aspirar os carros.